Domingo, 19 de Setembro de 2010

Antichrist (2009)

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Podem consultar as restantes páginas da Revista Golden Ticket #2 - Mindfuck Movies aqui: http://goldenticket.blogs.sapo.pt/138862.html


Por Diogo às 14:43
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Domingo, 22 de Agosto de 2010

Black Button (2007)

 

A menos de uma semana da estreia do filme "The Box", de Richard Kelly, que conta com a participação de Cameron Diaz no papel principal, achei de bom tom trazer aos leitores do GT a crítica a uma curta que se baseia numa premissa semelhante à do filme mencionado.

 

"Black Button", realizada por Lucas Crandles, é uma curta de cerca de 7 minutos de duração (disponível em http://www.youtube.com/watch?v=QrKnhOJ-R80) que nos coloca numa sala, lado a lado com Jeffrey Roberts (Hayden Grubb) e um estranho homem (Robert Grubb) com uma proposta, no mínimo, suspeita...

 

A proposta consiste no seguinte: Jeffrey poderá ganhar 1 milhão de dólares bastando-lhe, para tal, carregar no botão negro que tem à sua frente. Mas atenção... a escolha entre pressionar ou não o botão não suscitaria grandes dúvidas, não fosse o facto de, ao tomar essa acção, Jeffrey estar a ser responsável pelo fim de uma vida humana. Pode ser um homem, uma mulher, uma criança, um criminoso, ou uma vida inocente. Você, que decisão tomaria? Carregava no botão e ficava com o dinheiro, ou preferiria abandonar a sala de mãos a abanar, mas de consciência tranquila?

 

Esta dicotomia, do certo e do errado, qual a melhor decisão a tomar, não é de agora, e muito menos esta representação do botão tem aqui a sua primeira projecção. Porém, este é um daqueles trabalhos que vagueiam pelo Youtube e que são meritórios de visionamento. A prová-lo estão os prémios atribuídos, tanto pelo próprio Youtube, de 6º finalista para a categoria de Melhor Curta, bem como em festivais, nomeadamente Fitzroy e DearCinemaFest.

 

Não será portanto demais referir que, acima de tudo, esta primeira curta profissional de Crandles, que lhe custou somente 200$, prima pelo discurso, interacção convincente dos dois personagens, bem como pela densidade de acção, que prende o espectador até ao twist final, bastante original. A nível técnico, dentro das limitações características numa produção do género, pode classificar-se como competente, simples é certo, mas adequado ao tema abordado.

 

Agora, resta-nos esperar que "The Box" seja, senão melhor, pelo menos equiparável a este "Black Button", uma crítica proeminente a uma sociedade cada vez mais dominada pelo desejo de consumo.

 

"You had the key to salvation."

 

Nota Final: 7 / 10

 

 

 


Sábado, 14 de Agosto de 2010

Killers (2010)

 

A companhia (sim, não me posso nunca queixar deste factor!) e uma ou outra gargalhada bem arrancada (resultantes da combinaçao entre Heigl, gritos e uma arma) foram os únicos elementos que me permitiram compensar a tortura que é assistir a esta película, realizada por Robert Luketic e protagonizada pelo marido de Demi Moore e pela Drª. Izzie da série "Grey's Anatomy".

 

Soou muito a revista cor de rosa? Bem, foi propositado. A película em questão é tão boa como qualquer revista do género.

 

Ele, Spencer Aimes (Ashton Kutcher), é um assassino profissional com uma missão em Nice, local onde ela, Jen Kornfeldt (Katherine Heigl), recentemente abandonada pelo namorado, vai passar férias com os seus pais, o rígido Mr. Kornfeldt (Tom Selleck) e a alcóolicamente divertida Mrs. Kornfeldt (Catherine O'Hara, a mãe de Mcaulay Culkin em "Home Alone"). A atracção entre Jen e Spencer é imediata e agora, 3 anos depois, o jovem casal disfruta de um casamento tranquilo e feliz, tudo aquilo que Spencer sempre quis. Mas porque raramente conseguimos fugir ao passado, eis que ele volta para assombrar a vida do ex-assassino, que deve agora retomar a missão que deixou a meio em Nice...

 

A fórmula de "Beijos e Balas" (nem vou comentar este título) poderia muito bem resultar, não fossem os maneirismos esquisitos e a completa falta de química entre Kutcher e Heigl, que remete o aclamado romance da fita para algo completamente oco e forçado. E que dizer do final... Sem nexo algum e sobejamente previsível. Em duas palavras: terribly bad.

 

Actuações (à excepção de Selleck e O'Hara, que continuam aí para as curvas, passo a expressão), diálogos, planos de acção... tudo se desenrola perante os nossos olhos de forma atabalhoada, apressada e mal estruturada. Salvam-se porém, e perdoem-me o voyerismo, a tenacidade física de Kutcher e as paisagens da cidade francesa onde tem início a acção.

 

Tudo bem que ver "Inception" quase que no dia anterior não foi abonatório para desenvolver um qualquer sentimento apreciativo para com esta comédia, mas estou em querer que nem tendo assistido ao pior dos filmes me permitiria vislumbrar qualquer destaque neste pseudo "Mr. And Mrs. Smith".

 

De modos que, a deslocarem-se ao cinema, um conselho: não caiam no erro de ir assistir a "Killers"... ou "Kiss & Kill"... ou fiasco, se assim preferirem.

 

"Let's just say that I work for bla bla bla, and they gave me a license to bla".

 

Sim, lá de bla bla bla percebe este filme...

 

Nota Final: 3.5 / 10

  

 

 


Por Mafalda às 17:04
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Quarta-feira, 4 de Agosto de 2010

Meet Dave (2008)

 

Estranhos seres chegam à Terra sob a forma de... um homem perfeitamente normal?

 

Algo não bate certo nesta questão, mas vejamos. Extraterrestres com a forma humana, mas de tamanho muitíssimo inferior, vieram à Terra em busca da salvação para o seu planeta. A particularidade, é que se fazem transportar por uma nave espacial que apresenta a forma de um ser humano. Agora, os pequenos seres, terão de comandar a sua nave tendo em conta comportamentos, acções e emoções de um comum terráqueo.

 

Porém, o problema não fica por aí... A única maneira de salvarem o seu planeta implica a destruição do nosso. E se a início nada os parece demover dos seus intentos, aos poucos a tripulação percebe que somos muito mais que seres capazes de violência e imoralidade...

 

Todos sabem o que Eddie Murphy é capaz de proporcionar num filme em que seja protagonista. Recordar-se-ão imediatamente de "Um Príncipe em Nova Iorque", por exemplo, que é, sem dúvida alguma, das comédias mais bem conseguidas dos anos 80. Então, fiquem os espectadores sabendo que não, ainda não foi desta que Murphy voltou aos seus dias airosos de comédia pura.

 

A verdade é que, uma vez mais, a fita não está ao nível do carismático actor. Interpretando não só a nave (que dá pelo nome de Dave Ming Chang), como ainda o seu capitão, Murphy consegue, com as suas caretas características e um humor corporal bastante apurado, arrancar algumas risadas. Porém, a falta um argumento mais consistente acaba por ser um tremendo let down. Fraco, previsível, infantil e forçado são as palavras mais adequadas para descrever esta fita de 90 minutos de duração.

 

Desta forma, "Meet Dave" só consegue a nota que se segue pela presença do protagonista, sendo lamentável constatar que Hollywood carece de qualidade argumentativa no que a comédia diz respeito.

 

Resta-nos esperar que Murphy saia rápidamente deste ciclo de películas menores, e que possa, quem sabe, colmatar a referida lacuna.

 

"This planet rocks. Deal with it!"

 

Nota Final: 5 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 23:42
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Sábado, 31 de Julho de 2010

Rafael e Maria (2008)

 

Realizada por Ricardo Machado, no seu 2º ano de Licenciatura em Cinema e Audiovisual da Universidade Moderna, esta curta traz-nos a história de um homem, Rafael (Nuno Melo), que aparenta ter sido traído pela mulher. Desesperado e vendo a sua empregada, Maria, como potencial veículo de vingança, toma uma decisão que mudará as suas vidas...

 

À primeira vista, parecerá ao espectador que estamos perante uma curta-metragem dramática quando, na realidade, o seu conteúdo narrativo se consegue distanciar substancialmente desse espectro.

 

Nuno Melo, a única cara conhecida do elenco, tem uma prestação dinâmica e de acordo com aquilo que tem mostrado ao público português. É, de facto, um bom actor. Porém, é de referir que, entre as personagens principais, não seria muito dificíl ser-se o melhor... A personagem da empregada é realmente forçada, e pouco estruturada.

 

A curta, presente em cerca de 10 festivais e vencedora de 3 prémios, entre os quais o "Até Breves 2009", conquistou o público presente, e isso foi notório nas reacções de quem assistiu. Para tal contribuiu, sem dúvida alguma, o twist final de uma história que só não leva nota superior porque a sua qualidade técnica deixa muito a desejar.

 

Se por um lado a parte sonora, entregue a Rui Coelho, se revela competente q.b., já a fotografia... Meu Deus. Miguel Moura prima pela péssima execução, tanto em planos de acção, como de aproveitamento de cenários e cores. Realmente pobre e pouco ambicioso.

 

Ainda assim, vale pela originalidade da história e pela oportunidade que nós dá de reflectir sobre a comunicação humana, e como um simples engano pode ter consequências catastróficas. Mas não se esqueça o espectador que, nas palavras do próprio realizador, "esta fita foi baseada numa anedota".

 

Por fim, terei de mencionar o último segmento da fita, em que Machado faz referência a uma outra curta, "Não Quero Morrer Hoje" de Rita Telles, que recupera o personagem Rafael, após as acções que se sucederam neste "Rafael e Maria".

 

E foi assim, com esta interessante curta, que terminámos a nossa noite pelos lados de Alvalade. E muito bem!

 

"Desculpe... Foi engano."

 

Nota Final: 7 / 10

 


Por Mafalda às 23:36
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Quando o Anjo e o Diabo Colaboram (2009)

 

Contando com um elenco de luxo, esta curta de final de curso realizada por Paula Soares (Licenciada no curso de Cinema da Universidade Lusófona) conta-nos a história de uma aposta entre o Anjo (Sandra Celas) e o Diabo (Rui Santos)!

 

Se o Mundo acabasse, quem teria mais pessoas à sua porta? O Céu, ou o Inferno? É esta a premissa a que ambos tentam dar resposta ao analisar um caso que envolve a morte de uma criança. O Parvo (João Villas-Boas) procura vingança junto daquele que acredita ser o responsável pela morte da sua filha, o Onzeneiro (Eduardo Viana), que tenta comprar o juíz, evitando assim ir parar à prisão.

 

O que nenhum dos dois sabe é que se encontram no mesmo local, a planear o seu próximo passo. E quando se apercebem desse facto... as consequências são desastrosas.

 

A ideia da curta é interessante e bem executada, denotando-se uma parte técnica muito bem conseguida. Vê-se inclusivé um grande cuidado com aproveitamento de cenários e falas, e a abordagem clara à peça que "Quando o Anjo e o Diabo Colaboram" teve por base ("Auto da Barca do Inferno" de Gil Vicente) é mais um ponto a favor.

 

Os actores estiveram todos eles a um nível a que já nos habituaram. Desde Ana Padrão, que enche o ecrã nos parcos segundos em que aparece, com a sua Alcoviteira, até aos protagonistas Celas e Santos, que abrilhantaram a curta com uma química natural que conferiu ainda mais graça a estes personagens completamente opostos.

 

É uma curta extremamente concisa, ciente do destino que quer atribuir a estas personagens conhecidas por todos nós. E embora fosse interessante partir para o seu visionamento com conhecimento de causa, que é como quem diz, tendo já tido algum contacto com a obra de Gil Vicente, não é de todo necessário para a compreensão da fita, que foi finalista, o ano passado, do prémio ZON.

 

Um bom começo para o "Quartas Curtas" sem dúvida alguma!

 

"A linha que separa o bem e o mal é ténue..."

 

Nota Final: 7 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 22:55
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Quinta-feira, 29 de Julho de 2010

Sex and the City 2 (2010)

 

Muito melhor que o primeiro! Pronto, é tudo. Bye bye.

 

...

 

Parecia! Um início de crítica em tom de brincadeira, pois também assim se apresenta este segundo capítulo cinematográfico da conhecida, e controversa, série televisiva "O Sexo e a Cidade".

 

Carrie (Sarah Jessica Parker), Samantha (Kim Cattrall), Miranda (Cynthia Nixon) e Charlotte (Kristin Davis) estão de volta para mais um desfile... quero dizer, mais uma aventura recheada de comédia, sexo, traições, e crises... Muitas crises!

 

A colunista Carrie está já no seu 2º ano de casamento com Big e sente que, aos poucos, o casal vai entrando em rotina. Miranda vê-se a braços com problemas no trabalho e Charlotte trava árduas batalhas diárias no seu papel de mãe. Por seu lado, Samantha atravessa a fase por ela menos desejada: a menopausa. Por entre hormonas, babysitters e dias de folga do casamento, as 4 amigas vêem uma potencial viagem a Abu Dhabi como a escapatória ideal para os seus problemas. Porque, convenhamos, haverá algo melhor que férias totalmente pagas num dos locais mais exóticos e requintados do Mundo?

 

Por entre cenários majestosos, roupas que são o último grito da moda, luxos variados e peripécias sem fim, as 4 nova iorquinas que conquistaram uma geração, promovem neste filme nada mais que uma boa disposição cujo objectivo primordial consiste em figurar nos lugares cimeiros do box-office. Contando com participações especiais de Liza Minelli (em excelente forma física diga-se), por exemplo, tudo funciona em concordância com a ideia de entreter o espectador. Sem pretenciosismos, porque é disso mesmo que se trata. Entreter divertindo. E o realizador Michael Patrick King consegue-o, na maior parte das vezes, através da personagem de Kim Cattrall que, apesar de claramente mais velha, consegue desarmar o espectador com as suas tiradas. Mas isto, não é novidade. Samantha sempre foi, e sempre será, o grito mais sonante na confiança e liberdade feminina no mundo de "Sex and the City".

 

Sucintamente, o filme não traz nada de novo e o seu público alvo não poderia ser mais específico, mas a verdade, é que no seu conjunto, "O Sexo e a Cidade 2" vive de uma fórmula que funciona na perfeição, e que me permitiu uma tarde agradável com alguém que já ia precisando de soltar umas boas gargalhadas. Divertimo-nos imenso, e por isso mesmo, não posso deixar de atribuir a nota que se segue. Livre de qualquer preconceito ou pudor! E um bem haja a todos os que me convenceram a assistir à fita!

 

"Condoms! Condoms! Yes! Condoms! I HAVE SEX!"

 

Sim, tinha mesmo de ser esta a quote. Vejam o filme, apreciem a cena, e ficará claro o porquê da minha escolha recair sobre esta situação em específico. Só numa palavra: Samantha!

 

Nota Final: 6.5 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 03:22
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Quarta-feira, 28 de Julho de 2010

Contraluz (2010)

 

Quem me conseguir convencer que não perdi 90 minutos, numa sala de cinema recheada de casais, a ver "Backlight", que mo comunique com a maior brevidade possível. Porque se não fosse pela excelente companhia, muito provávelmente a minha cabeça não teria albergado outro pensamento que não o de sair da sala.

 

Isto porque acabei por me deparar com o típico filme de sábado à tarde, com uma história que relaciona diversas personagens, mostrando as suas fraquezas e situações de desespero, jogando com os acontecimentos que podem mudar o curso de uma vida, bem como a dicotomia entre vida e morte. Somos levados a assistir às mesmas acções, num mesmo espaço temporal, somente com a diferença de perspectiva, técnica esta que se apresenta mesmo como uma das poucas mais valias da fita.

 

Existem bons elementos, é verdade, como uma narrativa dinâmica, uma ideia que bem explorada poderia dar frutos e, inequívocamente, o seu carácter humano, amplamente presente na fita. Mas tudo está mal aproveitado. As prestações dos actores são realmente fracas, as piadas são do mais forçado que se possa imaginar (Justin Time... i mean, what the...), e os clichés sucedem-se a olhos vistos (e atenção, relembro o preclaro leitor que não encaro este factor como sendo necessáriamente prejorativo).

 

Soube-me a pouco esta 4ª longa metragem de Fernando Fragata (o realizador responsável por "Pulsação Zero", "Pesadelo Cor-de-rosa" e "Sorte Nula"), que poderia muito bem manter o trailer, fazer dele uma curta et voilá! Um óptimo e interessante projecto. Reconheço porém o marco que foi alcançado por Fragata. O carácter hollywoodesco que tentou imprimir na película é notório, e reflecte-se qualitativamente em determinados pormenores, mas especialmente na fotografia, que se exprime por cenários lindíssimos, e que transmitem um profissionalismo que pode, quem sabe, vir a ser transmitido além terras lusas.

 

Agora, caso tenha oportunidade de rever a fita, muito provavelmente me vai sair um sentido "Ai não!". Sim, aquela expressão que ficou registada na minha cabeça, proferida por uma espectadora sentada atrás de mim e do Diogo, e que deveria ser a citação no final da crítica. Mas como não devo fugir ao registo habitual, vou antes utilizar, as usual, uma citação do filme, que encaixa que nem uma luva para o sentimento com que abandonei a sala de cinema do Colombo:

 

"Please, make a u-turn. You're on the wrong course to your destination."

 

E não é que estivemos mesmo?

 

Nota Final: 5 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 10:12
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Domingo, 25 de Julho de 2010

Fantastic 4: Rise of the Silver Surfer (2007)

 

Coisa (Michael Chiklis), Mulher Invisível (Jessica Alba), Senhor Fantástico (Ioan Gruffudd) e Tocha Humana (Chris Evans) estão de volta numa nova aventura. Desta feita, os 4 super heroís terão de enfrentar o Surfista Prateado (Doug Jones, mas com voz a cargo de Lawrence Fishburne), um mensageiro intergaláctico que se desloca até ao planeta Terra, espalhando o terror e, assim, preparando-o para a destruição às mãos do seu senhor, Galactus, o Devorador de Mundos.

 

A história retirada da BD é dotada de milhares de fãs, podendo ser esse um dos factores que leva o espectador a querer, de facto, apreciar a fita a um nível superior ao de simples entretenimento. A história, os personagens (especialmente o Surfista, um dos mais cool da Marvel), os efeitos especiais... Com o argumento certo, seria certamente um projecto ganho. Mas essa façanha, não passa de uma missão quase impossível.

 

Estou a escrever a crítica à medida que vejo o filme (situação semelhante àquela em que me coloquei aquando do visionamento televisivo de "Ghost Rider"... sim, um outro filme que tem um excelente personagem nos comics e se vê defraudada cinematograficamente), e reforço a opinião que tinha anteriormente: o filme é fraco em densidade, simplista, e com profundas falhas de argumento (já para não falar nas sequências sofríveis entre a artificial Alba e o inexpressivo Gruffudd). Dentro do leque actoral, salvam-se Evans e Chiklins, nos seus habituais momentos de comédia (ainda que um pouco forçados, confesso).

 

Mudanças de planos demasiado rápidas, diálogos ocos e um estudo da personagem do Surfista quase que inexistente são algumas das características que pautam esta sequela que consegue, ainda assim, assumir-se como superior em relação ao anterior capítulo da saga. Não é terrível, mas também não é o melhor. Para tal efeito, o melhor será referenciar novamente "Dark Knight", essa sim, uma das melhores (se não mesmo, a melhor) película de heróis fantásticos.

 

De mencionar ainda o meu profundo pesar pela representação de Galactus. Digamos que esperava mais que uma nuvem de poeira... E o regresso forçado do Dr. Doom (Julian McMahon), não convence. Um vilão demasiado soft.

 

Eis pois o simples blockbuster ao qual deverão assistir por respeito a Lawrence Fishburne e à sua técnica que permitiu atribuir tanta personalidade a um personagem com tão limitado "tempo de antena". Que venha a fita dedicada ao Silver Surfer! Mas sem Tim Story no comando.

 

"There's always a choice."

 

Nota Final: 5.5 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 23:33
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Domingo, 9 de Maio de 2010

Iron Man 2 (2010)

 

 

Olho para o lado, e sinto o braço que lhe suporta a cabeça a deslizar lentamente. Inclino-me na cadeira da sala de cinema, e vejo que sim, ela já adormeceu. A uma meia hora do fim. Como é que tal é possível, com tanto barulho?!

 

Deixa-me incrédula, a princípio, mas até percebo. Não é só por ela estar cansada. É também porque, de facto, a fita está uns furos abaixo do primeiro filme, mais a nível de história que propriamente de acção. E esse foi um factor sentido por todos nós que nos deslocámos ontem ao Colombo para assistir a "Homem de Ferro 2".

 

A história tem lugar pouco tempo depois da que nos foi narrada no primeiro filme. Tony Stark (Robert Downey Jr.), que todos sabem ser a verdadeira identidade do Homem de Ferro, acaba de inaugurar a Stark Expo, uma exposição que pretende reunir as melhores invenções das mais brilhantes mentes criativas de todo o mundo, com um só objectivo: criar um futuro melhor para as gerações seguintes.

 

Mas nem tudo são rosas na vida do carismático Stark. Se por um lado se vê a braços com o governo norte americano e com o empresário Justin Hammer (um versátil Sam Rockwell), que quer a todo o custo ver-lhe cedida a tecnologia do fato do Homem de Ferro, por outro, a própria saúde de Tony tem-se vindo a deteriorar, por culpa do gerador que o mantém vivo, e que funciona à base de paládio, um composto que tem proporcionado um aumento dos níveis de toxicidade do sangue do empresário.

 

Para complicar ainda mais as coisas, surge uma entidade em busca de vingança... Ivan Danko (Mickey Rourke), filho de Anton Vanko, um físico russo que trabalhou, juntamente com Howard Stark, o pai de Tony, na criação do já referido gerador. Agora, usando essa mesma tecnologia, Ivan pretende repor a justiça para o seu pai, que morreu em declínio e absoluto esquecimento.

 

E claro, não descurando a vertente amorosa do filme, eis que também a relação de Tony e Pepper Pots (Gwyneth Paltrow) se ve "ameaçada", não só pelo facto de Tony tentar omitir o seu verdadeiro estado de saúde, como ainda pela presença de Natasha Romanoff (Scarlett Johansson) que vem como que balançar os sentimentos de Stark.

 

Uff... parece que abordei todos os pontos da história. Novos personagens, novas histórias que condimentam q.b. o caminho para o aguardado filme "The Avengers", com estreia prevista para 2012. Muitos pormenores podem ser referidos, desde o aparecimento do escudo do Capitão América, bem como a cena pós créditos em que aparece nada mais nada menos que um famoso martelo de um herói da Marvel...

 

Mas voltando à fita em questão. A profundidade e estudo dos personagens é um pouco descurada, é verdade, mas dado que está já confirmado um terceiro capítulo da série, pode ser que o espectador veja colmatada essa falha. De abonatório aparecem as sequências de acção que, embora tenham uma resolução demasiado rápida (tudo parece fácil para o herói vermelho e dourado), estão bastante bem conseguidas. E claro, a faceta de one man show do protagonista Downey Jr. ajuda amplamente na qualidade da fita, já para não falar da excelente banda sonora, numa onda maioritariamente AC/DC. Bom toque Jon Favreau.

 

É um blockbuster, e cumpre a sua função. Mas a verdade, é que um maior cuidado com a história teria sido bem vindo.

 

"It's good to be back!"

 

Nota Final: 7 / 10

 

 

 


Sexta-feira, 7 de Maio de 2010

The Bounty Hunter (2010)

 

Do porta bagagens de Milo (Gerard Butler) começa a sair fumo... Bastante fumo. Ele chama por alguém, Nicole (Jennifer Aniston), a ex-mulher.

 

Não, não se trata de um rapto, nem sequer de uma crise conjugal... Milo Boyd é um ex-polícia que agora ganha a vida como caçador de recompensas. E um dia, o improvável, acontece mesmo. A próxima pessoa que ele deve levar à justiça é nada mais nada menos que a sua ex-mulher, Nicole Hurley, uma jornalista que se vê a braços com uma possível condenação em tribunal devido a um pequeno delito.

 

Mas o que parecia uma simples captura acaba por se tornar numa perigosa perseguição, pois a jornalista levava a cabo uma investigação sobre um estranho suicídio, que a acaba por envolver, bem como a Milo, com astutos assassinos que tudo farão para os impedir de desvendar o caso. Conseguirá o ex casal pôr de parte as suas divergências e assim manter-se vivo?

 

A história desta fita tenta abranger 3 ambiciosos espectros cinematográficos: comédia, romance, e até mesmo acção... mas, simplesmente, não consegue. Longe disso. "Ex-Mulher Procura-se" apresenta-se sim como um festival de lacunas narrativas que nem pelo apelativo elenco se salva. Aniston e Butler estão longe do seu melhor, muito por culpa do realizador Andy Tennant, cuja execução do filme é de levar as mãos à cabeça. Que saudades da competencia mostrada em "Hitch"...

 

Assim, o filme peca essencialmente por nunca explicar ao certo o que separou o casal, por o crime que Nicole tenta desvendar não fazer qualquer sentido, denotando que foi colocado na fita quase que por obrigação, para permitir uma reaproximação de Milo e Nicole... mas nem isso funciona porque a química dos protagonistas é quase que inexistente. Poderia ainda falar nos diálogos desinspirados, ou até mesmo na péssima edição, mas é tempo perdido. Tal como os 110 minutos de duração desta película descartável e extremamente fraca.

 

"Life is making mistakes."

 

E não é a única... Andy Tennant também.

 

Nota Final: 2 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 19:12
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Sexta-feira, 23 de Abril de 2010

Superbad (2007)

 

Nerds, sexo, polícias e comédia. Assim se pode resumir sucintamente "Super Baldas", que aquando da estreia por terras lusas conseguiu um interessante 4º lugar no box office. Um feito para comédias alternativas como esta que nos chega pela mão do também actor Seth Rogen.

 

O filme foca-se na busca de Evan (Michael Cera) e Seth (Jonah Hill) pela perda da virgindade, e na intenção de tentarem a sua sorte na festa de uma amiga de Seth. Assim, juntamente com o companheiro de desventuras Fogell (Christopher Mintz-Plasse, um "puto maravilha" que tem dado cartas na representação), ou McLovin, segundo o BI falso... preparam-se para adquirir álcool para a tal festa, e assim concretizar o seu desejo (típicamente) adolescente.

 

Mas até lá, terão de passar por muitas provações...

 

É esta a história que se desenrola em "Superbad", por entre gags realmente divertidos e bem conseguidos, que relembram o divertido e incorrecto "American Pie" (o primeiro, entenda-se) com uma mistura de non-sense, que puxará também por "The Hangover", por exemplo.

 

As tiradas são uma das maiores mais valias, pois tanto nos deparamos com linhas do mais geek que pode haver, como de seguida temos, por exemplo, a palavra fuck pronunciada 186 vezes durante a fita. Se isto não é vulgaridade no seu expoente máximo, não sei o que será, mas é aqui que "Superbad" se destaca. É um vulgar que sai justificado e inequívocamente bem manuseado por entre cenários e situações.

 

Quanto aos actores, Michael Cera... não sei bem que pensar sobre o rapaz. Ele tem pinta, um jeito laid back de se apresentar... mas todos os seus personagens se forjam no mesmo registo, over and over again. Gostaria de o ver em algo completamente diferente, mas pelos vistos, ainda teremos de esperar mais um pouco. Já Jonah Hill, hilariante. Aguardo agora a sua prestação em "Get Him To The Greek".

 

Agora, o ponto em que a película se perde um pouco será talvez na caracterização, exagerada por vezes, dos polícias Michaels (Seth Rogen) e Slater (Bill Hader), por serem personagens que fogem quase que por completo à vibe humorística que se imprime na fita desde o início. Mas facto é que, mal ou bem, mesmo algumas das suas tiradas conseguem destacar-se positivamente (menções a "Star Wars" resultam sempre).

 

Simples, de fácil visionamento e que servirá para arrancar algumas gargalhadas. E os créditos finais, são uma verdadeira masterpiece! Não percam!

 

"Yeah, I'll be there. Full Throttle. Charlie's Angels 2."

 

Nota Final: 7 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 02:26
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Quarta-feira, 14 de Abril de 2010

The Last Sect (2006)

 

O último clã de vampiros à face da Terra é composto única e exclusivamente por mulheres, mulheres essas que se valem da Internet, mais especificamente de um site de encontros, o Artemis, para continuar a acumular vítimas.

 

Esta metodologia desenrolara-se por vários anos, até ao dia em que a jornalista Sydney St. James (Natalie Brown) entra em jogo... A jovem desloca-se então atè à sede do Artemis para entrevistar Anna (Deborah Odell), uma sombria mas sofisticada mulher, chefe do clã, e que vê em Sydney algo mais do que salta à vista...

 

Até que ponto o seu envolvimento não foi calculado? E que significado terão os estranhos sonhos que Sydney protagoniza juntamente com Anna?

 

Mas calma... a história não fica por aqui. Para pôr um fim à espécie vampírica, chega o mais temível caçador de todos os tempos: Van Helsing (David Carradine), que contará ainda com a a ajuda de Tone (Jordan Dyck) e Karpov (Julian Richings) nesta última missão. Conseguirão eles destruir o clã e a sua líder ancestral?

 

Realizado por Jonathan Dueck, eis um típico filme série-B, que não sabe, infelizmente, aproveitar o nível interpretativo (com especial apontamento para as protagonistas femininas e claro, Carradine igual a si próprio) e ambiente noir que consegue incutir ao longo dos seus 90 minutos de duração.

 

A história está lá e, se bem estruturada, conseguiria certamente impôr-se. Mas, infelizmente, a existência de uma série de factores prejurativos tomam forma e não permitem a consagração. Falo de claros "buracos" no argumento e de pormenores sem explicação que, devido ao ritmo demasiado lento, acabam por se tornar ainda mais penosos do que realmente são.

 

São de frisar ainda as claras tentativas do realizador em estabelecer certas semelhanças com "The Hunger", o que acabou por me prender a atenção. Não serão certamente em vão os paralelismos que podemos encontrar entre as duas fitas. Desde o ritmo lento com que a acção se desenrola, até aos maneirismos de Anna, que denotam um toque à la Catherine Deneuve, tudo se apresenta de forma bastante explícita. Mas, ao contrário da fita de culto de 1983, "The Last Sect" não prima pela coerência que um filme deste género requer. E se vão assitir o filme em busca de terror, esqueçam. Insere-se no género somente pelo teor vampírico, porque expressa somente rasgos de mistério e thriller.

 

Tinha potencial, mas soube a pouco. Muito pouco.

 

"Understanding is not important. Being true to your calling is."

 

Nota Final: 4.5 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 15:08
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Sexta-feira, 9 de Abril de 2010

Sexta a 3 - Green Zone (2010)

 

Ano de 2003. Cidade de Bagdad, no Iraque. As tropas americanas invadiram o país e conseguiram pôr termo ao governo de Saddam Hussein. Agora, cabe aos homens no terreno encontrar a localização das armas de destruição em massa que ameaçaram o mundo. O Sargento Roy Miller é um dos soldados americanos no Iraque, cuja missão é encontrar essas mesmas armas. Mas a verdade, só agora vem ao de cima. Miller vê-se perante um esquema bem montado pelas mais altas patentes do Governo americano, que assim utilizaram as ADM como desculpa para a ocupação do país.

 

Agora, perseguido pelo Pentágono, conseguirá o soldado repôr a verdade, contrariando assim a farsa que justificou a invasão do Iraque pelas tropas norte-americanas?

 

Diogo: em actualização...

 

Hugo: em actualização...

 

Mafalda: Nova parceria, novo projecto ganho. Muito resumidamente, é assim "Green Zone", realizado por Paul Greengrass e protagonizado por Matt Damon, a dupla dos brilhantes "Bourne Supremacy" e "Bourne Ultimatum". O jogo de corrupção que se faz sentir na fita é latente e cativa a atenção do espectador, muito por se tratar de uma suspeita legítima sobre a verdadeira razão que levou o governo americano a ocupar o país de Saddam. O foco sobre uma tão recente polémica suscita curiosidade, e as interpretações de Damon e Greg Kinnear conferem uma ainda maior consistência ao guião (mas não pela profundidade dos seus personagens, dado que o filme é mais de situação que propriamente de estudo de carácteres). O modo de captação de imagem camera on hand é também característico (o espectador poderá reconhecer esta técnica dos já referidos filmes Bourne) e mostra-se adequado ao cenário de guerra (bastante realista diga-se). De mencionar por fim a prestação de Khalid Abdalla cuja personagem consegue impregnar na fita a visão do lado iraquiano, numa performance bem conseguida e crucial para o desenrolar da acção. Eis então uma boa aposta para adeptos de thrillers com cariz político com um toque considerável de acção.

 

Nota Final: 7.5 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 18:38
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Segunda-feira, 5 de Abril de 2010

The Princess and the Frog (2009)

 

Enquanto criança, Tiana (Anika Noni Rose) e o pai partilhavam um sonho: abrir um restaurante com pratos típicos. Agora, já adulta e com 2 trabalhos, a jovem tem juntado todas as suas economias, por forma a poder concretizar esse seu desejo.

 

Tudo corria dentro da normalidade, até que numa festa em casa da melhor amiga, Charlotte(Jennifer Cody), uma menina de famílias abastadas, algo de estranho acontece. Um sapo falante pede ajuda a Tiana: esta deverá beijá-lo para que ele possa voltar à sua condição de humano. Isto porque o sapo é nada mais nada menos que o Princípe Naveen (Bruno Campos), da Maldonia, que está de visita a Nova Orleães. Mas essa visita estava longe de ser inocente, pois o príncipe bon vivant vinha em busca de uma jovem rica que o pudesse sustentar.

 

Ao beijar o príncipe, o inesperado acontece! Não só o feitiço não se quebra, como também Tiana se vê transformada num sapo. Agora, conseguirão os jovens encontrar uma solução para acabar com a maldição lançada pelo feiticeiro Facilier (Keith David)?

 

Estamos perante um novo clássico Disney em que, por decisão de John Lasseter, o director criativo da companhia, se recuperou a animação 2D, o desenho feito à mão. Desde 2004 que a Disney não se aventurava neste tipo de animação, mas a espera valeu a pena. "A Princesa e o Sapo", que tomou forma pelas mãos dos criadores de "A Pequena Sereia" e "Aladdin", é uma aposta ganha!

 

As inovações a nível de personagens (a introdução dos primeiros dois princípes afro-americanos, Tiana e Naveen) são claramente o factor mais mencionado, mas não nos podemos esquecer também de enaltecer a recuperação das sequências musicais que tanto marcaram a história da companhia. As músicas, embora não se possam dizer memoráveis, são agradáveis (fiquei com a "Almost There" na cabeça) e estão de acordo com a vibe da fita, funcionando muito bem. Não é a toa que a acção se desenrola numa das capitais do jazz por excelência.

 

Tive oportunidade de assistir à versão original, e à versão dobrada em português, e devo assumir que, desta vez, embora a versão dobrada seja competente, atraiu-me muito mais a original, especialmente nas canções. Achei inclusivamente que a disparidade entre a voz "falada" e a voz "cantada" de Tiana é excessivamente notória na versão portuguesa, o que me desagradou.

 

Outro facto a registar foi a inclusão de vários personagens secundários que conseguem ganhar o seu espaço na fita, nomeadamente o pirilampo Raymond (Jim Cummings, com um sotaque hilariante, na versão original), o crocodilo trompetista Louis (pela voz de Michael-Leon Wooley, e que me recorda uma certa personagem de "All Dogs Go To Heaven", uma animação da United Artists que, curiosamente, se bateu com "The Little Mermaid" no box office) e claro, o vilão Facilier. O feiticeiro praticante de magia negra é sem dúvida uma das mais carismática personagens da fita e consegue sequências muito boas, especialmente aquela em que ocorre a transformação de Naveen em sapo. Além disso, todos os pormenores de cenários e caracterização são de "encher o olho", e não só nessa sequência em particular.

 

É bom voltar a sentir o mesmo entusiasmo por um filme de animação 2D, é sinal que a indústria vai bem, e recomenda-se. Que venham mais clássicos assim!

 

"Daddy never got what he wanted... but he had what he needed: love! He never gave that up, and neither will I!"

 

Nota Final: 7.5 / 10

 

 

 

 


Sábado, 3 de Abril de 2010

The Blind Side (2009)

 

E eis que chega finalmente às nossas salas de cinema o filme que valeu a Sandra Bullock uma onda de prémios para Melhor Actriz!

 

"The Blind Side" ou, em português, "Um Sonho Possível", baseia-se na história de vida do jogador de futebol americano, Michael Oher (Quinton Aaron). É-nos permitido acompanhar a adolescência do jovem, que foi separado da mãe toxicodependente com apenas 8 anos de idade, até à sua entrada na conceituada universidade do Mississipi. Mas esse caminho, esteve longe de ser fácil. Uma adolescência marcada pela falta de um lar e por condições de vida adversas, foi vivida por Michael, até ao dia em que se cruza com Leigh Anne Tuhoy (Sandra Bullock), uma republicana rica, cristã, e que tudo fará para ajudar "Big Mike" - como o jovem era tratado - a vencer na vida.

 

Realizado por John Lee Hancock, "The Blind Side" é a típica história que apela ao crescimento humano e à sua ascensão com base nas suas capacidades e força de vontade. É verdade que cede a inúmeros clichés, mas isso não o torna um mau filme, aliás, longe disso! Embora confesse que achei um pouco demais a sua nomeação ao Óscar de Melhor Filme. Mas é o filme "tipicamente americano", portanto não é de admirar a nomeação.

 

A nível interpretativo, há que frisar dois pontos. Primeiro, a boa prestação de Kathy Bates, com uma personagem bastante engraçada e que se torna numa mais valia na recta final da fita. E claro... o Óscar para Sandra Bullock. A melhor forma que encontro para justificar este Óscar é o facto de se dever essencialmente à conduta do personagem. Durante duas horas, Bullock presenteia-nos com uma vigorosa e segura performance, cheia de pormenores que conferem uma indubitável veracidade à acção. Sim, é agradável, e já era tempo de premiar a "namoradinha da América". Mas ainda assim, sinto-me dividida... Carey Mulligan em "An Education" não me sai da cabeça... Enfim, adiante.

 

Diálogos realistas e situações que conseguem, felizmente, fugir do drama exagerado em que se poderiam deixar cair, são ainda mais dois pontos a assinalar. Os créditos finais com as fotos dos reais implicados na história que é contada é também um nice touch, e permite uma maior proximidade com a história, se é que tal já não foi alcançado durante os 120 minutos.

 

Eis então uma versão light de "Precious" que garante 2 horas de bom entretenimento, e transmite uma positiva lição de vida. Dispõe bem, e o espectador agradece.

 

"If you die trying for something important, then you have both honor and courage, and that's pretty good. I think that's what the writer was saying, that you should hope for courage and try for honor."

 

Nota Final: 7.5 / 10

 

 

 


Sexta-feira, 2 de Abril de 2010

Sexta a 3 - Law Abiding Citizen (2009)

 

Clyde Shelton (Gerard Butler) era um bom pai de família e cidadão exemplar... até ao dia em que a sua casa é assaltada e ele assiste, impotente, ao assassinato da sua mulher e da sua filha por dois criminosos, Darby (Christian Stolte) e Ames (Josh Stewart). Após investigações, mas com provas inconclusivas, Nick Rice (Jamie Foxx), o provedor responsável pelo caso, vê como única solução fazer um acordo com um dos criminosos: se Darby aceitar testemunhar contra o colega, terá uma diminuição da sua pena. E é assim que, para não perder o caso, Nick consegue a condenação à morte de um deles, e apenas 3 anos de clausura para o outro (que, curiosamente, foi o executante das mortes).

 

O que não se esperaria era que, 10 anos depois de o caso ter sido arquivado, voltassem a haver desenvolvimentos. E que desenvolvimentos... O criminoso setenciado a apenas 3 anos é encontrado morto, e Shelton assume a culpa. Já preso, o homem que tudo perdeu avisa Nick: ou o erro judicial de à 10 anos é corrigido, ou todos os envolvidos com o caso morrerão.

 

Mas como conseguirá um homem já preso continuar uma onda de crimes?

 

Diogo: Uma passível e compreensível vingança de um homem de família que viu a sua esposa e filha serem assassinadas sem qualquer tipo de compreensão, transformou-se então num argumento com contornos... explosivos. Todo o desenrolar do filme revela-se bastante interessante, numa mistura de puzzles inteligentes, jogos legais e acção que aumenta exponencialmente com o aproximar do fim da fita. Este, entenda-se – o aproximar do fim da fita, foi algo que me deixou desmotivado. Sem usar qualquer tipo de 'spoiler', digo que esperava uma continuidade inteligente da história e não uma acção 'bruta'... Apontando isto e espectando ou não que todos os carros expludam, que e como quem diz, tendo partes mais previsíveis ou não, a verdade é que este "Um Cidadão Exemplar" acaba por ser uma boa escolha para um qualquer fim-de-semana.

 

Nota final: 7.5 / 10

 

Hugo: Podemos dizer que Law Abiding Citizen é uma boa surpresa. Realizado por F. Gary Gray (The Italian Job) e escrito por Kurt Wimmer (escritor do grande Equilibrium), Law Abiding Citizen tem uma história bastante inteligente em que o espectador é levado a pensar sobre o que está (ou quem está) errado e o que está certo. Porém, o final da história, é algo desanimador, pois após um desenrolar de todo o enredo com bons twists, o final surge com algo fácil e rápido de assimilar mas que não se enquadra no resto do filme. No entanto, somos presenteados com uma grande performance de Gerard Butler. Já Jamie Foxx, tem um desempenho simplesmente medíocre. Não sendo um grande filme, é sem dúvida uma boa escolha para passar uma tarde agradável na sala de cinema.

 

Nota Final: 7 / 10

 

Mafalda: presa do primeiro ao... último minuto? Não, nem por isso. Assim descrevo a minha situação aquando do visionamento de "Um Cidadão Exemplar", realizado por F. Gary Gray e com argumento a cargo de Kurt Wimmer (responsável pelo argumento de "Equilibrium"). Um guião inteligente e com uma boa premissa que, embora apresente uma ou outra falha no que a credibilidade diz respeito, permite assumir este projecto como um competente thriller, que mexe com a nossa noção do certo e do errado. Porém, o ponto negativo chega na recta final. Não com a derradeira cena, entenda-se, mas sim com o que a ela levou. Uma investigação rápida demais, com uma execução simplista e que contraria o ritmo imposto previamente pela fita. Merecia algo mais... rebuscado. Porque a essência do filme parece perder-se, e é isso que o impede de ir "mais além". Contudo, será aconselhável a quem quiser apreciar rasgos da genialidade de "Seven", ainda que numa dose bastante mais inferior. De mencionar também a boa interpretação de Gerard Butler, e da imposição do filme em não ser encarado como uma lição de moral, mas sim como uma exposição das fragilidades do sistema de justiça, e essencialmente, livre de tomada de partidos.

 

Nota Final: 7 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 23:26
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Quinta-feira, 1 de Abril de 2010

Year One (2009)

 

What a stupid movie.

 

Por mim ficaria por aqui, mas crítica que se preze, tem de ser minimamente justificada. Quanto mais não seja, pelo gosto pessoal. Mas vou-me tentar abstrair de alguma forma e relatar o que vi durante hora e meia (não sei como aguentei...).

 

Esta (péssima) comédia conta-nos a história de Zed (Jack Black) e Oh (Michael Cera), dois homens das cavernas que são expulsos da sua tribo, iniciando então uma viagem no mínimo... bizarra. Pelo caminho encontram inúmeras figuras bíblicas, desde Caim (David Cross) e Abel (Paul Rudd), até Abrãao e os romanos. Mas o grande desafio, esse, espera-os em Sodoma, a cidade do pecado. Os habitantes passam privações pela falta de chuva que assola a região, e os sacrifícios de jovens mulheres virgens sucedem-se, já para não falar que alguns dos membros da sua tribo foram feitos prisioneiros naquela mesma cidade. Conseguirão agora Zed e Oh alterar o curso da história?

 

Sim... poderia ter piada. E tem, uma ou outra vez. Mas não passa disso. "Ano Um" simplesmente não funciona como um todo, desenrolando-se qual festival de atrocidades. É certo que me encontro a anos luz do meu estilo de filmes no que a esta comédia diz respeito, mas, em minha defesa, posso sempre argumentar que o que me levou a assistir foi Michael Cera, mas nem ele se salva (ainda tenho o "Juno" na minha cabeça no que ao rapaz diz respeito, por isso foi um choque). Quanto a Jack Black, continua igual a si próprio, pelo que os fãs do seu trabalho certamente irão gostar de mais esta sua prestação (sempre no mesmo registo).

 

Piadas sem graça que roçam mesmo a vulgaridade pautam uma fita sem pés nem cabeça, realizada por Harold Ramis, o Dr. Egon Spengler de "Ghostbusters". Totalmente dispensável! Vale a nota atribuída por dois factores: por não ter estreado nos cinemas (evitando gastos absurdos por parte do espectador) e por ter um trailer que resume o que de melhor o filme tem. Porque o resto... É melhor nem pensarmos mais nisso.

 

"Hey guys, I'm trying to enjoy a sacrifice with my family. Do you mind? Do you mind?"

 

Nota Final: 2 / 10

 

 

 


Terça-feira, 30 de Março de 2010

Dear John (2010)

 

John Tyree (Channing Tatum) é um soldado das forças especiais norte americanas que se encontra de dispensa na sua terra natal. Lá conhece Savannah (Amanda Seyfried), uma jovem estudante que se encontra nas suas férias de Verão. Os dois acabam por se apaixonar e, nas duas semanas em que estão juntos, cresce entre eles um amor capaz de resistir à distância e ao tempo impostos pelo serviço militar de John.

 

Um ano depois, ele está finalmente livre para voltar para os braços de Savannah... não fosse o fatídico dia 11 de Setembro. O dia negro da história da América leva o rapaz a realistar-se e a ter de partir numa nova missão, por tempo indeterminado.

 

É então que tudo se complica, pois para Savannah algo mudou. Mas os sentimentos, será que também eles mudaram?

 

As actuações de Tatum e Seyfried nesta adaptação do romance homónimo de Nicholas Sparks são competentes q.b., mas falta qualquer coisa. Talvez uma maior consistência do guião que, ao contrário do que se esperava, nem uma lágrima me fez verter.

 

Não era de todo disto que estava à espera, pois um bom romance que se preze deve sempre carregar consigo alguma carga dramática (o que não significa melodrama, atenção!), coisa que, neste filme, não se verifica. Um ou outro momento mais tocante somente graças ao grande Richard Jenkins. Mas não podemos esperar que um actor, embora brilhante, salve algo que, à partida, nem sequer merece ser salvo.

 

Falta um quê de profundidade nesta fita do realizador sueco Lasse Hallstrom, responsável pelo belíssimo filme "Chocolat" com Johnny Depp e Juliette Binoche. E mesmo a banda sonora de "Juntos Ao Luar" não é, de todo, adequada a muitas das cenas, o que leva a algum alheamento dos sentimentos para com as situações apresentadas. Tudo é bastante superficial e plástico, como os diálogos, por exemplo. Um dos melhores pontos será mesmo o nível técnico, com cenários agradáveis aos olhos dos espectadores, e algumas bons planos de câmara.

 

Resta-nos agora esperar que a próxima adaptação de um livro de Nicholas Sparks, "The Last Song", com estreia prevista para este ano, se aproxime mais da qualidade de "The Notebook" e menos da (fraca!) qualidade deste "Dear John".

 

"The saddest people I've ever met in life are the ones who don't care deeply about anything at all."

 

Nota Final: 4 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 19:14
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Sexta-feira, 26 de Março de 2010

Sexta a 3 - Everybody's Fine (2009)

 

Com o realizador Kirk Jones chega uma nova versão do filme italiano, de 1990, "Stanno tutti bene" de Giuseppe Tornatore, no formato de comédia dramática, que nos conta a história de Frank Goode (Robert DeNiro), um viúvo que vive para os filhos e para todos os momentos que passa com estes.

 

E um desses momentos está para breve. É Verão, e todos eles estarão reunidos na casa do pai. Mas, curiosamente, este ano, todos desmarcaram o encontro. Agora, Frank percorrerá os quilómetros que os separam, por Nova Iorque, Denver, Chicago e Las Vegas, e descobre que as vidas dos seus filhos não são exactamente como eles lhe diziam. Mas há algo mais, um segredo que 3 deles tentaram ocultar...

 

Diogo: em actualização...

 

Hugo: Existem poucas palavras que podem descrever este filme. Pode não ser um filme para massas mas com certeza irá atingir os sentimentos de cada pessoa de maneira diferente. Este é sem duvida um dos melhores desempenhos de Robert De Niro nos últimos anos e isso reflecte-se no ecrã de maneira bem positiva. Kirk Jones escreve e realiza esta fita de forma inteligente e ao mesmo tempo com uma simplicidade que nos faz ficar agarrados ao ecrã à espera da próxima viagem de Frank ou até mesmo ansiosos por perceber as mentiras que os filhos lhe estão a impingir. Por falar em filhos, é de realçar também os desempenhos bastante agradáveis de Kate Beckinsale, Drew Barrymore e Sam Rockwell. Para acabar, gostaria de avisar para não se deixarem enganar pelo trailer pois faz transparecer que Everybody's Fine é, praticamente, uma comédia. Este é um dos dramas imperdíveis do ano e espero que tenha o sucesso que merece.

 

Nota Final: 8 / 10

 

Mafalda: bem que o Hugo me avisou! O trailer para este "Estão Todos Bem" consegue ser bastante enganador. Pensando que me ia deparar com uma comédia, acabo a chorar na sala de cinema! Eis pois um road trip movie que mexe com relações familiares com que muitos de nós se podem identificar. Técnicamente falando, é na simplicidade que muitas vezes se ganham apostas, e esta película não é excepção. Contando com um show de representação de DeNiro, e agradáveis performances de Sam Rockwell, Kate Beckinsale e Drew Barrymore, estamos perante um projecto que prima por pequenos pormenores amplamente compensadores para o espectador. Desde as cenas representativas das conversas telefónicas, que ocorrem sem a presença física dos intervenientes, mas sim com a representação dos cabos telefónicos, que foram revestidos por Frank (era esse o seu trabalho antes da reforma), até ao facto de Frank conseguir pelas suas memórias, visualizar os filhos na transição de crianças para os adultos que são hoje em dia, vê-se um cuidado em conseguir interligar competentemente pessoas e situações. Porque é desses pormenores que se faz a diferença entre um bom e um mau filme. E a recta final, é também prova disso mesmo. Simplesmente excelente e imperdoável não assistirem!!

 

Nota Final: 8 / 10

 

 

 


Quinta-feira, 25 de Março de 2010

The Stepford Wives (2004)

 

Este é daqueles fraquinhos, que passam às tantas da noite só para encher a grelha de programação. Pena, porque Nicole Kidman merece projectos mais substanciais, mas vejamos...

 

Joanna Eberhart (Nicole Kidman) é uma bem sucedida directora de um canal televisivo, o EBS, conhecido pelos seus programas controversos, como os reality shows. E é precisamente um desses programas por si produzidos que corre mal, levando Joanna a ser despedida da estação, deixando-a numa profunda e dolorosa depressão. Em solidariedade com a sua situação, o marido, Walter Kresby (Matthew Broderick), decide também ele despedir-se do cargo de vice director do canal, e decide que o ideal será mudarem-se para um local mais tranquilo. O local escolhido é Stepford, uma pequena e pacata cidade em Connecticut.

 

Lá, tudo parece perfeito. As casas, o ambiente livre de crime. Até as mulheres! Cozinham, procedem às lides domésticas e quase que idolatram os maridos. Dores de cabeça, insatisfação... nada disso faz parte do quotidiano das mulheres numa Stepford ambientada aos anos 50.

 

Mas Joanna desconfia de tanta perfeição, e as suas investigações levam-na a uma incrível e terrível descoberta!

 

Extremamente previsível esta segunda adaptação cinematográfica do livro "The Stepford Wives" de Ira Levin, é forte em clichés e peca por não se consegir encontrar enquanto produto. Se por um lado aborda a história com um tom cómico, por outro tenta (em vão, diga-se de passagem) transmitir uma veia de mistério que simplesmente não encontra sustentabilidade.

 

E que dizer de um leque de actores, desde Kidman até Glenn Close, extremamente competente mas totalmente desaproveitados nesta película? Inadmissível e, pensava eu, improvável. Mas a verdade é que acontece. Como puderam eles aceitar participar em tal festival de atrocidades? Enfim...

 

Pobre em diálogos, argumento e realização, é só mais um de entre tantos remakes que, ao que parece, deve muito ao seu original. Voltarei a este ponto assim que tiver oportunidade de assistir ao "The Stepford Wives" de 1975.

 

"Only high-powered, neurotic, castrating, Manhattan career bitches wear black. Is that what you want to be?"

 

Nota Final: 3 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 22:14
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Domingo, 21 de Março de 2010

Solomon Kane (2009)

 

 

Sinceramente... esperava pior! Pela mão do realizador Michael J. Basset, chega-nos a adaptação cinematográfica de um dos heróis criados por Robert E. Howard (responsável também por Conan, entre outros que permitiram criar um sub-género da fantasia conhecido como sword and scorcery). Esse herói é Solomon Kane (James Purefoy), um mercenário cuja alma está condenada ao Inferno. Após mais uma carnificina ao seu comando, Solomon tem um inesperado encontro com o ceifeiro do Diabo, que vem reclamar a sua alma. Porém, a resiliência de Solomon consegue protegê-lo desse triste destino, e durante um ano manteve uma vida de paz, abdicando de toda e qualquer forma de violência.

 

Um dia, é aconselhado por um padre a voltar às suas origens, por forma a conseguir a sua redenção. Solomon dá então início a uma solitária jornada por terras pautadas por foras da lei e por um temível exército ao serviço de Malachi, um feiticeiro servente do próprio Diabo e que tenciona tornar-se senhor de todas aquelas terras. E é durante a sua caminhada que Solomon é abordado por uns saqueadores que o deixam bastante mal tratado. Mas, aparentemente, a sorte está do seu lado ao ser socorrido, e acolhido, por uma família de puritanos. Estabelece-se entre eles uma profunda relação de compreensão, e Solomon parece finalmente em paz... até que algo de inesperado acontece. A família é atacada pelo exército de Malachi, sendo que desse ataque resulta a morte de quase todos os membros da família e ainda a captura da filha mais velha do casal, Meredith (Rachel Wurd-Hood).

 

Cabe agora a Solomon salvar Meredith e assim alcançar a sua redenção.

 

A verdade é que entrei na sala de cinema cansada e sem grandes expectativas. E apesar de ter a cabeça noutro lugar, o filme teve a capacidade de me prender a atenção aos poucos, e isso por si só já é uma vitória. Claro que não é daqueles incontornáveis, e muito menos livre de erros (assim de repente veio-me à cabeça uma cena da captura da família que acolheu Solomon... o irrealismo no seu desempenho fez-me esboçar um ou outro sorriso perante o que estava a assistir, mas nada de alarmante), mas está bem construído.

 

A dicotomia entre o bem e o mal, a religião e a morte, são pontos que quando bem trabalhados têm material de sobra para proporcionar um bom projecto, e “Solomon Kane” consegue alguns rasgos de “bom filme” nos cenários e construção da personagem protagonista (menção especial para Purefoy, que se apresentou a um bom nível interpretativo). Porém, a previsibilidade do guião é notória, e este filme de baixo orçamento acaba por sofrer com isso. Deixa-se ficar um pouco pelo selo de “tentativa de deja-vú de Lord of The Rings”, e peca essencialmente pelos diálogos forçados e desinspirados. Já para não falar do culminar de acção demasiado rápido e simples que deixará certamente uma sensação de vazio em alguns espectadores (algumas das criaturas poderiam (e deviam!) ter sido melhor aproveitadas...).

 

Ainda assim, a película que marcou a sessão de abertura do Fantas 2010, e que (curiosamente!) acabou mesmo por arrecadar o prémio do Público, faz-se compor por um bom ritmo narrativo que me fez questionar o porquê do intervalo. Foram 120 minutos nada cansativos e de entretenimento q.b..

 

There are many paths to redemption, not all of them are peaceful.”

 

Nota Final: 6 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 21:00
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Sexta-feira, 19 de Março de 2010

Sexta a 3 - Edge of Darkness (2010)

 

 

Remake homónimo da série televisiva dos anos 80, “Edge of Darkness” traz-nos Mel Gibson, depois de 7 anos longe das performances enquanto actor, no papel de Thomas Craven, um solitário detective da polícia de Boston que vive exclusivamente para a filha, Emma (Bojama Novakovic). Porém, a sua vida está prestes a mudar... Uma noite, quando Thomas e Emma se preparavam para sair de casa, esta é assassinada a sangue frio.

 

Thomas dará então início a uma investigação por conta própria, partindo do princípio que o alvo naquela noite fatídica era ele e não a filha. Mas... e se Emma fosse realmente o alvo a abater? Por entre esquemas e conspirações conseguirá o detective o desfecho que o conseguirá deixar em paz consigo próprio, vingando a morte da filha?

 

Diogo: Um falhanço total este regresso de Mel Gibson às salas de cinema, que se vê suportado (ou abandonado) num argumento algo desligado e com um final pavoroso para o que este se revelava ser até então. Fraco e inconsequente.

 

Nota Final: 3.5 / 10

 

Hugo: É este o grande filme que equiparavam a Taken? Só me apetece dizer "Ganhem juízo!". Edge of Darkness é um filme ridiculamente mal realizado, com poucas cenas de acção e, praticamente, sem um fio condutor da história. Mel Gibson poderia ter sido a salvação do filme, mas vê-se engolido por uma série de desastres de realização. Gostaria de dizer mais sobre a fita, mas faltam-me palavras para tentar assinalar algo de bom. Dá-me pena ver o realizador de Casino Royale cair em desgraça, mas a verdade é que os espectadores mereciam bem melhor.

 

Nota Final: 5 / 10

 

Mafalda: O que dizer de um filme que prometia, mas só consegue desiludir cena após cena? A história como a contei hoje durante um almoço de colegas até faria antever algo de bom, mas no formato cinematográfico não passa da mera banalidade e, por vezes, mau gosto. É incrível verificar como o realizador Martin Campbell (também ele responsável pela série em que o filme se baseia) nos consegue surpreender com o excelente “Casino Royale”, e depois se perde por completo neste "Fora de Controlo" que nada mais foi que perda tempo. Óptimo para adormecer (não conseguem imaginar a dificuldade que tive em me concentrar para ver a fita até ao fim!), vale únicamente pela ideia (já que a execução, essa, falha em todos os pontos, desde planos de acção, até guião e interpretações, já para não falar de alguns exageros de acção perfeitamente dispensáveis). Decepcionante.

 

Nota Final: 4 / 10

 

 

 


Quarta-feira, 17 de Março de 2010

Alice in Wonderland (2010)

 

 

Tim Burton? Onde? Um mero vislumbre. Apenas.

 

Bem, mas primeiro a sinopse. A história é já conhecida de todos, mas desta vez, há uma ligeira diferença. Estamos perante o regresso de Alice ao País das Maravilhas, e não perante a sua primeira incursão naquele mundo. Volvidos 10 anos, a jovem parece ter-se esquecido de tudo o que ali passou, encarando as suas peripécias como um qualquer sonho que tivera em criança.

 

Mas o que ela não sabe, é que terá de se recordar de quem é realmente, e assim ajudar a salvar os habitantes daquele País, agora governado pela Rainha Vermelha, a quem nada mais interessa que cortar cabeças e assistir à sedutora vassalagem de Stayne, o Valete de Copas. Alice contará ainda com a ajuda dos seus amigos Mad Hatter, o gato Chesire (um dos melhores efeitos CGI do filme) e a lagarta Absolum (personagem à qual Alan Rickman dá voz, roubando todas as cenas em que “aparece”). Conseguirá ela cumprir a profecia e livrá-los a todos do domínio da estridente Rainha?

 

Munida dos cansativos óculos 3D (sim... esta tecnologia começa a desgastar-me, especialmente em filmes cujos elementos nada justificam a sua utilização), entrei para a sala de cinema com elevadas expectativas. Afinal, é de um filme de um dos maiores génios do cinema actual de que estamos a falar! Porém, quase 10 minutos depois do início, dei por mim a semicerrar os olhos. E o porquê, tornou-se bastante óbvio...

 

Nesta nova “Alice”, muitas das características que compõem, habitualmente, os filmes de Burton, que já nos trouxe grandes pérolas como “Edward Scissor Hands”, por exemplo, foram-me quase que imperceptíveis, com excepção claro para as participações de Johnny Depp e Helena Bonham Carter, carismáticamente irrepreensíveis, as usual.

 

Calma, tenho de reflectir. Tem de haver uma causa... Estamos a assistir a um filme da Disney, pelo que existem componentes burtianas que não seriam aceites num filme para crianças”, pensei. “Vou aguardar mais um pouco antes de me precipitar em avaliações menos positivas”. Nisto, entra em cena Depp, que é, sem dúvida, a alma da fita. Valeu por ele, alguns bons momentos. Contudo, cedo percebi que um ou dois actores não bastam para carregar às costas o peso de milhões de dólares de investimento numa película. E nesse par de boas interpretações, não me refiro certamente à protagonista Mia Wasikowska, cuja total inexpressividade me fez sentir defraudada com tão fraca heroína.

 

Desinspirado, monótono e incapaz de nos levar para o tão falado País das Maravilhas. E se Alice demorou 10 anos para lá voltar, a mim bastaram-me os primeiros 10 minutos, para perceber que a minha odisseia iria ficar áquem do que esperava. Está longe do melhor de Burton.

 

Sendo assim, é caso para se dizer “Off with their heads!”.

 

Nota Final: 6 / 10

 

 

 


Terça-feira, 16 de Março de 2010

"O Dez" (2010)

 
 
 
No passado fim de semana, nos dias 13 e 14 deste mês, a RTP 1 transmitiu uma produção de Leonel Vieira intitulada "O Dez".
 
"O Dez" é um filme composto por 10 curtas, de diferentes realizadores e argumentistas portugueses, todas elas com o mesmo fio condutor: uma lenda portuguesa sobre 10 moedas amaldiçoadas que serviram como pagamento pela morte de Viriato, às mãos de um traidor. Séculos mais tarde, essas mesmas moedas foram encontradas por 10 viúvas que decidiram que o melhor a fazer seria espalhá-las pelas suas famílias. E agora, elas circulam entre nós...
 
Abordando o género terror/fantástico, pelo qual o Golden Ticket tem um especial carinho (ou não fosse a nossa incursão no MOTELx), achámos por bem abordar este projecto que se apresentou preparado para o lançamento em diversas plataformas, desde internet (dia 1 de Março no portal Sapo) até à televisão (na RTP 1).
 
Assim, brevemente, colocaremos em análise as 10 curtas, numa previsão de dois posts. Esperemos que gostem!
 

 


Por Mafalda às 19:04
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Segunda-feira, 15 de Março de 2010

17 Again (2009)

 

 

1989. Mike O'Donnell (Zac Effron) era a estrela da equipa de basket do liceu. Prestes a entrar na universidade, este é o jogo da sua vida. Um olheiro observa-o das bancadas... mas algo acontece. A namorada de Mike abandona o campo perante o olhar incrédulo do jovem, que acaba simplesmente por correr atrás dela, tomando uma decisão que influenciou toda a sua vida.

 

2009. Insatisfação. É a palavra chave na actual vida de Mike (Matthew Perry). Pai de 2 filhos, Alex (Sterling Knight) e Maggie (Michelle Trachtenberg), com quem não se relaciona da melhor maneira, sem reconhecimento no trabalho e com o casamento por um fio, resta-lhe visitar o único lugar onde se sentiu realmente realizado: o seu antigo liceu. Lá, Mike conhece um estranho homem que o questiona sobre a sua vida, se ele gostaria de voltar atrás e fazer tudo de novo. E é mesmo isso que acaba por acontecer, porque ao acordar, no dia seguinte, Mike já não é um homem em crise de meia idade, mas sim um jovem de 17 anos... outra vez!

 

Cabe-lhe agora, por entre inúmeras peripécias, ajudar os filhos adolescentes e ainda reconquistar a mulher. Resta saber como irá ele fazê-lo...

 

Confesso que nunca fui grande fã de Zac Efron, havendo mesmo alturas em que o achei bastante irritante (muito por culpa de “High School Musical”, é verdade). Mas nesta comédia com uma boa dose de diversão, acabei por simpatizar com ele. Esteve competente no seu papel, e manteve uma boa dinâmica com todo o elenco. Parece-me que lhe vou dar o benefício da dúvida...

 

O conjunto de elementos técnicos não é de exultar, dadas as características do filme, mas sim o seu guião, que embora não traga nada de novo (esta temática foi já mais que retratada na sétima arte), consegue vencer como um bom produto dentro do género.

 

De notar ainda que, embora “17 Anos, Outra Vez!” ceda a clichês característicos de filmes passados em liceus, nomeadamente nos personagens (o desportista bronco, o bom rapaz vítima de bullying, as meninas da claque, entre outros), consegue compensar essas “mesmices” com tiradas inteligentes e referências a mundos tão diversos como Star Trek, Senhor dos Aneís e Star Wars, graças a Ned Gold, o melhor amigo de Mike desde os tempos de liceu (interpretado por Thomas Lennon).

 

Burr Steers, responsável pelo também ele bastante agradável “How To Lose a Guy in 10 Days”, concede-nos assim uma das mais simpáticas comédias do ano passado e à qual não se arrependerão, certamente, de assistir.

 

Come on, man! Don't you ever wanna go back and do high school again?”

 

Nota Final: 7 / 10


 

 


Por Mafalda às 19:02
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Sábado, 13 de Março de 2010

Sexta a 3- The Lovely Bones (2009)

 

 

Estamos em Dezembro de 1973. Susie Salmon, uma menina de 14 anos que vivia no auge da curiosidade natural da sua idade, é assassinada pelo seu vizinho de uma forma meticulosa e brutal. Atraída por este quando regressava da escola para um anexo subterrâneo situado num milheiral, a vida da família deste ‘pequeno peixe’ não voltou mais a ser a mesma.

 

O choque natural de tão devastadora situação vai ao longo do tempo transforma-se numa obsessão, principalmente para o seu pai que busca vingança e justiça. Este vai então conduzir algumas investigações privadas na tentativa de descobrir tão cruel homem que terá sido capaz de fazer mal à sua querida filha.

 

A verdade é que a vida acabou cedo de mais para Susie, que agora se encontra num limbo celestial a observar e narrar todos os desenvolvimentos do filme. Com tanto que ainda ficou para fazer, será que esta vai conseguir seguir em frente?

 

 

Diogo: O poder dos sonhos de uma adolescente, desfeitos abruptamente e de forma ‘violenta’, testados aqui neste filme de Peter Jackson. ‘Visto do Céu’ apresenta no seu argumento algumas características que poderiam fazer deste um filme inquietante ou até mesmo chocante… Mas a verdade é que este acaba por ser um filme bonito, na essência da sua palavra. Visualmente, as atmosferas imaginárias de um mundo entre terra e o paraíso, revelam-se fulcrais na mensagem do filme. Para este conteúdo também contribui de forma decisiva o pensamento singular da jovem Susie Salmon, interpretada por Saoirse Ronan. De forma igualmente decisiva, encontramos o nomeado ao Óscar de Melhor Actor Secundário Stanley Tucci por este mesmo filme. Na pele de um assassino, consegue quebrar a monotonia de algumas sequências de cenas e intrigar o espectador, naquele que é então sem dúvida mais um ponto de interesse deste ‘The Lovely Bones’.

 

Nota final: 8/10

 

 

Hugo: Peter Jackson traz-nos The Lovely Bones, um filme que em termos de qualidade está uns furos abaixo em relação ao que nos tem habituado. Embora tenha um argumento convincente, o desenrolar da história é algo inconstante o que faz com alguns momentos sejam demasiado depressivos e de repente a acção passa-se demasiado depressa. Uma nota positiva para as cenas espectaculares que o CGI empregado em grande parte do filme nos proporciona. Tal como o enredo do filme, o elenco também tem altos e baixos: Mark Wahlberg tem uma performance mediana e Rachel Weisz é praticamente uma nulidade, enquanto que Saoirse Ronan tem um desempenho fantástico para a sua idade e Stanley Tucci tem uma nomeação para o Óscar de Melhor Actor Secundário totalmente merecida. The Lovely Bones acaba por ser uma decepção pois graças a incoerências na realização não consegue captar toda a atenção do espectador.

 

Nota Final: 6,5 / 10

 

 

Mafalda: "Visto do Ceú" apresenta-se com uma temática complicada de captar em essência, mas que acabou por abordar competentemente valendo-se de belíssimos planos CGI (as representações do limbo celestial são soberbas). Porém, há algo que salta à vista do espectador: a disparidade qualitativa de algumas interpretações. Se por um lado temos um desinspirado Mark Wahlberg, por outro temos o merecidamente nomeado ao Óscar, Stanley Tucci, o inquietante assassino de Susie. Uma prestação imperdível. Apelativas revelaram-se também algumas das sequências entre o real e o celestial, na casa da jovem, em que há como que uma sobreposição de planos muito bem conseguida. De mencionar ainda a tensão crescente, e muito bem vinda diga-se, para um final que achei... ridículo. Não pelo final em si, que achei adequado à história, mas pela maneira como foi filmado e apresentado ao público. Houve um claro exagero. Assim, com uma ou outra incoerência e transições de cena algo pobres (passar de um momento dramático para outro de comédia de maneira tão repentina pode cair mal a alguns espectadors), "The Lovely Bones" acaba por ser uma proposta interessante, muito pela mensagem que transmite.

 

Nota Final: 7 / 10

 

 


Por Diogo às 00:56
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Quarta-feira, 10 de Março de 2010

Corrupção (2007)

 


 

Ridículo. Sofrivél. Inclassificável.

 

Chega? Não... Acho justo dar pelo menos alguns fundamentos para palavras tão “duras” para com um dos mais mediatizados filmes portugueses dos últimos anos. Porque é só disso mesmo que se trata, mediatismo. Porque qualidade, essa... ficou guardada bem longe desta “película”.

 

Senão vejamos. A história certamente a reconhecerão dos jornais, telejornais e revistas, mais ou menos sensacionalistas, que tanto apreciam um bom escândalo. Futebol, árbitros comprados, acompanhantes de luxo, dinheiro, poder... Não será portanto de admirar que “Corrupção” se baseie no livro que foi sucesso de vendas em Portugal (mais uma calamidade, a meu ver), “Eu, Carolina”, em que a ex-companheira de Pinto da Costa, o presidente do F.C. Porto, apresenta a sua versão dos factos (muitos deles dos bastidores da história) sobre o caso “Apito Dourado”, que tanta tinta fez correr na imprensa.

 

Sofia (Margarida Vila-Nova), é a representação cinematográfica de Carolina. Uma jovem mãe solteira, que trabalha numa casa nocturna como acompanhante. É nessa casa que Sofia trava conhecimento com o presidente de um importante clube de futebol, com quem acaba por se envolver. Foram meses de sossego para a acompanhante e os seus dois filhos, até ao dia em que as transações começaram a descontrolar-se e as fugas de informação tomaram lugar, levantando problemas conjugais e judiciais na vida do Presidente. Familiar não?

 

Falemos agora dos aspectos técnicos. Os diálogos estão muito mal conseguidos, carregados de clichés e completamente falsos. O guião mostra-se despropositado durante toda a extensão da fita e as interpretações likewise. Os fade outs apropriados para videoclips são usados até á exaustão, facilitando quebras atrás de quebras na narrativa que é, já de si, bastante pobre. As próprias transições de cena estão péssimamente executadas e deviam fazer corar de vergonha quem as produziu.

 

Corrupção” só não tem a nota 0 porque é de louvar a “tentativa” de fazer um filme dentro deste género em Portugal. Pena que não tenha (de todo!) resultado. E sim, opiniões são subjectivas, mas há condições mínimas a serem reunidas para pelo menos se tentar fazer bom cinema. Aqui, não se verifica nada disso. Um conjunto sem nexo de situações completamente dispensável, e um péssimo exemplo de cinema português. Vergonhoso.

 

Nota Final: 1 / 10


 

 


Por Mafalda às 23:50
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Domingo, 7 de Março de 2010

District 9 (2009)

 

No inicio da década de noventa aparece uma nave a sobrevoar os céus de Johannesburg (capital da África do Sul). Com a nave avariada e sem forma de regressar ao seu planeta, as criaturas que vinham na nave são postas numa zona da cidade criada de propósito para as albergar. Rapidamente esta zona se transforma numa espécie de favela chamada Distrito 9. Depois de muita confusão à volta do Distrito 9, a MNU (MultiNational United), organização criada para controlar a situação, decide recolocar as criaturas numa nova zona. O funcionário Wikus Van Der Merwe (Sharlto Copley) é designado para liderar a equipa que terá de informar aos habitantes da favela que irão mudar de lugar.

Com orçamento de 30 milhões de euros, District 9 apresenta-se como um dos melhores filmes de 2009. Apadrinhado por Peter Jackson (podem esperar para a próxima sexta pela critica a Lovely Bones) e realizado por Neill Blomkamp, este filme é muito mais que pura ficção-científica, é um apelo à reflexão da consciência humana e dos direitos que todos nós temos. Apesar do pequeno orçamento, os efeitos especiais estão bastante acima da média e praticamente não se notam diferenças para as grande produções de Hollywood. 

Em relação ao elenco não se pode dizer muito pois tudo gira à volta de Sharlto Copley que apesar de não deslumbrar, tem um desempenho bastante agradável e regular em frente às câmaras.

Criativo e inteligente, District 9 é sem dúvida um marco na história do género. Veremos o que esta noite de óscares reserva para esta pequena pérola. Uma pequena nota final para a excelente campanha de marketing que foi criada aquando a estreia nos cinemas em solo nacional.
 
"When dealing with aliens, try to be polite, but firm. And always remember that a smile is cheaper than a bullet." 

Nota Final: 9 / 10

 

 


An Education (2009)

 

 

A BBC Films apresenta um dos 10 nomeados ao Óscar de Melhor Filme na cerimónia deste ano: “An Education”. A sua história resume-se no seguinte...

 

Jenny (Carey Mulligan) é uma jovem estudiosa e empenhada, quase a terminar o liceu, e cujo maior sonho (ou será o sonho dos pais?) é entrar na Universidade de Oxford. Um dia, a jovem trava coonhecimento com David (Peter Sarsgaard), um homem mais velho e bem parecido. Apaixonam-se, mas a verdade sobre a identidade David, que proporciona a Jenny um mundo pautado por concertos, exposições e requintados restaurantes, está um pouco mais longe do que seria de supor...

 

Antes de me alongar mais, devo dizer que apreciei bastante os créditos iniciais. Penso que já o disse uma vez, aquando da crítica a “Rock N' Rolla”, mas nunca é demais frisar certos pontos. É em pequenos pormenores, como nos créditos iniciais, que não são certamente um grande foco de interesse para a maioria da audiência, que se pode mostrar um amor pela arte de fazer cinema, e não um simples “vamos fazer mais um filme”. Deve existir sempre um cuidado especial na abordagem de todas as fases de uma fita, e isso é sempre agradável e reconfortante de verificar. E aqui, seguramente que a realizadora Lone Scherfig não deixou créditos por mãos alheias.

 

Um fiel retrato dos anos 60, com uma banda sonora, fotografia e cenários apelativos e em conformidade com as performances do actores. Devo porém realçar Alfred Molina, numa personagem que tanto tem de divertida, como de sensível, marcando alguns segmentos da acção, Dominic Cooper que me fez esquecer totalmente o desaire da sua prestação no musical “Mamma Mia!”, e claro, como não podia deixar de ser, a protagonista Carey Mulligan, que viu inclusivé o seu esforço recompensado pela nomeação ao Óscar de Melhor Actriz (tendo já arrecadado o BAFTA).

 

Outro ponto a favor é a sensibilidade com que é permitido deixarmo-nos envolver pelo mundo que fascina Jenny. As artes, desde a pintura, até à música, passando pela deliciosa e requintada comida... É apaixonante e diria até mesmo, inebriante, a maneira como se nos apresentam essas vidas cosmopolitas dos protagonistas, e dos seus 2 amigos Danny (Dominic Cooper, num papel que esteve destinado a Orlando Bloom) e Helen (Rosamund Pike). Brilhantemente captado.

 

E claro, não posso deixar de mencionar as questões que se levantam durante o filme. Até que ponto é importante para um indivíduo fomentar a sua educação, a sua escolaridade? Terá de abdicar dela para usufruir de prazeres como viagens, por exemplo? Ou será para ele mais compensador valer-se dos seus conhecimentos para analisar melhor aquilo de que disporá no futuro? Para Jenny, tudo isto se lhe apresenta com uma complexidade acrescida. Numa época em que as mulheres com estudos estavam quase que “condenadas” a serem ou professoras ou secretárias, ou muito simplesmente, donas de casa, o que passará na cabeça de uma jovem vanguardista, com sede de descoberta e uma paixão imensa por um mundo em que as artes têm papel predominante? Conseguirá ela acesso a tudo o que David lhe proporcionou se continuar os seus estudos? Aprederá mais na “escola da vida” do que na Universidade de Oxford? São estas as principais questões que o espectador colocará a si próprio ao longo da fita e que serão um dos mais importantes focos da mesma.

 

Cinema clássico no seu máximo esplendor. Assim será a mais justa forma de classificar “Uma Outra Educação”. Competente, interessante, cativante e imperdível, é quase certo que não arrebatará a estatueta dourada, mas a distinção para tal é indubitávelmente merecida.

 

If you never do anything, you never become anyone.”

 

Nota Final: 8.5 / 10

 

 

 


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