Sábado, 14 de Agosto de 2010

Killers (2010)

 

A companhia (sim, não me posso nunca queixar deste factor!) e uma ou outra gargalhada bem arrancada (resultantes da combinaçao entre Heigl, gritos e uma arma) foram os únicos elementos que me permitiram compensar a tortura que é assistir a esta película, realizada por Robert Luketic e protagonizada pelo marido de Demi Moore e pela Drª. Izzie da série "Grey's Anatomy".

 

Soou muito a revista cor de rosa? Bem, foi propositado. A película em questão é tão boa como qualquer revista do género.

 

Ele, Spencer Aimes (Ashton Kutcher), é um assassino profissional com uma missão em Nice, local onde ela, Jen Kornfeldt (Katherine Heigl), recentemente abandonada pelo namorado, vai passar férias com os seus pais, o rígido Mr. Kornfeldt (Tom Selleck) e a alcóolicamente divertida Mrs. Kornfeldt (Catherine O'Hara, a mãe de Mcaulay Culkin em "Home Alone"). A atracção entre Jen e Spencer é imediata e agora, 3 anos depois, o jovem casal disfruta de um casamento tranquilo e feliz, tudo aquilo que Spencer sempre quis. Mas porque raramente conseguimos fugir ao passado, eis que ele volta para assombrar a vida do ex-assassino, que deve agora retomar a missão que deixou a meio em Nice...

 

A fórmula de "Beijos e Balas" (nem vou comentar este título) poderia muito bem resultar, não fossem os maneirismos esquisitos e a completa falta de química entre Kutcher e Heigl, que remete o aclamado romance da fita para algo completamente oco e forçado. E que dizer do final... Sem nexo algum e sobejamente previsível. Em duas palavras: terribly bad.

 

Actuações (à excepção de Selleck e O'Hara, que continuam aí para as curvas, passo a expressão), diálogos, planos de acção... tudo se desenrola perante os nossos olhos de forma atabalhoada, apressada e mal estruturada. Salvam-se porém, e perdoem-me o voyerismo, a tenacidade física de Kutcher e as paisagens da cidade francesa onde tem início a acção.

 

Tudo bem que ver "Inception" quase que no dia anterior não foi abonatório para desenvolver um qualquer sentimento apreciativo para com esta comédia, mas estou em querer que nem tendo assistido ao pior dos filmes me permitiria vislumbrar qualquer destaque neste pseudo "Mr. And Mrs. Smith".

 

De modos que, a deslocarem-se ao cinema, um conselho: não caiam no erro de ir assistir a "Killers"... ou "Kiss & Kill"... ou fiasco, se assim preferirem.

 

"Let's just say that I work for bla bla bla, and they gave me a license to bla".

 

Sim, lá de bla bla bla percebe este filme...

 

Nota Final: 3.5 / 10

  

 

 


Por Mafalda às 17:04
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Domingo, 25 de Julho de 2010

Fantastic 4: Rise of the Silver Surfer (2007)

 

Coisa (Michael Chiklis), Mulher Invisível (Jessica Alba), Senhor Fantástico (Ioan Gruffudd) e Tocha Humana (Chris Evans) estão de volta numa nova aventura. Desta feita, os 4 super heroís terão de enfrentar o Surfista Prateado (Doug Jones, mas com voz a cargo de Lawrence Fishburne), um mensageiro intergaláctico que se desloca até ao planeta Terra, espalhando o terror e, assim, preparando-o para a destruição às mãos do seu senhor, Galactus, o Devorador de Mundos.

 

A história retirada da BD é dotada de milhares de fãs, podendo ser esse um dos factores que leva o espectador a querer, de facto, apreciar a fita a um nível superior ao de simples entretenimento. A história, os personagens (especialmente o Surfista, um dos mais cool da Marvel), os efeitos especiais... Com o argumento certo, seria certamente um projecto ganho. Mas essa façanha, não passa de uma missão quase impossível.

 

Estou a escrever a crítica à medida que vejo o filme (situação semelhante àquela em que me coloquei aquando do visionamento televisivo de "Ghost Rider"... sim, um outro filme que tem um excelente personagem nos comics e se vê defraudada cinematograficamente), e reforço a opinião que tinha anteriormente: o filme é fraco em densidade, simplista, e com profundas falhas de argumento (já para não falar nas sequências sofríveis entre a artificial Alba e o inexpressivo Gruffudd). Dentro do leque actoral, salvam-se Evans e Chiklins, nos seus habituais momentos de comédia (ainda que um pouco forçados, confesso).

 

Mudanças de planos demasiado rápidas, diálogos ocos e um estudo da personagem do Surfista quase que inexistente são algumas das características que pautam esta sequela que consegue, ainda assim, assumir-se como superior em relação ao anterior capítulo da saga. Não é terrível, mas também não é o melhor. Para tal efeito, o melhor será referenciar novamente "Dark Knight", essa sim, uma das melhores (se não mesmo, a melhor) película de heróis fantásticos.

 

De mencionar ainda o meu profundo pesar pela representação de Galactus. Digamos que esperava mais que uma nuvem de poeira... E o regresso forçado do Dr. Doom (Julian McMahon), não convence. Um vilão demasiado soft.

 

Eis pois o simples blockbuster ao qual deverão assistir por respeito a Lawrence Fishburne e à sua técnica que permitiu atribuir tanta personalidade a um personagem com tão limitado "tempo de antena". Que venha a fita dedicada ao Silver Surfer! Mas sem Tim Story no comando.

 

"There's always a choice."

 

Nota Final: 5.5 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 23:33
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Domingo, 9 de Maio de 2010

Iron Man 2 (2010)

 

 

Olho para o lado, e sinto o braço que lhe suporta a cabeça a deslizar lentamente. Inclino-me na cadeira da sala de cinema, e vejo que sim, ela já adormeceu. A uma meia hora do fim. Como é que tal é possível, com tanto barulho?!

 

Deixa-me incrédula, a princípio, mas até percebo. Não é só por ela estar cansada. É também porque, de facto, a fita está uns furos abaixo do primeiro filme, mais a nível de história que propriamente de acção. E esse foi um factor sentido por todos nós que nos deslocámos ontem ao Colombo para assistir a "Homem de Ferro 2".

 

A história tem lugar pouco tempo depois da que nos foi narrada no primeiro filme. Tony Stark (Robert Downey Jr.), que todos sabem ser a verdadeira identidade do Homem de Ferro, acaba de inaugurar a Stark Expo, uma exposição que pretende reunir as melhores invenções das mais brilhantes mentes criativas de todo o mundo, com um só objectivo: criar um futuro melhor para as gerações seguintes.

 

Mas nem tudo são rosas na vida do carismático Stark. Se por um lado se vê a braços com o governo norte americano e com o empresário Justin Hammer (um versátil Sam Rockwell), que quer a todo o custo ver-lhe cedida a tecnologia do fato do Homem de Ferro, por outro, a própria saúde de Tony tem-se vindo a deteriorar, por culpa do gerador que o mantém vivo, e que funciona à base de paládio, um composto que tem proporcionado um aumento dos níveis de toxicidade do sangue do empresário.

 

Para complicar ainda mais as coisas, surge uma entidade em busca de vingança... Ivan Danko (Mickey Rourke), filho de Anton Vanko, um físico russo que trabalhou, juntamente com Howard Stark, o pai de Tony, na criação do já referido gerador. Agora, usando essa mesma tecnologia, Ivan pretende repor a justiça para o seu pai, que morreu em declínio e absoluto esquecimento.

 

E claro, não descurando a vertente amorosa do filme, eis que também a relação de Tony e Pepper Pots (Gwyneth Paltrow) se ve "ameaçada", não só pelo facto de Tony tentar omitir o seu verdadeiro estado de saúde, como ainda pela presença de Natasha Romanoff (Scarlett Johansson) que vem como que balançar os sentimentos de Stark.

 

Uff... parece que abordei todos os pontos da história. Novos personagens, novas histórias que condimentam q.b. o caminho para o aguardado filme "The Avengers", com estreia prevista para 2012. Muitos pormenores podem ser referidos, desde o aparecimento do escudo do Capitão América, bem como a cena pós créditos em que aparece nada mais nada menos que um famoso martelo de um herói da Marvel...

 

Mas voltando à fita em questão. A profundidade e estudo dos personagens é um pouco descurada, é verdade, mas dado que está já confirmado um terceiro capítulo da série, pode ser que o espectador veja colmatada essa falha. De abonatório aparecem as sequências de acção que, embora tenham uma resolução demasiado rápida (tudo parece fácil para o herói vermelho e dourado), estão bastante bem conseguidas. E claro, a faceta de one man show do protagonista Downey Jr. ajuda amplamente na qualidade da fita, já para não falar da excelente banda sonora, numa onda maioritariamente AC/DC. Bom toque Jon Favreau.

 

É um blockbuster, e cumpre a sua função. Mas a verdade, é que um maior cuidado com a história teria sido bem vindo.

 

"It's good to be back!"

 

Nota Final: 7 / 10

 

 

 


Sexta-feira, 7 de Maio de 2010

The Bounty Hunter (2010)

 

Do porta bagagens de Milo (Gerard Butler) começa a sair fumo... Bastante fumo. Ele chama por alguém, Nicole (Jennifer Aniston), a ex-mulher.

 

Não, não se trata de um rapto, nem sequer de uma crise conjugal... Milo Boyd é um ex-polícia que agora ganha a vida como caçador de recompensas. E um dia, o improvável, acontece mesmo. A próxima pessoa que ele deve levar à justiça é nada mais nada menos que a sua ex-mulher, Nicole Hurley, uma jornalista que se vê a braços com uma possível condenação em tribunal devido a um pequeno delito.

 

Mas o que parecia uma simples captura acaba por se tornar numa perigosa perseguição, pois a jornalista levava a cabo uma investigação sobre um estranho suicídio, que a acaba por envolver, bem como a Milo, com astutos assassinos que tudo farão para os impedir de desvendar o caso. Conseguirá o ex casal pôr de parte as suas divergências e assim manter-se vivo?

 

A história desta fita tenta abranger 3 ambiciosos espectros cinematográficos: comédia, romance, e até mesmo acção... mas, simplesmente, não consegue. Longe disso. "Ex-Mulher Procura-se" apresenta-se sim como um festival de lacunas narrativas que nem pelo apelativo elenco se salva. Aniston e Butler estão longe do seu melhor, muito por culpa do realizador Andy Tennant, cuja execução do filme é de levar as mãos à cabeça. Que saudades da competencia mostrada em "Hitch"...

 

Assim, o filme peca essencialmente por nunca explicar ao certo o que separou o casal, por o crime que Nicole tenta desvendar não fazer qualquer sentido, denotando que foi colocado na fita quase que por obrigação, para permitir uma reaproximação de Milo e Nicole... mas nem isso funciona porque a química dos protagonistas é quase que inexistente. Poderia ainda falar nos diálogos desinspirados, ou até mesmo na péssima edição, mas é tempo perdido. Tal como os 110 minutos de duração desta película descartável e extremamente fraca.

 

"Life is making mistakes."

 

E não é a única... Andy Tennant também.

 

Nota Final: 2 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 19:12
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Sexta-feira, 9 de Abril de 2010

Sexta a 3 - Green Zone (2010)

 

Ano de 2003. Cidade de Bagdad, no Iraque. As tropas americanas invadiram o país e conseguiram pôr termo ao governo de Saddam Hussein. Agora, cabe aos homens no terreno encontrar a localização das armas de destruição em massa que ameaçaram o mundo. O Sargento Roy Miller é um dos soldados americanos no Iraque, cuja missão é encontrar essas mesmas armas. Mas a verdade, só agora vem ao de cima. Miller vê-se perante um esquema bem montado pelas mais altas patentes do Governo americano, que assim utilizaram as ADM como desculpa para a ocupação do país.

 

Agora, perseguido pelo Pentágono, conseguirá o soldado repôr a verdade, contrariando assim a farsa que justificou a invasão do Iraque pelas tropas norte-americanas?

 

Diogo: em actualização...

 

Hugo: em actualização...

 

Mafalda: Nova parceria, novo projecto ganho. Muito resumidamente, é assim "Green Zone", realizado por Paul Greengrass e protagonizado por Matt Damon, a dupla dos brilhantes "Bourne Supremacy" e "Bourne Ultimatum". O jogo de corrupção que se faz sentir na fita é latente e cativa a atenção do espectador, muito por se tratar de uma suspeita legítima sobre a verdadeira razão que levou o governo americano a ocupar o país de Saddam. O foco sobre uma tão recente polémica suscita curiosidade, e as interpretações de Damon e Greg Kinnear conferem uma ainda maior consistência ao guião (mas não pela profundidade dos seus personagens, dado que o filme é mais de situação que propriamente de estudo de carácteres). O modo de captação de imagem camera on hand é também característico (o espectador poderá reconhecer esta técnica dos já referidos filmes Bourne) e mostra-se adequado ao cenário de guerra (bastante realista diga-se). De mencionar por fim a prestação de Khalid Abdalla cuja personagem consegue impregnar na fita a visão do lado iraquiano, numa performance bem conseguida e crucial para o desenrolar da acção. Eis então uma boa aposta para adeptos de thrillers com cariz político com um toque considerável de acção.

 

Nota Final: 7.5 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 18:38
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Domingo, 21 de Março de 2010

Solomon Kane (2009)

 

 

Sinceramente... esperava pior! Pela mão do realizador Michael J. Basset, chega-nos a adaptação cinematográfica de um dos heróis criados por Robert E. Howard (responsável também por Conan, entre outros que permitiram criar um sub-género da fantasia conhecido como sword and scorcery). Esse herói é Solomon Kane (James Purefoy), um mercenário cuja alma está condenada ao Inferno. Após mais uma carnificina ao seu comando, Solomon tem um inesperado encontro com o ceifeiro do Diabo, que vem reclamar a sua alma. Porém, a resiliência de Solomon consegue protegê-lo desse triste destino, e durante um ano manteve uma vida de paz, abdicando de toda e qualquer forma de violência.

 

Um dia, é aconselhado por um padre a voltar às suas origens, por forma a conseguir a sua redenção. Solomon dá então início a uma solitária jornada por terras pautadas por foras da lei e por um temível exército ao serviço de Malachi, um feiticeiro servente do próprio Diabo e que tenciona tornar-se senhor de todas aquelas terras. E é durante a sua caminhada que Solomon é abordado por uns saqueadores que o deixam bastante mal tratado. Mas, aparentemente, a sorte está do seu lado ao ser socorrido, e acolhido, por uma família de puritanos. Estabelece-se entre eles uma profunda relação de compreensão, e Solomon parece finalmente em paz... até que algo de inesperado acontece. A família é atacada pelo exército de Malachi, sendo que desse ataque resulta a morte de quase todos os membros da família e ainda a captura da filha mais velha do casal, Meredith (Rachel Wurd-Hood).

 

Cabe agora a Solomon salvar Meredith e assim alcançar a sua redenção.

 

A verdade é que entrei na sala de cinema cansada e sem grandes expectativas. E apesar de ter a cabeça noutro lugar, o filme teve a capacidade de me prender a atenção aos poucos, e isso por si só já é uma vitória. Claro que não é daqueles incontornáveis, e muito menos livre de erros (assim de repente veio-me à cabeça uma cena da captura da família que acolheu Solomon... o irrealismo no seu desempenho fez-me esboçar um ou outro sorriso perante o que estava a assistir, mas nada de alarmante), mas está bem construído.

 

A dicotomia entre o bem e o mal, a religião e a morte, são pontos que quando bem trabalhados têm material de sobra para proporcionar um bom projecto, e “Solomon Kane” consegue alguns rasgos de “bom filme” nos cenários e construção da personagem protagonista (menção especial para Purefoy, que se apresentou a um bom nível interpretativo). Porém, a previsibilidade do guião é notória, e este filme de baixo orçamento acaba por sofrer com isso. Deixa-se ficar um pouco pelo selo de “tentativa de deja-vú de Lord of The Rings”, e peca essencialmente pelos diálogos forçados e desinspirados. Já para não falar do culminar de acção demasiado rápido e simples que deixará certamente uma sensação de vazio em alguns espectadores (algumas das criaturas poderiam (e deviam!) ter sido melhor aproveitadas...).

 

Ainda assim, a película que marcou a sessão de abertura do Fantas 2010, e que (curiosamente!) acabou mesmo por arrecadar o prémio do Público, faz-se compor por um bom ritmo narrativo que me fez questionar o porquê do intervalo. Foram 120 minutos nada cansativos e de entretenimento q.b..

 

There are many paths to redemption, not all of them are peaceful.”

 

Nota Final: 6 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 21:00
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Domingo, 7 de Março de 2010

District 9 (2009)

 

No inicio da década de noventa aparece uma nave a sobrevoar os céus de Johannesburg (capital da África do Sul). Com a nave avariada e sem forma de regressar ao seu planeta, as criaturas que vinham na nave são postas numa zona da cidade criada de propósito para as albergar. Rapidamente esta zona se transforma numa espécie de favela chamada Distrito 9. Depois de muita confusão à volta do Distrito 9, a MNU (MultiNational United), organização criada para controlar a situação, decide recolocar as criaturas numa nova zona. O funcionário Wikus Van Der Merwe (Sharlto Copley) é designado para liderar a equipa que terá de informar aos habitantes da favela que irão mudar de lugar.

Com orçamento de 30 milhões de euros, District 9 apresenta-se como um dos melhores filmes de 2009. Apadrinhado por Peter Jackson (podem esperar para a próxima sexta pela critica a Lovely Bones) e realizado por Neill Blomkamp, este filme é muito mais que pura ficção-científica, é um apelo à reflexão da consciência humana e dos direitos que todos nós temos. Apesar do pequeno orçamento, os efeitos especiais estão bastante acima da média e praticamente não se notam diferenças para as grande produções de Hollywood. 

Em relação ao elenco não se pode dizer muito pois tudo gira à volta de Sharlto Copley que apesar de não deslumbrar, tem um desempenho bastante agradável e regular em frente às câmaras.

Criativo e inteligente, District 9 é sem dúvida um marco na história do género. Veremos o que esta noite de óscares reserva para esta pequena pérola. Uma pequena nota final para a excelente campanha de marketing que foi criada aquando a estreia nos cinemas em solo nacional.
 
"When dealing with aliens, try to be polite, but firm. And always remember that a smile is cheaper than a bullet." 

Nota Final: 9 / 10

 

 


Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010

Sherlock Holmes (2009)

 

 

Sherlock Holmes (Robert Downey Jr.) acompanhado pelo fiel companheiro Dr. Watson (Jude Law), captura Lord Blackwood (Mark Strong) que é condenado à morte. Quando Blackwood consegue renascer dos mortos, Holmes e Watson descobrem factos que os levam a pensar que estão a lidar com algo bem superior aos assassínios de Blackwood. Entretanto, Irene Adler (Rachel McAdams) reaparece na vida de Holmes, pedindo a este que a ajude a encontrar um pigmeu, que mais tarde aparece no caixão de Blackwood.
 
Fazendo reviver o clássico Sherlock Holmes de Arthur Conan Doyle, Guy Ritchie traz-nos uma visão com mais acção e com o inevitável mistério. O argumento é simples e bem estruturado. O avançar da história e a forma como ocorrem os diálogos entre as personagens são características próprias dos filmes de Ritchie. Este tenta explorar ao máximo Holmes, mostrando  (por exemplo) nas cenas de acção corpo-a-corpo o brilhante poder de antecipação de Holmes calculando todas as suas acções em câmara lenta antes de atingir o adversário. 

A tentativa de recriar a antiga cidade de Londres foi bem conseguida, embora se note que existem efeitos a mais para o mesmo acontecer. A forma mais negra como as cenas foram filmadas também está bastante satisfatória e combina perfeitamente com a banda sonora que acompanha o filme.

Robert Downey Jr. está brilhante na recriação de Sherlock Holmes por Guy Ritchie, fazendo parecer que era impossível outra pessoa representar o mesmo papel. Jude Law tem um papel mais secundário mas não é por isso que deixa de ter uma representação bastante satisfatória. O resto do elenco tem desempenhos aceitáveis. 

Embora seja um filme agradável de ver, Sherlock Holmes fica bastante aquém das expectativas, ficando-se simplesmente pela tag de popcorn movie. Talvez o segundo capitulo da história seja mais apetecível. 

"Madame, I need you to remain calm and trust me, I'm a professional. Beneath this pillow lies the key to my release."

Nota Final: 7 / 10
 

 

 


Por Hugo às 17:46
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Terça-feira, 19 de Janeiro de 2010

Ataque de Pánico! (2009)

 

 

Curta que se tornou mundialmente famosa pelo seu upload no Youtube, em Novembro de 2009, e que parece ter já encontrado potenciais interessados na sua adaptação para longa metragem.

 

O realizador da curta, o uruguaio Federico Alvarez, terá já mesmo sido contactado no sentido de transformar os seus 300 dólares de investimento, num filme de 30 milhões de dólares com a ajuda da Ghost House Pictures, os estúdios de Sam Raimi, responsável pela saga de “Spider Man”.

 

A chave do sucesso? Ficção científica. Pura e dura. É retratada a chegada à Terra (mais especificamente a Montevideo, a capital do Uruguai) de um exército de robôs gigantes que serão os responsáveis pela nossa destruição.

 

Estão lançados os dados de uma bela produção que começa na inocência de uma criança e acaba na terrível percepção do domínio das máquinas.

 

Embora com um guião simples, facto é que a excelência obtida na componente gráfica, tendo em conta os custos, é de aplaudir. Para a sua composição foram utilizados programas como Adobe Premier, Adobe After Effects, Adobe Photoshop, 3D Studio Max e Boujou.

 

A edição sonora está igualmente bem conseguida, sendo a banda sonora adequada a estes 5 minutos, aproximadamente, recheados de acção. A fotografia também não foi deixada ao acaso, aproveitando diversos monumentos da cidade e conferindo, por isso, mesmo maior veracidade e “desespero” à acção que se desenrola.

 

Obviamente que as questões que se levantam em “Panic Attack!” (nome fraquinho... eu sei), que demorou um ano a ser concebida (com várias interrupções pelo meio, segundo o próprio realizador), permanecem sem resposta, e assim será até à realização do longa. As expectativas são altas, e aguardaremos pacientemente pela sua produção.

 

Mas para já, assistam a este produto com selo Murdoc Film (um colectivo uruguaio responsável pela produção de curtas, videoclips e anúncios publicitários) em http://www.youtube.com/watch?v=-dadPWhEhVk.

 

E em forma de apontamento final, há que referir ainda que esta curta se inspirou numa outra de seu nome “Tyrants from Afar” (ou “Geweldenaren van Ver”, o título original holandês) e que contará também com crítica brevemente aqui no vosso GT.

 

Nota Final: 8 / 10

 

 

 


Sábado, 9 de Janeiro de 2010

Zombieland (2009)

 

 

Columbus (Jesse Eisenberg) é um jovem medricas que tenta sobreviver a um mundo pós-apocalíptico através de uma série de regras que o próprio inventou. Tallahassee (Woody Harrelson) é um autêntico exterminador de zombies que procura desesperadamente comer um Twinkie. Wichita (Emma Stone) e Little Rock (Abigail Breslin) são duas irmãs que fazem de tudo para sobreviver. Embora, todos lutem pela sobrevivência, para eles é mais fácil matar zombies do que confiar uns nos outros. Com este "pequeno" argumento se fez uma das maiores surpresas do ano.
 
"You see? You just can't trust anyone. The first girl I let into my life and she tries to eat me."
 
Zombieland tem sido aclamado pela critíca como um dos melhores filmes do género dos últimos anos e a verdade é que os elogios são completamente merecidos. Escrito por Rhett Reese e Paul Wernick, e realizado pelo não muito conhecido Ruben Fleischer, Zombieland é um filme que não brilha pelas suas qualidades técnicas (embora as cenas de carnificina estejam bastante satisfatórias), mas brilha nas diversas situações hilariantes que as personagens nos proporcionam. Talvez tenha faltado alguma pitada mais de terror dado que os zombies não são uma constante no desenrolar do filme, tendo uma participação maior no principio e fim do mesmo.
 
Com um elenco relativamente pequeno (mas eficaz), os quatro têm uma performance bastante agradável e demonstram um completo entendimento em frente às câmaras e apresentando um espírito que se enquadrou perfeitamente no mundo de Zombieland. De referir também a participação extremamente divertida de Bill Murray que representa o papel de... Bill Murray.
 
"Oh, you're about to learn who you're gonna call... Ghostbusters."
 
Não apresentando uma história complexa, Zombieland é mais um filme que não brilha pelas suas cenas de cortar a respiração ou de terror puro, mas sim pelas boas gargalhadas que arranca do espectador durante a sua duração. Para terminar, se ficaram com vontade de matar uns zombies joguem Left 4 Dead que apresenta inúmeras parecenças com Zombieland.
 
"The first rule of Zombieland: Cardio. When the zombie outbreak first hit, the first to go, for obvious reasons... were the fatties." 
 
Nota Final: 8 / 10
 
 

 


Por Hugo às 15:45
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Sábado, 2 de Janeiro de 2010

Ghost Rider (2007)

 

 

Hoje decidi-me por uma abordagem diferente. Fazer a crítica enquanto vejo o filme.

 

Pois bem, esta é já a terceira vez que assisto a “Ghost Rider” e, como tal, a minha opinião está formada à bastante tempo. Pode-se dizer que o filme, é fraco. Realmente fraco.

 

Sim, temos as curvas de Eva Mendes para os espectadores mais atentos às beldades cinematográficas, e temos um dos personagens mais cool da Marvel (basta olhar para o poster). Mas isso, nos dias que correm, não chega, embora a facturação do filme tenha sido bastante positiva.

 

Mark Steven Johnson, o realizador de “Daredevil” e “Elektra”, apresenta-nos a história de Johnny Blaze (Matt Long), um jovem que realiza, juntamente com o pai, espectáculos de acrobacias com motos. Um dia, ao descobrir que o pai sofre de cancro, Johnny é tentado a realizar um pacto com o Diabo (Peter Fonda): ceder-lhe a sua alma, em troca da cura do pai.

 

O jovem acaba por assinar o pacto, mas logo é traído, assistindo à morte do progenitor. Desorientado, abandona tudo, incluindo a namorada Roxanne (Raquel Alessi).

 

10 anos depois, Johnny (agora interpretado por Nicolas Cage) é famoso pelas suas acrobacias, levando multidões ao delírio. Tudo parecia correr pelo melhor, não fosse um antigo “amigo” vir cobrar a sua parte do acordo. Mephistopheles, o Diabo, voltou para requisitar os serviços daquele que se vai tornar no novo Ghost Rider.

 

Cabe-lhe agora procurar o contrato de San Venganza, um contrato que possui 1000 almas demoníacas. Mas Mephistopheles não é o único a cobiçar o documento... Também o seu filho, Blackheart (Wes Bentley), pretende deitar-lhe a mão...

 

Estamos perante mais uma má escolha de Nicolas Cage, o que ultimamente tem sido bastante comum na carreira do actor. Com um argumento fraco, interpretações forçadas, diálogos medonhos (“My name is Legion. For we are many!”... Digam-me... o que é isto?...) e efeitos especiais que não são nada por aí além (porque é que sempre que ocorre a transformação parece que estamos perante um indivíduo sem pescoço?? E que proporções são aquelas?? Tenho de me lembrar de não fazer críticas enquanto assisto aos filmes... Assim sempre me vou esquecendo de alguns pormenores...), estamos perante o típico filme de super heróis que deixa muito a desejar. Meu querido “Batman” de Christopher Nolan...

 

O filme entretém, isso não se pode negar, mas apresenta momentos realmente maus, atingindo um expoente máximo de nulidade na sua recta final. Os vilões de tão ridículos que são, simplesmente não convencem. É mais uma boa história da banda desenhada que se perde com constantes recorrências a clichés e facilidades características deste realizador. Bom para ver numa tarde chuvosa, ou como é o presente caso, numa noite de rescaldo da passagem de ano. Quem aproveitou a passagem certamente não ligará muito à banalidade latente da fita.

 

It's said that the West was built on legends. And that legends are a way of understanding things greater than ourselves. Forces that shape our lives, events that defy explanation. Individuals whose lives soar to the heavens or fall to the earth. This is how legends are born.”

 

Nota Final: 4 / 10

 

 

 


Sexta-feira, 25 de Dezembro de 2009

G.I. Joe: The Rise of Cobra (2009)

 


Porquê? Porquê esta adaptação completamente oca dos bonecos da Hasbro?

 

Enfim... Como o espectador já deve ter percebido, fui uma das pessoas que assistiu ao filme e que não se deixou "deslumbrar" nem pelo herói Duke, interpretado pelo atlético Channing Tatum, nem por mais uma prestação silenciosa, mas competente, de Ray Park (que já vimos em "Star Wars" no papel de Darth Maul) enquanto Snake Eyes, nem pelos efeitos especiais que, dou o braço a torcer, conseguem entreter quem vá com poucas expectativas para a sala de cinema.

 

A história do filme é muito simples: James McCullen (Christopher Eccleston) é um traficante de armas que planeia dominar o mundo através da criação de um exército de soldados nanotecnológicos, e por isso mesmo, mais fortes que os comuns humanos. Por forma a espalhar o terror, e dar início a uma nova era, pretende utilizar 4 ogivas concebidas com a mesma tecnologia, e que têm capacidade para destruir uma cidade inteira. É aqui que a equipa G.I. Joe entra em acção...

 

Stephen Sommers, o realizador de “Van Helsing” e “The Mummy” sofre aqui do mesmo mal que nos seus outros filmes (embora confesse o meu particular gosto por “The Mummy”), ou seja, consegue criar boas sequências de acção, mas com um argumento vazio e bastante parco em qualidade. E mesmo a acção é apressada, sem nexo por vezes, culminando num final atabalhoado e criado única e exclusivamente para permitir um insondável número de sequelas.

 

O mesmo se pode dizer das personagens, que conseguem uma profundidade igual a uma tábua rasa... Só Sienna Miller foge a esse rótulo, brindando o espectador com uma prestação deveras... sexy com a sua Baronesa, a vilã da história. E sim, também aqui o voyerismo para com a actriz está presente e diria até, bem latente. Mas numa fita em que as representações são quase que secundárias, dada a maior importância dada aos efeitos especiais, a jovem actriz britânica foi a única que me conseguiu convencer, num registo bad girl totalmente diferente daquele a que nos tem habituado.

 

Desta forma, “G.I. Joe: Ataque dos Cobra” vale somente pela acção frenética, efeitos especiais (que são, a par de Sienna, as únicas mais valias da fita) e pela quantidade industrial de vidros partidos.

 

Nada relevante e com uma potencial sequela a caminho, assim é um blockbuster rentável nos dias que correm...

 

Technically, G.I. Joe does not exist, but if it did, it'd be comprised of the top men and women from the top military units in the world, the alpha dog's. When all else fails, we don't.”

 

Facto, é que falharam.

 

Nota Final: 4 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 23:04
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Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009

Avatar (2009)

 

 

Deslumbrante, único, um marco cinematográfico. O realizador James Cameron alcançou mais um feito, desta vez com a história de Jake Sully (Sam Worthington), um ex-marine confinado a uma cadeira de rodas, que foi convocado para uma missão no planeta Pandora.

 

A missão consiste na procura de um valiosíssimo mineral que é utilizado na Terra como fonte energética, localizando-se precisamente no seio da comunidade Na'vi, os habitantes daquele planeta.

 

Por forma a ganhar a sua confiança, estudar os seus costumes, e conseguir preciosas informações de como chegar ao mineral, Jake, através de um altamente avançado programa de avatares, vê a sua mente transportada para o corpo de um robusto Na'vi. E é aqui que o conflito interior do jovem tem lugar... Deverá ele lutar ao lado dos da sua raça, ou ao lado daqueles que agora o acolheram?

 

O filme é um deleite visual para o espectador, e a sua abordagem tridimensional é quase que obrigatória. Desde as paisagens, até às criaturas... Tudo é abordado com um enorme cuidado e bom gosto. Sim, a história é mais que vista, recheada de clichés, e sabemos desde cedo o desfecho provável, mas nem por isso o interesse do filme se vê gorado.

 

Certo mesmo é que Cameron é um mestre, e os 300 milhões de dólares que tornam “Avatar” no filme mais caro de sempre renderam, e bem! Nunca na vida, e afirmo-o com toda a convicção, vi uma tão perfeita simbiose de imagens reais com o mais refinado CGI. Esqueçam tudo o que viram até agora, e marquem uma nova etapa do cinema a partir do sucessor de “Titanic” no que aos sucessos do realizador diz respeito (já repararam como o senhor marca décadas com cada filme que faz? “Terminator” é mais um exemplo disso mesmo!).

 

A nível interpretativo, o leque de actores brinda-nos com convincentes performances. Quem me conhece bem sabe que opinião tenho sobre Michelle Rodriguez... Pois agora cabe-me dar o braço a torcer e dizer que, de facto, gostei imenso da sua prestação. A sua personagem, Trudy Chacon, embora com pouco tempo de intervenção, marca pela positiva. Nota de referência ainda para Sigourney Weaver, em boa forma, mas com uma condução do personagem que me confundiu um pouco. Gostaria de ter visto o “mau feitio” da personagem um pouco mais aprofundado, mas esteve a bom nível, assim como Stephen Lang, o implacável coronel Miles Quaritch. Com uma condição física invejável, Lang revelou-se o vilão perfeito, com tiradas que denotam bem o cariz político que Cameron tentou induzir na película.

 

Por fim, de frisar que “Avatar” é apontado como o novo salvador da indústria cinematográfica de Hollywood. As condições para tal estão reunidas, portanto não será de estranhar que o consiga!

 

Quase 3 horas de duração que servem como prenda de Natal antecipada para qualquer cinéfilo que se preze. Um verdadeiro must see!

 

Everything is backwards now, like out there is the true world and in here is the dream.”

 

Nota Final: 9 / 10

 

 

 


Sábado, 14 de Novembro de 2009

Blood: The Last Vampire (2009)

 

 

Baseado no anime criado por Hiroyuki Kitakubo, chega-nos a história de Saya (Gianna Jun), uma jovem japonesa de 16 anos, que trabalha para uma organização não governamental cuja principal missão é aniquilar seres demoníacos.

 

A particularidade, é que Saya é uma das últimas vampiras originais, filha de pai humano e mãe vampira. A jovem vive com um só objectivo: vingar-se de Onigen, o demónio que matou toda a sua família e cuja verdadeira identidade é abraçada por um segredo...

 

Alguns contornos da história permitem ao espectador afirmar estar perante uma versão feminina de Blade, porém, embora as semelhanças consideráveis, o que salta à vista é o facto deste “Blood – The Last Vampire” não chegar sequer aos calcanhares dos dois primeiros filmes da referida trilogia protagonizada por Wesley Snipes. Mas vamos ao filme em si...

 

Sem diálogos eloquentes ou extensos, “Blood: O Último Vampiro” deixa muito a desejar. Se por um lado realiza um bom esforço em dinamizar sequências de acção mais que vistas (destacam-se as cenas de luta na floresta nipónica, por exemplo), com efeitos especiais inovadores, por outro perde o rumo graças a uma actuação fraquíssima por parte dos actores.

 

Consegue alguns bons planos de acção e fotografia, mas quase de imediato desfaz esse crescendo desempenho ao apresentar-se com uma fraca montagem. A continuidade das cenas vê-se comprometida por inúmeras vezes, causando um desnorte natural no espectador. Falha grave ainda no CGI, como podemos observar pelo vilão fraquíssimo, mal conseguido, e pouco apelativo.

 

Completamente oco, sofrível, vazio e dispensável. Assim é mais este filme de vampiros, que prometeu mais do que aquilo que pode realmente oferecer. E agora pergunto-me: porquê colocar numa sala de cinema, um live-action tão mau que, aos primeiros minutos, se revela desde logo um erro? Dá que pensar.

 

"She's out there... searching..."

 

Nota Final: 3 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 21:25
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Terça-feira, 8 de Setembro de 2009

Rogue (2007)

 

 

Coube a “Rogue”, filme australiano do mesmo realizador de “Wolf Creek”, dar as boas vindas a todos aqueles que no dia 2 deste mês se dirigiram ao Cinema São Jorge para a sessão de abertura do MOTELx.

 

Como diria o Diogo, “o videoclip do malogrado Michael Jackson, “Thriller”, foi a curta metragem non-official a passar antes do filme”, à semelhança de todas as sessões dos restantes dias do festival que contaram com o visionamento de uma curta (portuguesa ou internacional) antes da película em si.

 

Na presença de John Landis, responsável pelo já mencionado videoclip, desenrolou-se pois um filme que, contra alguma desconfiança, visto tratar-se de um monster movie (algo que me faz alguma confusão desde o triste “Lake Placid”), se provou um bom valor dentro do género.

 

A história passa-se numa Austrália remota, onde se encontra Pete McKell (Michael Vartan), um jornalista para uma revista de viagens. Lá, Pete embarca juntamente com outros turistas num passeio pelo rio do Kakadu National Park, por forma a observar crocodilos. Mas o que eles não esperavam era tornarem-se no principal alvo da besta...

 

Certamente pensará o espectador (e com razão) que estamos perante uma ideia mais que vista. O que diferencia então este “Rogue” dos restantes monster movies? A meu ver, a construção de personagens. Os momentos iniciais da fita são dedicados a conhecer os diversos tripulantes e a observar as belas paisagens com que Greg McClean nos brinda, tudo num estilo quase documental e que não deixa antever o momento que marcará o início do pesadelo para os personagens.

 

Num filme parco em sequências gore (uma vez que a maioria das mortes acontece em off-screen), Radha Mitchell e Michael Vartan (mais conhecido pelo seu papel na série Alias) são protagonistas à altura e não se excedem no típico “romance no meio de uma situação difícil”, construindo antes uma relação de mútuo respeito. Sam Worthington, mesmo que mal aproveitado, provou boas capacidades interpretativas, que certamente o ajudaram a conseguir o protagonismo em “Terminator Salvation”, a par de Christian Bale. A ter em atenção.

 

Pecando um pouco nos efeitos especiais finais do crocodilo e trabalhando alguns dos momentos de maior tensão com uma adequada banda sonora, “Rogue” é acima de tudo um filme consistente, que nos coloca em intímo contacto com a complexidade humana e que, dentro das suas impossibilidades, consegue ainda assim ser plausível em determinados pontos, fugindo do ridículo a que se renderam alguns dos seus antecessores.

 

Uma abertura digna!

 

“Are you sure you want to be the last one across?”

 

Nota Final: 8 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 13:05
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Domingo, 6 de Setembro de 2009

Inglourious Basterds (2009)


 

 

 

 

 

Como reescrever a história da Segunda Guerra Mundial? Embora seja uma pergunta algo estranha e complicada, o incontornável Quentin Tarantino responde com uma simplicidade incrível, bem ao seu jeito violento com um toque delicioso de comédia. Mas vamos à história.

 

Inglourious Basterds divide-se praticamente em duas histórias que na verdade nunca se chegam cruzar directamente. De um lado temos a história de Lt. Aldo Raine (Brad Pitt) que lidera os Basterds, um grupo de homens com o objectivo de matar o máximo de alemães que conseguir, e com o objectivo de o fazer em terrenos franceses. A segunda história fala de Shosanna Dreyfus (Mélanie Laurent), uma judia que consegue em jovem fugir à perseguição de Col. Hans Landa (Christoph Waltz) que tem a reputação de nenhum judeu lhe fugir.

 

Tarantino um dos realizadores mais irreverentes da actualidade, volta à ribalta depois dos êxitos de Pulp Fiction e Kill Bill, e com toda a justiça diga-se de passagem. Sacanas Sem Lei (como é chamado aqui para as nossas bandas) é um filme inteligentemente realizado, com diálogos de qualidade elevada (destaque para a cena no restaurante entre Mélanie Laurent e Christoph Waltz), cenas de violência extrema com um cariz quase humorístico bem ao estilo de Tarantino e uma história algo alterada mas que mais de metade do planeta gostaria que fosse verídica.

 

Em aspectos técnicos nada a apontar. Com uma banda sonora perfeita a acompanhar todas as cenas, os efeitos de imagem não ficam atrás e nem podiam pois Tarantino provavelmente não deixava.

 

Quanto ao elenco o destaque vai claro para Brad Pitt, que embora merece-se mais tempo de antena, as cenas em que participa são algo de delicioso (destaque para Pitt a falar italiano!). Mélanie Laurent embora fosse uma total desconhecida para mim, a verdade é que tem um desempenho muito bom, principalmente nas cenas em que contracena com Christoph Waltz.

 

Eu estava à espera de um bom filme, cheio de sangue e violência, mas a verdade é que até nisso Tarantino me surpeendeu trazendo até nós um filme mais maduro que o habitual, bem ao nível da sua obra-prima Pulp Fiction. Talvez haja aqui material para Óscares. Esperemos para ver.

 

"Each and every man under my command owes me one hundred Nazi scalps... and I want my scalps!"

 

Nota Final: 9 / 10

 

 


Quarta-feira, 26 de Agosto de 2009

Mission: Impossible III (2006)

 

 

Após as desistências de David Fincher e de Joe Carnahan em dar continuidade à saga de “Missão Impossível” eis que surge em cena J.J. Abrams. Depois de assistir a alguns episódios da conhecida série “Alias”, produzida por Abrams, Cruise viu nele o homem ideal para recuperar para este “Missão: Impossível 3” um potencial que desaparecera no capítulo anterior.

 

De imediato pensei que voltaríamos a ver o verdadeiro Hunt, e em plena sala, confirmei as minhas expectativas, naquele que é, para mim, o melhor capítulo até ao momento.

 

Neste 3º capítulo, Hunt (Tom Cruise) leva agora uma vida normal e pacata. Está noivo de Julia (Michelle Monaghan), que desconhece a sua condição de agente secreto, e deixou o trabalho no terreno, dedicando-se somente ao treino de novos agentes do IMF. Contudo, essa sua “nova” vida é alterada por completo quando Lindsey (Keri Russell, num papel que esteve destinado a Scarlett Johansson), uma das suas melhores alunas, é feita refém na sua primeira missão. Agora, Hunt terá de resgatar Lindsey e enfrentar o perigoso traficante de armas Owen Davian (Philip Seymour Hoffman) que o tem na mira, a si... e a Julia.

 

Comparativamente com o primeiro “M:I”, que nos oferecia um envolvente clima de espionagem, este “M:I 3” recupera esse clima, embora numa dosagem menor, é certo, mas que se vê compensada com boas sequências de acção. Ou seja, num balanço, “M:I 3” consegue ser um produto mais consistente, daí a nota superior em relação aos outros títulos da saga. Abrams mostra-se incansável nesta sua estreia cinematográfica e fala-se já num novo capítulo a seu cargo.

 

Os momentos iniciais do filme recuperam o início característico da série de televisão, e é-nos apresentado um determinado ponto do filme em que o confronto entre Hunt e Davian está já no seu limite. A partir daí, Abrams recupera o começo do filme onde somos introduzidos a uma outra faceta de Ethan: a vida que partilha com Julia. Assim, e ao contrário da fita de De Palma, somos levados a conhecer melhor o personagem e a criar laços com ele, algo que tinha sido bastante complicado de alcançar nos filmes anteriores (um pouco mais simples talvez na película a cargo de John Woo, embora a química do actor com Thandie Newton estivesse longe de ser perfeita).

 

Aproveito esta menção para abordar as interpretações. Os “veteranos” Cruise e Rhames mantêm-se nos seus papeís com o nível a que já nos habituaram, jogando bem com a entrada de Laurence Fishburne enquanto chefe de Ethan, e de Philip Seymour Hoffman, que se mostra um vilão à altura, conquitando bons momentos de tensão e roubando todas as suas cenas.

 

Resta-me pois recomendar este filme com acção vertiginosa e bem conseguida que não deixará o espectador indiferente!

 

“Who are you? What's your name? Do you have a wife? A girlfriend? Because if you do, I'm gonna find her. I'm gonna hurt her. I'm gonna make her bleed, and cry, and call out your name. And then I'm gonna find you, and kill you right in front of her.”

 

Nota Final: 8 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 15:30
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Terça-feira, 25 de Agosto de 2009

Mission: Impossible II (2000)

 

 

4 anos depois, a cargo do realizador John Woo, eis que chegou o mais fraco capítulo da saga. Infelizmente, é possível resumir desta forma a película em que o agente especial Ethan Hunt (Tom Cruise) tem como missão recuperar um vírus mortal, criado em laboratório, e o seu respectivo antídoto. Ethan deve criar uma equipa de agentes à sua escolha, mas deverá recrutar também Nyah Nordoff-Hall (Thandie Newton). A sua importância para a missão é vital, uma vez que é a ex-namorada de Sean Ambrose (Dougray Scott), o agente da IMF que roubou o vírus.

 

A princípio a premissa parecia interessante, muito também pela bem desenvolvida trama do primeiro filme. Contudo, depressa nos apercebemos que o engenhoso guião foi esquecido e substituído por sequências de acção que, embora bem coreografadas, devem pouco à credibilidade. É facto que, por se tratar de um filme de acção, o exagero está muitas vezes presente, mas há sempre limites razoáveis dentro dos quais é possível executar um melhor trabalho.

 

Um bom exemplo disso são os minutos iniciais da fita. Em Dead Horse Point, Utah, vemos Hunt a praticar boulder, um tipo de escalada em que não são utilizados equipamentos de segurança. Exige muita perícia e força, daí ser indicado para alturas não superiores a 5 metros. Ou seja, locais completamente opostos áquele em que Hunt se encontra. Mas lá está, é um filme de acção, situações destas são quase imperativas. Agora, não roça o ridículo como, por exemplo, a cena de luta na praia... O espectador compreenderá ao que me refiro se tiver oportunidade de visualizar a película.

 

Mas fora esses exageros, “M:I 2” peca essencialmente pelo facto de ver o clima de espionagem do filme anterior transformado numa simples miragem. Há uma perda de identidade do agente especial bastante notória na fita, e o guião torna-se simples de mais, já para não falar no vilão, que está longe de ser interessante. Falha grave também no mau aproveitamento da qualidade interpretativa de Sir Anthony Hopkins.

 

Desta feita, “Missão Impossível 2” não passa do filme feito somente para entreter. Pena é que anteriormente nos tivessem “servido” um Hunt mais interessante, pois caso isso não tivesse acontecido, poderíamos encarar este segundo filme mais como um produto isolado, do que como uma sequela mal conseguida.

 

“Mr. Hunt, this isn't mission difficult, it's mission impossible. "Difficult" should be a walk in the park for you.”

 

Nota Final: 5 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 19:39
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Sábado, 22 de Agosto de 2009

Mission: Impossible (1996)

 

 

Ethan Hunt (Tom Cruise) desloca-se até Praga com a sua equipa da IMF, uma agência secreta, para mais uma missão: recuperar um disco que contém a lista de agentes que trabalham para a firma. Porém, depressa percebem que são vítimas de uma emboscada.

 

Por ser o único sobrevivente, Ethan torna-se o principal suspeito da morte dos colegas. Conseguirá ele provar a sua inocência?

 

Esta adaptação da série televisiva de grande sucesso nos anos 60, foi o primeiro projecto da Cruise/Wagner Productions, a produtora criada por Tom Cruise e Paula Wagner, e que viria mais tarde a encarregar-se também dos seguintes capítulos da saga do agente especial Hunt (que apresentam uma qualidade bastante distinta, mas essa análise, fica para posteriores críticas).

 

Com realização a cargo de Brian De Palma, “Missão: Impossível” mostra-se um bem executado thriller, bastante coeso e coerente... até à cena final que envolve um helicóptero, um TGV e um túnel... Para não fugir ao rótulo de filme de acção, deixa-se cair numa cena exagerada e que de credível, tem muito pouco, comprometendo o tom sóbrio que vinha acompanhando a fita. Porém, o que se lhe antecede, vale por todo o filme. O espectador tem a sua atenção completamente focada no desenrolar dos acontecimentos, mais até do que nos personagens, proporcionando um interessante jogo mental, bastante abonatório para o característico ambiente de filmes de espionagem.

 

Assim, com uma boa direcção, elenco requintado e competente, bons planos de acção e fotografia, estamos perante um título incontornável dentro do género em questão, e de algumas das cenas mais marcantes do cinema (quem não se recorda da famosa entrada na sala do computador da firma, em Langley, com Cruise suspenso por cabos e sem poder emitir qualquer som?).

 

Sem dúvida, um dos melhores da saga.

 

 “If you're dealing with a man who has crushed, shot, stabbed, and detonated five members of his own IMF team, how devastated do you think you're gonna make him by hauling Mom and Uncle Donald down to the county courthouse?”

 

Nota Final: 7 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 14:56
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Sábado, 15 de Agosto de 2009

The Forbidden Kingdom (2008)

 

 

Nesta minha mini-maratona de filmes com Jet Li como protagonista, decidi pegar em “O Reino Proibido”. Depois de um deprimente “A Múmia: Túmulo do Imperador Dragão”, confesso que não ia com grande esperança para este filme. Mas enganei-me, e bem!

 

Jason Tripitikas (Michael Angarano) é um jovem viciado em filmes de kung fu. Um dia, na loja de penhores onde adquire os seus filmes, Jason encontra um estranho bastão que vem passando de geração em geração aos donos da loja, até que se encontre o seu verdadeiro dono.

 

Nessa noite, o jovem é obrigado por um gang local a ajudar num assalto à loja, e é durante a fuga que se vê transportado de Boston para a China antiga, juntamente com o bastão. Lá, é salvo pelo mestre (bêbedo) de kung fu, Lu Yan (Jackie Chan) que lhe conta a profecia do bastão e lhe diz ter como missão entregá-lo ao Rei Macaco, transformado em pedra à mais de 500 anos pelo Senhor da Guerra de Jade, que o atraiçoara durante um duelo.

 

Com a ajuda do monge silencioso (Jet Li) e de Pardal Dourado (Yifei Liu), conseguirão os nossos heróis libertar o poderoso guerreiro?

 

Este filme foi altamente publicitado por se tratar da tão aguardada reunião entre os dois mestres actuais de artes marciais, Jet Li e Jackie Chan. E que reunião! Chan tem um quê de Jack Sparrow na sua personagem, mostrando-se trapalhão, mas ainda assim, excelente lutador. Jet Li arranca uma boa interpretação, adequando-se bem ao papel (ou devo dizer, papeís...), e Bingbing Li, que interpreta a feiticeira Ni Chang, tem também uma prestação interessante e com boas cenas de luta.

 

Existem alguns momentos bem ao estilo de “The Karate Kid”, como quando Lu Yan ensina kung fu ao jovem Jason, ao mandá-lo cortar relva com o seu bastão... “Wax on, wax off”... lembram-se? Mas nem as semelhanças, nem os clichês do filme arruinam este produto realizado por Rob Minkoff (um dos realizadores de “The Lion King”).

 

Proporcionando bons momentos de humor, bem como exímias sequências de combate e efeitos especiais, somos também nós transportados numa aventura rica a vários níveis, desde interpretativo até fotográfico e sonoro. As cores das belas paisagens da China conjugam-se com uma adequada sonoridade, criando assim um bonito ambiente para a película.

 

Entretenimento puro numa das mais fantásticas aventuras do ano de 2008! Worth the watch.

 

“If one does not attach himself to people and desires, never shall his heart be broken. But then, does he ever truly live? I would rather die a mortal, who has a care for someone, than a man free from his own death.”

 

Nota Final: 7 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 19:44
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Sexta-feira, 14 de Agosto de 2009

The Mummy: Tomb of the Dragon Emperor (2008)

 

 

Terceiro capítulo da saga de “The Mummy” (sem contar com a mal conseguida prequela “The Scorpion King”), desta vez passado na China. O imperador Han (Jet Li) era detentor de uma insaciável sede de poder, e via somente na morte o seu principal adversário. Decide então recorrer à ajuda de Zi Juan (Michelle Yeoh) uma feiticeira que, em vez de lhe conceder a vida eterna, acaba por amaldiçoá-lo, vingando a morte do seu amor.

 

Agora, 2000 anos depois, o imperador que se encontrava transformado, juntamente com o seu exército, em estátuas de terracota, despertou com a intenção de conquistar o mundo. E só Rick O’Connell, o mesmo que derrotara a múmia Imhotep, o pode travar.

 

O início do filme prometia, mas ao contrário dos dois primeiros títulos da saga, não soube manter essa linha de interesse. O desgaste de ideias e as fracas interpretações de alguns dos actores tiraram o sentido à continuidade da história. Isso bem como uma série de cenas que se apresentam, no mínimo, rísiveis e dispensáveis.

 

Com a pretensão de apostar essencialmente nos efeitos especiais (que não estão nada por aí além), este “O Túmulo do Imperador Dragão” perde bastante com a saída de Rachel Weisz (embora se compreenda a escolha da actriz em não participar no mais fraco capítulo da trilogia). Maria Bello, que está longe de ser má actriz, foi a substituta para interpretar Evelyn O’Connell e, simplesmente, não foi a melhor escolha para o papel, deixando bastante a desejar.

 

Fraser, que não possui qualquer química com Bello, continua a seguir a linha do heroí divertido, conferindo um dos únicos pontos de interesse, juntamente com John Hannah com o seu divertido Jonathan, cunhado de Rick. Verifica-se portanto que só os actores que se mantiveram dos filmes anteriores conseguem fazer-nos esquecer, por momentos, que estamos perante uma película com um argumento mais que visto, previsível e que leva, inequívocamente, a um distanciado interesse por parte do espectador. Isto para não dizer quase nulo...

 

Luke Ford, que interpreta o filho de Rick e Evy, Alex, também não convence, mais por um má escolha de casting do que por outra coisa. A idade que o separa do “pai” Fraser aparenta ser pouca e isso decididamente não joga a favor do pretendido pelo realizador Rob Cohen, que se prepara, dizem, para realizar “The Mummy 4”...

 

Resta-me dizer que, depois deste “The Mummy 3” aborrecido e completamente descartável, espero que não seja verdade.

 

“Die you mummy bastards. Die.”

 

Nota Final: 3.5 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 18:20
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Quarta-feira, 12 de Agosto de 2009

Night at the Museum: Battle of the Smithsonian (2009)

 

 

Larry Daley (Ben Stiller) deixou o seu trabalho de guarda nocturno para se lançar no mundo empresarial, alcançando bastante sucesso. A sua empresa, a Daley Devices, está em franca expansão e segue um bom rumo. Já o mesmo não se poderá dizer da relação de Larry com o seu filho, dado o excesso de trabalho que tem em mãos.

 

Um dia, toma conhecimento que o Museu de História Natural de Nova Iorque, onde trabalhara, está a ser renovado. A nova tecnologia vem substituir algumas das estátuas que se encontravam no museu, e de quem Larry se tinha tornado amigo (no primeiro “Night at the Museum” comprovou-se que todos os artefactos do museu ganham vida durante a noite).

 

Os artefactos são levados para Washington DC, para os armazéns do instituto Smithsonia, onde se encontra Kahmunrah, um terrível faraó que pretende governar o mundo. Cabe agora a Larry unir-se a Jedediah (Owen Wilson), Octavius (Steve Coogan), e aos restantes habitantes do museu para contrariar os planos de Kahmunrah (Hank Azaria). Conseguirão?

 

Dado o sucesso do primeiro filme, os estúdios da Twentieth Century Fox viram como imperativa uma continuidade desta história. E não se enganaram, pois mantiveram-se bons resultados de bilheteira, embora com uma fórmula que dá sinais de desgaste. Mas vamos por partes.

 

“À Noite, no Museu 2” apresenta um bom esforço de dar algo diferente da história do primeiro filme aos espectadores e, nesse ponto, embora continue na mesma linha de ideias, consegue alguns novos e bons pormenores, conferindo-lhes maior relevo pelo que de melhor esta fita tem em relação à anterior: os efeitos especiais. Algumas sequências sairam claramente a ganhar com este investimento, possibilitando uma maior dinâmica.

 

Quanto ao elenco, Amy Adams apresenta-nos uma Amelia Earhart (a primeira mulher a voar sozinha sobre o oceano Atlântico) que prova a sua versatilidade enquanto actriz (não percam a oportunidade de observar o seu trabalho no filme “Doubt”, que lhe valeu, inclusivé, uma nomeação ao Óscar). Ben Stiller continua igual a si próprio (embora com algumas falhas), assim como Owen Wilson. Os restantes actores da película não deslumbram, mas têm uma prestação aceitável. Por forma a tornar o guião menos denso (ainda menos...), algumas das personagens principais do filme anterior, como Teddy Roosevelt (Robin Williams) foram um pouco “abandonadas” em detrimento das novas.

 

Ainda no que a personagens diz respeito, é de mencionar o aparecimento de Darth Vader! Foi um agradável pormenor no meio de alguma confusão narrativa. E sem dúvida um dos momentos mais divertidos da fita, ainda que curto.

 

Este é o tipo de comédia na qual o espectador que a visualizar, sabe o que o espera. Divertimento para toda a família, mas essencialmente para as crianças. Não é um mau filme dentro do género em que se insere, mas torna-se um pouco repetitivo e vazio em determinadas situações.

 

“Is that you breathing? Because I can't hear myself think! There's too much going on here; you're asthmatic, you're a robot. And why the cape? Are we going to the opera? I don't think so.

 

Nota Final: 6 / 10

 

 

 


Segunda-feira, 10 de Agosto de 2009

Cellular (2004)

 

 

Jessica Martin (Kim Basinger) é uma professora de biologia que tinha, aparentemente, a vida perfeita. Com uma família feliz e um trabalho estável, nada fazia prever os acontecimentos que se desenrolam após o filho sair para a escola. Jessica é raptada e vê como sua única salvação Ryan (Chris Evans). Ela não conhece o jovem mas, no sotão onde está cativa, consegue estabelecer uma ligação para o seu telemóvel, ao juntar os fios de um telefone que fora estilhaçado pelos seus raptores.

 

A príncipio Ryan pensa tratar-se de uma piada de mau gosto, mas cedo percebe que a mulher e a sua família correm mesmo perigo. Numa corrida contra o tempo, e sempre a tentar manter a ligação, resta agora ao jovem procurar ajuda junto da polícia. Mas nem tudo é o que parece...

 

O que será que pretendem os raptores? Que terá o marido de Jessica em seu poder que justifique o perigo em que colocou a sua família?

 

“Ligação de Alto Risco” é o característico filme de sábado à tarde que tem o entretenimento como única aspiração. E o certo é que não desilude, muito por culpa da premissa original com argumento a cargo de Larry Cohen, um veterano na escrita de filmes série-B, e que conseguiu algum destaque com, por exemplo, “Cabine Telefónica”.

 

A banda sonora encontra-se a um nível mediano, assim como os actores. William H. Macy consegue bons pormenores com o seu personagem, Bob Mooney, um polícia à beira da reforma e em vias de abrir um spa com a mulher. Jason Statham continua igual a si próprio ao interpretar um dos sequestradores, e Evans precisa de amadurecer mais um pouco enquanto actor. Kim Basinger revela alguma inexpressividade em determinadas cenas, mas não compromete.

 

E sim, estamos perante uma autêntica campanha aos telemóveis da Nokia. Contudo, é uma “campanha” capaz de prender o espectador pelo bom ritmo de acção e alguns toques de humor.

 

As falhas e clichés no filme estão presentes e são, por vezes, bastante óbvias mas, ainda assim, se procura uma película agradável de se ver, então talvez este “Cellular” seja uma boa opção para si.

 

“We had a report of a possible kidnapping. You haven't been kidnapped today, have you?”

 

Nota Final: 6.5 / 10

 

 

 


Terça-feira, 4 de Agosto de 2009

The Fifth Element (1997)

 

 

No futuro, precisamente no século XXIII, um taxista chamado Korben Dallas (Bruce Willis) vê-se envolvido numa antiga profecia sobre o final da vida humana. Leeloo (Milla Jovovich) cai de um prédio, e aterra sobre o táxi de Korben e pede-lhe ajuda para fugir da força policial. Depois do Padre Vito Cornelius (Ian Holm) saber que o 5ºElemento da profecia é Leeloo, todos partem numa corrida contra o tempo para reunir os outros quatro elementos: terra, fogo, água e ar.

 

Andava curioso para ver este filme. Tinha poucas recordações dele e decidi revê-lo. Embora não fosse exactamente aquilo que eu esperava, The Fifth Element consegue ser um filme multifacetado, ao misturar acção, ficção científica e humor, tudo numa belo guião escrito e conduzido por Luc Besson.

 

The Fifth Element transporta-nos para um cenário futurista, onde existem milhares de carros a voar, os prédios têm centenas de andares e a vida no chão quase que não existe. Embora não sendo uma obra-prima nos efeitos e na imagem, este filme consegue coisas bastantes boas para a época em que foi realizado. Em relação à banda sonora, é bastante razoável e acompanha a acção de uma forma muitíssimo boa.

 

Bruce Willis faz o típico papel de herói sem fuga (ao estilo de Die Hard) e não desilude atingindo uma performance bastante aceitável. A bela Milla Jovovich tem um desempenho muito bom no papel de Leeloo, uma extraterrestre que não consegue compreender a língua humana nem as acções destes.

 

Se está com vontade de rever um clássico do cinema mas não tem vontade de ver ou rever um filme chato e que o aborreça, The Fifth Element é a escolha certa para si. 

 

“I know she's made to be strong, but she's also so fragile, so human. Know what I mean?”

 

Nota Final: 7 / 10

 

  


Treasure Planet (2002)

 

 

Primeiro filme de animação Disney a ser abordado aqui no Golden Ticket, “Treasure Planet” consiste numa adaptação futurista do romance de Robert Louis Stevenson, “A Ilha do Tesouro”.

 

Jim Hawkins é um jovem (voz original a cargo de Joseph Gordon-Levitt, e de Pedro Granger na versão portuguesa) que alterou por completo o seu comportamento desde que o pai o abandonou a si, e à sua mãe. Deixou de ser o pequeno rapaz que ouvia deslumbrado as incríveis histórias de piratas para dar lugar a um jovem revoltado e sempre metido em sarilhos.

 

Um dia, à porta da taberna gerida pela mãe, Jim assiste ao despenhar de uma nave cujo tripulante carrega consigo um precioso artefacto... o mapa para o Planeta do Tesouro, que tantas vezes inundou os sonhos do rapaz enquanto criança.

 

Juntamente com o astrofísico Dr. Doppler, Jim parte então em busca do tesouro que será a solução para os problemas financeiros da mãe. No galeão solar “R.L.S Legacy” (referência ao romancista Robert Louis Stevenson) comandado pela Capitã Amélia, o jovem conhece John Silver, um misterioso cyborgue cozinheiro com quem acaba por estabelecer a relação paternal à muito perdida.

 

Mas Silver esconde um segredo...

 

A cargo de Ron Clemens e John Musker, os realizadores de “Aladdin” e “A Pequena Sereia”, esta fita, nomeada para o Óscar de Melhor Filme de Animação, foi um fiasco a nível financeiro pois dos mais de 100 milhões de dólares gastos na sua produção, apenas conseguiu recuperar pouco mais de 30 milhões. Porém, ainda que sob esse estigma, “O Planeta do Tesouro” está longe de ser um mau filme. Falta-lhe algo mais para ser considerado um clássico, mas merece algum destaque, senão veja-se...

 

O recurso à simbiose de animação original com computação gráfica consegue uma interessante composição, nomeadamente na personagem de John Silver (considerada uma criação 5D por reunir animação tradicional 2D e 3D, gerada por computador). De frisar também o “jogo” de artefactos antigos, como os barcos, com cenários planetários e seres alienígenas que conseguem transmitir uma ideia interessante q.b.

 

Já o mesmo não se pode dizer da atenção dada ao desenvolvimento dos personagens. E é aí que o filme falha, pois chegado o final da fita, a sensação que fica é que assistimos a um festival de personagens pouco marcantes e fácilmente descartáveis.

 

Parco em momentos musicais (apresenta somente a música “I’m Still Here” do vocalista dos Goo Goo Dolls, John Rzeznik, ou a versão portuguesa a cargo de Miguel Ângelo, “Eu Estou Aqui”), a fita consegue algumas das melhores cenas com as sequências de acção em que Jim voa na sua prancha espacial. Rápidas e extremamente apelativas, conseguem prender o público.

 

Dificilmente ficará na memória, mas este 42º filme da Disney merece sem dúvida ser conferido.

 

“You got the makings of greatness in you, but you got to take the helm and chart your own course. Stick to it, no matter the squalls!”

 

Nota Final: 7 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 07:07
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Terça-feira, 21 de Julho de 2009

Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull (2008)

 

 

Antes da crítica propriamente dita, devo alertar futuros espectadores desta película que estão perante alguém que cresceu a ver, e rever, a trilogia original de Indiana Jones, tendo sido precisamente esse o factor que me levou a esperar ansiosamente pela estreia deste “Reino da Caveira de Cristal”.

 

Infelizmente.

 

Harrison Ford está mais velho, mas o papel de Indy é dele, e assim será sempre. Digo isto porque, o que falha neste quarto capítulo da saga do famoso arqueólogo não é a personagem, e muito menos o actor, mas sim a história. Ou o que quer que seja que nos apresentaram como linha de ideia para este filme. Senão vejamos...

 

Estamos em 1957. Irina Spalko (Cate Blanchett), comandante das tropas soviéticas, pretende deitar a mão ao corpo de uma criatura extraterrestre que se despenhou em Roswell à 10 anos atrás. A solução encontrada é capturar Indiana Jones (Harrison Ford), obrigando-o a revelar-lhes onde se encontra o corpo. Indy leva-os ao local pretendido mas, ao tentar fugir, apercebe-se que foi traído pelo amigo Mac (Ray Winstone), que agora trabalha para os soviéticos.

 

Essa traição levou o FBI a colocar Indy sob investigação, o que acaba mesmo por lhe custar o seu emprego enquanto professor no Marshall College. Tendo como única solução escapar com a ajuda do jovem problemático Mutt Williams (Shia LaBeouf), Indiana parte agora em busca da lendária Caveira de Cristal de Akator, por forma a salvar o professor Oxley, e a mãe de Mutt que, curiosamente, é Marion Ravenwood (Karen Allen). Lembram-se dela em “Salteadores da Arca Perdida”?

 

Conseguirá Indy chegar a tempo de salvar Oxley e Marion, bem como o estranho e precisoso artefacto das mãos de Irina?

 

Os pontos negativos do filme não assentam nem na idade de Ford, nem na introdução da personagem de LaBeouf e muito menos na recuperação da personagem de Allen, mas sim em algumas cenas que pouco ou nada contribuem para o filme e que se chegam a revelar, no mínimo, descabidas. Recordo-me imediatamente de uma que parece retirada do filme “Tarzan” e que seria perfeitamente dispensável. Mas adiante...

 

Se as histórias dos filmes anteriores despertavam um inegável espírito de aventura, este novo capítulo da saga deixa a desejar nesse campo. Demasiado longo, falhando em alguns efeitos especiais, e trazendo uma história inverosímil em alguns pontos, certo é que mais valia ter ficado na gaveta. E porque o contraste deste para os outros filmes é demasiado elevado para sentirmos aquela nostalgia de anos passados, George Lucas e Steven Spielberg não foram felizes deixando assim um sabor amargo em alguns dos espectadores que esperaram 18 anos por esta nova...aventura.

 

Fala-se num quinto capítulo... A ver vamos.

 

“You know, for an old man you ain't bad in a fight.”

 

Nota Final: 6 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 18:40
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Domingo, 19 de Julho de 2009

My Name Is Modesty: A Modesty Blaise Adventure (2004)

 

 

Modesty Blaise. Assim se chama a heroína dos comics criados por Peter O’Donnell e Jim Holdaway em 1963. Terminando a sua edição em 2002, Modesty foi uma personagem bastante popular, justificando pois a passagem de simples comic strips para novels e, posteriormente, cinema. Mas passemos ao filme.

 

Terceira adaptação cinematográfica da personagem, este “Modesty Blaise: Jogo Explosivo” retrata a infância de Modesty (Alexandra Staden), como conheceu o seu tutor Lob (Fred Pearson), e de como acabou a trabalhar num casino sob a alçada de Louche (Valentin Teodosiu), assassinado por Miklos (Nikolaj Coster-Waldau).

 

Apresentando a sua infância por meio de flashbacks pouco conseguidos, Modesty tenta a todo o custo salvar os seus colegas de trabalho, feitos reféns no casino pelo assassino do patrão. Ludibriando Miklos (ou não...) com um jogo da roleta, em que o seu passado é revelado, serão as suas histórias verdadeiras?

 

Confesso que gostei da premissa e fiquei algo curiosa por abordar o trabalho original no formato comic. Porém, o filme em si deixa bastante a desejar a vários níveis. Os “vilões” são pouco credíveis para a situação em questão, baixando a guarda de uma forma que chega a roçar o ridículo mas que, por outro lado, permite desenvolver a questão do background da personagem, dando a ideia de que esta película nada mais seria que um início de uma série de filmes sobre esta jovem que se tornou numa talentosa agente dos serviços secretos britânicos. O que não aconteceu porque, convenhamos... o filme não está inteiramente à altura. Nem o próprio O’Donnell se mostrou satisfeito com o resultado.

 

Com fracas interpretações, esta película de série B filmada em apenas 18 dias, tentou valer-se do nome de Tarantino para conseguir maior aceitação... porém, não se deixem enganar. O cineasta colabora somente como produtor executivo, mas dificilmente se vislumbra uma qualquer influência caracteristicamente sua em qualquer prisma de acção. E embora os estúdios sejam os mesmos que nos brindaram com marcos cinematográficos como “Pulp Fiction” e “Kill Bill”, este filme está longe de ser o seu melhor produto, ou não fosse ele já dificilmente aceitável.

 

Porque o é. E não passa disso. Um filme banal (se calhar mais adequado enquanto episódio para uma série), característico de tardes de cinema num qualquer canal televisivo. E o final...não convence. Vale talvez por um potencial interesse que possa despertar pela personagem.

 

“If I win, you tell me the truth about anything I ask. And I want the truth, no matter how embarrassing.”

 

Nota Final: 4.5 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 23:00
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Quinta-feira, 16 de Julho de 2009

Watchmen (2009)


 

 

 

Com uma premissa bastante interessante (desde já digo que nunca sequer tinha ouvido falar da banda desenhada Watchmen) e diferente dos normais filmes de ‘super-heróis’, Watchmen começa com o assassinato do The Comedian (Jeffrey Dean Morgan) no seu próprio apartamento. Rorschach (Jackie Earle Haley) tenta provar que este foi assassinado e provar que alguém anda a querer assassinar todos os antigos membros da Watchmen.

 

Zack Snyder (realizador de 300) fez um óptimo trabalho ao condensar a história de Watchmen num filme três horas, pois se tudo fosse contado ao pormenor, cinco horas não chegariam. Watchmen consegue transmitir-nos uma ideia quase filosófica do mundo em que vivemos e do que este seria se vivêssemos lado a lado com super-heróis. Uma frase citação popular no mundo de Watchmen é “Who Watches The Watchmen?” e é nisso que assenta grande parte da história do filme.

 

Não sendo um filme de aspecto noir como Sin City e The Spirit, consegue ter o melhor destes filmes com uma edição de imagem absolutamente espectacular e uma banda sonora do melhor que ouvi nos últimos tempos. Apesar de não privilegiar as cenas de acção, consegue mesmo assim ter umas boas sequências de combates. A juntar a isto, os diálogos estão muito bem construídos e claro que quota parte disso se deve ao elenco.

 

O elenco esteve todo a um grande nível começando por Jackie Earle Haley no papel de Rorschach, que além de uma das personagens mais curiosas, assume também o papel de narrador com a sua voz ‘negra’ e rouca. Jeffrey Dean Morgan no papel de The Comedian apresentou a qualidade que já lhe conhecemos de outras fitas e séries de televisão. Patrick Wilson tem também um bom desempenho no papel de Nite Owl II. O restante elenco (ainda longo) tem também um bom desempenho.

 

Watchmen não é um blockbuster, por isso se está com vontade de um filme de acção com mortes e tiros pelo ar, este filme não será a melhor opção. Agora se quer ver um filme fora do normal, com uma boa e enorme história, e ainda assistir a um pouco de acção, então Watchmen é o filme para si.

 

"I heard a joke once: Man goes to doctor. Says he's depressed. Says life is harsh and cruel. Says he feels all alone in a threatening world. Doctor says, "Treatment is simple. The great clown Pagliacci is in town tonight. Go see him. That should pick you up." Man bursts into tears. Says, "But doctor... I am Pagliacci." Good joke. Everybody laugh. Roll on snare drum. Curtains."

 

Nota Final: 9 / 10

 

 

 


Por Hugo às 19:40
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Sábado, 11 de Julho de 2009

Blade (1998)

 

 

Nesta adaptação cinematográfica dos comics Marvel criados por Marv Wolfman e Gene Colan, chega-nos a história de Blade (Wesley Snipes), o “Diurno”, meio-homem, meio-vampiro.

 

20 anos antes... o ataque de um vampiro a uma mulher grávida fez com que o ADN da criança ainda por nascer adoptasse algumas características dos vampiros. Essa criança era Blade que, ao nascer, viu-se portador do melhor e pior dos dois mundos: forte, rápido, mas com uma sede cada vez mais difícil de controlar, e com a particularidade de poder estar em contacto com a luz do dia.

 

Ajudado por um dos últimos caçadores de vampiros, Abraham Whistler (Kris Kristofferson), Blade dedica-se a caçar a raça que mudou a sua vida para sempre. E agora, com um adversário à altura...

 

Esta primeira parte da bem sucedida trilogia que teve o seu (a meu ver, fraco) desfecho em 2004 com “Blade Trinity”, revela-se um bom filme de acção e que consegue surpreender o espectador pela positiva. O papel do imortal caçador assenta que nem uma luva a Snipes (que curiosamente também é o produtor do filme), assim como Stephen Dorff consegue um dos melhores vilões desta série de filmes. O seu Deacon Frost está excelente, e com a dose certa de carisma.

 

Afirmando-se como um dos blockbusters mais reconhecidos com a temática de vampiros (a par da também trilogia “Underworld”), Blade conquista pelas suas sequências de acção, bons planos, uso q.b. de efeitos especiais, toque noir, e frequente recorrência a cenas gore.

 

O filme, embora com uma certa celeridade no decorrer de algumas situações, e consequentes lacunas do guião, revela-se uma boa adaptaçao dos comics sendo mesmo considerado como um clássico incontornável dos filmes de terror/acção. Besides, Blade is cool, and that’s it!

 

“You give Frost a message from me. You tell him it's open season on all suckheads.”

 

Nota Final: 7.5 / 10

 

 

 


Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Transformers: Revenge of the Fallen (2009)

 

 

Segundo o realizador Michael Bay, estamos perante uma trilogia. Porém, depois de ver esta sequela só pensei: antes não estivéssemos.

 

É certo que o grande sucesso do primeiro “Transformers” (esse sim, um blockbuster irrepreensível!) justificava amplamente a criação de mais um ou dois filmes. Mas somente se o nível argumentativo e interpretativo se mantivessem, e neste “Transformers: Retaliação” isso não se verifica.

 

A história desenrola-se a partir do momento em que os Autobots, que juntamente com as forças militares americanas formaram uma espécie de força de intervenção secreta, continuam a combater a ameaça dos Decepticons. Com que objectivo continuarão eles na Terra? É esta a premissa para este “Revenge of the Fallen”.

 

Contando com vertiginosas sequências de acção e apostando fortemente nos efeitos especiais, característicos de um blockbuster, arrisco-me a dizer que neste caso a compreensão do filme por parte do espectador sai claramente dificultada. Isto porque, por se desenrolarem depressa demais e serem captadas com maus movimentos de câmara, algumas cenas não permitem perceber muito bem o que está a acontecer. Refiro-me, por exemplo, às perseguições, combates e transformações dos robôs.

 

Por entre uma ou outra cena magistral, como a do combate entre Optimus Prime e 3 Decepticons, ou mesmo a do combate de Bumblebee em pleno cenário egípcio, existe um claro exagero na vertente cómica da película, no voyeurismo para com Megan Fox (close-ups e sequências desnecessárias e feitas claramente para atrair mais público) e no grande número de personagens que nada mais consegue que uns 10 minutos, se tanto, em todo o filme (como o robô Ironhide, por exemplo).

 

A nível de fotografia, a “falta de imaginação” de Michael Bay é notória pois consegue deixar no público a ideia de que pegou nas cenas de destruiçao de “Pearl Harbor” e as colou, literalmente, nesta fita. Deja vu a 100%.

 

Assim, demasiado longo, com falhas interpretativas (Megan Fox e Shia LaBeouf, porquê?!), e lacunas no guião, esta sequela vale pelos personagens... robotizados, entenda-se, pela banda sonora (e efeitos nessa mesma área) e pelo facto de ser um filme despretencioso e cujo objectivo é, única e exclusivamente, entreter. Watchable mas que, a meu ver, sabe a pouco.

 

“Fate rarely calls upon us at a moment of our choosing.”

 

Nota Final: 5.5 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 23:59
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