Sábado, 3 de Abril de 2010

The Blind Side (2009)

 

E eis que chega finalmente às nossas salas de cinema o filme que valeu a Sandra Bullock uma onda de prémios para Melhor Actriz!

 

"The Blind Side" ou, em português, "Um Sonho Possível", baseia-se na história de vida do jogador de futebol americano, Michael Oher (Quinton Aaron). É-nos permitido acompanhar a adolescência do jovem, que foi separado da mãe toxicodependente com apenas 8 anos de idade, até à sua entrada na conceituada universidade do Mississipi. Mas esse caminho, esteve longe de ser fácil. Uma adolescência marcada pela falta de um lar e por condições de vida adversas, foi vivida por Michael, até ao dia em que se cruza com Leigh Anne Tuhoy (Sandra Bullock), uma republicana rica, cristã, e que tudo fará para ajudar "Big Mike" - como o jovem era tratado - a vencer na vida.

 

Realizado por John Lee Hancock, "The Blind Side" é a típica história que apela ao crescimento humano e à sua ascensão com base nas suas capacidades e força de vontade. É verdade que cede a inúmeros clichés, mas isso não o torna um mau filme, aliás, longe disso! Embora confesse que achei um pouco demais a sua nomeação ao Óscar de Melhor Filme. Mas é o filme "tipicamente americano", portanto não é de admirar a nomeação.

 

A nível interpretativo, há que frisar dois pontos. Primeiro, a boa prestação de Kathy Bates, com uma personagem bastante engraçada e que se torna numa mais valia na recta final da fita. E claro... o Óscar para Sandra Bullock. A melhor forma que encontro para justificar este Óscar é o facto de se dever essencialmente à conduta do personagem. Durante duas horas, Bullock presenteia-nos com uma vigorosa e segura performance, cheia de pormenores que conferem uma indubitável veracidade à acção. Sim, é agradável, e já era tempo de premiar a "namoradinha da América". Mas ainda assim, sinto-me dividida... Carey Mulligan em "An Education" não me sai da cabeça... Enfim, adiante.

 

Diálogos realistas e situações que conseguem, felizmente, fugir do drama exagerado em que se poderiam deixar cair, são ainda mais dois pontos a assinalar. Os créditos finais com as fotos dos reais implicados na história que é contada é também um nice touch, e permite uma maior proximidade com a história, se é que tal já não foi alcançado durante os 120 minutos.

 

Eis então uma versão light de "Precious" que garante 2 horas de bom entretenimento, e transmite uma positiva lição de vida. Dispõe bem, e o espectador agradece.

 

"If you die trying for something important, then you have both honor and courage, and that's pretty good. I think that's what the writer was saying, that you should hope for courage and try for honor."

 

Nota Final: 7.5 / 10

 

 

 


Domingo, 14 de Fevereiro de 2010

The Young Victoria (2009)

 

 

Mas que bela (e apropriada!) surpresa para o dia em questão!

 

Será talvez esta a melhor maneira de começar a crítica ao mais recente trabalho de Jean-Marc Vallée, “A Jovem Victória”. Nomeada para os Óscares 2010 na categoria de Melhor Direcção Artística, Melhor Guarda Roupa e Melhor Caracterização, e contando ainda com nomeações para os BAFTA, em categorias semelhantes, eis uma película que, embora não fuja muito ao que se espera num filme deste género, consegue inovar e ser bastante agradável de se ver.

 

O filme relata-nos a históra da Rainha Victoria de Inglaterra (Emily Blunt), desde os seus anos de juventude, passando pelo grande amor que viveu com aquele que seria o seu esposo, o Príncipe Albert (Rupert Friend), e ainda mostrando, não só a soberana, como, e principalmente, a mulher responsável pelo reinado mais longo da história do Reino Unido até à data.

 

Com o desenvolvimento da acção a dar-se num ritmo forte e ágil, “The Young Victoria” mostra-se interessante, eloquente e bastante fiel a factos históricos. Os únicos elementos ficcionados (apenas 2) são referentes à relação de Albert e Victoria. O primeiro consiste na permanência do príncipe na corte da rainha britânica durante um mês. Tal não se verificou, tendo o seu amor crescido sob a forma de correspondência que trocavam entre si. O outro objecto fictício foi o atentado. Ele existiu sim, mas Albert não foi ferido (embora na vida real, o príncipe tenha de facto tentado proteger a Rainha, pondo a sua própria vida em risco, e mostrando claramente, o sacrifício que estaria disposto a fazer pela mulher que amava). Porém, são “mudanças” na história que se justificam, conferindo uma carga dramática necessária à fita.

 

Embora mantenha ainda um tom bastante contido em alguns aspectos (característico dos filmes de época), é permitida ao espectador uma fácil abordagem não só ao espectro romântico da fita (com a química perfeita entre Blunt e Friend, sem exageros ou melodramas baratos), como também ao conteúdo político e dificuldades sentidas pelo governo britânico naquela época.

 

As excelentes interpretações (especialmente de Emily Blunt, que conseguiu mesmo a nomeação para Melhor Actriz Dramática nos Golden Globes deste ano), bem como a simplificação (mas não banalização, entenda-se) dos diálogos, abonam ainda a favor de uma maior envolvência por parte do espectador para com a história que é contada.

 

Não será portanto demais afirmar que, embora nos encontremos perante um típico filme de época britânico, estamos também perante uma aposta segura e que certamente não faltará na minha colecção.

 

You're too young! You've no experience. You're like a china doll, walking over a precipice...”

 

Nota Final: 8 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 16:50
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Sábado, 16 de Maio de 2009

Control (2006)

 

 

Baseado na vida de Ian Curtis (Sam Riley), vocalista e guitarrista ocasional da banda Joy Divison, que revolucionou o panorama musical no Reino Unido nos finais dos anos 70, “Control”, inteiramente a preto e branco, leva-nos numa viagem intemporal pelos sons que marcaram uma geração.

 

Com grandes interpretações, especialmente dos protagonistas Sam Riley e Samantha Morton, que interpreta Deborah, a mulher de Ian, esta biopic permite-nos acompanhar a vida do carismático vocalista que perdeu a vida aos 23 anos, no dia 18 de Maio de 1980, vítima de suicídio por enforcamento, desde a sua problemática adolescência até à entrada a pulso no mundo da música, onde atingiu a fama... e se perdeu cedo demais.

 

Rica pela fotografia sublime (que capta na perfeição o ambiente daquela Inglaterra mais alternativa, ou não fosse o também realizador, um fotógrafo profissional), bons planos de corte, excelente banda sonora (não só nas cenas de actuação da banda, mas também pelas músicas a cargo de nomes como New Order, Sex Pistols, entre outros), intensidade dramática credível (um bom exemplo são as cenas relativas aos ataques de epilepsia de Ian, que estão muitíssimo bem conseguidas) e excelente colecção de factos, informações e organização argumentativa, esta fita do holandês Anton Corbijn, coloca-nos em contacto com diversos aspectos da vida de Ian.

 

As suas dúvidas existenciais, as letras carregadas de sentimentos de destruição e morte, o seu trabalho enquanto funcionário público (com bastante sucesso diga-se) em Machester e Macclesfield, a relação com a mulher Deborah Curtis e o caso extra conjugal com a jornalista Annik Honoré (Alexandra Maria Lara)... todos estes aspectos que fizeram da sua vida algo singular acabam por tornar esta película num produto único e sincero.

 

Um must see brilhantemente produzido que se revela imperdível para fãs do músico, e não só!

 

“When you look at your life, in a strange new room, maybe drowning soon, is this the start of it all?”

 

Nota Final: 8.5 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 01:08
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Domingo, 22 de Março de 2009

Che, El Argentino – 1ª Parte (2008)

 

 

No passado ano, Steven Soderbergh produziu uma película de 4 horas e 28 minutos de duração, dividida em duas partes, que se centra na história de uma das mais carismáticas figuras políticas de todos os tempos: Ernesto “Che” Guevara (Benício Del Toro).

 

Valendo-se de saltos temporais aleatórios, esta primeira parte da fita aborda desde a entrada do argentino para as tropas de Fidel, até à sua participação na revolução cubana, em 1959, e ao dia em que discursou como representante de Cuba, nas Nações Unidas, em 1964.

 

Médico, soldado, político, o homem que foi considerado uma das personalidades mais importantes do século XX pela revista Time, é aqui retratado de forma isenta de potênciais tendências mais ou menos abonatórias. Benício Del Toro tem uma interpretação invejável, jogando com o seu semblante carregado, mas ao mesmo tempo cativante, que permite expôr o vasto leque de facetas de um homem encarado como assassino por uns, e herói por outros. Todo o restante elenco revela-se competente nas suas prestações, conferindo consistência ao filme.

 

Visualmente agradável, introspectivo, numa latente pacatez de narrativa, “Che, O Argentino” vale-se ainda de imagens reais para conseguir a solidez necessária à história. O cuidado com a fotografia não foi esquecido, verificando-se um jogo de imagens coloridas com outras a preto e branco, para enaltecer emoções, e demarcar os espaços temporais em que a história se encontra.

 

De referir ainda que a banda sonora, embora discreta, é a mais indicada, apresentando-se somente em determinados momentos. E foi boa a metodologia de manter o espanhol como língua dominante da fita.

 

Em tom conclusivo, penso que o único senão é mesmo a falta de dinâmica em determinadas cenas. Mas é sem dúvida um filme bem conseguido, e das mais interessantes estreias desta semana. Fico à espera da segunda parte.

 

Patria o muerte!”

 

Nota Final: 7.5 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 21:48
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Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2009

Ned Kelly (2003)

 

 

Tive no facto de o malogrado actor Heath Ledger ter arrecadado o Óscar, o Bafta e o Globo de Ouro na categoria de Melhor Actor Secundário, a principal razão para recordar esta fita. E pude uma vez mais constatar a paixão que sempre conseguiu transmitir a todos os papeís que desempenhou.

 

Baseado no livro “Our Sunshine” de Robert Drewe, este filme conta-nos a história de Ned Kelly (Heath Ledger), um criminoso que ficou conhecido por desafiar as autoridades coloniais australianas que, naquele tempo, encontravam nos irlandeses os culpados ideais para todos os tipos de crime. Ned Kelly, foi apenas mais um.

 

Mas a história que poderia acabar em “foi preso injustamente”, continuou. Ned liderou um bando (composto por si, por Joe Byrden (Orlando Bloom), Dan Kelly (Lawrence Kinlan) e Steve Hart (Philip Barantini) ) responsável por diversos assaltos que assolaram a Austrália de 1878 a 1880. A quadrilha ficou conhecida por, aquando do incidente que culminou na prisão de Ned e na morte dos restantes membros do bando, ter usado um capacete de ferro e uma placa de aço a proteger o peito, por forma a enfrentarem sozinhos cerca de 100 guardas.

 

O filme joga com todos estes factores históricos, aliando-se também a excelentes interpretações, e permite ao espectador captar a essência de um indivíduo que nada mais pretendia que justiça. Visualmente discreto e com bons planos de acção, “Ned Kelly” alcança aquilo a que se propõe, ser uma biografia de um homem que, moldado por injustiças sociais, acabou por se transformar num mito, tendo o papel de vilão para uns, e de herói para outros.

 

Mais um trabalho a provar que perdemos cedo demais um belíssimo actor...

 

“I wore it seriously, my hero's sash of green and gold - proof that I'd saved a life as well.”

 

Nota Final: 7 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 19:40
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The Pursuit Of Happyness (2006)

 

O primeiro post deste blog foi o fabuloso Seven Pounds. Venho agora fazer a minha análise ao anterior trabalho de Gabriele Muccino e Will Smith. Com um título sugestivo, The Pursuit Of Hapyness, leva-nos a ver a vida de outra maneira e mostra-nos que tudo pode ser superado, ou simplesmente tudo pode ficar pior. Vamos entender a história.

 

Chris Gardner (Will Smith) vive com a mulher Linda (Thandie Newton) e o filho Christopher (Jaden Smith). Chris suporta a família vendendo aparelhos portáteis de raio-X, e pensando que estava a fazer um grande investimento, pega em todas as economias da família e compra várias dezenas destes aparelhos. Após uns tempos bem passados, Chris começa a ter mais dificuldade em vender as máquinas até que as coisas em casa começam a ficar algo descontroladas financeiramente. Linda não aguentado a pressão sai de casa e a muito custo Chris consegue ficar com o filho. Ficando sem a casa e apostando num estágio não renumerado para corrector de bolsa, Chris e o filho tentam sobreviver, ao principio com o dinheiro que de uma máquina vendida, mas depois atingindo o limite dormindo numa igreja que serve para sem-abrigos do sexo masculino.

 

Baseado numa história verídica, Muccino consegue criar um filme particularmente especial, recriando uma cidade de San Francisco com um aspecto mais negro e uma história fantástica. Will Smith tem uma das melhores representações da sua carreira que tem sido balenceada entre altos e baixos tal como um grande desempenho num miserável I Am Legend e falhando em Hancock que já de si tinha um enredo bastante mauzinho. Mostrando um lado humano tocante e desempenhando cenas (de destacar a ultima cena) que ficaram gravadas na memória durante muito tempo a quem visualizar este filme. De realçar ainda a interpretação de Jaden  Smith, para quem não sabe este é filho de Will Smith, que faz o filme ter um brilho especial, pois são inúmeros os casos onde grandes argumentos ficam estragados com miseráveis interpretações de crianças.

 

The Pursuit Of Hapyness é um filme que nos mostra que tudo é possível (mesmo que isso signifique que quando uma situação está má, esta pode ficar pior) e ao mesmo tempo é uma lição de vida. Sinceramente ficou no meu top de filmes da minha vida e com certeza não sairá de lá.

 

“This part of my life, this little part, is called happyness.”

 

Nota Final: 8/10

 

 

 


Por Hugo às 07:00
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Sábado, 14 de Fevereiro de 2009

Frost/Nixon (2008)

 

 

O escândalo de Watergate acaba de rebentar. Richard Nixon renuncia à presidência, tornando-se o primeiro a tomar tal decisão. O seu sucessor, o vice-presidente Gerald Ford, concede-lhe um perdão em relação a todas as ofensas cometidas contra os EUA.
 
É aqui que nos situamos, em pleno ano de 1974. Nixon, já sem sustentabilidade politica, vê-se ‘obrigado’ a renunciar ao cargo de presidente dos Estados Unidos. O povo sempre achou que este deveria ser julgado em tribunal, mas tal não aconteceu devido ao perdão de Ford. Três anos volvidos, Nixon vê num apresentador de ‘talk-shows’ o anfitrião ideal para o entrevistar, isto numa tentativa de limpar a sua imagem e voltar ao meio politico. David Frost é esse apresentador, um britânico muito interessado na audiência que esta entrevista lhe pode proporcionar, e que, na óptica de Nixon, não tem o “estofo” necessário para a gerir, não só por se tratar de uma entrevista de cariz político, mas também por o entrevistado ser alguém com larga experiência neste tipo de situação.
 
“David is a performer of highest calibre”
 
Os vários episódios políticos que foram alvo de bastante controvérsia naquela época, não são explorados ao detalhe. O realizador opta por focar as vertentes relacionadas com a entrevista em si: toda a preparação e investigação feitas pela equipa de Frost (o seu produtor, e dois investigadores), todos os jogos ‘mentais’ e técnicas existentes durante a entrevista para que Nixon não a monopolize... tudo deveras interessante.
 
O facto das questões políticas não estarem expostas de forma pura e dura, faz com que o publico alvo seja mais abrangente, e possa apreciar o trabalho do candidato ao Óscar de Melhor Actor da academia, Frank Langella no papel de Richard Nixon. Apesar de assim o ser, estas não deixam de ser marcantes, fazendo com que ‘o Presidente’ tenha o seu merecido ‘julgamento’...
 
 
Nota final: 8/10

 

 

 


Domingo, 8 de Fevereiro de 2009

The Duchess (2008)

 

 

Keira Knightley, a coqueluche dos filmes de época (e ainda bem, porque tem a dose certa de delicadeza e força necessárias para esse tipo de papel) interpreta Georgiana Spencer Cavendish, a Duquesa de Devonshire, uma mulher com ideias extremamente modernistas para a época em que viveu.

 

Baseado na biografia escrita por Amanda Foreman, e com contornos semelhantes à história da malograda Princesa Diana (descendente dos Spencers, a família de Georgiana), o factor mais representativo de “A Duquesa” será mesmo o guarda roupa fenomenal (que pode muito bem ganhar o Óscar na sua categoria) e a prestação de Keira.

 

O restante elenco não tem a capacidade de envolver e cativar o espectador como Keira tem (nem mesmo Ralph Fiennes com o seu contido Duque de Devonshire) e isso reflecte-se na película. A protagonista, que “suporta” todo o filme, consegue superar-se no papel. As aspirações da duquesa, o seu envolvimento na política (e com Charles Grey, o seu verdadeiro amor, interpretado por um ainda bastante inexperiente Dominic Cooper), a sua paixão pelos jogos, a sua dedicação aos filhos, o desejo de direitos iguais aos do marido e o facto de ser um ícone da moda do século 18... tudo foi captado e brilhantemente transmitido por Keira para a fita. Impecável.

 

Devo ainda mencionar aquele que considerei um dos pontos mais altos do filme: as conversas da duquesa com o político Charles Fox (Simon McBurney). Resultado de um momento bastante inspirado, quer dos guionistas, quer dos próprios actores, essas cenas são de facto imperdíveis. Exímiamente representadas e com diálogos bem conseguidos.

 

Contando também com bons pormenores a nível de fotografia, certo é que o filme fica um pouco aquém do esperado. É agradável, vê-se bem, a vida da duquesa é sem dúvida alguma uma história apaixonante... mas não passa muito disso. Fica a sensação de que algo mais poderia ter sido feito.

 

You can't ask me to battle nature in my own heart.”

 

Nota Final: 6.5 / 10

 

 

 


Domingo, 1 de Fevereiro de 2009

Milk (2008)

 

 

 

Gus Van Sant e Sean Penn. Para mim dois motivos mais que suficientes para querer ver este filme. E não me arrependo.

 

Este trabalho do realizador americano trata-se de uma biografia de Harvey Milk (Sean Penn), o primeiro homossexual assumido a exercer um cargo político nos Estados Unidos. Com uma veracidade incrível, e sem se deixar cair em maneirismos fáceis, Sean Penn apresenta-nos um homem que nos recruta para combater um mundo de preconceito, de injustiça social e incompreensão para com os gays.

 

Tudo funciona em "Milk", desde as interpretações de Sean Penn e James Franco (no papel de Scott Smith), principalmente, até ao próprio guião. A fotografia do filme é mais um ponto a favor. Está brilhantemente conseguida. As imagens reais da época permitem ao espectador um olhar mais próximo sobre aqueles tempos, assim como as imagens de fraca qualidade, as fotografias, o jogo de cores... Tudo se conjuga numa perfeita simbiose.

 

O facto de logo de início ser dado a conhecer o destino de Harvey (é assassinado por um adversário político, Dan White, interpretado por Josh Brolin) permite ao espectador focar-se mais nas questões levantadas pelo filme, questões essas que, ao contrário do que se possa pensar, não se prendem somente com a luta contra a homofobia.

Milk veio dar voz à luta pela igualdade, mas não só para os gays. Ele sempre procurou abranger as minorias e defender causas que considerava justas. Os 8 anos que dedicou a estas causas são hoje reconhecidos e, embora o seu sonho ainda não tenha sido totalmente concretizado, podemos afirmar que muito do caminho percorrido se deve a ele.

 

Com uma forte mensagem, "Milk" está assim nomeado para 8 categorias nos Óscares deste ano. E se Penn ganhar o Óscar de Melhor Actor... é indubitávelmente merecido.

 

“My name is Harvey Milk and I'm here to recruit you!”

 

Nota Final: 8 / 10

 

 

 


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