Segunda-feira, 5 de Abril de 2010

The Princess and the Frog (2009)

 

Enquanto criança, Tiana (Anika Noni Rose) e o pai partilhavam um sonho: abrir um restaurante com pratos típicos. Agora, já adulta e com 2 trabalhos, a jovem tem juntado todas as suas economias, por forma a poder concretizar esse seu desejo.

 

Tudo corria dentro da normalidade, até que numa festa em casa da melhor amiga, Charlotte(Jennifer Cody), uma menina de famílias abastadas, algo de estranho acontece. Um sapo falante pede ajuda a Tiana: esta deverá beijá-lo para que ele possa voltar à sua condição de humano. Isto porque o sapo é nada mais nada menos que o Princípe Naveen (Bruno Campos), da Maldonia, que está de visita a Nova Orleães. Mas essa visita estava longe de ser inocente, pois o príncipe bon vivant vinha em busca de uma jovem rica que o pudesse sustentar.

 

Ao beijar o príncipe, o inesperado acontece! Não só o feitiço não se quebra, como também Tiana se vê transformada num sapo. Agora, conseguirão os jovens encontrar uma solução para acabar com a maldição lançada pelo feiticeiro Facilier (Keith David)?

 

Estamos perante um novo clássico Disney em que, por decisão de John Lasseter, o director criativo da companhia, se recuperou a animação 2D, o desenho feito à mão. Desde 2004 que a Disney não se aventurava neste tipo de animação, mas a espera valeu a pena. "A Princesa e o Sapo", que tomou forma pelas mãos dos criadores de "A Pequena Sereia" e "Aladdin", é uma aposta ganha!

 

As inovações a nível de personagens (a introdução dos primeiros dois princípes afro-americanos, Tiana e Naveen) são claramente o factor mais mencionado, mas não nos podemos esquecer também de enaltecer a recuperação das sequências musicais que tanto marcaram a história da companhia. As músicas, embora não se possam dizer memoráveis, são agradáveis (fiquei com a "Almost There" na cabeça) e estão de acordo com a vibe da fita, funcionando muito bem. Não é a toa que a acção se desenrola numa das capitais do jazz por excelência.

 

Tive oportunidade de assistir à versão original, e à versão dobrada em português, e devo assumir que, desta vez, embora a versão dobrada seja competente, atraiu-me muito mais a original, especialmente nas canções. Achei inclusivamente que a disparidade entre a voz "falada" e a voz "cantada" de Tiana é excessivamente notória na versão portuguesa, o que me desagradou.

 

Outro facto a registar foi a inclusão de vários personagens secundários que conseguem ganhar o seu espaço na fita, nomeadamente o pirilampo Raymond (Jim Cummings, com um sotaque hilariante, na versão original), o crocodilo trompetista Louis (pela voz de Michael-Leon Wooley, e que me recorda uma certa personagem de "All Dogs Go To Heaven", uma animação da United Artists que, curiosamente, se bateu com "The Little Mermaid" no box office) e claro, o vilão Facilier. O feiticeiro praticante de magia negra é sem dúvida uma das mais carismática personagens da fita e consegue sequências muito boas, especialmente aquela em que ocorre a transformação de Naveen em sapo. Além disso, todos os pormenores de cenários e caracterização são de "encher o olho", e não só nessa sequência em particular.

 

É bom voltar a sentir o mesmo entusiasmo por um filme de animação 2D, é sinal que a indústria vai bem, e recomenda-se. Que venham mais clássicos assim!

 

"Daddy never got what he wanted... but he had what he needed: love! He never gave that up, and neither will I!"

 

Nota Final: 7.5 / 10

 

 

 

 


Sábado, 3 de Abril de 2010

The Blind Side (2009)

 

E eis que chega finalmente às nossas salas de cinema o filme que valeu a Sandra Bullock uma onda de prémios para Melhor Actriz!

 

"The Blind Side" ou, em português, "Um Sonho Possível", baseia-se na história de vida do jogador de futebol americano, Michael Oher (Quinton Aaron). É-nos permitido acompanhar a adolescência do jovem, que foi separado da mãe toxicodependente com apenas 8 anos de idade, até à sua entrada na conceituada universidade do Mississipi. Mas esse caminho, esteve longe de ser fácil. Uma adolescência marcada pela falta de um lar e por condições de vida adversas, foi vivida por Michael, até ao dia em que se cruza com Leigh Anne Tuhoy (Sandra Bullock), uma republicana rica, cristã, e que tudo fará para ajudar "Big Mike" - como o jovem era tratado - a vencer na vida.

 

Realizado por John Lee Hancock, "The Blind Side" é a típica história que apela ao crescimento humano e à sua ascensão com base nas suas capacidades e força de vontade. É verdade que cede a inúmeros clichés, mas isso não o torna um mau filme, aliás, longe disso! Embora confesse que achei um pouco demais a sua nomeação ao Óscar de Melhor Filme. Mas é o filme "tipicamente americano", portanto não é de admirar a nomeação.

 

A nível interpretativo, há que frisar dois pontos. Primeiro, a boa prestação de Kathy Bates, com uma personagem bastante engraçada e que se torna numa mais valia na recta final da fita. E claro... o Óscar para Sandra Bullock. A melhor forma que encontro para justificar este Óscar é o facto de se dever essencialmente à conduta do personagem. Durante duas horas, Bullock presenteia-nos com uma vigorosa e segura performance, cheia de pormenores que conferem uma indubitável veracidade à acção. Sim, é agradável, e já era tempo de premiar a "namoradinha da América". Mas ainda assim, sinto-me dividida... Carey Mulligan em "An Education" não me sai da cabeça... Enfim, adiante.

 

Diálogos realistas e situações que conseguem, felizmente, fugir do drama exagerado em que se poderiam deixar cair, são ainda mais dois pontos a assinalar. Os créditos finais com as fotos dos reais implicados na história que é contada é também um nice touch, e permite uma maior proximidade com a história, se é que tal já não foi alcançado durante os 120 minutos.

 

Eis então uma versão light de "Precious" que garante 2 horas de bom entretenimento, e transmite uma positiva lição de vida. Dispõe bem, e o espectador agradece.

 

"If you die trying for something important, then you have both honor and courage, and that's pretty good. I think that's what the writer was saying, that you should hope for courage and try for honor."

 

Nota Final: 7.5 / 10

 

 

 


Sexta-feira, 26 de Março de 2010

Sexta a 3 - Everybody's Fine (2009)

 

Com o realizador Kirk Jones chega uma nova versão do filme italiano, de 1990, "Stanno tutti bene" de Giuseppe Tornatore, no formato de comédia dramática, que nos conta a história de Frank Goode (Robert DeNiro), um viúvo que vive para os filhos e para todos os momentos que passa com estes.

 

E um desses momentos está para breve. É Verão, e todos eles estarão reunidos na casa do pai. Mas, curiosamente, este ano, todos desmarcaram o encontro. Agora, Frank percorrerá os quilómetros que os separam, por Nova Iorque, Denver, Chicago e Las Vegas, e descobre que as vidas dos seus filhos não são exactamente como eles lhe diziam. Mas há algo mais, um segredo que 3 deles tentaram ocultar...

 

Diogo: em actualização...

 

Hugo: Existem poucas palavras que podem descrever este filme. Pode não ser um filme para massas mas com certeza irá atingir os sentimentos de cada pessoa de maneira diferente. Este é sem duvida um dos melhores desempenhos de Robert De Niro nos últimos anos e isso reflecte-se no ecrã de maneira bem positiva. Kirk Jones escreve e realiza esta fita de forma inteligente e ao mesmo tempo com uma simplicidade que nos faz ficar agarrados ao ecrã à espera da próxima viagem de Frank ou até mesmo ansiosos por perceber as mentiras que os filhos lhe estão a impingir. Por falar em filhos, é de realçar também os desempenhos bastante agradáveis de Kate Beckinsale, Drew Barrymore e Sam Rockwell. Para acabar, gostaria de avisar para não se deixarem enganar pelo trailer pois faz transparecer que Everybody's Fine é, praticamente, uma comédia. Este é um dos dramas imperdíveis do ano e espero que tenha o sucesso que merece.

 

Nota Final: 8 / 10

 

Mafalda: bem que o Hugo me avisou! O trailer para este "Estão Todos Bem" consegue ser bastante enganador. Pensando que me ia deparar com uma comédia, acabo a chorar na sala de cinema! Eis pois um road trip movie que mexe com relações familiares com que muitos de nós se podem identificar. Técnicamente falando, é na simplicidade que muitas vezes se ganham apostas, e esta película não é excepção. Contando com um show de representação de DeNiro, e agradáveis performances de Sam Rockwell, Kate Beckinsale e Drew Barrymore, estamos perante um projecto que prima por pequenos pormenores amplamente compensadores para o espectador. Desde as cenas representativas das conversas telefónicas, que ocorrem sem a presença física dos intervenientes, mas sim com a representação dos cabos telefónicos, que foram revestidos por Frank (era esse o seu trabalho antes da reforma), até ao facto de Frank conseguir pelas suas memórias, visualizar os filhos na transição de crianças para os adultos que são hoje em dia, vê-se um cuidado em conseguir interligar competentemente pessoas e situações. Porque é desses pormenores que se faz a diferença entre um bom e um mau filme. E a recta final, é também prova disso mesmo. Simplesmente excelente e imperdoável não assistirem!!

 

Nota Final: 8 / 10

 

 

 


Sábado, 13 de Março de 2010

Sexta a 3- The Lovely Bones (2009)

 

 

Estamos em Dezembro de 1973. Susie Salmon, uma menina de 14 anos que vivia no auge da curiosidade natural da sua idade, é assassinada pelo seu vizinho de uma forma meticulosa e brutal. Atraída por este quando regressava da escola para um anexo subterrâneo situado num milheiral, a vida da família deste ‘pequeno peixe’ não voltou mais a ser a mesma.

 

O choque natural de tão devastadora situação vai ao longo do tempo transforma-se numa obsessão, principalmente para o seu pai que busca vingança e justiça. Este vai então conduzir algumas investigações privadas na tentativa de descobrir tão cruel homem que terá sido capaz de fazer mal à sua querida filha.

 

A verdade é que a vida acabou cedo de mais para Susie, que agora se encontra num limbo celestial a observar e narrar todos os desenvolvimentos do filme. Com tanto que ainda ficou para fazer, será que esta vai conseguir seguir em frente?

 

 

Diogo: O poder dos sonhos de uma adolescente, desfeitos abruptamente e de forma ‘violenta’, testados aqui neste filme de Peter Jackson. ‘Visto do Céu’ apresenta no seu argumento algumas características que poderiam fazer deste um filme inquietante ou até mesmo chocante… Mas a verdade é que este acaba por ser um filme bonito, na essência da sua palavra. Visualmente, as atmosferas imaginárias de um mundo entre terra e o paraíso, revelam-se fulcrais na mensagem do filme. Para este conteúdo também contribui de forma decisiva o pensamento singular da jovem Susie Salmon, interpretada por Saoirse Ronan. De forma igualmente decisiva, encontramos o nomeado ao Óscar de Melhor Actor Secundário Stanley Tucci por este mesmo filme. Na pele de um assassino, consegue quebrar a monotonia de algumas sequências de cenas e intrigar o espectador, naquele que é então sem dúvida mais um ponto de interesse deste ‘The Lovely Bones’.

 

Nota final: 8/10

 

 

Hugo: Peter Jackson traz-nos The Lovely Bones, um filme que em termos de qualidade está uns furos abaixo em relação ao que nos tem habituado. Embora tenha um argumento convincente, o desenrolar da história é algo inconstante o que faz com alguns momentos sejam demasiado depressivos e de repente a acção passa-se demasiado depressa. Uma nota positiva para as cenas espectaculares que o CGI empregado em grande parte do filme nos proporciona. Tal como o enredo do filme, o elenco também tem altos e baixos: Mark Wahlberg tem uma performance mediana e Rachel Weisz é praticamente uma nulidade, enquanto que Saoirse Ronan tem um desempenho fantástico para a sua idade e Stanley Tucci tem uma nomeação para o Óscar de Melhor Actor Secundário totalmente merecida. The Lovely Bones acaba por ser uma decepção pois graças a incoerências na realização não consegue captar toda a atenção do espectador.

 

Nota Final: 6,5 / 10

 

 

Mafalda: "Visto do Ceú" apresenta-se com uma temática complicada de captar em essência, mas que acabou por abordar competentemente valendo-se de belíssimos planos CGI (as representações do limbo celestial são soberbas). Porém, há algo que salta à vista do espectador: a disparidade qualitativa de algumas interpretações. Se por um lado temos um desinspirado Mark Wahlberg, por outro temos o merecidamente nomeado ao Óscar, Stanley Tucci, o inquietante assassino de Susie. Uma prestação imperdível. Apelativas revelaram-se também algumas das sequências entre o real e o celestial, na casa da jovem, em que há como que uma sobreposição de planos muito bem conseguida. De mencionar ainda a tensão crescente, e muito bem vinda diga-se, para um final que achei... ridículo. Não pelo final em si, que achei adequado à história, mas pela maneira como foi filmado e apresentado ao público. Houve um claro exagero. Assim, com uma ou outra incoerência e transições de cena algo pobres (passar de um momento dramático para outro de comédia de maneira tão repentina pode cair mal a alguns espectadors), "The Lovely Bones" acaba por ser uma proposta interessante, muito pela mensagem que transmite.

 

Nota Final: 7 / 10

 

 


Por Diogo às 00:56
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Segunda-feira, 8 de Março de 2010

Resultados Óscares 2010 II

Steve Martin e Alec Baldwin, após um bom número musical a cargo de Neil Patrick Harris, conduziram uma cerimónia bem mais monótona que a do ano passado. Contudo, a química da dupla permitiu alguns bons momentos de humor relacionados com “Paranormal Activity” e “Avatar”, por exemplo. O mesmo se pode dizer de Ben Stiller, um Na'vi caracterizado a rigor. Mas adiante! Com nova regra no que a discursos diz respeito (não podem exceder os 45 segundos de duração), esta noite não trouxe grandes surpresas, senão vejamos...

 

A nível interpretativo, assistimos a uma reprise dos Golden Gobes, com a vitória de Christoph Waltz na categoria de Melhor Actor Secundário (que nos brindou com um discurso sentido e humilde após receber a estatueta dourada das mãos de Penélope Cruz) e de Mo'Nique como Melhor Actriz Secundária por “Precious” (filme independente que venceu também na categoria de Melhor Argumento Adaptado, perfazendo um total de 2 estatuetas). O mesmo se pode dizer quanto aos premiados para Melhor Actriz e Melhor Actor, Sandra Bullock (que no dia anterior venceu um Razzie por “All About Steve”) e Jeff Bridges.

 

Aproveito desde já a vitória destes dois belíssimos actores para frisar bem o meu profundo desagrado por Portugal não ter partido para os Óscares com a possibilidade de assistir às suas prestações. É ridículo o tempo que os filmes demoram a chegar à cauda da Europa. Para quando “The Blind Side” e “Crazy Heart”? Pois, já vêm tarde. Verdadeiramente inadmissível.

 

Na categoria de Melhor Filme de Animação, “Up” sagrou-se vencedor, numa apresentação minimamente original dos nomeados “animados”. Seguiu-se a atribuição do Óscar para Melhor Canção Original, que este ano não teve direito a apresentação ao vivo. Mais uma manobra para diminuir a duração da gala. E uma vez mais, sem surpresas, o vencedor foi a música de “Crazy Heart”. Sim, aquele filme que ainda não estreou por terras lusas...

 

Seguiu-se o Óscar para Melhor Argumento Original, que muitos pensavam ir parar ao Filme do Ano 2009 do GT, “Inglourious Basterds”, não “The Hurt Locker”, o vencedor da noite, reinvidicá-lo como seu. “The Hurt Locker”, nomeado para 9 categorias, arrecadou 6, inluindo Melhor Filme e Melhor Realizador, sendo esta a 1ª vez que uma mulher ganha o referido prémio.

 

Avatar”, também ele nomeado para 9 categorias, teve de se contentar somente com 3 vitórias, nomeadamente Melhor Direcção Artística, Melhor Fotografia e Melhores Efeitos Visuais, albergando já o título de grande derrotado desta edição dos Óscares.

 

Logorama”, “Music by Prudence” e “The New Tenants” foram as curtas vencedoras e despertaram curiosidade, nomeadamente “Logorama” por se tratar de uma história feita inteiramente com logotipos de conhecidas marcas. Já “The Cove”, que terá crítica aqui no GT brevemente, foi o vencedor do prémio para Melhor Documentário Longa Metragem.

 

Star Trek”, apontado como um dos “esquecidos” na lista de melhores filmes deste ano, acabou por levar para casa o Óscar de Melhor Caracterização, e “The Young Victoria” o de Melhor Guarda Roupa.

 

E após um justo tributo aos filmes de terror, categoria que ainda está longe de alcançar o respeito que merece, assistiu-se a um dos poucos momentos musicais da noite, desta feita para homenagear as personalidades da sétima arte que faleceram o ano passado, e que deixaram o mundo do cinema um pouco mais pobre. De seguida, um dos pontos mais altos da noite, a apresentação coreografada das bandas sonoras nomeadas, sendo “Up” a vencedora, perfazendo um total de 2 estatuetas para o filme da Disney Pixar.

 

Em tom conclusivo, deixo talvez a única grande surpresa, que foi a vitória de “El Secreto de sus Ojos”, a película argentina que deixou para trás o favorito “Das Weisse Band”, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

 

Desta feita, o GT encerra a cobertura a mais uma cerimónia dos Óscares, bastante previsível e uns furos abaixo do que seria de esperar. Porém, cá estaremos para o ano, sempre de olhos postos no bom cinema!

 


Por Mafalda às 20:04
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Resultados Óscares 2010 - I

Melhor Filme:
"The Hurt Locker"

Melhor Realizador:
Kathryn Bigelow por “The Hurt Locker”

Melhor Actor:
Jeff Bridges por “Crazy Heart”

Melhor Actriz
Sandra Bullock por “The Blind Side”
 
Melhor Actor Secundário:
Christoph Waltz por “Inglourious Basterds”

Melhor Actriz Secundária:
Mo’Nique por “Precious”

Melhor Argumento Original:
“The Hurt Locker” - Mark Boal

Melhor Argumento Adaptado:
“Precious” - Geoffrey Fletcher

Melhor Longa - Metragem de Animação:
“Up” de Pete Docter

Melhor Filme de Língua Estrangeira:
“El Secreto de Sus Ojos” - Argentina

Melhor Direcção Artística:
"Avatar"

Melhor Fotografia:
"Avatar"

Melhor Guarda-Roupa
"The Young Victoria"

Melhor Montagem
"The Hurt Locker"

Melhor Caracterização
"Star Trek"

Melhor Banda-Sonora Original
“Up” - Michael Giacchino

Melhor Canção Original
“The Weary Kind” (Crazy Heart)

Melhores Efeitos Sonoros
"The Hurt Locker"

Melhor Som
"The Hurt Locker"

Melhores Efeitos Visuais
"Avatar"

Melhor Documentário - Longa-Metragem:
"The Cove" de Louie Psihoyos

Melhor Documentário - Curta-Metragem
"Music by Prudence"

Melhor Curta - Metragem de Animação
"Logorama" de François Alaux e Herve de Crecy

Melhor Curta - Metragem de Imagem Real
"The New Tenants" de Joachim Back

 


Por Mafalda às 05:00
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Domingo, 7 de Março de 2010

District 9 (2009)

 

No inicio da década de noventa aparece uma nave a sobrevoar os céus de Johannesburg (capital da África do Sul). Com a nave avariada e sem forma de regressar ao seu planeta, as criaturas que vinham na nave são postas numa zona da cidade criada de propósito para as albergar. Rapidamente esta zona se transforma numa espécie de favela chamada Distrito 9. Depois de muita confusão à volta do Distrito 9, a MNU (MultiNational United), organização criada para controlar a situação, decide recolocar as criaturas numa nova zona. O funcionário Wikus Van Der Merwe (Sharlto Copley) é designado para liderar a equipa que terá de informar aos habitantes da favela que irão mudar de lugar.

Com orçamento de 30 milhões de euros, District 9 apresenta-se como um dos melhores filmes de 2009. Apadrinhado por Peter Jackson (podem esperar para a próxima sexta pela critica a Lovely Bones) e realizado por Neill Blomkamp, este filme é muito mais que pura ficção-científica, é um apelo à reflexão da consciência humana e dos direitos que todos nós temos. Apesar do pequeno orçamento, os efeitos especiais estão bastante acima da média e praticamente não se notam diferenças para as grande produções de Hollywood. 

Em relação ao elenco não se pode dizer muito pois tudo gira à volta de Sharlto Copley que apesar de não deslumbrar, tem um desempenho bastante agradável e regular em frente às câmaras.

Criativo e inteligente, District 9 é sem dúvida um marco na história do género. Veremos o que esta noite de óscares reserva para esta pequena pérola. Uma pequena nota final para a excelente campanha de marketing que foi criada aquando a estreia nos cinemas em solo nacional.
 
"When dealing with aliens, try to be polite, but firm. And always remember that a smile is cheaper than a bullet." 

Nota Final: 9 / 10

 

 


An Education (2009)

 

 

A BBC Films apresenta um dos 10 nomeados ao Óscar de Melhor Filme na cerimónia deste ano: “An Education”. A sua história resume-se no seguinte...

 

Jenny (Carey Mulligan) é uma jovem estudiosa e empenhada, quase a terminar o liceu, e cujo maior sonho (ou será o sonho dos pais?) é entrar na Universidade de Oxford. Um dia, a jovem trava coonhecimento com David (Peter Sarsgaard), um homem mais velho e bem parecido. Apaixonam-se, mas a verdade sobre a identidade David, que proporciona a Jenny um mundo pautado por concertos, exposições e requintados restaurantes, está um pouco mais longe do que seria de supor...

 

Antes de me alongar mais, devo dizer que apreciei bastante os créditos iniciais. Penso que já o disse uma vez, aquando da crítica a “Rock N' Rolla”, mas nunca é demais frisar certos pontos. É em pequenos pormenores, como nos créditos iniciais, que não são certamente um grande foco de interesse para a maioria da audiência, que se pode mostrar um amor pela arte de fazer cinema, e não um simples “vamos fazer mais um filme”. Deve existir sempre um cuidado especial na abordagem de todas as fases de uma fita, e isso é sempre agradável e reconfortante de verificar. E aqui, seguramente que a realizadora Lone Scherfig não deixou créditos por mãos alheias.

 

Um fiel retrato dos anos 60, com uma banda sonora, fotografia e cenários apelativos e em conformidade com as performances do actores. Devo porém realçar Alfred Molina, numa personagem que tanto tem de divertida, como de sensível, marcando alguns segmentos da acção, Dominic Cooper que me fez esquecer totalmente o desaire da sua prestação no musical “Mamma Mia!”, e claro, como não podia deixar de ser, a protagonista Carey Mulligan, que viu inclusivé o seu esforço recompensado pela nomeação ao Óscar de Melhor Actriz (tendo já arrecadado o BAFTA).

 

Outro ponto a favor é a sensibilidade com que é permitido deixarmo-nos envolver pelo mundo que fascina Jenny. As artes, desde a pintura, até à música, passando pela deliciosa e requintada comida... É apaixonante e diria até mesmo, inebriante, a maneira como se nos apresentam essas vidas cosmopolitas dos protagonistas, e dos seus 2 amigos Danny (Dominic Cooper, num papel que esteve destinado a Orlando Bloom) e Helen (Rosamund Pike). Brilhantemente captado.

 

E claro, não posso deixar de mencionar as questões que se levantam durante o filme. Até que ponto é importante para um indivíduo fomentar a sua educação, a sua escolaridade? Terá de abdicar dela para usufruir de prazeres como viagens, por exemplo? Ou será para ele mais compensador valer-se dos seus conhecimentos para analisar melhor aquilo de que disporá no futuro? Para Jenny, tudo isto se lhe apresenta com uma complexidade acrescida. Numa época em que as mulheres com estudos estavam quase que “condenadas” a serem ou professoras ou secretárias, ou muito simplesmente, donas de casa, o que passará na cabeça de uma jovem vanguardista, com sede de descoberta e uma paixão imensa por um mundo em que as artes têm papel predominante? Conseguirá ela acesso a tudo o que David lhe proporcionou se continuar os seus estudos? Aprederá mais na “escola da vida” do que na Universidade de Oxford? São estas as principais questões que o espectador colocará a si próprio ao longo da fita e que serão um dos mais importantes focos da mesma.

 

Cinema clássico no seu máximo esplendor. Assim será a mais justa forma de classificar “Uma Outra Educação”. Competente, interessante, cativante e imperdível, é quase certo que não arrebatará a estatueta dourada, mas a distinção para tal é indubitávelmente merecida.

 

If you never do anything, you never become anyone.”

 

Nota Final: 8.5 / 10

 

 

 


Rumo aos Óscares 2010

 

 

Novo ano, nova cerimónia dos Óscares aqui no GT! É já esta madrugada que, uma vez mais, acompanharemos em directo a transmissão da atribuição dos mais importantes prémios da indústria cinematográfica.
 
Com apresentação a cargo de Steve Martin e Alec Baldwin (a dupla de "It's Complicated"), a expectativa é grande... Sairá "The Hurt Locker" vencedor em detrimento do mega sucesso "Avatar"? Será que Christoph Waltz arrecadará novo prémio na categoria de Melhor Actor Secundário? E Meryl Streep, na sua 16ª nomeação, levará para casa mais uma estatueta dourada?
 
Deixamos agora um "apanhado" com a lista de nomeados...
 
Nomeados Óscares 2010
 
... e as críticas de alguns dos filmes nomeados em diversas categorias:
 
Up (Melhor Filme, Melhor Argumento Original, Melhor Filme de Animação, Melhor Banda Sonora Original e Melhores Efeitos Sonoros)
 
Avatar (Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Direcção Artística, Melhor Fotografia, Melhor Montagem, Melhor Banda Sonora Original, Melhor Efeitos Sonoros, Melhor Som e Melhores Efeitos Visuais)
 
District 9 (Melhor Filme, Melhor Argumento Adaptado, Melhor Montagem e Melhores Efeitos Visuais)
 
An Education (Melhor Filme, Melhor Actriz e Melhor Argumento Adaptado)
 
Inglourious Basterds (Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Actor Secundário, Melhor Argumento Original, Melhor Fotografia, Melhor Montagem, Melhores Efeitos Sonoros e Melhor Som)
 
Precious (Melhor Filme, Melhor Realizador, Melhor Actriz, Melhor Actriz Secundária, Melhor Argumento Adaptado e Melhor Montagem)
 
The Messenger (Melhor Actor Secundário e Melhor Argumento Original)
 
Coraline (Melhor Filme de Animação)
 
Sherlock Holmes (Melhor Direcção Artística e Melhor Banda Sonora Original)
 
The Young Victoria (Melhor Direcção Artística, Melhor Guarda Roupa e Melhor Caracterização)
 
Harry Potter and The Half Blood Prince (Melhor Fotografia)
 
Star Trek (Melhor Caracterização, Melhores Efeitos Sonoros, Melhor Som e Melhores Efeitos Visuais)
 
Transformers: The Revenge of the Fallen (Melhor Som).
 
 
Resta-nos agora aguardar pelas 1h30 e assistir confortávelmente a uma cerimónia que promete!

 


Por Mafalda às 14:10
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Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2010

Sexta a 3 - The Messenger (2009)

 

 

Will Montgomery (Ben Foster) é um sargento do exército norte-americano a 3 meses de terminar o seu período de alistamento. Herói de guerra, tem ainda uma derradeira missão... O jovem sargento deve integrar, sob a alçada do capitão Tony Stone (Woody Harrelson), uma unidade cuja função consiste em notificar os familiares dos soldados mortos na guerra no Iraque.

 

Sob uma série de comportamentos previamente estipulados (os soldados que notificam a morte de outro soldado não devem, por exemplo, promover qualquer contacto físico com os familiares a quem é dada a triste notícia), este seria certamente o último trabalho que Will se veria a desempenhar, mas a amizade que se desenvolve entre ele e o capitão, bem como as intensas situações a que esta nova posição o sujeita, vão mudar a sua maneira de encarar as pessoas, e as batalhas travadas à porta daqueles que perderam o que tinham de mais importante na sua vida: um ente querido.

 

Oren Moverman é assim o responsável por esta história que se encontra nomeada nas categorias de Melhor Actor Secundário, para Woody Harrelson (que também contou com uma nomeação para os Golden Globe deste ano na mesma categoria), e Melhor Argumento Original, nos Óscares 2010.

 

 

Diogo: Seguindo uma linha bastante linear, a mensagem que este ‘Mensageiro’ nos trás fica quiçá pelo intuito, não chegando a ser ‘entregue’. Não se trata de um filme apaixonante ou de emoções fortes. A sequência de cenas, apesar das excelentes interpretações, acabam por ser monótonas e envoltas em máscaras (demasiado grandes, talvez) que têm como objectivo ocultar os problemas obscuros das duas personagens principais. Estas acabam então por ser a muleta um do outro, num filme onde a sua finalidade, o seu propósito, acaba por estar muito bem disfarçado…

 

Nota Final: 6/10

 

 

HugoThe Messenger não é decerto um filme para todo o tipo de público. O estreante Oren Moverman dirige um guião que está longe de ser perfeito, mas graças às excelentes interpretações de Ben Foster e Woody Harrelson os altos e baixos que assistimos na qualidade da história acabam por ser quase insignificantes. Em relação aos aspectos técnicos também assistimos a algumas imperfeições principalmente na filmagem de algumas das cenas. A verdade é que The Messenger me fascinou pois aborda um assunto que por vezes não vemos ou apenas somos demasiado egoístas para o ver.

 

Nota Final: 8 / 10

 

 

Mafalda: “O Mensageiro” não é, de todo, um filme fácil. O seu nível de expressividade técnica é competente, mas o que mais se destaca na fita é a qualidade interpretativa, e o tema pouco explorado dentro deste género. As abordagens dos personagens estão credíveis e os diálogos irrepreensiveis, embora seja notória uma clara monotonia no desenrolar da acção. Monotonia essa que se faz sentir mais a partir do momento em que é introduzida a personagen de Samantha Morton. Não por culpa da actriz, mas sim do guião, que me desapontou um pouco na sua algo forçada recta final. Ainda assim, "The Messenger" vale pela iniciativa e sobriedade com que segue uma perspectiva diferente daquela a que estamos habituados em filmes de guerra. Humano, realista e interessante.

 

Nota Final: 7 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 21:24
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Domingo, 14 de Fevereiro de 2010

The Young Victoria (2009)

 

 

Mas que bela (e apropriada!) surpresa para o dia em questão!

 

Será talvez esta a melhor maneira de começar a crítica ao mais recente trabalho de Jean-Marc Vallée, “A Jovem Victória”. Nomeada para os Óscares 2010 na categoria de Melhor Direcção Artística, Melhor Guarda Roupa e Melhor Caracterização, e contando ainda com nomeações para os BAFTA, em categorias semelhantes, eis uma película que, embora não fuja muito ao que se espera num filme deste género, consegue inovar e ser bastante agradável de se ver.

 

O filme relata-nos a históra da Rainha Victoria de Inglaterra (Emily Blunt), desde os seus anos de juventude, passando pelo grande amor que viveu com aquele que seria o seu esposo, o Príncipe Albert (Rupert Friend), e ainda mostrando, não só a soberana, como, e principalmente, a mulher responsável pelo reinado mais longo da história do Reino Unido até à data.

 

Com o desenvolvimento da acção a dar-se num ritmo forte e ágil, “The Young Victoria” mostra-se interessante, eloquente e bastante fiel a factos históricos. Os únicos elementos ficcionados (apenas 2) são referentes à relação de Albert e Victoria. O primeiro consiste na permanência do príncipe na corte da rainha britânica durante um mês. Tal não se verificou, tendo o seu amor crescido sob a forma de correspondência que trocavam entre si. O outro objecto fictício foi o atentado. Ele existiu sim, mas Albert não foi ferido (embora na vida real, o príncipe tenha de facto tentado proteger a Rainha, pondo a sua própria vida em risco, e mostrando claramente, o sacrifício que estaria disposto a fazer pela mulher que amava). Porém, são “mudanças” na história que se justificam, conferindo uma carga dramática necessária à fita.

 

Embora mantenha ainda um tom bastante contido em alguns aspectos (característico dos filmes de época), é permitida ao espectador uma fácil abordagem não só ao espectro romântico da fita (com a química perfeita entre Blunt e Friend, sem exageros ou melodramas baratos), como também ao conteúdo político e dificuldades sentidas pelo governo britânico naquela época.

 

As excelentes interpretações (especialmente de Emily Blunt, que conseguiu mesmo a nomeação para Melhor Actriz Dramática nos Golden Globes deste ano), bem como a simplificação (mas não banalização, entenda-se) dos diálogos, abonam ainda a favor de uma maior envolvência por parte do espectador para com a história que é contada.

 

Não será portanto demais afirmar que, embora nos encontremos perante um típico filme de época britânico, estamos também perante uma aposta segura e que certamente não faltará na minha colecção.

 

You're too young! You've no experience. You're like a china doll, walking over a precipice...”

 

Nota Final: 8 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 16:50
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Sábado, 13 de Fevereiro de 2010

Up (2009)

 

 

Nesta nova aventura épica da Pixar Animation Studios a história começa por nos dar a conhecer a vida de Carl Fredricksen, que se casa com Ellie e ganha a vida a vender balões. Após a morte de Ellie, Carl fica sozinho na vida e sem saber o que fazer, decide realizar o sonho da sua vida e parte para a América do Sul na sua casa com milhares de balões a fazê-la voar. Mas cedo se apercebe que não está sozinho na aventura: Russel é um explorador da natureza e durante a viagem faz a cabeça em água a Carl. 
 
Se em 2008 a Pixar nos conseguiu surpreender com Wall-e, em 2009 transcende-se ao trazer-nos mais um bom filme de animação. Escrito e dirigido por Pete Docter e Bob Peterson, Up é um filme para ser assistido pelos pequenos e graúdos. A Disney conseguiu introduzir no filme excelentes momentos de comédia, mas as cenas dramáticas são os pontos altos deste filme que consegue fazer relembrar os antigos sucessos da companhia. 
 
Em termos técnicos dou graças a Deus por ter visto a versão em 2D. Não duvido que a versão em 3D possa ser bastante boa e realce as excelentes paisagens do filme, mas a verdade é que continuo (e vou continuar) céptico a filmes em 3D pois acho completamente desnecessário e acho que as cores (sim as cores) ficam demasiado baças e sem brilho. Gostava que as companhias acabassem com os esforços de tentar introduzir à força o 3D no mundo do cinema e que se concentrassem em tarefas bem mais importantes. 
 
As personagens são sem dúvida o ponto forte em Up. Carl e Russel são duas personagens épicas e juntas produzem cenas de comédia e drama brilhantes. E claro não nos podemos esquecer de Dug que é  um Golden Retriever com uma coleira especial que lhe permite falar tal como se de um humano se tratasse (quem é que não soltou uma gargalhada quando Dug de repente diz "Esquilo!").
 
Uma pequena nota para as vozes portuguesas que embora não sejam muito conhecidas, fazem um excelente trabalho neste filme.
 
Surpreendentemente (ou não) Up foi nomeado para o Óscar de Melhor Filme e de Longa-Metragem de Animação (entre outras categorias). Com certeza o Óscar de Melhor Filme não ganhará (contudo ser nomeado já é uma grande vitória), mas afirmo com convicção que é o maior e melhor candidato a ser o melhor filme de animação do ano de 2009.
 
"My master made me this collar. He is a good and smart master and he made me this collar so that I may speak. Squirrel!" 
 
Nota Final: 9 / 10
 
 

 


Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2010

Sexta a 3 - Precious: Based on the Novel Push by Sapphire (2009)

 
Clareece Jones, ou simplesmente Precious, é um daqueles casos de vida (agora ficcionado) que persiste em existir no Mundo actual em que vivemos. Interpretada por Gabourey Sidibe, uma das nomeadas para o Óscar de Melhor Actriz, esta ‘vive’ a sua vida num completo inferno (tanto a nível psicológico, como a nível físico). Com apenas 16 anos de idade, Precious encontra-se grávida pela segunda vez, tendo sido vítima recorrente de abusos sexuais por parte do seu progenitor. Analfabeta , foi desde sempre levada a crer que nunca conseguiria aprender algo, e que a escola era somente uma forma de garantir algum rendimento à sua mãe, que a maltratava dia após dia.
 
A contrastar com esta terrível realidade, a jovem negra e obesa refugia-se no seu sonho de ser famosa e casar com um homem branco. Além disso, e principalmente, esta frequenta a turma de Miss Rain, uma professora que ensina o bê-a-bá da leitura e escrita, e que dará finalmente a conhecer o significado da palavra amor e amizade a Precious.
 
 
Diogo: Indiferença! Indiferença é o sentimento com o qual qualquer espectador (até os menos impressionáveis como eu) não pode ficar ao ver este filme. Este facto resulta essencialmente das excelentes interpretações do elenco em geral e das duas nomeadas aos Óscares em particular. A forma pura e dura de como a história é contada e filmada, representa fielmente todos os sentimentos e acções que o realizador (também ele nomeado) pretende imprimir: apatia, inveja, ignorâcia, crueldade, descriminação, violência…
 
Nota Final: 8.5/10
 
 
Hugo: Precious é um filme que reproduz uma realidade de forma nua e crua que todos nós tentamos fazer de conta que não existe: a violência que muitas crianças sofrem por esse mundo fora. Lee Daniels tenta reproduzir de forma literal o que se sente ao ler o livro Push by Sapphire e embora não se possa criticar as intenções do inexperiente realizador, a verdade é que existem alguns exageros na forma como a história se desenrola. Em relação aos aspectos técnicos, o ambiente em Precious é muito bom e em algumas cenas parece que estamos a levar um murro no estômago, mas acaba por ser um pouco prejudicado na forma como este é filmado. Gabourey Sidibe, Mo'Nique e Paula Patton têm desempenhos excelentes e passam para o espectador um realismo ímpar. Mariah Carey e Lenny Kravitz têm um agradável participação e abrilhantam ainda mais o filme. De uma forma geral Precious merece ser nomeado para os Óscares deste ano pois no campo dramático, 2009 foi algo atípico quando comparado com o ano anterior, mas sinceramente acho que Star Trek merecia bem mais estar entre os 10 nomeados.
 
Nota Final: 7/10
 
 
Mafalda: “Precious” é um filme indie bastante simples a nível técnico, mas que apresenta um argumento realista e impressionante. Sem se deixar cair no melodrama fácil, é uma adaptação cinematográfica que se consegue evidenciar pelas suas interpretações, que revelam uma total entrega por parte de todos os actores. De referir ainda um dos pontos mais altos da fita (a cargo de Mo'Nique, Gabourey Sidibe e uma curiosamente competente Mariah Carey) que é o frente-a-frente de mãe e filha, questionadas sobre os abusos sexuais a que a jovem de 16 anos foi submetida por parte do pai. Resta agora esperar a avaliação da Academia perante esta  lição de vida a que não devem deixar de assistir, e que se apresenta com 6 merecidas nomeações aos Óscares, incluindo Melhor Filme.
 
Nota Final: 8 / 10
 

 


Quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

Óscares 2010 - Os Nomeados

 

Os prémios mais importantes do cinema terão lugar dia 7 de Março em Los Angeles. Entretanto ficou-se a saber os nomeados para 24! categorias. A grande novidade deste ano prende-se com os 10 nomeados para melhor filme (ao contrário dos habituais 5) deixando de fora filmes como Star Trek e Invictus.
 
Nesta categoria podemos desde logo destacar os super favoritos Avatar e Inglourious Basterds, não descurando os filmes Precious, The Hurt Locker e Up in the Air. Os restantes parecem 'correr' por fora. Os nomeados para Melhor Realizador assim o parecem confirmar.
 
No que toca a actores, George Clooney e Morgan Freeman parecem ser os nomes mais em voga para levar o galardão, mas prevê-se que a categoria de Melhor Actor seja bastante renhida. Na mesma categoria, versão feminina, Sandra Bullock e Meryl Streep lideram as 'apostas' havendo bastante expectativa para ver se Streep leva desta vez (desde à muito...)  o Óscar de Melhor Actriz.
 
Depois deste breve resumo das 4 principais categorias, confira então todos os nomeados para aquela que será certamente mais um deslumbrante noite de celebração da 7ª arte.
 
Para ir acompanhado todos os detalhes aqui no GT ao longo destas semanas.
 
  
 
Melhor Filme:
Up
Up In The Air
Avatar
The Blind Side
District 9
An Education
The Hurt Locker
Inglourious Basterds
Precious
A Serious Man

Melhor Realizador:
James Cameron por “Avatar”
Jason Reitman por “Up In The Air”
Kathryn Bigelow por “The Hurt Locker”
Quentin Tarantino por “Inglourious Basterds
Lee Daniels por “Precious”

Melhor Actor:
Jeff Bridges por “Crazy Heart”
George Clooney por “Up In The Air”
Colin Firth por “A Single Man”
Morgan Freeman por “Invictus”
Jeremy Renner por “The Hurt Locker”

Melhor Actriz
Sandra Bullock por “The Blind Side”
Helen Mirren por “The Last Station”
Carey Mulligan por “An Education”
Gabourey Sidibe por “Precious”
Meryl Streep por “Julie & Júlia”

Melhor Actor Secundário:
Matt Damon por “Invictus»
Woody Harrelson por “The Messenger»
Christopher Plummer por “The Last Station»
Stanley Tucci por “The Lovelly Bones”
Christoph Waltz por “Inglourious Basterds”

Melhor Actriz Secundária:
Penélope Cruz por “Nine”
Vera Farmiga por “Up In The Air”
Maggie Gyllenhaal por “Crazy Heart”
Anna Kendrick por “Up In The Air”
Mo’Nique por “Precious”

Melhor Argumento Original:
“The Hurt Locker” - Mark Boal
“Inglourious Basterds” - Quentin Tarantino
“The Messenger” - Alessandro Camon e Oren Moverman
“A Serious Man” - Joel Coen e Ethan Coen
“Up” - Bob Peterson e Pete Docter

Melhor Argumento Adaptado:
“District 9” - Neill Blomkamp and Terri Tatchell
“An Education” - Nick Hornby
“In The Loop” - Jesse Armstrong, Simon Blackwell, Armando Iannucci, Tony Roche
“Precious” - Geoffrey Fletcher
“Up In The Air” - Jason Reitman e Sheldon Turner

Melhor Longa - Metragem de Animação:
“Coraline” de Henry Selick
“The Fantastic Mr.Fox” de Wes Anderson
“The Princess and the Frog” - John Musker and Ron Clements
“The Secret of Kells” de Tomm Moore
“Up” de Pete Docter

Melhor Filme de Língua Estrangeira:
“Das Weisse Band” - Alemanha
“Un Prophète” - França
“The Milk of Sorrow” - Peru
“Ajami” - Israel
“El Secreto de Sus Ojos” - Argentina

Melhor Direcção Artística:
Avatar
The Imaginarium of Dr. Parnassus
Nine
Sherlock Holmes
The Young Victoria

Melhor Fotografia:
Avatar
The Hurt Locker
Harry Potter and the Half Blood Prince
Inglourious Basterds
Das Weisse Band

Melhor Guarda-Roupa
Bright Star
Coco Avant Chanel
The Imaginarium Of Dr. Parnassus
Nine
The Young Victoria

Melhor Montagem
Avatar
District 9
The Hurt Locker
Inglourious Basterds
Precious

Melhor Caracterização
Il Divo
Star Trek
The Young Victoria

Melhor Banda-Sonora Original
“Avatar” - James Horner
“The Fantastic Mr.Fox” - Alexandre Desplat
“The Hurt locker” - Marco Beltrami e Buck Sanders
“Sherlock Holmes” - Hans Zimmer
“Up” - Michael Giacchino

Melhor Canção Original
“I’m Almost There” (The Princess And The Frog)
”Own in New Orleans” (The Princess And The Frog)
”Doin de Paname” (Paris 36)
“Take It Al”l (Nine)
“The Weary Kind” (Crazy Heart)

Melhores Efeitos Sonoros
Avatar
The Hurt Locker
Inglourious Basterds
Star Trek
Up

Melhor Som
Avatar
The Hurt Locker
Inglourious Basterds
Star Trek
Transformers – The Revenge Of The Fallen

Melhores Efeitos Visuais
Avatar
District 9
Star Trek

Melhor Documentário - Longa-Metragem:
Burma VJ
The Cove
Food, Inc.
The Most Dangerous Man in America: Daniel Ellsberg and the Pentagon Papers
Which Way Home

Melhor Documentário - Curta-Metragem
China’s Unnatural Disaster: The Tears of Sichuan Province
The Last Campaign of Governor Booth Gardner
The Last Truck: Closing of a GM Plant
Music by Prudence
Rabbit à la Berlin

Melhor Curta - Metragem de Animação
French Roast
Granny O’Grimm’s Sleeping Beautyl
The Lady and the Reaper (La Dama y la Muerte)
Logorama
A Matter of Loaf and Death

Melhor Curta - Metragem de Imagem Real
The Door
Instead of Abracadabra
Kavi
Miracle Fish
The New Tenants

Por Diogo às 17:43
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Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010

Sherlock Holmes (2009)

 

 

Sherlock Holmes (Robert Downey Jr.) acompanhado pelo fiel companheiro Dr. Watson (Jude Law), captura Lord Blackwood (Mark Strong) que é condenado à morte. Quando Blackwood consegue renascer dos mortos, Holmes e Watson descobrem factos que os levam a pensar que estão a lidar com algo bem superior aos assassínios de Blackwood. Entretanto, Irene Adler (Rachel McAdams) reaparece na vida de Holmes, pedindo a este que a ajude a encontrar um pigmeu, que mais tarde aparece no caixão de Blackwood.
 
Fazendo reviver o clássico Sherlock Holmes de Arthur Conan Doyle, Guy Ritchie traz-nos uma visão com mais acção e com o inevitável mistério. O argumento é simples e bem estruturado. O avançar da história e a forma como ocorrem os diálogos entre as personagens são características próprias dos filmes de Ritchie. Este tenta explorar ao máximo Holmes, mostrando  (por exemplo) nas cenas de acção corpo-a-corpo o brilhante poder de antecipação de Holmes calculando todas as suas acções em câmara lenta antes de atingir o adversário. 

A tentativa de recriar a antiga cidade de Londres foi bem conseguida, embora se note que existem efeitos a mais para o mesmo acontecer. A forma mais negra como as cenas foram filmadas também está bastante satisfatória e combina perfeitamente com a banda sonora que acompanha o filme.

Robert Downey Jr. está brilhante na recriação de Sherlock Holmes por Guy Ritchie, fazendo parecer que era impossível outra pessoa representar o mesmo papel. Jude Law tem um papel mais secundário mas não é por isso que deixa de ter uma representação bastante satisfatória. O resto do elenco tem desempenhos aceitáveis. 

Embora seja um filme agradável de ver, Sherlock Holmes fica bastante aquém das expectativas, ficando-se simplesmente pela tag de popcorn movie. Talvez o segundo capitulo da história seja mais apetecível. 

"Madame, I need you to remain calm and trust me, I'm a professional. Beneath this pillow lies the key to my release."

Nota Final: 7 / 10
 

 

 


Por Hugo às 17:46
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Quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009

Avatar (2009)

 

 

Deslumbrante, único, um marco cinematográfico. O realizador James Cameron alcançou mais um feito, desta vez com a história de Jake Sully (Sam Worthington), um ex-marine confinado a uma cadeira de rodas, que foi convocado para uma missão no planeta Pandora.

 

A missão consiste na procura de um valiosíssimo mineral que é utilizado na Terra como fonte energética, localizando-se precisamente no seio da comunidade Na'vi, os habitantes daquele planeta.

 

Por forma a ganhar a sua confiança, estudar os seus costumes, e conseguir preciosas informações de como chegar ao mineral, Jake, através de um altamente avançado programa de avatares, vê a sua mente transportada para o corpo de um robusto Na'vi. E é aqui que o conflito interior do jovem tem lugar... Deverá ele lutar ao lado dos da sua raça, ou ao lado daqueles que agora o acolheram?

 

O filme é um deleite visual para o espectador, e a sua abordagem tridimensional é quase que obrigatória. Desde as paisagens, até às criaturas... Tudo é abordado com um enorme cuidado e bom gosto. Sim, a história é mais que vista, recheada de clichés, e sabemos desde cedo o desfecho provável, mas nem por isso o interesse do filme se vê gorado.

 

Certo mesmo é que Cameron é um mestre, e os 300 milhões de dólares que tornam “Avatar” no filme mais caro de sempre renderam, e bem! Nunca na vida, e afirmo-o com toda a convicção, vi uma tão perfeita simbiose de imagens reais com o mais refinado CGI. Esqueçam tudo o que viram até agora, e marquem uma nova etapa do cinema a partir do sucessor de “Titanic” no que aos sucessos do realizador diz respeito (já repararam como o senhor marca décadas com cada filme que faz? “Terminator” é mais um exemplo disso mesmo!).

 

A nível interpretativo, o leque de actores brinda-nos com convincentes performances. Quem me conhece bem sabe que opinião tenho sobre Michelle Rodriguez... Pois agora cabe-me dar o braço a torcer e dizer que, de facto, gostei imenso da sua prestação. A sua personagem, Trudy Chacon, embora com pouco tempo de intervenção, marca pela positiva. Nota de referência ainda para Sigourney Weaver, em boa forma, mas com uma condução do personagem que me confundiu um pouco. Gostaria de ter visto o “mau feitio” da personagem um pouco mais aprofundado, mas esteve a bom nível, assim como Stephen Lang, o implacável coronel Miles Quaritch. Com uma condição física invejável, Lang revelou-se o vilão perfeito, com tiradas que denotam bem o cariz político que Cameron tentou induzir na película.

 

Por fim, de frisar que “Avatar” é apontado como o novo salvador da indústria cinematográfica de Hollywood. As condições para tal estão reunidas, portanto não será de estranhar que o consiga!

 

Quase 3 horas de duração que servem como prenda de Natal antecipada para qualquer cinéfilo que se preze. Um verdadeiro must see!

 

Everything is backwards now, like out there is the true world and in here is the dream.”

 

Nota Final: 9 / 10

 

 

 


Domingo, 6 de Setembro de 2009

Inglourious Basterds (2009)


 

 

 

 

 

Como reescrever a história da Segunda Guerra Mundial? Embora seja uma pergunta algo estranha e complicada, o incontornável Quentin Tarantino responde com uma simplicidade incrível, bem ao seu jeito violento com um toque delicioso de comédia. Mas vamos à história.

 

Inglourious Basterds divide-se praticamente em duas histórias que na verdade nunca se chegam cruzar directamente. De um lado temos a história de Lt. Aldo Raine (Brad Pitt) que lidera os Basterds, um grupo de homens com o objectivo de matar o máximo de alemães que conseguir, e com o objectivo de o fazer em terrenos franceses. A segunda história fala de Shosanna Dreyfus (Mélanie Laurent), uma judia que consegue em jovem fugir à perseguição de Col. Hans Landa (Christoph Waltz) que tem a reputação de nenhum judeu lhe fugir.

 

Tarantino um dos realizadores mais irreverentes da actualidade, volta à ribalta depois dos êxitos de Pulp Fiction e Kill Bill, e com toda a justiça diga-se de passagem. Sacanas Sem Lei (como é chamado aqui para as nossas bandas) é um filme inteligentemente realizado, com diálogos de qualidade elevada (destaque para a cena no restaurante entre Mélanie Laurent e Christoph Waltz), cenas de violência extrema com um cariz quase humorístico bem ao estilo de Tarantino e uma história algo alterada mas que mais de metade do planeta gostaria que fosse verídica.

 

Em aspectos técnicos nada a apontar. Com uma banda sonora perfeita a acompanhar todas as cenas, os efeitos de imagem não ficam atrás e nem podiam pois Tarantino provavelmente não deixava.

 

Quanto ao elenco o destaque vai claro para Brad Pitt, que embora merece-se mais tempo de antena, as cenas em que participa são algo de delicioso (destaque para Pitt a falar italiano!). Mélanie Laurent embora fosse uma total desconhecida para mim, a verdade é que tem um desempenho muito bom, principalmente nas cenas em que contracena com Christoph Waltz.

 

Eu estava à espera de um bom filme, cheio de sangue e violência, mas a verdade é que até nisso Tarantino me surpeendeu trazendo até nós um filme mais maduro que o habitual, bem ao nível da sua obra-prima Pulp Fiction. Talvez haja aqui material para Óscares. Esperemos para ver.

 

"Each and every man under my command owes me one hundred Nazi scalps... and I want my scalps!"

 

Nota Final: 9 / 10

 

 


Domingo, 30 de Agosto de 2009

Coraline (2009)

 

 

Baseado no livro homónimo de Neil Gaiman (o mesmo criador de “Stardust"), eis que Henry Selick, o realizador responsável pelo fantástico “The Nightmare Before Christmas”, nos faz chegar “Coraline”, uma menina de 11 anos que acaba de se mudar com os pais para a cidade de Oregon, para uma mansão com mais de 100 anos chamada  “Palácio Cor-de-Rosa”.

 

Apesar do local ser apto a explorações, de conhecer um estranho rapazinho da sua idade, e de os restantes inquilinos da mansão serem algo caricatos (as artistas Spink e Forcible, e o Sr. Bobinsky), Coraline (Dakota Fanning) depressa se aborrece. Os pais estão cheios de trabalho e não dispensam muita atenção à filha, sugerindo a esta que explore a casa. E é durante a sua incursão que Coraline dá de caras com uma estranha porta que serve de passagem para um mundo alternativo onde a sua vida é em tudo mais alegre. Ou pelo menos, é o que parece...

 

Conseguindo abranger um público mais vasto, “Coraline e a Porta Secreta” pode em alguns momentos chegar a ser desconfortável para as crianças. Não digo que não seja direccionado para elas, pelo contrário, mas alguns segmentos, nomeadamente o final, vai um pouco mais além do habitual em matéria de “susto”. Ainda assim, é inegável o facto de estarmos perante uma boa aposta dentro do género.

 

Com animadas e coloridas sequências, como o florescer do jardim do outro mundo, por exemplo, e pelos próprios personagens, cuidadosamente criados pelo processo de stop motion (uma modalidade de animação em que são utilizados modelos reais, a partir dos quais são necessárias 24 frames para cada segundo de filme, sendo que os modelos são fotografados frame a frame), Selick brinda-nos com uma película criativa, inteligente e visualmente irrepreensível que nos transmite a ideia de que, por vezes, aquilo que desejamos pode não ser o melhor para nós. E que se soubermos esperar, se tivermos paciência, os bons momentos chegam para ficar. Selick não se opõe ao sonho, apenas enaltece uma realidade de acordo com o que temos. E fá-lo através de uma personagem que, embora criança, apresenta já uma personalidade vincada e que não nos deixa indiferentes.

 

Devo ainda parabenizar a dobragem portuguesa, em especial Nuno Lopes, que dá voz ao curioso Mr. Bobinsky, e a Ana Bola e Maria Rueff que nos deliciam com as divertidas Miss Spink e Miss Forcible.

 

Com tamanha qualidade, não se admire pois o espectador de ver atribuída a “Coraline” uma nomeação a melhor filme de animação na próxima cerimónia dos Óscares. É sobejamente merecida!

 

“You probably think this world is a dream come true... but you're wrong.”

 

Nota Final: 8.5 / 10

 

 

 


Segunda-feira, 20 de Julho de 2009

Harry Potter and The Half Blood Prince (2009)

 

Da conceituada saga de J.K. Rowling, chega-nos este Harry Potter and the Half-Blood Prince. Estava muito curioso quanto a este filme pois tinha arrancado críticas extremamente positivas dos avaliadores mais severos por essa Internet fora, mas a verdade é que para quem é fã da saga acaba por ser uma valente desilusão. Mas vamos à história.

 

Harry Potter (Daniel Radcliffe) e Albus Dumbledore (Michael Gambon) investigam a infância de Tom Riddle e chegam à conclusão que o agora professor de poções Horace Slughorn (Jim Broadbent) esconde um terrível segredo. Entretanto Draco Malfoy (Tom Felton) junta-se ao grupo de Voldemort e tenta a todo custo executar a tarefa que foi incumbido de realizar.

 

A verdade é que a verdadeira história poderia ser resumida a isto. A restante história é baseada nos desastres amorosos de Hermione Granger (Emma Watson) e Ron Weasley (Rupert Grint), e Ginny Weasley (Bonnie Wright) e Harry Potter.

 

Embora com pouca acção, os efeitos visuais estão bastante acima da média principalmente no princípio do filme com os Devoradores da Morte a destruírem a cidade de Londres e a cena na caverna com Harry e Dumbledore. A banda sonora é o que já estamos habituados, ou seja, bastante satisfatória. Quanto à imagem e cenas em si, mostram um filme mais negro e sério do que os restantes, mas a juntar a isso está também mais lento e pesado. Não querendo correr o risco de me contradizer, o filme é bastante parado, mas em termos de sequência de história é rápido demais. Se para quem não leu o livro vai ficar um bocado confuso com a falta de alguns pormenores, para quem leu faltam muitas cenas que iriam tornar o filme bem mais interessante.

 

Em relação ao elenco, o destaque vai para os jovens actores. Daniel Radcliffe cresceu como actor e está à altura deste novo Harry Potter mais adulto e maduro. Emma Watson está a transformar-se numa das melhores jovens actrizes da actualidade com momentos bastante bons durante o filme. Rupert Grint esteve ao seu nível, não tendo grande destaque em cenas mais sérias, tendo a responsabilidade de fazer rir a plateia. Por último, o destaque vai para Tom Felton que interpreta de forma bastante segura o papel do confuso Draco. Quanto ao elenco sénior todos demonstraram estar em forma, como já nos tinham habituado.

 

Harry Potter and the Half-Blood Prince não é um mau filme, tendo um aspecto visual espectacular e um ‘mundo mágico’ sem o qual não podemos viver. Este é um filme mais adulto do que estamos habituados e mostra que o mundo de Harry Potter não é apenas para crianças. Esperamos então que os realizadores façam de Harry Potter and the Deathly Hallows Part I e II algo legendário e fiel ao último livro da saga.

 

I can make things move without touching them. I can make bad things happen to people who are mean to me. I can speak to snakes too. They find me... whisper things.”

 

Nota Final: 8 / 10

 

 


Por Hugo às 19:13
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Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Transformers: Revenge of the Fallen (2009)

 

 

Segundo o realizador Michael Bay, estamos perante uma trilogia. Porém, depois de ver esta sequela só pensei: antes não estivéssemos.

 

É certo que o grande sucesso do primeiro “Transformers” (esse sim, um blockbuster irrepreensível!) justificava amplamente a criação de mais um ou dois filmes. Mas somente se o nível argumentativo e interpretativo se mantivessem, e neste “Transformers: Retaliação” isso não se verifica.

 

A história desenrola-se a partir do momento em que os Autobots, que juntamente com as forças militares americanas formaram uma espécie de força de intervenção secreta, continuam a combater a ameaça dos Decepticons. Com que objectivo continuarão eles na Terra? É esta a premissa para este “Revenge of the Fallen”.

 

Contando com vertiginosas sequências de acção e apostando fortemente nos efeitos especiais, característicos de um blockbuster, arrisco-me a dizer que neste caso a compreensão do filme por parte do espectador sai claramente dificultada. Isto porque, por se desenrolarem depressa demais e serem captadas com maus movimentos de câmara, algumas cenas não permitem perceber muito bem o que está a acontecer. Refiro-me, por exemplo, às perseguições, combates e transformações dos robôs.

 

Por entre uma ou outra cena magistral, como a do combate entre Optimus Prime e 3 Decepticons, ou mesmo a do combate de Bumblebee em pleno cenário egípcio, existe um claro exagero na vertente cómica da película, no voyeurismo para com Megan Fox (close-ups e sequências desnecessárias e feitas claramente para atrair mais público) e no grande número de personagens que nada mais consegue que uns 10 minutos, se tanto, em todo o filme (como o robô Ironhide, por exemplo).

 

A nível de fotografia, a “falta de imaginação” de Michael Bay é notória pois consegue deixar no público a ideia de que pegou nas cenas de destruiçao de “Pearl Harbor” e as colou, literalmente, nesta fita. Deja vu a 100%.

 

Assim, demasiado longo, com falhas interpretativas (Megan Fox e Shia LaBeouf, porquê?!), e lacunas no guião, esta sequela vale pelos personagens... robotizados, entenda-se, pela banda sonora (e efeitos nessa mesma área) e pelo facto de ser um filme despretencioso e cujo objectivo é, única e exclusivamente, entreter. Watchable mas que, a meu ver, sabe a pouco.

 

“Fate rarely calls upon us at a moment of our choosing.”

 

Nota Final: 5.5 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 23:59
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Terça-feira, 9 de Junho de 2009

Star Trek (2009)

 

 

J. J. Abrams, o conhecido produtor da série “Lost”, já por diversas vezes deu mostras da sua qualidade enquanto realizador e produtor cinematográfico. A prová-lo estão as vertiginosas sequências de acção de “Mission Impossible III” e a excelente capacidade argumentativa de “Cloverfield”, por exemplo.

 

E agora, Abrams brinda-nos com esta prequela, homónima, a “Star Trek”, a série que conquistou milhares de fãs por todo o mundo desde os anos 60, que conta já com 10 filmes (agora 11 com esta mega produção dos estúdios da Paramount), e que vê assim narrada a história do primeiro contacto dos vários membros da tripulação da nave USS Enterprise.

 

Com o intuito de captar novos fãs para a saga da Frota Espacial, o filme revela-se como uma excelente prequela na medida em que joga, não só com um experiente, e competente, leque de actores, como também com uma direcção e efeitos especiais que não deixam créditos por mãos alheias, conseguindo dar uma nova alma a todo um universo que se via “estagnado” desde à uns bons anos para cá.

 

A cena inicial é prova disso mesmo! As sequências de acção estão muitíssimo bem conduzidas, e a sua exímia edição sonora contribui exponencialmente para uma maior absorção dos sentidos do espectador para a fita que se lhe apresenta.

 

Quanto aos personagens, Spock (Zachary Quinto) foi, pelo menos para mim, aquele que mais se destacou. Quinto tem uma prestação isenta de erros, e o claro à vontade que demonstra no seu desempenho não deixa ninguém indiferente. O seu conflito interior, em “optar” pelo seu lado Vulcano, mais baseado na lógica, ou pelo seu lado Humano, mais emocional, (Spock é filho de um Vulcano, e de uma Humana, interpretada no filme pela actriz Winona Ryder) é personificado exemplarmente pelo actor, e as suas expressões faciais transmitem na perfeição todas as dúvidas que o assolam.

 

De mencionar ainda Chris Pine enquanto o Capitão James Kirk, que não se deixou somente ficar pelas semelhanças físicas e conseguiu construir um personagem com características únicas que, embora lhe sejam reconhecidas, apresentam-se bastante mais humanizadas. O vilão romulano Nero (Eric Bana) será talvez a personagem que menos contribui para o brilhantismo da fita o que, na história, acaba por ser um mal menor dado que a base do filme visa focar essencialmente o estabelecer das relações entre as várias personagens que compõe a famosa tripulação.

 

A título de curiosidade, há que mencionar a participação do saudoso Spock da série de TV, o actor Leonard Nimoy.

 

“Star Trek” revela-se assim um blockbuster que, mais que uma aposta ganha, é uma pelicula digna de registo e cuja visualização se revela imperativa, por Trekkers, e não só!

 

“Live long, and Prosper.”

 

Nota Final: 9 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 00:59
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