Sábado, 14 de Agosto de 2010

Killers (2010)

 

A companhia (sim, não me posso nunca queixar deste factor!) e uma ou outra gargalhada bem arrancada (resultantes da combinaçao entre Heigl, gritos e uma arma) foram os únicos elementos que me permitiram compensar a tortura que é assistir a esta película, realizada por Robert Luketic e protagonizada pelo marido de Demi Moore e pela Drª. Izzie da série "Grey's Anatomy".

 

Soou muito a revista cor de rosa? Bem, foi propositado. A película em questão é tão boa como qualquer revista do género.

 

Ele, Spencer Aimes (Ashton Kutcher), é um assassino profissional com uma missão em Nice, local onde ela, Jen Kornfeldt (Katherine Heigl), recentemente abandonada pelo namorado, vai passar férias com os seus pais, o rígido Mr. Kornfeldt (Tom Selleck) e a alcóolicamente divertida Mrs. Kornfeldt (Catherine O'Hara, a mãe de Mcaulay Culkin em "Home Alone"). A atracção entre Jen e Spencer é imediata e agora, 3 anos depois, o jovem casal disfruta de um casamento tranquilo e feliz, tudo aquilo que Spencer sempre quis. Mas porque raramente conseguimos fugir ao passado, eis que ele volta para assombrar a vida do ex-assassino, que deve agora retomar a missão que deixou a meio em Nice...

 

A fórmula de "Beijos e Balas" (nem vou comentar este título) poderia muito bem resultar, não fossem os maneirismos esquisitos e a completa falta de química entre Kutcher e Heigl, que remete o aclamado romance da fita para algo completamente oco e forçado. E que dizer do final... Sem nexo algum e sobejamente previsível. Em duas palavras: terribly bad.

 

Actuações (à excepção de Selleck e O'Hara, que continuam aí para as curvas, passo a expressão), diálogos, planos de acção... tudo se desenrola perante os nossos olhos de forma atabalhoada, apressada e mal estruturada. Salvam-se porém, e perdoem-me o voyerismo, a tenacidade física de Kutcher e as paisagens da cidade francesa onde tem início a acção.

 

Tudo bem que ver "Inception" quase que no dia anterior não foi abonatório para desenvolver um qualquer sentimento apreciativo para com esta comédia, mas estou em querer que nem tendo assistido ao pior dos filmes me permitiria vislumbrar qualquer destaque neste pseudo "Mr. And Mrs. Smith".

 

De modos que, a deslocarem-se ao cinema, um conselho: não caiam no erro de ir assistir a "Killers"... ou "Kiss & Kill"... ou fiasco, se assim preferirem.

 

"Let's just say that I work for bla bla bla, and they gave me a license to bla".

 

Sim, lá de bla bla bla percebe este filme...

 

Nota Final: 3.5 / 10

  

 

 


Por Mafalda às 17:04
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Quarta-feira, 4 de Agosto de 2010

Meet Dave (2008)

 

Estranhos seres chegam à Terra sob a forma de... um homem perfeitamente normal?

 

Algo não bate certo nesta questão, mas vejamos. Extraterrestres com a forma humana, mas de tamanho muitíssimo inferior, vieram à Terra em busca da salvação para o seu planeta. A particularidade, é que se fazem transportar por uma nave espacial que apresenta a forma de um ser humano. Agora, os pequenos seres, terão de comandar a sua nave tendo em conta comportamentos, acções e emoções de um comum terráqueo.

 

Porém, o problema não fica por aí... A única maneira de salvarem o seu planeta implica a destruição do nosso. E se a início nada os parece demover dos seus intentos, aos poucos a tripulação percebe que somos muito mais que seres capazes de violência e imoralidade...

 

Todos sabem o que Eddie Murphy é capaz de proporcionar num filme em que seja protagonista. Recordar-se-ão imediatamente de "Um Príncipe em Nova Iorque", por exemplo, que é, sem dúvida alguma, das comédias mais bem conseguidas dos anos 80. Então, fiquem os espectadores sabendo que não, ainda não foi desta que Murphy voltou aos seus dias airosos de comédia pura.

 

A verdade é que, uma vez mais, a fita não está ao nível do carismático actor. Interpretando não só a nave (que dá pelo nome de Dave Ming Chang), como ainda o seu capitão, Murphy consegue, com as suas caretas características e um humor corporal bastante apurado, arrancar algumas risadas. Porém, a falta um argumento mais consistente acaba por ser um tremendo let down. Fraco, previsível, infantil e forçado são as palavras mais adequadas para descrever esta fita de 90 minutos de duração.

 

Desta forma, "Meet Dave" só consegue a nota que se segue pela presença do protagonista, sendo lamentável constatar que Hollywood carece de qualidade argumentativa no que a comédia diz respeito.

 

Resta-nos esperar que Murphy saia rápidamente deste ciclo de películas menores, e que possa, quem sabe, colmatar a referida lacuna.

 

"This planet rocks. Deal with it!"

 

Nota Final: 5 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 23:42
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Quinta-feira, 29 de Julho de 2010

Sex and the City 2 (2010)

 

Muito melhor que o primeiro! Pronto, é tudo. Bye bye.

 

...

 

Parecia! Um início de crítica em tom de brincadeira, pois também assim se apresenta este segundo capítulo cinematográfico da conhecida, e controversa, série televisiva "O Sexo e a Cidade".

 

Carrie (Sarah Jessica Parker), Samantha (Kim Cattrall), Miranda (Cynthia Nixon) e Charlotte (Kristin Davis) estão de volta para mais um desfile... quero dizer, mais uma aventura recheada de comédia, sexo, traições, e crises... Muitas crises!

 

A colunista Carrie está já no seu 2º ano de casamento com Big e sente que, aos poucos, o casal vai entrando em rotina. Miranda vê-se a braços com problemas no trabalho e Charlotte trava árduas batalhas diárias no seu papel de mãe. Por seu lado, Samantha atravessa a fase por ela menos desejada: a menopausa. Por entre hormonas, babysitters e dias de folga do casamento, as 4 amigas vêem uma potencial viagem a Abu Dhabi como a escapatória ideal para os seus problemas. Porque, convenhamos, haverá algo melhor que férias totalmente pagas num dos locais mais exóticos e requintados do Mundo?

 

Por entre cenários majestosos, roupas que são o último grito da moda, luxos variados e peripécias sem fim, as 4 nova iorquinas que conquistaram uma geração, promovem neste filme nada mais que uma boa disposição cujo objectivo primordial consiste em figurar nos lugares cimeiros do box-office. Contando com participações especiais de Liza Minelli (em excelente forma física diga-se), por exemplo, tudo funciona em concordância com a ideia de entreter o espectador. Sem pretenciosismos, porque é disso mesmo que se trata. Entreter divertindo. E o realizador Michael Patrick King consegue-o, na maior parte das vezes, através da personagem de Kim Cattrall que, apesar de claramente mais velha, consegue desarmar o espectador com as suas tiradas. Mas isto, não é novidade. Samantha sempre foi, e sempre será, o grito mais sonante na confiança e liberdade feminina no mundo de "Sex and the City".

 

Sucintamente, o filme não traz nada de novo e o seu público alvo não poderia ser mais específico, mas a verdade, é que no seu conjunto, "O Sexo e a Cidade 2" vive de uma fórmula que funciona na perfeição, e que me permitiu uma tarde agradável com alguém que já ia precisando de soltar umas boas gargalhadas. Divertimo-nos imenso, e por isso mesmo, não posso deixar de atribuir a nota que se segue. Livre de qualquer preconceito ou pudor! E um bem haja a todos os que me convenceram a assistir à fita!

 

"Condoms! Condoms! Yes! Condoms! I HAVE SEX!"

 

Sim, tinha mesmo de ser esta a quote. Vejam o filme, apreciem a cena, e ficará claro o porquê da minha escolha recair sobre esta situação em específico. Só numa palavra: Samantha!

 

Nota Final: 6.5 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 03:22
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Quarta-feira, 28 de Julho de 2010

Contraluz (2010)

 

Quem me conseguir convencer que não perdi 90 minutos, numa sala de cinema recheada de casais, a ver "Backlight", que mo comunique com a maior brevidade possível. Porque se não fosse pela excelente companhia, muito provávelmente a minha cabeça não teria albergado outro pensamento que não o de sair da sala.

 

Isto porque acabei por me deparar com o típico filme de sábado à tarde, com uma história que relaciona diversas personagens, mostrando as suas fraquezas e situações de desespero, jogando com os acontecimentos que podem mudar o curso de uma vida, bem como a dicotomia entre vida e morte. Somos levados a assistir às mesmas acções, num mesmo espaço temporal, somente com a diferença de perspectiva, técnica esta que se apresenta mesmo como uma das poucas mais valias da fita.

 

Existem bons elementos, é verdade, como uma narrativa dinâmica, uma ideia que bem explorada poderia dar frutos e, inequívocamente, o seu carácter humano, amplamente presente na fita. Mas tudo está mal aproveitado. As prestações dos actores são realmente fracas, as piadas são do mais forçado que se possa imaginar (Justin Time... i mean, what the...), e os clichés sucedem-se a olhos vistos (e atenção, relembro o preclaro leitor que não encaro este factor como sendo necessáriamente prejorativo).

 

Soube-me a pouco esta 4ª longa metragem de Fernando Fragata (o realizador responsável por "Pulsação Zero", "Pesadelo Cor-de-rosa" e "Sorte Nula"), que poderia muito bem manter o trailer, fazer dele uma curta et voilá! Um óptimo e interessante projecto. Reconheço porém o marco que foi alcançado por Fragata. O carácter hollywoodesco que tentou imprimir na película é notório, e reflecte-se qualitativamente em determinados pormenores, mas especialmente na fotografia, que se exprime por cenários lindíssimos, e que transmitem um profissionalismo que pode, quem sabe, vir a ser transmitido além terras lusas.

 

Agora, caso tenha oportunidade de rever a fita, muito provavelmente me vai sair um sentido "Ai não!". Sim, aquela expressão que ficou registada na minha cabeça, proferida por uma espectadora sentada atrás de mim e do Diogo, e que deveria ser a citação no final da crítica. Mas como não devo fugir ao registo habitual, vou antes utilizar, as usual, uma citação do filme, que encaixa que nem uma luva para o sentimento com que abandonei a sala de cinema do Colombo:

 

"Please, make a u-turn. You're on the wrong course to your destination."

 

E não é que estivemos mesmo?

 

Nota Final: 5 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 10:12
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Sexta-feira, 7 de Maio de 2010

The Bounty Hunter (2010)

 

Do porta bagagens de Milo (Gerard Butler) começa a sair fumo... Bastante fumo. Ele chama por alguém, Nicole (Jennifer Aniston), a ex-mulher.

 

Não, não se trata de um rapto, nem sequer de uma crise conjugal... Milo Boyd é um ex-polícia que agora ganha a vida como caçador de recompensas. E um dia, o improvável, acontece mesmo. A próxima pessoa que ele deve levar à justiça é nada mais nada menos que a sua ex-mulher, Nicole Hurley, uma jornalista que se vê a braços com uma possível condenação em tribunal devido a um pequeno delito.

 

Mas o que parecia uma simples captura acaba por se tornar numa perigosa perseguição, pois a jornalista levava a cabo uma investigação sobre um estranho suicídio, que a acaba por envolver, bem como a Milo, com astutos assassinos que tudo farão para os impedir de desvendar o caso. Conseguirá o ex casal pôr de parte as suas divergências e assim manter-se vivo?

 

A história desta fita tenta abranger 3 ambiciosos espectros cinematográficos: comédia, romance, e até mesmo acção... mas, simplesmente, não consegue. Longe disso. "Ex-Mulher Procura-se" apresenta-se sim como um festival de lacunas narrativas que nem pelo apelativo elenco se salva. Aniston e Butler estão longe do seu melhor, muito por culpa do realizador Andy Tennant, cuja execução do filme é de levar as mãos à cabeça. Que saudades da competencia mostrada em "Hitch"...

 

Assim, o filme peca essencialmente por nunca explicar ao certo o que separou o casal, por o crime que Nicole tenta desvendar não fazer qualquer sentido, denotando que foi colocado na fita quase que por obrigação, para permitir uma reaproximação de Milo e Nicole... mas nem isso funciona porque a química dos protagonistas é quase que inexistente. Poderia ainda falar nos diálogos desinspirados, ou até mesmo na péssima edição, mas é tempo perdido. Tal como os 110 minutos de duração desta película descartável e extremamente fraca.

 

"Life is making mistakes."

 

E não é a única... Andy Tennant também.

 

Nota Final: 2 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 19:12
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Segunda-feira, 5 de Abril de 2010

The Princess and the Frog (2009)

 

Enquanto criança, Tiana (Anika Noni Rose) e o pai partilhavam um sonho: abrir um restaurante com pratos típicos. Agora, já adulta e com 2 trabalhos, a jovem tem juntado todas as suas economias, por forma a poder concretizar esse seu desejo.

 

Tudo corria dentro da normalidade, até que numa festa em casa da melhor amiga, Charlotte(Jennifer Cody), uma menina de famílias abastadas, algo de estranho acontece. Um sapo falante pede ajuda a Tiana: esta deverá beijá-lo para que ele possa voltar à sua condição de humano. Isto porque o sapo é nada mais nada menos que o Princípe Naveen (Bruno Campos), da Maldonia, que está de visita a Nova Orleães. Mas essa visita estava longe de ser inocente, pois o príncipe bon vivant vinha em busca de uma jovem rica que o pudesse sustentar.

 

Ao beijar o príncipe, o inesperado acontece! Não só o feitiço não se quebra, como também Tiana se vê transformada num sapo. Agora, conseguirão os jovens encontrar uma solução para acabar com a maldição lançada pelo feiticeiro Facilier (Keith David)?

 

Estamos perante um novo clássico Disney em que, por decisão de John Lasseter, o director criativo da companhia, se recuperou a animação 2D, o desenho feito à mão. Desde 2004 que a Disney não se aventurava neste tipo de animação, mas a espera valeu a pena. "A Princesa e o Sapo", que tomou forma pelas mãos dos criadores de "A Pequena Sereia" e "Aladdin", é uma aposta ganha!

 

As inovações a nível de personagens (a introdução dos primeiros dois princípes afro-americanos, Tiana e Naveen) são claramente o factor mais mencionado, mas não nos podemos esquecer também de enaltecer a recuperação das sequências musicais que tanto marcaram a história da companhia. As músicas, embora não se possam dizer memoráveis, são agradáveis (fiquei com a "Almost There" na cabeça) e estão de acordo com a vibe da fita, funcionando muito bem. Não é a toa que a acção se desenrola numa das capitais do jazz por excelência.

 

Tive oportunidade de assistir à versão original, e à versão dobrada em português, e devo assumir que, desta vez, embora a versão dobrada seja competente, atraiu-me muito mais a original, especialmente nas canções. Achei inclusivamente que a disparidade entre a voz "falada" e a voz "cantada" de Tiana é excessivamente notória na versão portuguesa, o que me desagradou.

 

Outro facto a registar foi a inclusão de vários personagens secundários que conseguem ganhar o seu espaço na fita, nomeadamente o pirilampo Raymond (Jim Cummings, com um sotaque hilariante, na versão original), o crocodilo trompetista Louis (pela voz de Michael-Leon Wooley, e que me recorda uma certa personagem de "All Dogs Go To Heaven", uma animação da United Artists que, curiosamente, se bateu com "The Little Mermaid" no box office) e claro, o vilão Facilier. O feiticeiro praticante de magia negra é sem dúvida uma das mais carismática personagens da fita e consegue sequências muito boas, especialmente aquela em que ocorre a transformação de Naveen em sapo. Além disso, todos os pormenores de cenários e caracterização são de "encher o olho", e não só nessa sequência em particular.

 

É bom voltar a sentir o mesmo entusiasmo por um filme de animação 2D, é sinal que a indústria vai bem, e recomenda-se. Que venham mais clássicos assim!

 

"Daddy never got what he wanted... but he had what he needed: love! He never gave that up, and neither will I!"

 

Nota Final: 7.5 / 10

 

 

 

 


Terça-feira, 30 de Março de 2010

Dear John (2010)

 

John Tyree (Channing Tatum) é um soldado das forças especiais norte americanas que se encontra de dispensa na sua terra natal. Lá conhece Savannah (Amanda Seyfried), uma jovem estudante que se encontra nas suas férias de Verão. Os dois acabam por se apaixonar e, nas duas semanas em que estão juntos, cresce entre eles um amor capaz de resistir à distância e ao tempo impostos pelo serviço militar de John.

 

Um ano depois, ele está finalmente livre para voltar para os braços de Savannah... não fosse o fatídico dia 11 de Setembro. O dia negro da história da América leva o rapaz a realistar-se e a ter de partir numa nova missão, por tempo indeterminado.

 

É então que tudo se complica, pois para Savannah algo mudou. Mas os sentimentos, será que também eles mudaram?

 

As actuações de Tatum e Seyfried nesta adaptação do romance homónimo de Nicholas Sparks são competentes q.b., mas falta qualquer coisa. Talvez uma maior consistência do guião que, ao contrário do que se esperava, nem uma lágrima me fez verter.

 

Não era de todo disto que estava à espera, pois um bom romance que se preze deve sempre carregar consigo alguma carga dramática (o que não significa melodrama, atenção!), coisa que, neste filme, não se verifica. Um ou outro momento mais tocante somente graças ao grande Richard Jenkins. Mas não podemos esperar que um actor, embora brilhante, salve algo que, à partida, nem sequer merece ser salvo.

 

Falta um quê de profundidade nesta fita do realizador sueco Lasse Hallstrom, responsável pelo belíssimo filme "Chocolat" com Johnny Depp e Juliette Binoche. E mesmo a banda sonora de "Juntos Ao Luar" não é, de todo, adequada a muitas das cenas, o que leva a algum alheamento dos sentimentos para com as situações apresentadas. Tudo é bastante superficial e plástico, como os diálogos, por exemplo. Um dos melhores pontos será mesmo o nível técnico, com cenários agradáveis aos olhos dos espectadores, e algumas bons planos de câmara.

 

Resta-nos agora esperar que a próxima adaptação de um livro de Nicholas Sparks, "The Last Song", com estreia prevista para este ano, se aproxime mais da qualidade de "The Notebook" e menos da (fraca!) qualidade deste "Dear John".

 

"The saddest people I've ever met in life are the ones who don't care deeply about anything at all."

 

Nota Final: 4 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 19:14
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Segunda-feira, 15 de Março de 2010

17 Again (2009)

 

 

1989. Mike O'Donnell (Zac Effron) era a estrela da equipa de basket do liceu. Prestes a entrar na universidade, este é o jogo da sua vida. Um olheiro observa-o das bancadas... mas algo acontece. A namorada de Mike abandona o campo perante o olhar incrédulo do jovem, que acaba simplesmente por correr atrás dela, tomando uma decisão que influenciou toda a sua vida.

 

2009. Insatisfação. É a palavra chave na actual vida de Mike (Matthew Perry). Pai de 2 filhos, Alex (Sterling Knight) e Maggie (Michelle Trachtenberg), com quem não se relaciona da melhor maneira, sem reconhecimento no trabalho e com o casamento por um fio, resta-lhe visitar o único lugar onde se sentiu realmente realizado: o seu antigo liceu. Lá, Mike conhece um estranho homem que o questiona sobre a sua vida, se ele gostaria de voltar atrás e fazer tudo de novo. E é mesmo isso que acaba por acontecer, porque ao acordar, no dia seguinte, Mike já não é um homem em crise de meia idade, mas sim um jovem de 17 anos... outra vez!

 

Cabe-lhe agora, por entre inúmeras peripécias, ajudar os filhos adolescentes e ainda reconquistar a mulher. Resta saber como irá ele fazê-lo...

 

Confesso que nunca fui grande fã de Zac Efron, havendo mesmo alturas em que o achei bastante irritante (muito por culpa de “High School Musical”, é verdade). Mas nesta comédia com uma boa dose de diversão, acabei por simpatizar com ele. Esteve competente no seu papel, e manteve uma boa dinâmica com todo o elenco. Parece-me que lhe vou dar o benefício da dúvida...

 

O conjunto de elementos técnicos não é de exultar, dadas as características do filme, mas sim o seu guião, que embora não traga nada de novo (esta temática foi já mais que retratada na sétima arte), consegue vencer como um bom produto dentro do género.

 

De notar ainda que, embora “17 Anos, Outra Vez!” ceda a clichês característicos de filmes passados em liceus, nomeadamente nos personagens (o desportista bronco, o bom rapaz vítima de bullying, as meninas da claque, entre outros), consegue compensar essas “mesmices” com tiradas inteligentes e referências a mundos tão diversos como Star Trek, Senhor dos Aneís e Star Wars, graças a Ned Gold, o melhor amigo de Mike desde os tempos de liceu (interpretado por Thomas Lennon).

 

Burr Steers, responsável pelo também ele bastante agradável “How To Lose a Guy in 10 Days”, concede-nos assim uma das mais simpáticas comédias do ano passado e à qual não se arrependerão, certamente, de assistir.

 

Come on, man! Don't you ever wanna go back and do high school again?”

 

Nota Final: 7 / 10


 

 


Por Mafalda às 19:02
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Sexta-feira, 5 de Março de 2010

Sexta a 3 - It's Complicated (2009)

 

Meryl  Streep, Alec Baldwin e Steve Martin integram um elenco prometedor numa comédia romântica realizada por Nancy Meyers. Os dois primeiros, casados durante dezanove anos, estão agora divorciados há dez naquela que foi uma desgastante separação para Jane, entretanto ultrapassada. Tudo aconteceu quando Jake se envolveu com uma mulher vinte anos mais nova…

 

O que seria então impensável e desprezível na cabeça de Jane, acontece. Ela torna-se amante de um homem casado, mas ainda mais surpreendente é o facto de este ser o seu próprio ex-marido. Assim, os problemas que assombraram aquele casal desapareceram depois de uma década volvida. A emoção e atraccão voltaram mais fortes que nunca, naquela que poderá ser a solução para todos os casais segundo Jake.

 

Mas ao mesmo tempo que este re-aproximamento se dá, uma terceira pessoa surge no meio destes. Adam, interpretado por Steve Martin, é um arquitecto que começa a revelar  ter sentimentos por Jane. As peripécias vão então acontecer há medida que estas relações se vão desenrolado, sempre sobre o olhar dos filhos do ex-casal.

 

 

Diogo: Os 120 minutos de filme actuaram em mim, qual sonífero, causando um efeito entediante. A temática romântica desenvolvida a três pelos actores principais acaba por se desenrolar numa toada bastante morna, só mesmo ultrapassada pelo espírito ‘cómico’ inserido neste ‘It’s Complicated’... Factos estes que derivam de um argumento com um potencial original mas que, pela sua extensibilidade acaba por transformar todas as acções em banalidades e não em pontos fortes do filme. De referir que o público-alvo deste filme, é um público manifestamente de ‘adulto já feitos’.

 

Nota Final: 5.5/10

 

 

Hugo: A conhecida Nancy Meyers traz-nos mais uma comédia romântica semelhante ao que já nos tinha habituado. It's Complicated tem uma história (se me permitem o trocadilho) complicada mas pode parecer em certos pontos previsível (tal como 99% dos filmes do género). O ponto técnico que se destaca mais é sem dúvida a fotografia ao sermos presenteados com bons pormenores e um excelente aproveitamento das paisagens. O principal trio (Meryl Streep, Alec Baldwin, e Steve Martin) tem uma performance bastante boa e demonstram um grande à vontade no grande ecrã. De destacar também John Krasinski que protagoniza os momentos mais hilariantes do filme. It's Complicated pode não ser brilhante, mas é mais que competente na tarefa de entreter o espectador.

 

Nota Final: 7,5 / 10

 

 

Mafalda: Francamente, como não esperar o melhor de um filme com Meryl Streep como protagonista? Bem, talvez a resposta possa ser dada com este “Amar... É Complicado”. Uma “dramédia” romântica, que prima por nos oferecer mais do mesmo durante quase 2 horas. Não despertou grandes emoções, sendo demasiado simples, e com um guião que nos deixa com um sabor a pouco no final. Ficamos com a ideia que é só mais uma fita, igual a tantas outras, para ocupar tempo. Banal, e nada inovadora, é a típica película de domingo à tarde, mas competente q.b. a nível interpretativo e com uma ou outra cena mais engraçada, mas nada de mais. A nota dada deve-se a Meryl. And that's it.

 

Nota Final: 5 / 10

 


Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2010

Sexta a 3 - The Messenger (2009)

 

 

Will Montgomery (Ben Foster) é um sargento do exército norte-americano a 3 meses de terminar o seu período de alistamento. Herói de guerra, tem ainda uma derradeira missão... O jovem sargento deve integrar, sob a alçada do capitão Tony Stone (Woody Harrelson), uma unidade cuja função consiste em notificar os familiares dos soldados mortos na guerra no Iraque.

 

Sob uma série de comportamentos previamente estipulados (os soldados que notificam a morte de outro soldado não devem, por exemplo, promover qualquer contacto físico com os familiares a quem é dada a triste notícia), este seria certamente o último trabalho que Will se veria a desempenhar, mas a amizade que se desenvolve entre ele e o capitão, bem como as intensas situações a que esta nova posição o sujeita, vão mudar a sua maneira de encarar as pessoas, e as batalhas travadas à porta daqueles que perderam o que tinham de mais importante na sua vida: um ente querido.

 

Oren Moverman é assim o responsável por esta história que se encontra nomeada nas categorias de Melhor Actor Secundário, para Woody Harrelson (que também contou com uma nomeação para os Golden Globe deste ano na mesma categoria), e Melhor Argumento Original, nos Óscares 2010.

 

 

Diogo: Seguindo uma linha bastante linear, a mensagem que este ‘Mensageiro’ nos trás fica quiçá pelo intuito, não chegando a ser ‘entregue’. Não se trata de um filme apaixonante ou de emoções fortes. A sequência de cenas, apesar das excelentes interpretações, acabam por ser monótonas e envoltas em máscaras (demasiado grandes, talvez) que têm como objectivo ocultar os problemas obscuros das duas personagens principais. Estas acabam então por ser a muleta um do outro, num filme onde a sua finalidade, o seu propósito, acaba por estar muito bem disfarçado…

 

Nota Final: 6/10

 

 

HugoThe Messenger não é decerto um filme para todo o tipo de público. O estreante Oren Moverman dirige um guião que está longe de ser perfeito, mas graças às excelentes interpretações de Ben Foster e Woody Harrelson os altos e baixos que assistimos na qualidade da história acabam por ser quase insignificantes. Em relação aos aspectos técnicos também assistimos a algumas imperfeições principalmente na filmagem de algumas das cenas. A verdade é que The Messenger me fascinou pois aborda um assunto que por vezes não vemos ou apenas somos demasiado egoístas para o ver.

 

Nota Final: 8 / 10

 

 

Mafalda: “O Mensageiro” não é, de todo, um filme fácil. O seu nível de expressividade técnica é competente, mas o que mais se destaca na fita é a qualidade interpretativa, e o tema pouco explorado dentro deste género. As abordagens dos personagens estão credíveis e os diálogos irrepreensiveis, embora seja notória uma clara monotonia no desenrolar da acção. Monotonia essa que se faz sentir mais a partir do momento em que é introduzida a personagen de Samantha Morton. Não por culpa da actriz, mas sim do guião, que me desapontou um pouco na sua algo forçada recta final. Ainda assim, "The Messenger" vale pela iniciativa e sobriedade com que segue uma perspectiva diferente daquela a que estamos habituados em filmes de guerra. Humano, realista e interessante.

 

Nota Final: 7 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 21:24
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Segunda-feira, 15 de Fevereiro de 2010

Wedding Daze (2006)

 

 

Decidida a continuar numa onda de filmes românticos, peguei num dos dvd´s que tinha espalhados aqui por casa, este “Dois Estranhos, Um Casamento”. O que vi, não foi nada por aí além, como já estava à espera, confesso.

 

Anderson (Jason Biggs) é um jovem que se veste de Cupido para pedir a namorada, Vanessa (Audra Blaser), em casamento. O choque causado pela surpresa é tal que a rapariga não resiste à emoção e... morre.

 

Um ano depois, Anderson ainda não superou a morte da mulher da sua vida, e isso está bem claro para o seu amigo Ted (Michael Weston). Este desafia-o então a olhar em seu redor e procurar a rapariga que o leve a sair do torpor em que se encontra. É então que o rapaz, num derradeiro esforço de “calar” o amigo, pede em casamento a empregada do café onde se encontram.

 

O que é de admirar, é que Katie (Isla Fisher), a empregada em busca de algo que a tire da monotonia e rotina em que entrou a sua vida, diz que sim! Começa assim uma série de peripécias que prova o quão louco e espontâneo pode ser o amor.

 

Quem acompanha o trabalho de Biggs saberá certamente ao que me refiro quando afirmo que estamos perante mais uma comédia bem ao estilo daquilo a que o jovem actor já nos habituou. E por isso mesmo, a fita não surpreende at all. Também intitulada “The Pleasure of Your Company”, não consegue justificar, de todo, um aluguer ou compra, sendo somente mais uma, entre tantas outras comédias, que não acrescenta nada de novo. É o típico filme que as televisões teimam em passar, em detrimento de outros bastante mais interessantes e inteligentes.

 

As interpretações não são más, só simplesmente limitadas por um guião básico, sem espaço para aprofundar as personagens. De resto, não compromete aquilo a que se propõe, entretém, tem um ou outro momento engraçado, mas fica por aí.

 

Harsh...harsh...harsh...”

 

Nota Final: 5 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 18:05
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Domingo, 14 de Fevereiro de 2010

The Young Victoria (2009)

 

 

Mas que bela (e apropriada!) surpresa para o dia em questão!

 

Será talvez esta a melhor maneira de começar a crítica ao mais recente trabalho de Jean-Marc Vallée, “A Jovem Victória”. Nomeada para os Óscares 2010 na categoria de Melhor Direcção Artística, Melhor Guarda Roupa e Melhor Caracterização, e contando ainda com nomeações para os BAFTA, em categorias semelhantes, eis uma película que, embora não fuja muito ao que se espera num filme deste género, consegue inovar e ser bastante agradável de se ver.

 

O filme relata-nos a históra da Rainha Victoria de Inglaterra (Emily Blunt), desde os seus anos de juventude, passando pelo grande amor que viveu com aquele que seria o seu esposo, o Príncipe Albert (Rupert Friend), e ainda mostrando, não só a soberana, como, e principalmente, a mulher responsável pelo reinado mais longo da história do Reino Unido até à data.

 

Com o desenvolvimento da acção a dar-se num ritmo forte e ágil, “The Young Victoria” mostra-se interessante, eloquente e bastante fiel a factos históricos. Os únicos elementos ficcionados (apenas 2) são referentes à relação de Albert e Victoria. O primeiro consiste na permanência do príncipe na corte da rainha britânica durante um mês. Tal não se verificou, tendo o seu amor crescido sob a forma de correspondência que trocavam entre si. O outro objecto fictício foi o atentado. Ele existiu sim, mas Albert não foi ferido (embora na vida real, o príncipe tenha de facto tentado proteger a Rainha, pondo a sua própria vida em risco, e mostrando claramente, o sacrifício que estaria disposto a fazer pela mulher que amava). Porém, são “mudanças” na história que se justificam, conferindo uma carga dramática necessária à fita.

 

Embora mantenha ainda um tom bastante contido em alguns aspectos (característico dos filmes de época), é permitida ao espectador uma fácil abordagem não só ao espectro romântico da fita (com a química perfeita entre Blunt e Friend, sem exageros ou melodramas baratos), como também ao conteúdo político e dificuldades sentidas pelo governo britânico naquela época.

 

As excelentes interpretações (especialmente de Emily Blunt, que conseguiu mesmo a nomeação para Melhor Actriz Dramática nos Golden Globes deste ano), bem como a simplificação (mas não banalização, entenda-se) dos diálogos, abonam ainda a favor de uma maior envolvência por parte do espectador para com a história que é contada.

 

Não será portanto demais afirmar que, embora nos encontremos perante um típico filme de época britânico, estamos também perante uma aposta segura e que certamente não faltará na minha colecção.

 

You're too young! You've no experience. You're like a china doll, walking over a precipice...”

 

Nota Final: 8 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 16:50
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Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2010

Spread (2009)

 

 

Nikki (Ashton Kutcher) vive a vida aproveitando-se de mulheres mais velhas com baixa auto-estima. Dentro deste padrão, conhece a advogada Samantha (Anne Heche). Nikki vive tempos felizes até conhecer uma bela criada chamada Heather (Margarita Levieva) que, sem ele saber, leva exactamente a mesma vida que ele. Vida essa que se começa a desmorenar quando o jovem se paercebe dos seus sentimentos por Heather.
 
Spread pode ser definido de várias formas: uma drama sobre a vida de Nikki, uma comédia romântica (mas só na segunda parte do filme) e como filme erótico. A verdade é que tenta ser tudo e acaba por não ser nada (be... talvez as diversas sequências de sexo o classifiquem pelo menos como filme erótico). A jovem dupla David Mackenzie e Jason Dean Hall conseguem fazer um filme que apesar de prender a atenção, está cheio de clichés e tem uma história com pouca profundidade e com um final no mínimo estranho (moving on?).
 
O elenco apesar de ter caras bonitas não consegue chegar ao nível que se esperava. Ashton Kutcher é uma estrela em ascensão mas não se pode dar ao luxo de ter performances medianas se quer ficar na história de Hollywood. A bela Anne Heche é mal aproveitada na história e falando sobre o marketing do filme, é incompreensível que esta apareça, assim como Ashton, nos posters do filme e Margarita Levieva simplesmente seja esquecida neste campo. 
 
Para concluir, Spread é um filme que pretende ser muita coisa num curto espaço de tempo e que apenas interessa aos mais jovens. Por essa razão, não consegue atingir um público mais interessante e certamente será rápidamente esquecido.
 
Nota Final: 6 / 10

 

 


Por Hugo às 20:32
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Domingo, 7 de Fevereiro de 2010

New Moon (2009)

 

 

Segundo capítulo da saga que tem arrastado multidões ao cinema, este “New Moon” apresenta-se como uma sequela bastante mais fraca que o seu antecessor. Mas primeiro, a sinopse...

 

Bella (Kristen Stewart) prepara-se para celebrar o seu 18º aniversário, e a sua única dúvida existencial reside... na idade. Namorar com um vampiro deve ser a situação mais banal na vida da jovem que, neste momento, só se preocupa com rugas futuras que poderão esfriar a sua relação com Edward (Robert Pattinson). Um drama preocupante, de facto...

 

Na casa dos Cullen, ao desembrulhar um dos presentes, Bella corta-se, e o sangue desperta um instinto ainda difícil de controlar por parte de Jasper (Jackson Rathbone), namorado de Alice (Ashley Greene). É então que Edward decide que o melhor a fazer será mesmo afastar-se, deixando a jovem num profundo desgosto, que só a presença de Jacob (Taylor Lautner) poderá atenuar. Pelo menos até ele próprio se começar a afastar devido a um segredo que teima em não revelar...

 

Numa película em que o total protagonismo vai para Kristen Stewart (em detrimento de todas as outras personagens que aqui atingem um exagerado 2º plano), eis o enredo que Chris Weitz (realizador responsável pela adaptação cinematográfica de “The Golden Compass” de Philip Pullman) nos tenta passar em 2 horas de filme. Perpetuando acções que se desenrolam de forma excessivamente rápida, com veia quase de music video em que transições de segundos pautam o desenrolar da fita, “Lua Nova” peca principalmente por isso.

 

O querer mostrar muito em pouco tempo raramente dá bom resultado, e este segundo capítulo de “Twilight” não é excepção. Contudo, apresenta um ligeiro atenuante com as sequências de acção e a apresentação de novas personagens que, embora com um bastante limitado tempo de acção, conseguem deixar boa imagem, nomeadamente Dakota Fanning e Michael Sheen na recta final da fita, que à semelhança de tudo o resto, prometia mais do que chega realmente a oferecer. Um ou outro bom apontamento (a nível de fotografia por exemplo) and that's it.

 

I promise never to put you through anything like this ever again.”

 

Promessa que se cumpriria caso a estreia de "Eclipse", o 3º capítulo, não estivesse já agendada para o final do mês de Junho. Aguardarei com a expectativa de ver um melhor produto.

 

Nota Final: 6 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 22:15
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Domingo, 31 de Janeiro de 2010

A Bela e o Paparazzo (2010)

 

 

Mariana (Soraia Chaves) é uma reconhecida actriz que anda sempre nas capas das revistas mas nem sempre pelas melhores razões. João (Marco D'Almeida) é um paparazzo que assina as suas fotos pelo pseudónimo de Gabriela Santos e se vê com a "missão" de ser a sombra de Mariana e conseguir o máximo de fotografias da sua vida intima que conseguir. Mas nem tudo corre como João queria e numa confusão entre um taxista e Mariana, João acaba por se ver envolvido, ficando assim a conhecer pessoalmente Mariana.
 
Com o alarido causado pelos órgãos de comunicação social envolto de A Bela e o Paparazzo, a verdade é que esta comédia romântica não me desiludiu nem um pouco. Com o cinema português cheio de filmes sobre dramas (já não bastasse o belo drama que é Portugal), António-Pedro Vasconcelos dá um pontapé na monotonia e traz-nos um filme a relembrar as boas e antigas comédias portuguesas. Gostei do facto de aproveitarem as belíssimas paisagens que existem em Lisboa, apesar da cena romântica no Rossio ter sido completamente exagerada. A banda sonora é bastante agradável, com Jorge Palma a abrilhantar e também a chamar as pessoas a ver este filme. 
 
Com elenco cheio de reconhecidos actores, Soraia Chaves acaba por demonstrar que é mais do que aquilo que nos mostrou em O Crime do Padre Amaro Call Girl, mostrando uma grande versatilidade no seu papel e fazendo um par prefeito com Marco D'Almeida que esteve brilhante e mostrou que pode dar muito no mundo do cinema. Mas a menção honrosa vai para Nuno Markl que teve um desempenho fabuloso estando nas cenas mais cómicas e conseguindo em cada aparição no ecrã arrancar uma gargalhada ao público presente na sala de cinema.

A Bela e o Paparazzo pode não ser um filme brilhante, pode não conseguir rivalizar com muitas comédias de Hollywood devido à falta de uma história mais "completa", mas pode e deve fazer com que o público português corra para as salas de cinema para ver este belíssimo filme. Aposto que não se irão arrepender. 

Nota Final: 8 / 10
 
 

 


Por Hugo às 17:53
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Segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010

Stereo (2009)

 

 

Death Cab For Cutie. “A Movie Script Ending”. Foi este o videoclip que inspirou Toms Grēviņš a desenvolver uma tocante curta metragem de 8 minutos de duração.

 

É facto que estamos perante uma cópia quase exacta do vídeo referido, porém, Toms consegue alguns apontamentos que justificam a menção deste seu trabalho. Mas atentemos primeiro à sinopse da fita.

 

Lolita Sniega e Elina Eglite dão vida a um casal adolescente que se depara com um cenário de afastamento. A partida de alguém que amamos, a tomada de consciência de que, embora o retorno seja provável, uma série de bons momentos vai cessar, o medo de não os recuperar... Tudo isto é captado brilhantemente, distinguindo-se do vídeo musical pela sua maior carga dramática, química entre as actrizes e pelo dinamismo criado.

 

As palavras são inexistentes, pelo que o desenrolar da acção vive inteiramente da montagem fotográfica e da expressividade e veracidade das actuações. Toms consegue pois uma harmoniosa junção das partes, primando pelo bom gosto e competente recurso de técnicas de luz, cor, e até mesmo sonoras, com uma simples música de fundo que deixa, em situações pontuais, passar alguns sons do momento presente, como o som característico da praia, por exemplo, a acompanhar este projecto com selo Utopia.

 

Os bons pormenores no aproveitamento dos cenários, bem como a conjugação de diversos planos de acção são ainda outras das competências a ter em conta.

 

Funcionando quase como um hino à arte de fotografar, “Stereo” só não lhe vê atribuida uma nota superior devido essencialmente às elevadas semelhanças com o original em que se baseou.

 

A ver em http://www.youtube.com/watch?v=xAOfodDWAaE.

 

Nota Final: 7.5 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 17:17
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Sexta-feira, 8 de Janeiro de 2010

Hauru no ugoku shiro (2004)

 

 


Soberbo. E assim acabo a crítica. Está tudo dito...

 

Não, mentira. Não posso deixar um filme assim rotular-se com uma simples palavra.

 

Baseada no romance de Diana Wynne Jones, esta é a história de Sophie, uma adolescente de 18 anos que vê a sua vida mudar por completo quando conhece Howl (Hauru na versão original nipónica), um belo feiticeiro perseguido por forças maléficas controladas pela Bruxa do Nada.

 

Após observar a proximidade que nasceu entre os dois, a Bruxa, agindo sob o impulso do cíume, transforma a pobre Sophie numa mulher de 90 anos. Esta decide então partir para as terras do Nada, à procura de uma maneira de quebrar o feitiço. E é lá que Sophie se depara com um estranho castelo andante...

 

O realizador, Hayao Miyazaki, que já nos brindou com o oscarizado “A Viagem de Chihiro” , volta a provar o porquê do fascínio pela sua arte. “Howl's Moving Castle” tem um brilho especial, que confere tudo o que uma película de qualidade pode exigir.

 

Primeiramente vou referir a banda sonora. O lirismo que o compositor Joe Hisaishi confere aos seus trabalhos tem acompanhado os filmes de Miyazaki, contribuindo amplamente para o envolvimento do espectador com a fita. É quase que um outro mundo aquele para o qual somos transportados tão facilmente com a fusão de imagens e som. Deslumbrante e muito bem conseguido.

 

De seguida, há que mencionar o guião. Com uma história inteligente e com uma forte mensagem anti-guerra, é fácil ganhar interesse na visualização da fita. Os momentos emocionantes são uma constante, sejam eles de acção ou comoção. E claro, também alguma comédia não foi esquecida (um bem haja, uma vez mais, a todos os envolvidos nas dobragens portuguesas).

 

Gostei de inúmeros pormenores, nomeadamente a percepção de Sophie sobre a sua condição física enquanto mulher idosa, mas que em nada a impediu de perseguir os seus objectivos. Outro bom pormenor são as diferentes transformações a que o feiticeiro Howl está sujeito, variando de situação para situação. E claro, uma das dúvidas incontornáveis do filme: a constante alteração do aspecto de Sophie. Mas essa, permanecerá sempre em aberto para uma interpretação pessoal do espectador.

 

A história em si percebe-se bastante bem. Contudo, sensívelmente a meio da fita, é possível um ou outro desnorte, mais pela maneira como nos é contada do que propriamente pelo seu conteúdo. Mas nada que comprometa. A meu ver, ainda conseguiu enriquecer o cariz místico de um clássico que quase de imediato ganhou o estatuto de imperdível.

 

Um must see mágico, inebriante e criativo.

 

That boy is extremely dangerous, his powers are far too great for someone without a heart.”

 

Nota Final: 10 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 21:41
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Segunda-feira, 28 de Dezembro de 2009

(500) Days of Summer

 

Tom Hansen (Joseph Gordon-Levitt) trabalha numa empresa de postais. É nessa mesma empresa que conhece Summer Finn (Zooey Deschanel) e se apaixona por ela. Numa comédia romântica normal do tipo "boy meets girl", Summer apaixonaria-se por Tom e após uns percalços os dois ficariam juntos no final. Porém este não é um desses filmes. Este filme conta os 500 dias que Tom passa apaixonado por Summer e com a ideia de que apenas existe um grande amor na vida. 


"The following is a work of fiction. Any resemblance to persons living or dead is purely coincidental. Especially you Jenny Beckman. Bitch."

Escrito por Scott Neustadter e Michael H. Weber, e realizado por Marc Webb que vem do mundo da música e tem aqui a sua estreia em longas-metragens, chega-nos um filme que é contado de uma maneira criativa e divertida. A história vai saltando da frente para trás até que ambas as "histórias" se encontram a meio do filme, ficando depois mais linear. A fita em si não tem grandes pormenores técnicos, mas também não é isso que devemos esperar de um filme deste tipo. De salientar uma cena em que Tom acorda de manhã após ter passado a sua primeira noite com Summer, vai para o trabalho e faz um numero musical divertidíssimo. Grande pormenor de Marc Webb

Fiquei agradado com o facto de que para este filme não tenham sido "recrutadas" estrelas já feitas do mundo do cinema. Em vez disso, chamaram ao serviço Joseph Gordon-Levitt, Zooey Deschanel, Chloe Moretz (Rachel Hansen, irmão de Tom), Geoffrey Arend e Matthew Gray Gubler (Paul e McKenzie, amigos de Tom), que abrilhantaram esta história com o seu talento em ascensão.

Como nota final, quero realçar a vergonha que são os cinemas portugueses. Apenas porque este filme obteve receitas um pouco fracas nos Estados Unidos, 500 Days Of Summer, um dos melhores filmes do ano, irá directamente para DVD. 

"Boy meets girl. Boy falls in love. Girl doesn't."

Nota Final: 8.5 / 10
 
 

 


Quarta-feira, 25 de Novembro de 2009

Step Up 2: The Streets (2008)

 

 

Andie (Briana Evigan) é uma jovem rebelde que mostra todo o seu talento para a dança de forma ilegal, actuando em pleno metropolitano com a sua crew, os 410, e causando alguma desordem. Confrontada pela melhor amiga da mãe, que a tem a seu cargo desde a morte da progenitora, Andie só tem duas hipóteses: mudar-se para o Texas ou seguir o conselho do seu amigo de longa data, Tyler Gage (Shanning Tatum) e ir a uma audição na tradicional escola de artes de Maryland. Lá, Andie conhece Chase (Robert Hoffman) um popular aluno, e irmão do director da escola, por quem acaba por se apaixonar.

 

Incapaz de conciliar os treinos do seu grupo de dança com a escola, Andie é expulsa dos 410. É então que decide criar, juntamente com Chase, um novo grupo de dança com alguns dos alunos marginalizados da escola, por forma a poder competir nas ruas de Baltimore, contra outros grupos, incluindo os 410. Conseguirá a jovem vencer todas as barreiras e diferenças através da sua paixão pela dança?

 

Esta sequela do êxito do box office americano “Step Up” não prima pela originalidade do guião, e muito menos por prestrações brilhantes, vendo antes uma preocupação por parte do realizador, Jon Chu, em se focar no factor entretenimento que aqui aparece sob a forma de coreografias inequivocamente bem conseguidas. De referência imediata a sequência final que vale por todo o filme. É soberba, bastante original e criativa.

 

A banda sonora apresenta-se composta por um grupo de faixas bem conhecidas do público alvo e por isso mesmo, não compromete o produto ajudando claramente à sua comercialização e sucesso.

 

Típicamente adolescente, recheado de clichês, lamechas q.b e pouco criativo a nível da história, “Step Up 2” consegue ainda assim cumprir os seus objectivos com uma fotografia cuidada e diversidade de estilos e backgrounds que servem o propósito do entretenimento simples. Aconselhado a fãs do género e a quem pretender visualizar um filme de fácil consumo.

 

Look, the streets is about where you're from. It's not some school talent show. There's no spring floors. There's no spotlights to use what you got and... what makes you think you got it, huh?”

 

Nota Final: 6.5 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 22:52
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Quinta-feira, 20 de Agosto de 2009

I Love You, Man (2009)


 

 

 

Depois de vários anos de namoro, Peter Klaven (Paul Rudd) pede em casamento a sua namorada Zooey Rice (Rashida Jones). Mais descobre que a sua falta de amigos masculinos preocupa a sua noiva e começa uma busca por um melhor amigo e possível padrinho de casamento. Quase por acaso, Peter esbarra com Sydney Fife (Jason Segel).

 

John Hamburg traz-nos uma comédia com uma narrativa simples e bem construída o que é raro ver no género. Embora não fuja às típicas histórias que estamos habituados a ver, I Love You Man consegue através de poucos clichés e bons diálogos que não deixam o espectador cair no ridículo com piadas fáceis e sem interesse nenhum.

 

Dado o género do filme os aspectos técnicos não são muito relevantes, mas é de destacar a boa banda sonora do filme, principalmente a banda que os dois actores principais seguem religiosamente.

 

O sucesso deste filme deve-se bastante ao seu elenco, mais precisamente a Paul Rudd (Over Her Dead Body) e Jason Segel (Forgetting Sarah Marshall e How I Met Your Mother) que formam uma dupla bastante interessante e apresentando uma química muito boa entre os dois.

 

Se está à procura de um filme para descontrair mas mesmo assim não quer nada com piadas fáceis que insultem a sua inteligência, então I Love You Man deve ser a sua escolha.

                                                  

“Hi peter, I saw your billboards, they're spectacular. I'm sorry for calling you a whore. Best of luck with Sydney, if you're not still together... you can Facebook me.”

 

Nota Final: 8 / 10 

 

  


Quarta-feira, 19 de Agosto de 2009

Thirteen (2003)

 

 

“Hit me. I'm serious, I can't feel anything, hit me! Again, do it harder! I can't feel anything, this is awesome!”

 

É de uma forma brutal e descontrolada que “Treze” tem início, deixando antever desde logo o que poderá ser visto no filme: a forma como uma vida pode mudar de um dia para o outro, quase ao ponto de se ver destruída.

 

E a vida de Tracy (Evan Rachel Wood), não era assim. Há 4 meses atrás era uma carinhosa jovem de 13 anos, boa aluna, amiga da família... Até se deixar fascinar pelo mundo de Evie (Nikki Reed). Um mundo de extremos, que envolve sexo, crime, drogas e álcool, e no qual Tracy se deixa cair por forma a ser aceite no grupo mais popular do liceu.

 

Mas, afinal, a jovem já não se encontrava totalmente bem. Fumava, auto-mutilava-se... tudo por forma a aliviar a dor que sentia pela separação dos pais. A relação com Evie só veio piorar as coisas, e tudo começa a desabar no mundo de Tracy. Resta saber se terá ainda forças para escapar a essa contínua espiral de destruição...

 

A fita que marcou a estreia de Catherine Hardwicke enquanto realizadora, teve a sua única nomeação ao Óscar na categoria de Melhor Actriz Secundária para Holly Hunter, que interpreta Melanie, a mãe de Tracy, sendo pois obrigatório referir a prestação dos actores. Desde Hunter até às protagonistas Reed e Rachel Wood, há um esforço que se pode (e deve) confundir com uma chamada de atenção para as diversas situações descritas no filme, e que conseguem através de uma enorme entrega, bem visível nas cenas de maior carga dramática.

 

Para isso, bem como para uma maior veracidade do argumento, contribuiu também a co-autoria do guião a cargo de Nikki Reed. Juntamente com a realizadora, a actriz que agora podemos ver no fenómeno “Twilight”, curiosamente também ele realizado por Hardwicke, pôde dar um pouco mais de si à fita ao abordar situações pelas quais ela própria passou enquanto adolescente.

 

O recurso à técnica de filmagem “câmara na mão” é também bastante abonatório para a ideia que se pretende transmitir. São acções complicadas de explicar, mudanças repentinas, um mundo complexo, um turbilhão de emoções, factores cuja visualização se torna mais fácil e credível com os rápidos e trémulos movimentos da câmara. Bem pensado e executado.

 

Com bons pormenores, nomeadamente no jogo de cores que atravessa todo o filme, caracterizando também ele a destruição de Tracy enquanto pessoa, “Thirteen” desenha-se como um retrato nú e perturbador de infâncias perdidas e de erros que podem ser irremediáveis. Alguns espectadores poderão mesmo encará-lo quase como que uma versão (muitíssimo!) mais light de “Requiem For a Dream”, ou como um sucessor da história de Christiane F. de “Os Filhos da Droga” mas, ainda assim, por mais paralelismos que se encontrem, consegue seguramente dar cartas na sua categoria. Choca e dá que pensar.

 

Nota Final: 8 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 17:22
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Sábado, 15 de Agosto de 2009

The Forbidden Kingdom (2008)

 

 

Nesta minha mini-maratona de filmes com Jet Li como protagonista, decidi pegar em “O Reino Proibido”. Depois de um deprimente “A Múmia: Túmulo do Imperador Dragão”, confesso que não ia com grande esperança para este filme. Mas enganei-me, e bem!

 

Jason Tripitikas (Michael Angarano) é um jovem viciado em filmes de kung fu. Um dia, na loja de penhores onde adquire os seus filmes, Jason encontra um estranho bastão que vem passando de geração em geração aos donos da loja, até que se encontre o seu verdadeiro dono.

 

Nessa noite, o jovem é obrigado por um gang local a ajudar num assalto à loja, e é durante a fuga que se vê transportado de Boston para a China antiga, juntamente com o bastão. Lá, é salvo pelo mestre (bêbedo) de kung fu, Lu Yan (Jackie Chan) que lhe conta a profecia do bastão e lhe diz ter como missão entregá-lo ao Rei Macaco, transformado em pedra à mais de 500 anos pelo Senhor da Guerra de Jade, que o atraiçoara durante um duelo.

 

Com a ajuda do monge silencioso (Jet Li) e de Pardal Dourado (Yifei Liu), conseguirão os nossos heróis libertar o poderoso guerreiro?

 

Este filme foi altamente publicitado por se tratar da tão aguardada reunião entre os dois mestres actuais de artes marciais, Jet Li e Jackie Chan. E que reunião! Chan tem um quê de Jack Sparrow na sua personagem, mostrando-se trapalhão, mas ainda assim, excelente lutador. Jet Li arranca uma boa interpretação, adequando-se bem ao papel (ou devo dizer, papeís...), e Bingbing Li, que interpreta a feiticeira Ni Chang, tem também uma prestação interessante e com boas cenas de luta.

 

Existem alguns momentos bem ao estilo de “The Karate Kid”, como quando Lu Yan ensina kung fu ao jovem Jason, ao mandá-lo cortar relva com o seu bastão... “Wax on, wax off”... lembram-se? Mas nem as semelhanças, nem os clichês do filme arruinam este produto realizado por Rob Minkoff (um dos realizadores de “The Lion King”).

 

Proporcionando bons momentos de humor, bem como exímias sequências de combate e efeitos especiais, somos também nós transportados numa aventura rica a vários níveis, desde interpretativo até fotográfico e sonoro. As cores das belas paisagens da China conjugam-se com uma adequada sonoridade, criando assim um bonito ambiente para a película.

 

Entretenimento puro numa das mais fantásticas aventuras do ano de 2008! Worth the watch.

 

“If one does not attach himself to people and desires, never shall his heart be broken. But then, does he ever truly live? I would rather die a mortal, who has a care for someone, than a man free from his own death.”

 

Nota Final: 7 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 19:44
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Quinta-feira, 13 de Agosto de 2009

Gray Matters (2006)

 

 

Gray (Heather Graham) e Sam (Tom Cavanagh) são dois irmãos com uma óptima relação. Fazem tudo juntos, o que leva algumas pessoas a pensarem que são, de facto, um casal. Frustrados com tal situação, decidem começar a sair mais, conhecer novas pessoas e procurar a sua cara metade.

 

Tudo corria bem até ao dia em que ambos se apaixonam... pela mesma mulher. Charlie (Bridget Moynahan) é uma encantadora jovem que acaba, também ela, por se apaixonar por Sam, com quem planeia casar. Mas na noite anterior ao casamento, algo acontece entre Charlie e Gray...

 

Mais uma comédia romântica com um argumento bastante simples (que se baseia, curiosamente, na vida da irmã de Sue Kramer, a realizadora que tem aqui a sua estreia na sétima arte), mas com a dose certa de devoção por parte dos actores e pormenores deliciosos (como a cena de dança logo no início do filme) que captam uma atenção positiva. Embora deva assumir, deveria ter explorado melhor alguns aspectos do guião.

 

A participação de Graham foi o que me atraiu para ver este feel good movie. A actriz, que vimos este ano em “The Hangover”, continua igual a si própria, o que resulta num conjunto de bons apontamentos da sua personagem. Moynahan tem uma presença simpática e Cavanagh não convence como protagonista masculino, deixando a maioria dos créditos para Allan Cumming, que aqui interpreta Gordy, um taxista que acaba por se tornar amigo de Gray. Ele, juntamente com Graham, consegue das melhores cenas do filme. Brilhante.

 

De referir também a banda sonora, com alguns títulos bem conhecidos do público, e que ajuda no ambiente bem disposto que a fita ambiciona.

 

Gravado inteiramente em Nova Iorque em apenas 21 dias, “Eu, a Minha Irmã e a Mulher dos Nossos Sonhos” está longe de ser somente um filme que aborda a temática da homossexualidade. Todos conhecem a minha posição favorável ao aparecimento de mais comédias a abordarem esse assunto (como que para balancear com os filmes mais sérios sobre a referida temática), e esta película, consegue isso, sendo bastante boa de se ver, mas é mais do que isso. Essencialmente “Gray Matters”  é um filme de auto-descoberta e aceitação, que conquista pela sua simplicidade.

 

Take a look at it.

 

Because I'm never going to be able to walk down the street, holding hands with my partner without the rest of the world giving us a look. And may never have the wedding that I once dreamed of and I may never have children. And one day when I die people will never give as much respect to my grieving lover as if she were my husband.”

 

Nota Final: 7 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 07:47
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Domingo, 9 de Agosto de 2009

Peter Pan (2003)

 

 

50 anos depois da versão animada a cargo da Disney, chega mais uma adaptação do famoso clássico de James Mathew Barrie, “Peter Pan”, agora a cargo de P. J. Hogan. E devo dizê-lo desde já: é uma boa adaptação.

 

Londres. Wendy (Rachel Hurd-Wood), John (Harry Newell) e Michael (Freddie Popplewell) são 3 irmãos que vivem juntamente com os pais, os Darling, e Nanny, uma cadela São Bernardo responsável pelas crianças. Todas as noites Wendy conta histórias de piratas e fadas aos seus irmãos. Mas mais alguém a escuta...

 

E uma noite, esse alguém revela-se. É ele Peter Pan (Jeremy Sumpter), um estranho rapaz que se faz acompanhar da fada Tinkerbell (Ludivine Sagnier) e que consegue... voar! O rapaz convida Wendy para segui-lo até a Terra do Nunca, mas esta recusa-se a ir sem os irmãos, e assim, juntos, partem para aquela que será a maior aventura das suas vidas.

 

A história todos a conhecemos, por isso algo teria de se destacar em mais esta adaptação. E foi, essencialmente, a nível de efeitos especiais. Bem conseguidos, dão sem dúvida um brilho especial a esta aventura indicada para toda a família. Algumas cenas de referência são por exemplo a da dança entre Peter e Wendy na Floresta, e ainda o combate final entre Pan e o seu eterno rival, Capitão Hook (Jason Isaacs).

 

Mas não só de efeitos vivem essas cenas. Alguns dos actores conseguem boas interpretações ajudando claramente para um bom envolvimento com a fita. Lembro-me imediatamente do protagonista, Sumpter, que consegue captar bastante bem a essência do confiante Peter Pan, mas também os seus medos. Porque Peter é assim mesmo, um rapaz forte e destemido, mas também com um claro medo da responsabilidade dos adultos.

 

A bom nível está também Jason Isaacs. Mantendo a tradição das peças teatrais, “Peter Pan” apresenta-nos o actor com dupla prestação, pois interpreta o pai de Wendy e o Capitão Hook. Porém, consegue um melhor trabalho a nível do vilão, conferindo-lhe alguma maturidade e retirando o rótulo de vilão menor (como o é nos desenhos animados da Disney).

 

Em tom conclusivo, de referir ainda o bom ritmo narrativo, que mantém como que uma faceta teatral, que se faz acompanhar por uma competente banda sonora e guarda-roupa. Não posso também deixar de mencionar alguns pontos negativos, especialmente a nível de edição (transição de cenas, por exemplo).

 

É ainda assim uma delícia para as crianças, e não só. Vale a pena assistir.

 

“Once upon a time there was a boy named Peter Pan, who decided not to grow up.”

 

Nota Final: 7 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 23:41
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Terça-feira, 4 de Agosto de 2009

The Fifth Element (1997)

 

 

No futuro, precisamente no século XXIII, um taxista chamado Korben Dallas (Bruce Willis) vê-se envolvido numa antiga profecia sobre o final da vida humana. Leeloo (Milla Jovovich) cai de um prédio, e aterra sobre o táxi de Korben e pede-lhe ajuda para fugir da força policial. Depois do Padre Vito Cornelius (Ian Holm) saber que o 5ºElemento da profecia é Leeloo, todos partem numa corrida contra o tempo para reunir os outros quatro elementos: terra, fogo, água e ar.

 

Andava curioso para ver este filme. Tinha poucas recordações dele e decidi revê-lo. Embora não fosse exactamente aquilo que eu esperava, The Fifth Element consegue ser um filme multifacetado, ao misturar acção, ficção científica e humor, tudo numa belo guião escrito e conduzido por Luc Besson.

 

The Fifth Element transporta-nos para um cenário futurista, onde existem milhares de carros a voar, os prédios têm centenas de andares e a vida no chão quase que não existe. Embora não sendo uma obra-prima nos efeitos e na imagem, este filme consegue coisas bastantes boas para a época em que foi realizado. Em relação à banda sonora, é bastante razoável e acompanha a acção de uma forma muitíssimo boa.

 

Bruce Willis faz o típico papel de herói sem fuga (ao estilo de Die Hard) e não desilude atingindo uma performance bastante aceitável. A bela Milla Jovovich tem um desempenho muito bom no papel de Leeloo, uma extraterrestre que não consegue compreender a língua humana nem as acções destes.

 

Se está com vontade de rever um clássico do cinema mas não tem vontade de ver ou rever um filme chato e que o aborreça, The Fifth Element é a escolha certa para si. 

 

“I know she's made to be strong, but she's also so fragile, so human. Know what I mean?”

 

Nota Final: 7 / 10

 

  


Treasure Planet (2002)

 

 

Primeiro filme de animação Disney a ser abordado aqui no Golden Ticket, “Treasure Planet” consiste numa adaptação futurista do romance de Robert Louis Stevenson, “A Ilha do Tesouro”.

 

Jim Hawkins é um jovem (voz original a cargo de Joseph Gordon-Levitt, e de Pedro Granger na versão portuguesa) que alterou por completo o seu comportamento desde que o pai o abandonou a si, e à sua mãe. Deixou de ser o pequeno rapaz que ouvia deslumbrado as incríveis histórias de piratas para dar lugar a um jovem revoltado e sempre metido em sarilhos.

 

Um dia, à porta da taberna gerida pela mãe, Jim assiste ao despenhar de uma nave cujo tripulante carrega consigo um precioso artefacto... o mapa para o Planeta do Tesouro, que tantas vezes inundou os sonhos do rapaz enquanto criança.

 

Juntamente com o astrofísico Dr. Doppler, Jim parte então em busca do tesouro que será a solução para os problemas financeiros da mãe. No galeão solar “R.L.S Legacy” (referência ao romancista Robert Louis Stevenson) comandado pela Capitã Amélia, o jovem conhece John Silver, um misterioso cyborgue cozinheiro com quem acaba por estabelecer a relação paternal à muito perdida.

 

Mas Silver esconde um segredo...

 

A cargo de Ron Clemens e John Musker, os realizadores de “Aladdin” e “A Pequena Sereia”, esta fita, nomeada para o Óscar de Melhor Filme de Animação, foi um fiasco a nível financeiro pois dos mais de 100 milhões de dólares gastos na sua produção, apenas conseguiu recuperar pouco mais de 30 milhões. Porém, ainda que sob esse estigma, “O Planeta do Tesouro” está longe de ser um mau filme. Falta-lhe algo mais para ser considerado um clássico, mas merece algum destaque, senão veja-se...

 

O recurso à simbiose de animação original com computação gráfica consegue uma interessante composição, nomeadamente na personagem de John Silver (considerada uma criação 5D por reunir animação tradicional 2D e 3D, gerada por computador). De frisar também o “jogo” de artefactos antigos, como os barcos, com cenários planetários e seres alienígenas que conseguem transmitir uma ideia interessante q.b.

 

Já o mesmo não se pode dizer da atenção dada ao desenvolvimento dos personagens. E é aí que o filme falha, pois chegado o final da fita, a sensação que fica é que assistimos a um festival de personagens pouco marcantes e fácilmente descartáveis.

 

Parco em momentos musicais (apresenta somente a música “I’m Still Here” do vocalista dos Goo Goo Dolls, John Rzeznik, ou a versão portuguesa a cargo de Miguel Ângelo, “Eu Estou Aqui”), a fita consegue algumas das melhores cenas com as sequências de acção em que Jim voa na sua prancha espacial. Rápidas e extremamente apelativas, conseguem prender o público.

 

Dificilmente ficará na memória, mas este 42º filme da Disney merece sem dúvida ser conferido.

 

“You got the makings of greatness in you, but you got to take the helm and chart your own course. Stick to it, no matter the squalls!”

 

Nota Final: 7 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 07:07
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Sábado, 25 de Julho de 2009

Mamma Mia! (2008)

 

 

Diversão intemporal! Assim se pode descrever este “Mamma Mia!”.

 

Adaptado do musical da Broadway que conta com diversos sucessos dos suecos ABBA, este filme tem tudo para garantir ao espectador quase 2 horas de puro entretenimento.

 

Sophie (Amanda Seyfried) mora com a mãe Donna (Meryl Streep) numa ilha grega chamada Kalokairi, e nunca conheceu o pai. Agora, de casamento marcado com Sky (Dominic Cooper) e após ler o diário da mãe, decide convidar os seus “potenciais” pais para assistirem à boda.

 

São eles Sam Carmichael (Pierce Brosnan), Harry Bright (Colin Firth) e Bill Anderson (Stellan Skarsgård), ex-namorados de Donna que, alheia aos planos da filha, continua a gerir o seu pequeno hotel e acaba de reencontrar, também graças ao casamento, Tanya (Christine Baransky) e Rosie (Julie Walters), duas amigas com quem formou uma banda nos anos 80, as Donna and the Dynamos.

 

Agora, resta saber como reagirá Donna ao reencontrar convidados tão especiais... E Sophie, conseguirá descobrir qual dos três é o seu pai?

 

Há que admitir que o argumento da história é bastante vazio. Ainda assim, “Mamma Mia!” acaba por ser um produto agradável, bem disposto e que permite ao espectador disfrutar ao máximo cada minuto das famosas canções da banda que, mesmo após o seu fim, continua a conquistar fãs por todo o mundo.

 

Os actores entregam-se com empenho às performances (vem-me à memória "Dancing Queen"), proporcionando bons momentos dentro deste género cinematográfico que tem sido pouco explorado ultimamente. Porém, algumas coreografias menos inspiradas roçam o ridículo (aquando da interpretação da música “Does Your Mother Know”, por exemplo). Mas são situações pontuais e curtas.

 

Meryl Streep e Amanda Seyfried conseguem das melhores prestações nomeadamente em músicas tão conhecidas como “The Winner Takes It All” e “Lay All Your Love On Me”. A primeira música referida será mesmo a melhor interpretação do filme. Meryl irrepreensível, as usual.

 

O trio masculino protagonizado por Brosnan, Firth e Skarsgård já não se poderá equiparar em termos qualitativos com as vozes femininas do filme, mas ainda assim, não comprometem. Por fim, de referir também o especial cuidado com a fotografia e planos de acção. 

 

Não é uma película para reflectir ou pensar, mas sim sorrir e aproveitar cada momento de descontração que proporciona. Um bom escape!

 

“You always knew how to make an entrance.”

 

Nota Final: 6.5 / 10

 

 

 


Sexta-feira, 24 de Julho de 2009

The Proposal (2009)

 

 

Margaret Tate (Sandra Bullock) é uma bem sucedida editora da companhia de publicações Colden Books. Temida pelos empregados, tem em Andrew Paxton (Ryan Reynolds) o seu maior “sacrificado”. Andrew é o seu assistente faz já 3 anos, e sempre fora tratado com indiferença, até ao dia em que Margaret recebe a notícia que o seu visto de residência nos Estados Unidos está prestes a expirar.

 

Por forma a evitar a eminente deportação para o Canadá, o seu país de origem, a editora decide casar... com Andrew. Aproveitando a festa de aniversário da avó deste, no fim-de-semana, decidem viajar para o Alasca para anunciar a boda e provar a veracidade do casamento perante o assistente do gabinete de deportação.

 

E é precisamente no Alasca, junto da família Paxton, que começam todas as peripécias...

 

Com situações cómicas de extremo bom gosto, “A Proposta” é sem dúvida alguma das melhores comédias românticas produzidas nos últimos tempos. Sim... é previsível, repetitiva, cheia de clichês, e antes do filme acabar temos perfeita noção do seu desfecho. Ainda assim, o certo é que cumpre a sua função de dispôr bem o espectador. E fá-lo bem.

 

Posso garantir que a maioria das pessoas que compunham a sala não saiu defraudada pois foram audíveis sonoras gargalhadas em diversas ocasiões, fossem elas potenciadas pelo diálogo, ou por um simples olhar lançado por Reynolds ou Bullock (que continua com aquele jeito de miúda a que já nos habituámos e que nunca cansa, provando uma vez mais ser este o seu registo ideal).

 

A química entre os actores facilita substancialmente o envolvimento com a história e proporciona alguns bons momentos. Todos os actores estão a um bom nível, mas há que mencionar Betty White, enquanto a caricata Annie, a avó de Andrew. A cena na floresta, ao lado de Bullock, fez-me rir do princípio ao fim. E não esquecendo o multifacetado Ramone (Oscar Nuñez).

 

Quanto ao cenário escolhido para a acção, Alasca, os produtores foram felizes, deslumbrando-nos com imagens do estado americano com menos densidade populacional. Nice touch.

 

“The Proposal” revela-se pois uma boa e segura aposta dentro do género!

 

“Do you prefer Margaret or "Satan's Mistress"?”

 

Nota Final: 7 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 00:00
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Segunda-feira, 20 de Julho de 2009

Harry Potter and The Half Blood Prince (2009)

 

Da conceituada saga de J.K. Rowling, chega-nos este Harry Potter and the Half-Blood Prince. Estava muito curioso quanto a este filme pois tinha arrancado críticas extremamente positivas dos avaliadores mais severos por essa Internet fora, mas a verdade é que para quem é fã da saga acaba por ser uma valente desilusão. Mas vamos à história.

 

Harry Potter (Daniel Radcliffe) e Albus Dumbledore (Michael Gambon) investigam a infância de Tom Riddle e chegam à conclusão que o agora professor de poções Horace Slughorn (Jim Broadbent) esconde um terrível segredo. Entretanto Draco Malfoy (Tom Felton) junta-se ao grupo de Voldemort e tenta a todo custo executar a tarefa que foi incumbido de realizar.

 

A verdade é que a verdadeira história poderia ser resumida a isto. A restante história é baseada nos desastres amorosos de Hermione Granger (Emma Watson) e Ron Weasley (Rupert Grint), e Ginny Weasley (Bonnie Wright) e Harry Potter.

 

Embora com pouca acção, os efeitos visuais estão bastante acima da média principalmente no princípio do filme com os Devoradores da Morte a destruírem a cidade de Londres e a cena na caverna com Harry e Dumbledore. A banda sonora é o que já estamos habituados, ou seja, bastante satisfatória. Quanto à imagem e cenas em si, mostram um filme mais negro e sério do que os restantes, mas a juntar a isso está também mais lento e pesado. Não querendo correr o risco de me contradizer, o filme é bastante parado, mas em termos de sequência de história é rápido demais. Se para quem não leu o livro vai ficar um bocado confuso com a falta de alguns pormenores, para quem leu faltam muitas cenas que iriam tornar o filme bem mais interessante.

 

Em relação ao elenco, o destaque vai para os jovens actores. Daniel Radcliffe cresceu como actor e está à altura deste novo Harry Potter mais adulto e maduro. Emma Watson está a transformar-se numa das melhores jovens actrizes da actualidade com momentos bastante bons durante o filme. Rupert Grint esteve ao seu nível, não tendo grande destaque em cenas mais sérias, tendo a responsabilidade de fazer rir a plateia. Por último, o destaque vai para Tom Felton que interpreta de forma bastante segura o papel do confuso Draco. Quanto ao elenco sénior todos demonstraram estar em forma, como já nos tinham habituado.

 

Harry Potter and the Half-Blood Prince não é um mau filme, tendo um aspecto visual espectacular e um ‘mundo mágico’ sem o qual não podemos viver. Este é um filme mais adulto do que estamos habituados e mostra que o mundo de Harry Potter não é apenas para crianças. Esperamos então que os realizadores façam de Harry Potter and the Deathly Hallows Part I e II algo legendário e fiel ao último livro da saga.

 

I can make things move without touching them. I can make bad things happen to people who are mean to me. I can speak to snakes too. They find me... whisper things.”

 

Nota Final: 8 / 10

 

 


Por Hugo às 19:13
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Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

The World Unseen (2007)

 

 

Eis o segundo trabalho da escritora e realizadora Shamim Sarif, repetindo a dupla de protagonistas de “I Can’t Think Straight”, o seu anterior projecto, já com crítica aqui no GoldenTicket.

 

África do Sul, Cidade do Cabo, 1952. Neste novo romance da escritora, é-nos dada a conhecer a história de Amina (Sheetal Sheth), uma jovem dona de um café que, ao contrário das outras mulheres, decidiu que casar e ter filhos não está nos seus planos mais imediatos, concentrando-se em combater o preconceito e abusos cometidos contra os negros, dado o regime em vigor desde 1948 na África do Sul, que estabelecia que os “brancos” deveriam ter vidas separadas das dos restantes povos.

 

É no café que Amina conhece Miriam (Lisa Ray), uma dona de casa, mãe de 3 filhos e infeliz no casamento. Incompreendida pelo marido, viu-lhe retirados inúmeros prazeres, como a leitura por exemplo, sentindo por isso mesmo um vazio difícil de preencher. Até àquele dia...

 

Oferecendo-se para trabalhar para o marido de Miriam, Amina e esta acabam por desenvolver uma relação de amizade que quase de imediato dá lugar a um novo sentimento, completamente inesperado e difícil de assumir quer perante a sociedade, quer perante si próprias: o amor.

 

Extremamente fiel ao livro, inclusivé no seu final, estamos perante uma película que, ao contrário da anterior, consegue já elevar-se no que à prestação dos actores diz respeito, não só pelo à vontade com que desempenham os seus papeís, mas também pelo cuidado em abordar um assunto tão importante como foi o apartheid.

 

E tudo isto no seu devido tempo. Estabelecer um termo comparativo a nível temporal com o primeiro filme da directora é quase imperativo porque, claramente, o guião deste “The World Unseen” foi amplamente mais estudado, e isso transparece para a fita.

 

Com cenas extremamente representativas, é um filme cuidado, bonito visualmente e que resulta, essencialmente, pela grande entrega de todas as partes envolvidas, merecendo por isso mesmo o seu reconhecimento. A ver!!

 

“Everytime I look at you, I want you to stay...forever”

 

Nota Final: 7.5 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 19:42
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