Segunda-feira, 31 de Agosto de 2009

Motelx 09, Filmes em Destaque (cont.) - IV

Dia 5 de Setembro:

 

 

Vinyan (França/Bélgica, 2008): O casal Belhmer vive um drama: perderam o filho num devastador tsunami. Numa determinada reportagem, vêm uma figura extremamente parecida com ele e decidem lançar uma busca pelo interior da Tailândia, que vai tomar proporções profundas e perigosas...

 

 

 

Deadgirl (EUA, 2008): Ricky e TJ são dois adolescentes que encontraram uma rapariga nua, acorrentada a uma cama, num antigo hospital abandonado. Sem conseguir perceber se ela se encontra viva ou morta, vão ter de tomar uma decisão que reproduz os horrores da passagem à idade adulta...

 

 

Pontypool (Canada, 2008): Passado num estúdio de rádio, surgem notícias de sangrentos incidentes ocorridos na cidade. Cedo os locutor

es se apercebem que se trata de um vírus, e que este se espalha pela voz. “Shut up or die”...

 

 

Macabre (Indonésia, 2009): Para recompensar um grupo de amigos que deu boleia à sua filha, Dara oferece-lhes um jantar. Durante o mesmo, as suas intenções começam a tornar-se bastante claras...

 

 

Dia 6 de Setembro:

 

 

Trick'r Treat (Canadá/EUA, 2008): Conjuga quatro histórias: um director de uma escola que é um serial killer; uma jovem universitária virgem que pensa ter encontrado o amor; um grupo de amigos que organiza uma brincadeira maldosa; uma mulher que compete com o marido; Todas estas combinam o espírito malévolo de uma noite de Halloween...

 

 

The Children (Reino Unido, 2008): Durante uma reunião familiar em plena época natalícia, os problemas surgem quando as crianças, sem razão aparente, se voltam contra os pais. Será uma luta pela sobrevivência...

 

 

 

Jack Brooks: Monster Slayer (Canadá, 2007): Durante a sua infância, Jack Brooks assistiu à morte de toda a sua família. Agora, este vai enfrentar os demónios da sua vida...

 

 

 

 

 

Podem consultar os restantes filmes a exibir em: www.motelx.org

 

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Julho means Summer

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Estreias da Semana - 03/09

35 rhums: Filme de origem francesa, conta a história de Lionel (viúvo) e da sua filha Josephine. Ambos tomam conta um do outro até ao ponto em que Lionel percebe que a sua filha esta a ‘sacrificar’ a sua vida e felicidade por ele...

Ghosts of Girlfriends Past:
Mais uma comédia romântica americana, onde Connor vai ter o dia mais difícil da sua vida, ao encontra os fantasmas das suas ex-namoradas em pleno casamento do seu irmão...

The Taking of Pelham 1 2 3: Em pleno metro de Nova Iorque, um dos comboios é sequestrado por Ryder (John Travolta). Ele e o seu gang, ameaçam matar todos os passageiros do comboio caso não seja pago um resgate. A solução deste enorme problema passará pelo controlador de tráfego e enorme conhecedor daquele metro de seu nome Garber...

Charlie Bartlett: O nome da pessoa que dá titulo ao filme, é um jovem rebelde. Começou a traficar medicamentos na sua escola, o que levou a que este se tornasse bastante popular. Existem então ‘choques’ constantes entre ele e o director da escola. Porém, é Charlie que ajuda o director a ultrapassar a difícil relação que tem com a sua filha…

 

Fast Track: Tom Reily não tem propriamente muito sucesso na sua vida profissional, sendo que o sustestento da casa é feito pela sua mulher Sofia, uma brilhante advogada. Com a notícia de um filho a caminho, estes sentem a necessidade de se mudar para a cidade natal de Sofia. Os pais dela não gostam muito das atitudes de Tom, e dão-se bem melhor com o Ex. de Sofia...

 

Homeland Securtiy: Henry é um ex-agente do FBI que regressa para trabalhar na sua pacata polícia local. Ao reencontrar a sua mãe, esta encontra-se com uma figura esbelta e deslumbrante. Todos os homens se atiram a ela, e Henry não se sente muito bem naquele papel. Além disso, ele descobre que o actual namorado da mãe é um criminoso que à tanto investigara...

 

Personal Effects: Walter perdeu a sua irmã. Linda perdeu o seu marido. Ambos foram assassinados e as suas histórias coincidem num grupo de apoio. Enquanto Walter tem em si um espírito de vingança, Linda prefere ajudar o seu filho Clay, que encontra em Walter um apoio para ultrapassar a morte do pai. Em busca de superar tais acontecimentos, ambos se apoiam e acabam por se apaixonar...

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Por Diogo às 00:50
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Domingo, 30 de Agosto de 2009

Coraline (2009)

 

 

Baseado no livro homónimo de Neil Gaiman (o mesmo criador de “Stardust"), eis que Henry Selick, o realizador responsável pelo fantástico “The Nightmare Before Christmas”, nos faz chegar “Coraline”, uma menina de 11 anos que acaba de se mudar com os pais para a cidade de Oregon, para uma mansão com mais de 100 anos chamada  “Palácio Cor-de-Rosa”.

 

Apesar do local ser apto a explorações, de conhecer um estranho rapazinho da sua idade, e de os restantes inquilinos da mansão serem algo caricatos (as artistas Spink e Forcible, e o Sr. Bobinsky), Coraline (Dakota Fanning) depressa se aborrece. Os pais estão cheios de trabalho e não dispensam muita atenção à filha, sugerindo a esta que explore a casa. E é durante a sua incursão que Coraline dá de caras com uma estranha porta que serve de passagem para um mundo alternativo onde a sua vida é em tudo mais alegre. Ou pelo menos, é o que parece...

 

Conseguindo abranger um público mais vasto, “Coraline e a Porta Secreta” pode em alguns momentos chegar a ser desconfortável para as crianças. Não digo que não seja direccionado para elas, pelo contrário, mas alguns segmentos, nomeadamente o final, vai um pouco mais além do habitual em matéria de “susto”. Ainda assim, é inegável o facto de estarmos perante uma boa aposta dentro do género.

 

Com animadas e coloridas sequências, como o florescer do jardim do outro mundo, por exemplo, e pelos próprios personagens, cuidadosamente criados pelo processo de stop motion (uma modalidade de animação em que são utilizados modelos reais, a partir dos quais são necessárias 24 frames para cada segundo de filme, sendo que os modelos são fotografados frame a frame), Selick brinda-nos com uma película criativa, inteligente e visualmente irrepreensível que nos transmite a ideia de que, por vezes, aquilo que desejamos pode não ser o melhor para nós. E que se soubermos esperar, se tivermos paciência, os bons momentos chegam para ficar. Selick não se opõe ao sonho, apenas enaltece uma realidade de acordo com o que temos. E fá-lo através de uma personagem que, embora criança, apresenta já uma personalidade vincada e que não nos deixa indiferentes.

 

Devo ainda parabenizar a dobragem portuguesa, em especial Nuno Lopes, que dá voz ao curioso Mr. Bobinsky, e a Ana Bola e Maria Rueff que nos deliciam com as divertidas Miss Spink e Miss Forcible.

 

Com tamanha qualidade, não se admire pois o espectador de ver atribuída a “Coraline” uma nomeação a melhor filme de animação na próxima cerimónia dos Óscares. É sobejamente merecida!

 

“You probably think this world is a dream come true... but you're wrong.”

 

Nota Final: 8.5 / 10

 

 

 


Motelx 09, Filmes em Destaque - III

Dia 3 de Setembro:

 

 

Long Weekend (Austrália, 2008): Peter (Jim Caviezel) e Marcia são um casal com problemas, e numa última tentativa de salvar o seu casamento, decidem acampar numa praia deserta durante um fim-de-semana. Sem qualquer tipo de consideração pelo meio ambiente e pelo ecossistema onde se encontram, estes vão ser julgados e sentir a fúria da mãe natureza...

 

Martyrs (França, 2008): Lucie é uma jovem rapariga que foi raptada, abusada e mantida em cativeiro durante 14 meses. Os anos seguintes foram muito difíceis mas contou sempre com a ajuda da sua amiga Anna. Quinze anos volvidos, as duas procuram vingança de quem as abusou passando por um Mundo de depravação e mutilação...

 

 

Dia 4 de Setembro:

 

From Within (EUA, 2008): Toda a gente tem um passado, todas as cidades têm os seus segredos. É com esta premissa que From Within conta a história de um jovem residente numa pequena cidade. Ela encontra-se dividida entre a sua religião e a possiblidade de experimentar o Mundo ‘lá fora’. Subitamente, começam a ocorrer diversas mortes, aparentemente suícidos... Mas tudo leva a crer que a jovem possa ter alguma relação com o acontecido...

 

Pig Hunt: (EUA, 2008): John e os amigos decidem realizar uma caçada na quinta do falecido tio. Perspectivava-se um fim-de-semana de homens (apesar de Brooks, a namorada de John ter vindo). À medida que se deslocam na densa floresta, a lenda ‘The Ripper’ começa a fazer sentido, e secreta morte do tio de John parece começar a revelar-se. A caçada começou...

 

Sauna (Finlândia/Republica Checa, 2008): No ano de 1595, a guerra entre a Finlândia e a Rússia terminou, e os irmãos Knut e Eric foram um dos responsáveis pela marcação da fronteira. Vão ter agora de se confrontar com o facto de terem deixado um menina morrer de uma forma horrível, dias antes. Eles vão ‘lavar’ os seus pecados...

 

  

Mum & Dad (Reino Unido, 2008): Lena aceita ir até à casa de dois colegas de trabalho do aeroporto em que trabalha. Ambos são adoptados, e ao chegar lá, vê-se encarcerada pelo ‘pai’ e pela ‘mãe’ (ambos com disfunções psicológicas e sexuais obvias). Eles vão tentar a todo o custo inserir Lena na família, como a sua nova filha...

 

 

 

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Por Diogo às 11:54
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Motelx 09, Sessão de Abertura - II

A sessão de abertura ficará entregue a um filme australiano do ano de 2007. ‘Rogue’ do mesmo realizador de Wolf Creek (Greg McLean), ganhou o prémio de ‘Melhores Efeitos Especiais’ atribuído pela Australian Film Institute e será exibido às 21.45h do dia 2 de Setembro.

Sinopse: Pete (Michael Vartan) é um jornalista norte-americano que visita a Austrália em trabalho. Junta-se a um grupo de turistas numa viagem de barco pelo rio, sendo inesperadamente abalroados por um crocodilo. Os tripulantes acabam por se refugiar numa pequena ilha. Ilha essa, onde o temível réptil se alimenta durante a noite...

 

 

O primeiro dia de festival encerra com o filme norueguês Rovdyr ou em inglês, Manhunt. Data de 2008 e a trama não será o seu ponto forte compensado porém, com o suspense envolvente e consequente acção. Manhunt prova a constante evolução deste  género de filmes por parte dos países escandinavos.

 

Sinopse: Quatro amigos vão acampar para uma floresta. Após uma paragem para descansar, dão boleia a uma rapariga que se revela estranhamente nervosa. Durante a viagem têm um furo e são capturados por caçadores que fazem deles as suas presas...

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Por Diogo às 00:04
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Sábado, 29 de Agosto de 2009

Motelx 09, Onde o terror é bem vindo - I

 

Pois bem, o já respeitado Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa, regressa para a sua terceira edição que decorrerá entre os dias 2 e 6 de Setembro. Ficará marcado por algumas novidades e convidados de honra.

 

O Golden Ticket estará particularmente interessado no festival, não estivessem dois dos seus três elementos envolvidos como voluntários, e vamos, nestes dias que antecedem a sessão de abertura, dar-vos a conhecer os principais filmes em cartaz, as novidades, os convidados...

 

Acompanhem-nos então nesta visita ao Mundo do Terror...

 

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Por Diogo às 19:44
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Quinta-feira, 27 de Agosto de 2009

Maria Full Of Grace (2004)

 

 

Maria Álvarez é uma jovem colombiana que trabalha num viveiro de rosas, até ao dia em que, por ter uma má relação com o patrão, decide despedir-se. Agora, para sustentar a família, Maria decide entrar no negócio de transporte de droga que tem como destino os Estados Unidos da América. Ela, juntamente com Lucy (Guilied Lopez) e Blanca (Yenny Paola Vega), vê naquele transporte a hipótese de uma vida. Grávida do primeiro filho e com apenas 17 anos, transporta no seu estômago 62 cápsulas de droga, e basta uma rebentar para que tudo acabe. Mas o dinheiro que tem a receber, justifica o risco...

 

Esta é como se diz, e bem, uma história baseada em mil. Um submundo pouco explorado e que aqui se apresenta como um competente produto e, arrisco mesmo a dizer, um dos melhores filmes de 2004.

 

Com uma história bastante dura, “Maria Cheia de Graça” não é certamente um filme para as massas. Premiado em diversos festivais de cinema, como o Sundance ou o Festival de Berlin, este poderoso filme teve uma surpreendente e merecida nomeação ao Óscar na categoria de Melhor Actriz para a estreante Catalina Sandino Moreno, a protagonista que podemos também ver em “Paris, je t’aime” ou, futuramente, no 3º capítulo da saga de “Twilight”.

 

As boas interpretações são uma constante no filme. Um bom exemplo disso é a cena que acompanha a viagem das “mulas” (nome dado às traficantes que utilizam o seu corpo para transporte das substâncias). A tensão é palpável, bem como a angústia por que passam aquelas mulheres que raramente transportam menos de 50 cápsulas, consoante a sua massa corporal. Essa e a cena em que Maria ingere as cápsulas de droga são sem dúvida marcantes e destacam o filme do simples melodrama.

 

Realista e sem se deixar cair em situações caricatas ou saídas fáceis. Assim é este filme de Joshua Marston. No mínimo, indispensável!

 

“Y usted cuántas veces hecho esto?"

 

Nota Final: 8 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 17:23
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Quarta-feira, 26 de Agosto de 2009

Mission: Impossible III (2006)

 

 

Após as desistências de David Fincher e de Joe Carnahan em dar continuidade à saga de “Missão Impossível” eis que surge em cena J.J. Abrams. Depois de assistir a alguns episódios da conhecida série “Alias”, produzida por Abrams, Cruise viu nele o homem ideal para recuperar para este “Missão: Impossível 3” um potencial que desaparecera no capítulo anterior.

 

De imediato pensei que voltaríamos a ver o verdadeiro Hunt, e em plena sala, confirmei as minhas expectativas, naquele que é, para mim, o melhor capítulo até ao momento.

 

Neste 3º capítulo, Hunt (Tom Cruise) leva agora uma vida normal e pacata. Está noivo de Julia (Michelle Monaghan), que desconhece a sua condição de agente secreto, e deixou o trabalho no terreno, dedicando-se somente ao treino de novos agentes do IMF. Contudo, essa sua “nova” vida é alterada por completo quando Lindsey (Keri Russell, num papel que esteve destinado a Scarlett Johansson), uma das suas melhores alunas, é feita refém na sua primeira missão. Agora, Hunt terá de resgatar Lindsey e enfrentar o perigoso traficante de armas Owen Davian (Philip Seymour Hoffman) que o tem na mira, a si... e a Julia.

 

Comparativamente com o primeiro “M:I”, que nos oferecia um envolvente clima de espionagem, este “M:I 3” recupera esse clima, embora numa dosagem menor, é certo, mas que se vê compensada com boas sequências de acção. Ou seja, num balanço, “M:I 3” consegue ser um produto mais consistente, daí a nota superior em relação aos outros títulos da saga. Abrams mostra-se incansável nesta sua estreia cinematográfica e fala-se já num novo capítulo a seu cargo.

 

Os momentos iniciais do filme recuperam o início característico da série de televisão, e é-nos apresentado um determinado ponto do filme em que o confronto entre Hunt e Davian está já no seu limite. A partir daí, Abrams recupera o começo do filme onde somos introduzidos a uma outra faceta de Ethan: a vida que partilha com Julia. Assim, e ao contrário da fita de De Palma, somos levados a conhecer melhor o personagem e a criar laços com ele, algo que tinha sido bastante complicado de alcançar nos filmes anteriores (um pouco mais simples talvez na película a cargo de John Woo, embora a química do actor com Thandie Newton estivesse longe de ser perfeita).

 

Aproveito esta menção para abordar as interpretações. Os “veteranos” Cruise e Rhames mantêm-se nos seus papeís com o nível a que já nos habituaram, jogando bem com a entrada de Laurence Fishburne enquanto chefe de Ethan, e de Philip Seymour Hoffman, que se mostra um vilão à altura, conquitando bons momentos de tensão e roubando todas as suas cenas.

 

Resta-me pois recomendar este filme com acção vertiginosa e bem conseguida que não deixará o espectador indiferente!

 

“Who are you? What's your name? Do you have a wife? A girlfriend? Because if you do, I'm gonna find her. I'm gonna hurt her. I'm gonna make her bleed, and cry, and call out your name. And then I'm gonna find you, and kill you right in front of her.”

 

Nota Final: 8 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 15:30
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Terça-feira, 25 de Agosto de 2009

Mission: Impossible II (2000)

 

 

4 anos depois, a cargo do realizador John Woo, eis que chegou o mais fraco capítulo da saga. Infelizmente, é possível resumir desta forma a película em que o agente especial Ethan Hunt (Tom Cruise) tem como missão recuperar um vírus mortal, criado em laboratório, e o seu respectivo antídoto. Ethan deve criar uma equipa de agentes à sua escolha, mas deverá recrutar também Nyah Nordoff-Hall (Thandie Newton). A sua importância para a missão é vital, uma vez que é a ex-namorada de Sean Ambrose (Dougray Scott), o agente da IMF que roubou o vírus.

 

A princípio a premissa parecia interessante, muito também pela bem desenvolvida trama do primeiro filme. Contudo, depressa nos apercebemos que o engenhoso guião foi esquecido e substituído por sequências de acção que, embora bem coreografadas, devem pouco à credibilidade. É facto que, por se tratar de um filme de acção, o exagero está muitas vezes presente, mas há sempre limites razoáveis dentro dos quais é possível executar um melhor trabalho.

 

Um bom exemplo disso são os minutos iniciais da fita. Em Dead Horse Point, Utah, vemos Hunt a praticar boulder, um tipo de escalada em que não são utilizados equipamentos de segurança. Exige muita perícia e força, daí ser indicado para alturas não superiores a 5 metros. Ou seja, locais completamente opostos áquele em que Hunt se encontra. Mas lá está, é um filme de acção, situações destas são quase imperativas. Agora, não roça o ridículo como, por exemplo, a cena de luta na praia... O espectador compreenderá ao que me refiro se tiver oportunidade de visualizar a película.

 

Mas fora esses exageros, “M:I 2” peca essencialmente pelo facto de ver o clima de espionagem do filme anterior transformado numa simples miragem. Há uma perda de identidade do agente especial bastante notória na fita, e o guião torna-se simples de mais, já para não falar no vilão, que está longe de ser interessante. Falha grave também no mau aproveitamento da qualidade interpretativa de Sir Anthony Hopkins.

 

Desta feita, “Missão Impossível 2” não passa do filme feito somente para entreter. Pena é que anteriormente nos tivessem “servido” um Hunt mais interessante, pois caso isso não tivesse acontecido, poderíamos encarar este segundo filme mais como um produto isolado, do que como uma sequela mal conseguida.

 

“Mr. Hunt, this isn't mission difficult, it's mission impossible. "Difficult" should be a walk in the park for you.”

 

Nota Final: 5 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 19:39
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Segunda-feira, 24 de Agosto de 2009

Estreias da Semana - 27/08

 

 

My Life in Ruins: Giorgia perdeu a chama pela vida (naquilo que os gregos chamam de ‘kefi’). Desanimada com a direcção da mesma (ou falta dela), ela trabalha como guia de viagens na sua bela terra natal. Ao mostrar ao Mundo tamanha beleza, abre o seu coração para a vida e até quem sabe, para o amor…
 
Gake no ue no Ponyo: Filme de animação (disponível em VP e VO) que conta a história do pequeno Sosuke e de Ponyo, um peixe vermelho. Baseado no conto ‘A Pequena Sereia’, Ponyo tenciona torna-se humana tendo que lutar contra feitiços e feiticeiros…
 
Inglorious Basterds: Shoshanna Dreyfus vê a sua família ser executada directamente pelas mãos do Coronel nazi Hans Landa. Contudo, consegue fugir para Paris onde, sob uma identidade falsa, é dona de um cinema. O seu destino cruza-se com o do Tenente Aldo Raine que está a organizar soldados para atacar alvos localizados, os Bastardos. Ele, juntamente com Bridget von Hammersmark, uma agente infiltrada, tem como missão derrubar o Terceiro Reich.
 
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Por Diogo às 09:00

Editado por Mafalda em 20/09/2009 às 18:47
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Sábado, 22 de Agosto de 2009

Mission: Impossible (1996)

 

 

Ethan Hunt (Tom Cruise) desloca-se até Praga com a sua equipa da IMF, uma agência secreta, para mais uma missão: recuperar um disco que contém a lista de agentes que trabalham para a firma. Porém, depressa percebem que são vítimas de uma emboscada.

 

Por ser o único sobrevivente, Ethan torna-se o principal suspeito da morte dos colegas. Conseguirá ele provar a sua inocência?

 

Esta adaptação da série televisiva de grande sucesso nos anos 60, foi o primeiro projecto da Cruise/Wagner Productions, a produtora criada por Tom Cruise e Paula Wagner, e que viria mais tarde a encarregar-se também dos seguintes capítulos da saga do agente especial Hunt (que apresentam uma qualidade bastante distinta, mas essa análise, fica para posteriores críticas).

 

Com realização a cargo de Brian De Palma, “Missão: Impossível” mostra-se um bem executado thriller, bastante coeso e coerente... até à cena final que envolve um helicóptero, um TGV e um túnel... Para não fugir ao rótulo de filme de acção, deixa-se cair numa cena exagerada e que de credível, tem muito pouco, comprometendo o tom sóbrio que vinha acompanhando a fita. Porém, o que se lhe antecede, vale por todo o filme. O espectador tem a sua atenção completamente focada no desenrolar dos acontecimentos, mais até do que nos personagens, proporcionando um interessante jogo mental, bastante abonatório para o característico ambiente de filmes de espionagem.

 

Assim, com uma boa direcção, elenco requintado e competente, bons planos de acção e fotografia, estamos perante um título incontornável dentro do género em questão, e de algumas das cenas mais marcantes do cinema (quem não se recorda da famosa entrada na sala do computador da firma, em Langley, com Cruise suspenso por cabos e sem poder emitir qualquer som?).

 

Sem dúvida, um dos melhores da saga.

 

 “If you're dealing with a man who has crushed, shot, stabbed, and detonated five members of his own IMF team, how devastated do you think you're gonna make him by hauling Mom and Uncle Donald down to the county courthouse?”

 

Nota Final: 7 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 14:56
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Quinta-feira, 20 de Agosto de 2009

I Love You, Man (2009)


 

 

 

Depois de vários anos de namoro, Peter Klaven (Paul Rudd) pede em casamento a sua namorada Zooey Rice (Rashida Jones). Mais descobre que a sua falta de amigos masculinos preocupa a sua noiva e começa uma busca por um melhor amigo e possível padrinho de casamento. Quase por acaso, Peter esbarra com Sydney Fife (Jason Segel).

 

John Hamburg traz-nos uma comédia com uma narrativa simples e bem construída o que é raro ver no género. Embora não fuja às típicas histórias que estamos habituados a ver, I Love You Man consegue através de poucos clichés e bons diálogos que não deixam o espectador cair no ridículo com piadas fáceis e sem interesse nenhum.

 

Dado o género do filme os aspectos técnicos não são muito relevantes, mas é de destacar a boa banda sonora do filme, principalmente a banda que os dois actores principais seguem religiosamente.

 

O sucesso deste filme deve-se bastante ao seu elenco, mais precisamente a Paul Rudd (Over Her Dead Body) e Jason Segel (Forgetting Sarah Marshall e How I Met Your Mother) que formam uma dupla bastante interessante e apresentando uma química muito boa entre os dois.

 

Se está à procura de um filme para descontrair mas mesmo assim não quer nada com piadas fáceis que insultem a sua inteligência, então I Love You Man deve ser a sua escolha.

                                                  

“Hi peter, I saw your billboards, they're spectacular. I'm sorry for calling you a whore. Best of luck with Sydney, if you're not still together... you can Facebook me.”

 

Nota Final: 8 / 10 

 

  


Quarta-feira, 19 de Agosto de 2009

Thirteen (2003)

 

 

“Hit me. I'm serious, I can't feel anything, hit me! Again, do it harder! I can't feel anything, this is awesome!”

 

É de uma forma brutal e descontrolada que “Treze” tem início, deixando antever desde logo o que poderá ser visto no filme: a forma como uma vida pode mudar de um dia para o outro, quase ao ponto de se ver destruída.

 

E a vida de Tracy (Evan Rachel Wood), não era assim. Há 4 meses atrás era uma carinhosa jovem de 13 anos, boa aluna, amiga da família... Até se deixar fascinar pelo mundo de Evie (Nikki Reed). Um mundo de extremos, que envolve sexo, crime, drogas e álcool, e no qual Tracy se deixa cair por forma a ser aceite no grupo mais popular do liceu.

 

Mas, afinal, a jovem já não se encontrava totalmente bem. Fumava, auto-mutilava-se... tudo por forma a aliviar a dor que sentia pela separação dos pais. A relação com Evie só veio piorar as coisas, e tudo começa a desabar no mundo de Tracy. Resta saber se terá ainda forças para escapar a essa contínua espiral de destruição...

 

A fita que marcou a estreia de Catherine Hardwicke enquanto realizadora, teve a sua única nomeação ao Óscar na categoria de Melhor Actriz Secundária para Holly Hunter, que interpreta Melanie, a mãe de Tracy, sendo pois obrigatório referir a prestação dos actores. Desde Hunter até às protagonistas Reed e Rachel Wood, há um esforço que se pode (e deve) confundir com uma chamada de atenção para as diversas situações descritas no filme, e que conseguem através de uma enorme entrega, bem visível nas cenas de maior carga dramática.

 

Para isso, bem como para uma maior veracidade do argumento, contribuiu também a co-autoria do guião a cargo de Nikki Reed. Juntamente com a realizadora, a actriz que agora podemos ver no fenómeno “Twilight”, curiosamente também ele realizado por Hardwicke, pôde dar um pouco mais de si à fita ao abordar situações pelas quais ela própria passou enquanto adolescente.

 

O recurso à técnica de filmagem “câmara na mão” é também bastante abonatório para a ideia que se pretende transmitir. São acções complicadas de explicar, mudanças repentinas, um mundo complexo, um turbilhão de emoções, factores cuja visualização se torna mais fácil e credível com os rápidos e trémulos movimentos da câmara. Bem pensado e executado.

 

Com bons pormenores, nomeadamente no jogo de cores que atravessa todo o filme, caracterizando também ele a destruição de Tracy enquanto pessoa, “Thirteen” desenha-se como um retrato nú e perturbador de infâncias perdidas e de erros que podem ser irremediáveis. Alguns espectadores poderão mesmo encará-lo quase como que uma versão (muitíssimo!) mais light de “Requiem For a Dream”, ou como um sucessor da história de Christiane F. de “Os Filhos da Droga” mas, ainda assim, por mais paralelismos que se encontrem, consegue seguramente dar cartas na sua categoria. Choca e dá que pensar.

 

Nota Final: 8 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 17:22
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Segunda-feira, 17 de Agosto de 2009

Estreias da Semana - 20/08

  
 
Blood – The Last Vampire: Saya é uma rapariga de 16 anos, meia vampira, meia humana, que dedica todos os esforços para livrar o mundo dos vampiros.
 
4 Copas: Diana, uma jovem a entrar na idade adulta, mora com o pai e com Madalena, a sua madrasta. Um dia descobre que Madalena trai o seu pai com Miguel, um segurança muito mais jovem. Assim, para salvar o casamento do pai, Diana aproxima-se de Miguel, e acaba por descobrir o amor...
 
The Ugly Truth: Abby é uma produtora de televisão cuja vida se complica quando as audiências do seu programa começam a cair. A solução encontrada pelo director de programas é contratar Mike Chadway, um comentador irritante, com ideias sexistas e provocadoras.
 
 
 
Passengers: Claire é a psicóloga escolhida para dar apoio aos sobreviventes da queda de um avião. Eric, é o sobrevivente que a mais intriga, mas decide juntar-se a ele para desvendar o estranho desaparecimento dos passageiros.
 
Synecdoche, New York: Caden Cotard está a trabalhar numa nova peça de teatro, mas diversos problemas como a separação da mulher e uma possível doença retiram-lhe a atenção ao seu trabalho.

 

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Por Mafalda às 23:41
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Sábado, 15 de Agosto de 2009

The Forbidden Kingdom (2008)

 

 

Nesta minha mini-maratona de filmes com Jet Li como protagonista, decidi pegar em “O Reino Proibido”. Depois de um deprimente “A Múmia: Túmulo do Imperador Dragão”, confesso que não ia com grande esperança para este filme. Mas enganei-me, e bem!

 

Jason Tripitikas (Michael Angarano) é um jovem viciado em filmes de kung fu. Um dia, na loja de penhores onde adquire os seus filmes, Jason encontra um estranho bastão que vem passando de geração em geração aos donos da loja, até que se encontre o seu verdadeiro dono.

 

Nessa noite, o jovem é obrigado por um gang local a ajudar num assalto à loja, e é durante a fuga que se vê transportado de Boston para a China antiga, juntamente com o bastão. Lá, é salvo pelo mestre (bêbedo) de kung fu, Lu Yan (Jackie Chan) que lhe conta a profecia do bastão e lhe diz ter como missão entregá-lo ao Rei Macaco, transformado em pedra à mais de 500 anos pelo Senhor da Guerra de Jade, que o atraiçoara durante um duelo.

 

Com a ajuda do monge silencioso (Jet Li) e de Pardal Dourado (Yifei Liu), conseguirão os nossos heróis libertar o poderoso guerreiro?

 

Este filme foi altamente publicitado por se tratar da tão aguardada reunião entre os dois mestres actuais de artes marciais, Jet Li e Jackie Chan. E que reunião! Chan tem um quê de Jack Sparrow na sua personagem, mostrando-se trapalhão, mas ainda assim, excelente lutador. Jet Li arranca uma boa interpretação, adequando-se bem ao papel (ou devo dizer, papeís...), e Bingbing Li, que interpreta a feiticeira Ni Chang, tem também uma prestação interessante e com boas cenas de luta.

 

Existem alguns momentos bem ao estilo de “The Karate Kid”, como quando Lu Yan ensina kung fu ao jovem Jason, ao mandá-lo cortar relva com o seu bastão... “Wax on, wax off”... lembram-se? Mas nem as semelhanças, nem os clichês do filme arruinam este produto realizado por Rob Minkoff (um dos realizadores de “The Lion King”).

 

Proporcionando bons momentos de humor, bem como exímias sequências de combate e efeitos especiais, somos também nós transportados numa aventura rica a vários níveis, desde interpretativo até fotográfico e sonoro. As cores das belas paisagens da China conjugam-se com uma adequada sonoridade, criando assim um bonito ambiente para a película.

 

Entretenimento puro numa das mais fantásticas aventuras do ano de 2008! Worth the watch.

 

“If one does not attach himself to people and desires, never shall his heart be broken. But then, does he ever truly live? I would rather die a mortal, who has a care for someone, than a man free from his own death.”

 

Nota Final: 7 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 19:44
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Sexta-feira, 14 de Agosto de 2009

The Mummy: Tomb of the Dragon Emperor (2008)

 

 

Terceiro capítulo da saga de “The Mummy” (sem contar com a mal conseguida prequela “The Scorpion King”), desta vez passado na China. O imperador Han (Jet Li) era detentor de uma insaciável sede de poder, e via somente na morte o seu principal adversário. Decide então recorrer à ajuda de Zi Juan (Michelle Yeoh) uma feiticeira que, em vez de lhe conceder a vida eterna, acaba por amaldiçoá-lo, vingando a morte do seu amor.

 

Agora, 2000 anos depois, o imperador que se encontrava transformado, juntamente com o seu exército, em estátuas de terracota, despertou com a intenção de conquistar o mundo. E só Rick O’Connell, o mesmo que derrotara a múmia Imhotep, o pode travar.

 

O início do filme prometia, mas ao contrário dos dois primeiros títulos da saga, não soube manter essa linha de interesse. O desgaste de ideias e as fracas interpretações de alguns dos actores tiraram o sentido à continuidade da história. Isso bem como uma série de cenas que se apresentam, no mínimo, rísiveis e dispensáveis.

 

Com a pretensão de apostar essencialmente nos efeitos especiais (que não estão nada por aí além), este “O Túmulo do Imperador Dragão” perde bastante com a saída de Rachel Weisz (embora se compreenda a escolha da actriz em não participar no mais fraco capítulo da trilogia). Maria Bello, que está longe de ser má actriz, foi a substituta para interpretar Evelyn O’Connell e, simplesmente, não foi a melhor escolha para o papel, deixando bastante a desejar.

 

Fraser, que não possui qualquer química com Bello, continua a seguir a linha do heroí divertido, conferindo um dos únicos pontos de interesse, juntamente com John Hannah com o seu divertido Jonathan, cunhado de Rick. Verifica-se portanto que só os actores que se mantiveram dos filmes anteriores conseguem fazer-nos esquecer, por momentos, que estamos perante uma película com um argumento mais que visto, previsível e que leva, inequívocamente, a um distanciado interesse por parte do espectador. Isto para não dizer quase nulo...

 

Luke Ford, que interpreta o filho de Rick e Evy, Alex, também não convence, mais por um má escolha de casting do que por outra coisa. A idade que o separa do “pai” Fraser aparenta ser pouca e isso decididamente não joga a favor do pretendido pelo realizador Rob Cohen, que se prepara, dizem, para realizar “The Mummy 4”...

 

Resta-me dizer que, depois deste “The Mummy 3” aborrecido e completamente descartável, espero que não seja verdade.

 

“Die you mummy bastards. Die.”

 

Nota Final: 3.5 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 18:20
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Quinta-feira, 13 de Agosto de 2009

Gray Matters (2006)

 

 

Gray (Heather Graham) e Sam (Tom Cavanagh) são dois irmãos com uma óptima relação. Fazem tudo juntos, o que leva algumas pessoas a pensarem que são, de facto, um casal. Frustrados com tal situação, decidem começar a sair mais, conhecer novas pessoas e procurar a sua cara metade.

 

Tudo corria bem até ao dia em que ambos se apaixonam... pela mesma mulher. Charlie (Bridget Moynahan) é uma encantadora jovem que acaba, também ela, por se apaixonar por Sam, com quem planeia casar. Mas na noite anterior ao casamento, algo acontece entre Charlie e Gray...

 

Mais uma comédia romântica com um argumento bastante simples (que se baseia, curiosamente, na vida da irmã de Sue Kramer, a realizadora que tem aqui a sua estreia na sétima arte), mas com a dose certa de devoção por parte dos actores e pormenores deliciosos (como a cena de dança logo no início do filme) que captam uma atenção positiva. Embora deva assumir, deveria ter explorado melhor alguns aspectos do guião.

 

A participação de Graham foi o que me atraiu para ver este feel good movie. A actriz, que vimos este ano em “The Hangover”, continua igual a si própria, o que resulta num conjunto de bons apontamentos da sua personagem. Moynahan tem uma presença simpática e Cavanagh não convence como protagonista masculino, deixando a maioria dos créditos para Allan Cumming, que aqui interpreta Gordy, um taxista que acaba por se tornar amigo de Gray. Ele, juntamente com Graham, consegue das melhores cenas do filme. Brilhante.

 

De referir também a banda sonora, com alguns títulos bem conhecidos do público, e que ajuda no ambiente bem disposto que a fita ambiciona.

 

Gravado inteiramente em Nova Iorque em apenas 21 dias, “Eu, a Minha Irmã e a Mulher dos Nossos Sonhos” está longe de ser somente um filme que aborda a temática da homossexualidade. Todos conhecem a minha posição favorável ao aparecimento de mais comédias a abordarem esse assunto (como que para balancear com os filmes mais sérios sobre a referida temática), e esta película, consegue isso, sendo bastante boa de se ver, mas é mais do que isso. Essencialmente “Gray Matters”  é um filme de auto-descoberta e aceitação, que conquista pela sua simplicidade.

 

Take a look at it.

 

Because I'm never going to be able to walk down the street, holding hands with my partner without the rest of the world giving us a look. And may never have the wedding that I once dreamed of and I may never have children. And one day when I die people will never give as much respect to my grieving lover as if she were my husband.”

 

Nota Final: 7 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 07:47
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Quarta-feira, 12 de Agosto de 2009

Night at the Museum: Battle of the Smithsonian (2009)

 

 

Larry Daley (Ben Stiller) deixou o seu trabalho de guarda nocturno para se lançar no mundo empresarial, alcançando bastante sucesso. A sua empresa, a Daley Devices, está em franca expansão e segue um bom rumo. Já o mesmo não se poderá dizer da relação de Larry com o seu filho, dado o excesso de trabalho que tem em mãos.

 

Um dia, toma conhecimento que o Museu de História Natural de Nova Iorque, onde trabalhara, está a ser renovado. A nova tecnologia vem substituir algumas das estátuas que se encontravam no museu, e de quem Larry se tinha tornado amigo (no primeiro “Night at the Museum” comprovou-se que todos os artefactos do museu ganham vida durante a noite).

 

Os artefactos são levados para Washington DC, para os armazéns do instituto Smithsonia, onde se encontra Kahmunrah, um terrível faraó que pretende governar o mundo. Cabe agora a Larry unir-se a Jedediah (Owen Wilson), Octavius (Steve Coogan), e aos restantes habitantes do museu para contrariar os planos de Kahmunrah (Hank Azaria). Conseguirão?

 

Dado o sucesso do primeiro filme, os estúdios da Twentieth Century Fox viram como imperativa uma continuidade desta história. E não se enganaram, pois mantiveram-se bons resultados de bilheteira, embora com uma fórmula que dá sinais de desgaste. Mas vamos por partes.

 

“À Noite, no Museu 2” apresenta um bom esforço de dar algo diferente da história do primeiro filme aos espectadores e, nesse ponto, embora continue na mesma linha de ideias, consegue alguns novos e bons pormenores, conferindo-lhes maior relevo pelo que de melhor esta fita tem em relação à anterior: os efeitos especiais. Algumas sequências sairam claramente a ganhar com este investimento, possibilitando uma maior dinâmica.

 

Quanto ao elenco, Amy Adams apresenta-nos uma Amelia Earhart (a primeira mulher a voar sozinha sobre o oceano Atlântico) que prova a sua versatilidade enquanto actriz (não percam a oportunidade de observar o seu trabalho no filme “Doubt”, que lhe valeu, inclusivé, uma nomeação ao Óscar). Ben Stiller continua igual a si próprio (embora com algumas falhas), assim como Owen Wilson. Os restantes actores da película não deslumbram, mas têm uma prestação aceitável. Por forma a tornar o guião menos denso (ainda menos...), algumas das personagens principais do filme anterior, como Teddy Roosevelt (Robin Williams) foram um pouco “abandonadas” em detrimento das novas.

 

Ainda no que a personagens diz respeito, é de mencionar o aparecimento de Darth Vader! Foi um agradável pormenor no meio de alguma confusão narrativa. E sem dúvida um dos momentos mais divertidos da fita, ainda que curto.

 

Este é o tipo de comédia na qual o espectador que a visualizar, sabe o que o espera. Divertimento para toda a família, mas essencialmente para as crianças. Não é um mau filme dentro do género em que se insere, mas torna-se um pouco repetitivo e vazio em determinadas situações.

 

“Is that you breathing? Because I can't hear myself think! There's too much going on here; you're asthmatic, you're a robot. And why the cape? Are we going to the opera? I don't think so.

 

Nota Final: 6 / 10

 

 

 


Terça-feira, 11 de Agosto de 2009

Estreias da Semana - 11/08

 

 

 

  

 

G.I. Joe: The Rise of Cobra – G.I. JOE é uma equipa de elite que é dotada da mais alta tecnologia de espionagem e equipamento militar. Assim, tentaram deter a ameaça da misteriosa organização dos Cobra.
 
Wolke Neun – Inge com mais de 70 anos é casada à mais de 30 anos. Mas inesperadamente sente-se atraída por Karl que tem cerca de 76 anos.
 
Partly Cloudy Gus, uma solitária nuvem é um mestre em criar bebes perigosos e essas obras de arte são entregues ao leal companheiro, uma cegonha chamada Peck.
 
Up Um vendedor de balões, chamado Carl Fredricksen, cumpre o ser sonho e prende milhares de balões à sua casa, partindo à descoberta da América do Sul. Porém, o seu maior pesadelo nesta viagem chama-se Russel e tem 8 anos.
 
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Por Hugo às 22:25

Editado por Mafalda em 21/03/2010 às 23:59
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Segunda-feira, 10 de Agosto de 2009

Cellular (2004)

 

 

Jessica Martin (Kim Basinger) é uma professora de biologia que tinha, aparentemente, a vida perfeita. Com uma família feliz e um trabalho estável, nada fazia prever os acontecimentos que se desenrolam após o filho sair para a escola. Jessica é raptada e vê como sua única salvação Ryan (Chris Evans). Ela não conhece o jovem mas, no sotão onde está cativa, consegue estabelecer uma ligação para o seu telemóvel, ao juntar os fios de um telefone que fora estilhaçado pelos seus raptores.

 

A príncipio Ryan pensa tratar-se de uma piada de mau gosto, mas cedo percebe que a mulher e a sua família correm mesmo perigo. Numa corrida contra o tempo, e sempre a tentar manter a ligação, resta agora ao jovem procurar ajuda junto da polícia. Mas nem tudo é o que parece...

 

O que será que pretendem os raptores? Que terá o marido de Jessica em seu poder que justifique o perigo em que colocou a sua família?

 

“Ligação de Alto Risco” é o característico filme de sábado à tarde que tem o entretenimento como única aspiração. E o certo é que não desilude, muito por culpa da premissa original com argumento a cargo de Larry Cohen, um veterano na escrita de filmes série-B, e que conseguiu algum destaque com, por exemplo, “Cabine Telefónica”.

 

A banda sonora encontra-se a um nível mediano, assim como os actores. William H. Macy consegue bons pormenores com o seu personagem, Bob Mooney, um polícia à beira da reforma e em vias de abrir um spa com a mulher. Jason Statham continua igual a si próprio ao interpretar um dos sequestradores, e Evans precisa de amadurecer mais um pouco enquanto actor. Kim Basinger revela alguma inexpressividade em determinadas cenas, mas não compromete.

 

E sim, estamos perante uma autêntica campanha aos telemóveis da Nokia. Contudo, é uma “campanha” capaz de prender o espectador pelo bom ritmo de acção e alguns toques de humor.

 

As falhas e clichés no filme estão presentes e são, por vezes, bastante óbvias mas, ainda assim, se procura uma película agradável de se ver, então talvez este “Cellular” seja uma boa opção para si.

 

“We had a report of a possible kidnapping. You haven't been kidnapped today, have you?”

 

Nota Final: 6.5 / 10

 

 

 


Domingo, 9 de Agosto de 2009

Peter Pan (2003)

 

 

50 anos depois da versão animada a cargo da Disney, chega mais uma adaptação do famoso clássico de James Mathew Barrie, “Peter Pan”, agora a cargo de P. J. Hogan. E devo dizê-lo desde já: é uma boa adaptação.

 

Londres. Wendy (Rachel Hurd-Wood), John (Harry Newell) e Michael (Freddie Popplewell) são 3 irmãos que vivem juntamente com os pais, os Darling, e Nanny, uma cadela São Bernardo responsável pelas crianças. Todas as noites Wendy conta histórias de piratas e fadas aos seus irmãos. Mas mais alguém a escuta...

 

E uma noite, esse alguém revela-se. É ele Peter Pan (Jeremy Sumpter), um estranho rapaz que se faz acompanhar da fada Tinkerbell (Ludivine Sagnier) e que consegue... voar! O rapaz convida Wendy para segui-lo até a Terra do Nunca, mas esta recusa-se a ir sem os irmãos, e assim, juntos, partem para aquela que será a maior aventura das suas vidas.

 

A história todos a conhecemos, por isso algo teria de se destacar em mais esta adaptação. E foi, essencialmente, a nível de efeitos especiais. Bem conseguidos, dão sem dúvida um brilho especial a esta aventura indicada para toda a família. Algumas cenas de referência são por exemplo a da dança entre Peter e Wendy na Floresta, e ainda o combate final entre Pan e o seu eterno rival, Capitão Hook (Jason Isaacs).

 

Mas não só de efeitos vivem essas cenas. Alguns dos actores conseguem boas interpretações ajudando claramente para um bom envolvimento com a fita. Lembro-me imediatamente do protagonista, Sumpter, que consegue captar bastante bem a essência do confiante Peter Pan, mas também os seus medos. Porque Peter é assim mesmo, um rapaz forte e destemido, mas também com um claro medo da responsabilidade dos adultos.

 

A bom nível está também Jason Isaacs. Mantendo a tradição das peças teatrais, “Peter Pan” apresenta-nos o actor com dupla prestação, pois interpreta o pai de Wendy e o Capitão Hook. Porém, consegue um melhor trabalho a nível do vilão, conferindo-lhe alguma maturidade e retirando o rótulo de vilão menor (como o é nos desenhos animados da Disney).

 

Em tom conclusivo, de referir ainda o bom ritmo narrativo, que mantém como que uma faceta teatral, que se faz acompanhar por uma competente banda sonora e guarda-roupa. Não posso também deixar de mencionar alguns pontos negativos, especialmente a nível de edição (transição de cenas, por exemplo).

 

É ainda assim uma delícia para as crianças, e não só. Vale a pena assistir.

 

“Once upon a time there was a boy named Peter Pan, who decided not to grow up.”

 

Nota Final: 7 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 23:41
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Sexta-feira, 7 de Agosto de 2009

Dirty Pretty Things (2002)

 

 

Não se deixe o espectador enganar pela capa. “Estranhos de Passagem” tem tanto para oferecer que ela simplesmente não lhe faz justiça (nem esta, nem qualquer uma das restantes que encontrei). Nomeada ao Óscar de Melhor Argumento Original, esta película de Stephen Frears, realizador do respeitável “The Queen”, entrecruza as vidas de Okwe (Chiwetel Ejiofor), Senay (Audrey Tautou), Juan (Sergi López), entre outros, numa viagem pelo submundo londrino.

 

Okwe é um imigrante ilegal, nigeriano, e médico de profissão... até chegar a Londres onde é taxista durante o dia, e recepcionista do Baltic Hotel à noite. Passando dias praticamente sem dormir, Okwe consegue ainda arranjar tempo para consultar e medicar alguns vizinhos, com a ajuda de Guo Yi, um amigo que trabalha numa morgue e que lhe consegue facultar alguns dos medicamentos necessários.

 

Ele partilha casa com Senay, uma jovem turca com alguns problemas com a polícia de imigração, e cujo sonho é ir viver para Nova Iorque. Estas vidas e as dos restantes personagens da história acabam ligadas por um estranho acontecimento... O aparecimento de um coração humano numa das casas de banho do hotel...

 

O assunto abordado é a grande mais valia da película e aquilo que a diferencia dos restantes filmes dentro do género. A ténue linha entre o certo e o errado, o vísivel ou ignorado, joga a favor desta obra de Frears que soube levar a bom porto a sua ideia. Ele, e os actores.

 

Ejiofor e Tautou revelam uma boa dinâmica, tocando o espectador e permitindo criar uma envolvência com a sua história. As suas cenas estão muitíssimo bem conduzidas e a química é palpável. Boa prestação de ambos. Aliás, arrisco dizer que todas as interpretações se encontram a muito bom nível.

 

Tráfico de orgãos, imigração ilegal, são temáticas com detalhes minuciosamente tratados e que tornam esta fita num daqueles filmes que não me canso de ver. O seu tom sombrio e a fotografia crua que permite constrastes, não só de espaço, mas também de personagens, visto a faceta multicultural que se nos apresenta, são também um outro ponto significativo.

 

E verificar que com apenas 10 milhões de dólares se conseguiu elaborar tal projecto, é deveras reconfortante.

 

Crú, realista, inteligente, coeso e criativo, “Dirty Pretty Things” é isso mesmo, uma série de coisas belas e sujas, amores e crimes, que prendem do príncipio ao fim. Sem ligar a clichês nem a saídas fáceis. Obrigatório.

 

“We are the people you do not see. We are the ones who drive your cabs. We clean your rooms. And suck your cocks.”

 

Nota Final: 8 / 10

 

 

 


Quarta-feira, 5 de Agosto de 2009

The Happening (2008)

 

 

Algo de estranho se passa em Central Park. Os corpos estagnam e, de repente, algo inesperado acontece... Mortes e mais mortes se seguem, todas elas por suicídio. E o pior, é que o número de cidades americanas onde se registam tais comportamentos aumenta a uma velocidade aterradora. O que estará por trás deste estranho comportamento? Mão humana ou algo ainda mais difícil de controlar?

 

Elliot Moore (Mark Wahlberg) é mais um sobrevivente que juntamente com a namorada, Alma (Zooey Deschanel), tenta escapar à morte certa, à vontade de pôr fim à vida. Mas… conseguirão? Do que fogem eles realmente?

 

É esta a premissa para “The Happening”, um dos mais recentes filme catástrofe a cargo de M. Night Shyamalan, o realizador indiano responsável pelo inesquecível “Sixth Sense”.

 

O facto de num estudo recente se ter provado que as células de quem comete suícidio apresentam algumas diferenças para as células de indivíduos que sofreram morte natural pode despoletar um ainda maior interesse nesta fita. Haverá efectivamente alguma forma de controlar a genética de forma a levar alguém a colocar fim à sua vida? É deveras interessante, mas voltemos à fita...

 

Embora à primeira vista nos seja apresentada uma história inteligente e bastante actual, certo é que toda a premissa cai por terra por culpa de inúmeras incongruências difíceis de gerir.

 

A nível interpretativo, foi-me bastante complicado identificar o melhor desempenho... porque ele parece quase inexistente. Deschanel apresenta-nos uma Alma com total falta de expressão e cuja apatia chega mesmo a ser enervante e constrangedora. Wahlberg parece também ele contagiado pela negatividade do filme e deixa bastante a desejar na sua performance. Assim, talvez as melhores, e curiosamente, mais curtas participações da fita, estão a cargo de John Leguizamo e Betty Buckley. Irrepreensíveis.

 

O guião, embora recheado de ideias características de Shyamalan, e mantendo o seu estilo narrativo, apresenta algumas falhas, especialmente notórias na recta final do filme. Os melhores pontos são alguns dos efeitos especiais, e cenas mais bem conseguidas (como o suícidio de pessoas que se atiraram de um prédio em construção, por exemplo, ou os momentos iniciais, bastante perturbadores e que nos deixam expectantes), conseguindo uma interessante composição.

 

Em tom conclusivo, é imperativo mencionar o final. E que final… A falta de explicações nem é aquilo que mais me incomoda (lembrar-se-à certamente o espectador de inúmeros filmes parcos em explicações, mas ainda assim, incontornáveis), mas sim o cliché que dele resulta. Se dúvidas houvessem, torna-se claro que estamos perante um dos filmes mais fracos de Shyamalan.

 

O conceito e imaginação estão lá. A qualidade, nem tanto. Vale somente pela história.

 

“You know plants have the ability to target specific threats.”

 

Nota Final: 5.5 / 10

 

 

 


Terça-feira, 4 de Agosto de 2009

The Fifth Element (1997)

 

 

No futuro, precisamente no século XXIII, um taxista chamado Korben Dallas (Bruce Willis) vê-se envolvido numa antiga profecia sobre o final da vida humana. Leeloo (Milla Jovovich) cai de um prédio, e aterra sobre o táxi de Korben e pede-lhe ajuda para fugir da força policial. Depois do Padre Vito Cornelius (Ian Holm) saber que o 5ºElemento da profecia é Leeloo, todos partem numa corrida contra o tempo para reunir os outros quatro elementos: terra, fogo, água e ar.

 

Andava curioso para ver este filme. Tinha poucas recordações dele e decidi revê-lo. Embora não fosse exactamente aquilo que eu esperava, The Fifth Element consegue ser um filme multifacetado, ao misturar acção, ficção científica e humor, tudo numa belo guião escrito e conduzido por Luc Besson.

 

The Fifth Element transporta-nos para um cenário futurista, onde existem milhares de carros a voar, os prédios têm centenas de andares e a vida no chão quase que não existe. Embora não sendo uma obra-prima nos efeitos e na imagem, este filme consegue coisas bastantes boas para a época em que foi realizado. Em relação à banda sonora, é bastante razoável e acompanha a acção de uma forma muitíssimo boa.

 

Bruce Willis faz o típico papel de herói sem fuga (ao estilo de Die Hard) e não desilude atingindo uma performance bastante aceitável. A bela Milla Jovovich tem um desempenho muito bom no papel de Leeloo, uma extraterrestre que não consegue compreender a língua humana nem as acções destes.

 

Se está com vontade de rever um clássico do cinema mas não tem vontade de ver ou rever um filme chato e que o aborreça, The Fifth Element é a escolha certa para si. 

 

“I know she's made to be strong, but she's also so fragile, so human. Know what I mean?”

 

Nota Final: 7 / 10

 

  


Treasure Planet (2002)

 

 

Primeiro filme de animação Disney a ser abordado aqui no Golden Ticket, “Treasure Planet” consiste numa adaptação futurista do romance de Robert Louis Stevenson, “A Ilha do Tesouro”.

 

Jim Hawkins é um jovem (voz original a cargo de Joseph Gordon-Levitt, e de Pedro Granger na versão portuguesa) que alterou por completo o seu comportamento desde que o pai o abandonou a si, e à sua mãe. Deixou de ser o pequeno rapaz que ouvia deslumbrado as incríveis histórias de piratas para dar lugar a um jovem revoltado e sempre metido em sarilhos.

 

Um dia, à porta da taberna gerida pela mãe, Jim assiste ao despenhar de uma nave cujo tripulante carrega consigo um precioso artefacto... o mapa para o Planeta do Tesouro, que tantas vezes inundou os sonhos do rapaz enquanto criança.

 

Juntamente com o astrofísico Dr. Doppler, Jim parte então em busca do tesouro que será a solução para os problemas financeiros da mãe. No galeão solar “R.L.S Legacy” (referência ao romancista Robert Louis Stevenson) comandado pela Capitã Amélia, o jovem conhece John Silver, um misterioso cyborgue cozinheiro com quem acaba por estabelecer a relação paternal à muito perdida.

 

Mas Silver esconde um segredo...

 

A cargo de Ron Clemens e John Musker, os realizadores de “Aladdin” e “A Pequena Sereia”, esta fita, nomeada para o Óscar de Melhor Filme de Animação, foi um fiasco a nível financeiro pois dos mais de 100 milhões de dólares gastos na sua produção, apenas conseguiu recuperar pouco mais de 30 milhões. Porém, ainda que sob esse estigma, “O Planeta do Tesouro” está longe de ser um mau filme. Falta-lhe algo mais para ser considerado um clássico, mas merece algum destaque, senão veja-se...

 

O recurso à simbiose de animação original com computação gráfica consegue uma interessante composição, nomeadamente na personagem de John Silver (considerada uma criação 5D por reunir animação tradicional 2D e 3D, gerada por computador). De frisar também o “jogo” de artefactos antigos, como os barcos, com cenários planetários e seres alienígenas que conseguem transmitir uma ideia interessante q.b.

 

Já o mesmo não se pode dizer da atenção dada ao desenvolvimento dos personagens. E é aí que o filme falha, pois chegado o final da fita, a sensação que fica é que assistimos a um festival de personagens pouco marcantes e fácilmente descartáveis.

 

Parco em momentos musicais (apresenta somente a música “I’m Still Here” do vocalista dos Goo Goo Dolls, John Rzeznik, ou a versão portuguesa a cargo de Miguel Ângelo, “Eu Estou Aqui”), a fita consegue algumas das melhores cenas com as sequências de acção em que Jim voa na sua prancha espacial. Rápidas e extremamente apelativas, conseguem prender o público.

 

Dificilmente ficará na memória, mas este 42º filme da Disney merece sem dúvida ser conferido.

 

“You got the makings of greatness in you, but you got to take the helm and chart your own course. Stick to it, no matter the squalls!”

 

Nota Final: 7 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 07:07
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Segunda-feira, 3 de Agosto de 2009

Estreias da Semana - 06/08

      

 

17 AgainDepois de uma vida fracassada, um homem sonha em ser jovem outra vez para não voltar a cometer os mesmos erros. O seu desejo torna-se realidade e um dia, depois de acordar, volta a ter 17 anos e o poder de refazer a sua vida como quer.

 

Public Enemies – Depois de fugir várias vezes da prisão, Dillinger é tornado o inimigo público número um e a Clark Gable do FBI é atribuída a missão de capturar Dillinger.  
 
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Por Hugo às 22:27

Editado por Mafalda em 15/03/2010 às 19:13
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