Sexta-feira, 5 de Março de 2010

Sexta a 3 - It's Complicated (2009)

 

Meryl  Streep, Alec Baldwin e Steve Martin integram um elenco prometedor numa comédia romântica realizada por Nancy Meyers. Os dois primeiros, casados durante dezanove anos, estão agora divorciados há dez naquela que foi uma desgastante separação para Jane, entretanto ultrapassada. Tudo aconteceu quando Jake se envolveu com uma mulher vinte anos mais nova…

 

O que seria então impensável e desprezível na cabeça de Jane, acontece. Ela torna-se amante de um homem casado, mas ainda mais surpreendente é o facto de este ser o seu próprio ex-marido. Assim, os problemas que assombraram aquele casal desapareceram depois de uma década volvida. A emoção e atraccão voltaram mais fortes que nunca, naquela que poderá ser a solução para todos os casais segundo Jake.

 

Mas ao mesmo tempo que este re-aproximamento se dá, uma terceira pessoa surge no meio destes. Adam, interpretado por Steve Martin, é um arquitecto que começa a revelar  ter sentimentos por Jane. As peripécias vão então acontecer há medida que estas relações se vão desenrolado, sempre sobre o olhar dos filhos do ex-casal.

 

 

Diogo: Os 120 minutos de filme actuaram em mim, qual sonífero, causando um efeito entediante. A temática romântica desenvolvida a três pelos actores principais acaba por se desenrolar numa toada bastante morna, só mesmo ultrapassada pelo espírito ‘cómico’ inserido neste ‘It’s Complicated’... Factos estes que derivam de um argumento com um potencial original mas que, pela sua extensibilidade acaba por transformar todas as acções em banalidades e não em pontos fortes do filme. De referir que o público-alvo deste filme, é um público manifestamente de ‘adulto já feitos’.

 

Nota Final: 5.5/10

 

 

Hugo: A conhecida Nancy Meyers traz-nos mais uma comédia romântica semelhante ao que já nos tinha habituado. It's Complicated tem uma história (se me permitem o trocadilho) complicada mas pode parecer em certos pontos previsível (tal como 99% dos filmes do género). O ponto técnico que se destaca mais é sem dúvida a fotografia ao sermos presenteados com bons pormenores e um excelente aproveitamento das paisagens. O principal trio (Meryl Streep, Alec Baldwin, e Steve Martin) tem uma performance bastante boa e demonstram um grande à vontade no grande ecrã. De destacar também John Krasinski que protagoniza os momentos mais hilariantes do filme. It's Complicated pode não ser brilhante, mas é mais que competente na tarefa de entreter o espectador.

 

Nota Final: 7,5 / 10

 

 

Mafalda: Francamente, como não esperar o melhor de um filme com Meryl Streep como protagonista? Bem, talvez a resposta possa ser dada com este “Amar... É Complicado”. Uma “dramédia” romântica, que prima por nos oferecer mais do mesmo durante quase 2 horas. Não despertou grandes emoções, sendo demasiado simples, e com um guião que nos deixa com um sabor a pouco no final. Ficamos com a ideia que é só mais uma fita, igual a tantas outras, para ocupar tempo. Banal, e nada inovadora, é a típica película de domingo à tarde, mas competente q.b. a nível interpretativo e com uma ou outra cena mais engraçada, mas nada de mais. A nota dada deve-se a Meryl. And that's it.

 

Nota Final: 5 / 10

 


Quinta-feira, 4 de Março de 2010

Jennifer's Body (2009)

 


 

Megan Fox, Megan Fox e mais Megan Fox. Sim, a rapariga é engraçada, de facto, e atrai bastante público para uma sala de cinema (já para não falar de um certo beijo altamente mediatizado...), factores estes bastante óbvios tanto para produtores como para realizadores (neste caso, para Karyn Kusama, responsável por “Aeon Flux”). Agora, só é pena acabarem por se focar em demasia nesses mesmos factores e deixarem um pouco ao acaso tudo o resto, que é, nada mais nada menos que uma melhor qualidade da fita!

 

Com o argumento a cargo da oscarizada Diablo Cody (realizadora do alternativo “Juno”), “Jennifer's Body” conta-nos a história de Needy e Jennifer, a nerd e a cheerleader desejada por todos, mas que, curiosamente, são também as melhores amigas.

 

Um dia, resolvem assistir ao concerto de uma banda de Myspace, os Low Shoulder, que escondem um macabro segredo sobre as suas individualidades. E é precisamente esse segredo que vai mudar a vida de Jennifer e de todos aqueles que a rodeiam...

 

Jennifer's Body” é uma mistura entre os filmes adolescentes e a comédia de terror, com um ou outro susto, piadas relativamente conseguidas, e uma banda sonora que tanto tem de interessante, misturando nomes como Foreigner e Black Kids, como de awkward, com utilização de determinadas músicas que se revelam completamente fora do contexto para com a cena em questão.

 

Algumas referências à cultura pop actual, como por exemplo aos X-Men ou até mesmo à Wikipédia, e ainda um competente momento musical encabeçado por Adam Brody são pontos altos numa fita cujo intuito é divertir, objectivo que consegue alcançar cabalmente, apesar de uma ou outra sequência menos bem conseguida.

 

Devo também denotar apreço pela técnica utilizada na sequência final da acção. Foi um bom pormenor. Já os diálogos... deixam a desejar em diversas situações, ora cedendo a clichés, ora sendo simplesmente sem nexo.

 

Não é um filme isento de erros, longe disso, mas pode ser encarado como uma nova forma de ver terror, com maior incidência no humor negro. E embora pudesse estar bastante melhor, é digno da pontuação que se segue.

 

PMS isn't real Needy, it was invented by the boy-run media to make us seem like we're crazy.”

 

Nota Final: 6 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 23:32
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Domingo, 28 de Fevereiro de 2010

Stick It (2006)

 

 

Missy Peregrym interpreta Haley Graham, uma jovem rebelde de 17 anos que vive metida em sarilhos. Depois de invadir, juntamente com os amigos, uma casa em construção, onde praticava acrobacias em bicicleta, Haley é apanhada pela polícia. Em tribunal, a juíza dá-lhe a oportunidade de escolher entre ingressar na Academia Militar, ou na VGA, Vickerman Gymnastics Academy, uma escola de ginástica.

 

Hayley escolhe a primeira... mas acaba por ir parar à segunda. O que o espectador não sabe, é que a jovem foi já ginasta de alta competição, mas uma descoberta passada tirou-lhe a coragem de seguir em frente e ganhar o Ouro nos Mundiais. Conseguirá agora, com a ajuda do treinador Burt Vickerman (Jeff Bridges) e das suas colegas de equipa, superar esse segredo e reconquistar o respeito de todos?

 

Muitos desportos foram já retratados no mundo da sétima arte, pelo que era mais que justa uma adaptação cinematográfica de um dos mais rigorosos e dificeís de executar, a ginástica acrobática. E facto, é que essa adaptação está bastante bem conseguida a nível técnico, apresentando bons planos dos exercícios desenvolvidos. Mas a nível do guião, a história é outra...

 

A recta inicial do filme promete mais do que aquilo que chega realmente oferecer, e esse facto deve-se essencialmente aos clichés que vão ocorrendo no desenrolar da acção. Já para não falar de um par de interpretações mal conseguidas que quase comprometem o trabalho da mesma realizadora de “Bring It On”, Jessica Bendinger, em alguns momentos. Mas adiante...

 

As maiores mais valias de “Revolta-te!” serão mesmo a prestação de Peregrym, plena de carisma e ideal para o papel, e ainda a abordagem light, é certo, mas também interessante a um mundo muitas vezes regido por regras “mesquinhas” (a revolta das atletas perante a atribuição de pontos por parte dos juízes foi um bom pormenor e fez a diferença no filme). A fotografia, que poderia sair prejudicada pelo tema em questão, vê suceder-lhe o oposto, apresentando-se competentemente, assim como a banda sonora agradável, adequada ao público alvo e que inclui nomes como Fall Out Boy, Missy Elliot e Blink 182.

 

Desta forma, e embora não se livre do estigma de teen movie, “Stick It” vale pela iniciativa e, acima de tudo, por conseguir cumprir plenamente o intuito de entreter o espectador.

 

Gymnastics tells you no. All day long. It mocks you over and over again. Telling you you're an idiot. That you're crazy.”

 

Nota Final: 6.5 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 19:37
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Sexta-feira, 26 de Fevereiro de 2010

Sexta a 3 - The Messenger (2009)

 

 

Will Montgomery (Ben Foster) é um sargento do exército norte-americano a 3 meses de terminar o seu período de alistamento. Herói de guerra, tem ainda uma derradeira missão... O jovem sargento deve integrar, sob a alçada do capitão Tony Stone (Woody Harrelson), uma unidade cuja função consiste em notificar os familiares dos soldados mortos na guerra no Iraque.

 

Sob uma série de comportamentos previamente estipulados (os soldados que notificam a morte de outro soldado não devem, por exemplo, promover qualquer contacto físico com os familiares a quem é dada a triste notícia), este seria certamente o último trabalho que Will se veria a desempenhar, mas a amizade que se desenvolve entre ele e o capitão, bem como as intensas situações a que esta nova posição o sujeita, vão mudar a sua maneira de encarar as pessoas, e as batalhas travadas à porta daqueles que perderam o que tinham de mais importante na sua vida: um ente querido.

 

Oren Moverman é assim o responsável por esta história que se encontra nomeada nas categorias de Melhor Actor Secundário, para Woody Harrelson (que também contou com uma nomeação para os Golden Globe deste ano na mesma categoria), e Melhor Argumento Original, nos Óscares 2010.

 

 

Diogo: Seguindo uma linha bastante linear, a mensagem que este ‘Mensageiro’ nos trás fica quiçá pelo intuito, não chegando a ser ‘entregue’. Não se trata de um filme apaixonante ou de emoções fortes. A sequência de cenas, apesar das excelentes interpretações, acabam por ser monótonas e envoltas em máscaras (demasiado grandes, talvez) que têm como objectivo ocultar os problemas obscuros das duas personagens principais. Estas acabam então por ser a muleta um do outro, num filme onde a sua finalidade, o seu propósito, acaba por estar muito bem disfarçado…

 

Nota Final: 6/10

 

 

HugoThe Messenger não é decerto um filme para todo o tipo de público. O estreante Oren Moverman dirige um guião que está longe de ser perfeito, mas graças às excelentes interpretações de Ben Foster e Woody Harrelson os altos e baixos que assistimos na qualidade da história acabam por ser quase insignificantes. Em relação aos aspectos técnicos também assistimos a algumas imperfeições principalmente na filmagem de algumas das cenas. A verdade é que The Messenger me fascinou pois aborda um assunto que por vezes não vemos ou apenas somos demasiado egoístas para o ver.

 

Nota Final: 8 / 10

 

 

Mafalda: “O Mensageiro” não é, de todo, um filme fácil. O seu nível de expressividade técnica é competente, mas o que mais se destaca na fita é a qualidade interpretativa, e o tema pouco explorado dentro deste género. As abordagens dos personagens estão credíveis e os diálogos irrepreensiveis, embora seja notória uma clara monotonia no desenrolar da acção. Monotonia essa que se faz sentir mais a partir do momento em que é introduzida a personagen de Samantha Morton. Não por culpa da actriz, mas sim do guião, que me desapontou um pouco na sua algo forçada recta final. Ainda assim, "The Messenger" vale pela iniciativa e sobriedade com que segue uma perspectiva diferente daquela a que estamos habituados em filmes de guerra. Humano, realista e interessante.

 

Nota Final: 7 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 21:24
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Domingo, 21 de Fevereiro de 2010

Proof (2005)

 

 

Há 5 anos que Catherine (Gwyneth Paltrow) se vê sozinha a cuidar do pai, Robert (Anthony Hopkins), um conhecido matemático cuja genialidade se viu afectada por uma súbita instabilidade emocional que o leva, inclusivamente, a abandonar os seus trabalhos.

 

E se até ao momento a vida de Catherine não foi fácil, agora, com a morte do progenitor, dias complicados se avizinham, e a jovem terá de lidar com a sua própria instabilidade, com os sentimentos que está a desenvolver por Hal (Jake Gyllenhaal), um antigo aluno do pai, e ainda com preocupação, e diferentes ideais, da irmã mais velha, Claire (Hope Davis).

 

Esta é a história de “Proof”, realizado por John Madden, o responsável pelo oscarizado “Shakespeare in Love”, e que, embora não seja um filme surpreendente nem inovador, prima pela consistência da história e fortes personagens. O facto de se basear numa peça vencedora do Pulitzer (e também ela estrelada por Gwyneth Paltrow) abrilhanta substancialmente os diálogos, numa fita que pode ser bastanta “claustrofóbica” no que à acção diz respeito (a maioria das cenas ocorrem na casa em que Catherine viveu com o pai).

 

Em termos técnicos, a fita é competente, apresentando uma fotografia apelativa e bons segmentos da narrativa. Contudo, o espectador deve ficar desde já avisado de que, na recta final do filme, deverá visualizar o mesmo com redobrada atenção, pois a mistura da acção corrente com os flashbacks da protagonista não estão inteiramente bem identificados ou explicítos. Ainda que o interesse que desperta seja suficiente para prender a atenção.

 

Entre o Génio e a Loucura” conta ainda com excelentes desempenhos por parte de Paltrow e Hopkins, e ainda com um carismático Gyllenhaal, que prova uma vez mais porque é das melhores apostas dentro da recente vaga de actores. De mencionar ainda o interesse e curiosidade que o filme pode conseguir despertar pela matemática, tal a tenacidade com que é abordada.

 

Assim, se pretende assistir a uma película simples mas que dá cartas nos diálogos, então este “Proof” poderá ser uma boa opção.

 

It was like... connecting the dots.”

 

Nota Final: 7.5 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 16:47
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Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2010

Sexta a 3 - The Wolfman (2010)

 

 

Em 1941 nasce aquele que se viria a tornar um clássico ao longo dos anos. ‘The Wolf Man’, ‘O Lobisomem’, caracteriza aquele que no expoente de uma noite de lua cheia, se transforma numa terrível besta com instintos violentos e sangrentos. Agora em 2010, surge o remake deste que conta com as participações de Anthony Hopkins (Sir John Talbot) e Benicio Del Toro (Lawrence Talbot) nos papéis principais.
 
A história de ‘The Wolfman’ passa-se então em Inglaterra durante o século XIX, onde um súbito ataque (de uma pessoa? De um animal?) acaba por ferir mortalmente o irmão de Lawrence. Esta situação motiva o seu regresso a casa, onde à sua espera se encontram o seu pai John e a sua cunhada Gwen.
 
A forma brutal e misteriosa de tal trágico incidente, ‘obriga-o’ a investigar por sua conta e risco as origens de tal acontecimento. A verdade acaba então por se apoderar literalmente deste quando, numa outra noite de lua cheia, acaba por ser mordido por aquele que viria a ser conhecido por lobisomem. Mas para além das consequências óbvias que advêm deste ataque, Lawrence vai ser confrontado com a morte da sua mãe ainda em criança, e pelo lado oculto do seu pai... A caça ao lobisomem começou.
 
 
Diogo: Num ambiente tenso, onde na época ainda existia a caça às 'bruxas' (ou neste caso, aos lobisomens), se desenrola este filme que poderia ter mais a dar. Durante os 102 minutos da película encontramos dos mais variados clichés: desde a criança perdida da sua mãe aquando o ataque do lobisomem, salva no último segundo! por aquele que viria a tornar-se um deles, até ao desenrolar de uma paixão que acaba por morrer nos braços de Gwen... Está tudo lá. Mas também estão lá as cenas de acção e terror (muito discutível...) que acabam por ser a essência deste filme. Conjugado com a boa escolha de actores e com o já referido ambiente, The Wolfman vale por isso e passa com distinção, apesar de não ser um filme imperdível.
 
Nota Final: 7.5/10
 
 
Hugo: Numa actualidade que se vê dominada por vampiros, Joe Johnston tráz-nos outra criatura mítica do imaginário humano: os lobisomens. Sendo um remake, e dada a percentagem de filmes que têm obtido sucesso com esta fórmula, a manobra de erro era bastante pequena. Apesar de não ser um filme perfeito, The Wolfman obtém os seus pontos positivos nos efeitos especiais, no excelente ambiente negro em que o mesmo está envolvido e na banda sonora que acompanha todas as cenas de forma bastante competente. Com um elenco bastante atractivo, o destaque vai para o trio masculino composto por Benicio Del Toro, Anthony Hopkins e Hugo Weaving que conseguem ter desempenhos bastante positivos. The Wolfman apesar de certas incoerências na história (digamos que o final é um pouco ridículo) merece ser visto nem que seja pelo excelente ambiente de tensão que gera na sala de cinema. Para terminar gostaria de realçar a excelente atmosfera que se vive no Cinema São Jorge e a diferença que existe entre este e as salas de cinema em centros comerciais.
 
Nota Final: 7/10
 
 
Mafalda: Primando pelos efeitos especiais (a transformação de Del Toro é simplesmente soberba), "The Wolfman" perde algum do seu fulgor inicial pelo desenvolvimento pouco coerente de uma história que é, já de si, demasiado simples. Claro que podemos sempre atribuir as incoerências detectadas na narrativa à mudança de editores que o projecto sofreu, depois de uma avaliação pouco abonatória por parte dos estúdios da Universal. Por isso, não se admire o espectador ao encontrar alguns elementos sem nexo nesta película que ganha em boas interpretações mas perde num final inusitado e demasiado cliché (sequela a caminho?). Vale pelo ambiente recriado, e por uma fotografia pautada em tons maioritariamente mortos. E claro, pela quebra em filmes de conduta vampiresca! Uma lufada de ar fresco mas que tinha potencial para mais.
 
Nota Final: 7/10
 

 


Segunda-feira, 15 de Fevereiro de 2010

Wedding Daze (2006)

 

 

Decidida a continuar numa onda de filmes românticos, peguei num dos dvd´s que tinha espalhados aqui por casa, este “Dois Estranhos, Um Casamento”. O que vi, não foi nada por aí além, como já estava à espera, confesso.

 

Anderson (Jason Biggs) é um jovem que se veste de Cupido para pedir a namorada, Vanessa (Audra Blaser), em casamento. O choque causado pela surpresa é tal que a rapariga não resiste à emoção e... morre.

 

Um ano depois, Anderson ainda não superou a morte da mulher da sua vida, e isso está bem claro para o seu amigo Ted (Michael Weston). Este desafia-o então a olhar em seu redor e procurar a rapariga que o leve a sair do torpor em que se encontra. É então que o rapaz, num derradeiro esforço de “calar” o amigo, pede em casamento a empregada do café onde se encontram.

 

O que é de admirar, é que Katie (Isla Fisher), a empregada em busca de algo que a tire da monotonia e rotina em que entrou a sua vida, diz que sim! Começa assim uma série de peripécias que prova o quão louco e espontâneo pode ser o amor.

 

Quem acompanha o trabalho de Biggs saberá certamente ao que me refiro quando afirmo que estamos perante mais uma comédia bem ao estilo daquilo a que o jovem actor já nos habituou. E por isso mesmo, a fita não surpreende at all. Também intitulada “The Pleasure of Your Company”, não consegue justificar, de todo, um aluguer ou compra, sendo somente mais uma, entre tantas outras comédias, que não acrescenta nada de novo. É o típico filme que as televisões teimam em passar, em detrimento de outros bastante mais interessantes e inteligentes.

 

As interpretações não são más, só simplesmente limitadas por um guião básico, sem espaço para aprofundar as personagens. De resto, não compromete aquilo a que se propõe, entretém, tem um ou outro momento engraçado, mas fica por aí.

 

Harsh...harsh...harsh...”

 

Nota Final: 5 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 18:05
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Domingo, 14 de Fevereiro de 2010

The Young Victoria (2009)

 

 

Mas que bela (e apropriada!) surpresa para o dia em questão!

 

Será talvez esta a melhor maneira de começar a crítica ao mais recente trabalho de Jean-Marc Vallée, “A Jovem Victória”. Nomeada para os Óscares 2010 na categoria de Melhor Direcção Artística, Melhor Guarda Roupa e Melhor Caracterização, e contando ainda com nomeações para os BAFTA, em categorias semelhantes, eis uma película que, embora não fuja muito ao que se espera num filme deste género, consegue inovar e ser bastante agradável de se ver.

 

O filme relata-nos a históra da Rainha Victoria de Inglaterra (Emily Blunt), desde os seus anos de juventude, passando pelo grande amor que viveu com aquele que seria o seu esposo, o Príncipe Albert (Rupert Friend), e ainda mostrando, não só a soberana, como, e principalmente, a mulher responsável pelo reinado mais longo da história do Reino Unido até à data.

 

Com o desenvolvimento da acção a dar-se num ritmo forte e ágil, “The Young Victoria” mostra-se interessante, eloquente e bastante fiel a factos históricos. Os únicos elementos ficcionados (apenas 2) são referentes à relação de Albert e Victoria. O primeiro consiste na permanência do príncipe na corte da rainha britânica durante um mês. Tal não se verificou, tendo o seu amor crescido sob a forma de correspondência que trocavam entre si. O outro objecto fictício foi o atentado. Ele existiu sim, mas Albert não foi ferido (embora na vida real, o príncipe tenha de facto tentado proteger a Rainha, pondo a sua própria vida em risco, e mostrando claramente, o sacrifício que estaria disposto a fazer pela mulher que amava). Porém, são “mudanças” na história que se justificam, conferindo uma carga dramática necessária à fita.

 

Embora mantenha ainda um tom bastante contido em alguns aspectos (característico dos filmes de época), é permitida ao espectador uma fácil abordagem não só ao espectro romântico da fita (com a química perfeita entre Blunt e Friend, sem exageros ou melodramas baratos), como também ao conteúdo político e dificuldades sentidas pelo governo britânico naquela época.

 

As excelentes interpretações (especialmente de Emily Blunt, que conseguiu mesmo a nomeação para Melhor Actriz Dramática nos Golden Globes deste ano), bem como a simplificação (mas não banalização, entenda-se) dos diálogos, abonam ainda a favor de uma maior envolvência por parte do espectador para com a história que é contada.

 

Não será portanto demais afirmar que, embora nos encontremos perante um típico filme de época britânico, estamos também perante uma aposta segura e que certamente não faltará na minha colecção.

 

You're too young! You've no experience. You're like a china doll, walking over a precipice...”

 

Nota Final: 8 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 16:50
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Sábado, 13 de Fevereiro de 2010

Up (2009)

 

 

Nesta nova aventura épica da Pixar Animation Studios a história começa por nos dar a conhecer a vida de Carl Fredricksen, que se casa com Ellie e ganha a vida a vender balões. Após a morte de Ellie, Carl fica sozinho na vida e sem saber o que fazer, decide realizar o sonho da sua vida e parte para a América do Sul na sua casa com milhares de balões a fazê-la voar. Mas cedo se apercebe que não está sozinho na aventura: Russel é um explorador da natureza e durante a viagem faz a cabeça em água a Carl. 
 
Se em 2008 a Pixar nos conseguiu surpreender com Wall-e, em 2009 transcende-se ao trazer-nos mais um bom filme de animação. Escrito e dirigido por Pete Docter e Bob Peterson, Up é um filme para ser assistido pelos pequenos e graúdos. A Disney conseguiu introduzir no filme excelentes momentos de comédia, mas as cenas dramáticas são os pontos altos deste filme que consegue fazer relembrar os antigos sucessos da companhia. 
 
Em termos técnicos dou graças a Deus por ter visto a versão em 2D. Não duvido que a versão em 3D possa ser bastante boa e realce as excelentes paisagens do filme, mas a verdade é que continuo (e vou continuar) céptico a filmes em 3D pois acho completamente desnecessário e acho que as cores (sim as cores) ficam demasiado baças e sem brilho. Gostava que as companhias acabassem com os esforços de tentar introduzir à força o 3D no mundo do cinema e que se concentrassem em tarefas bem mais importantes. 
 
As personagens são sem dúvida o ponto forte em Up. Carl e Russel são duas personagens épicas e juntas produzem cenas de comédia e drama brilhantes. E claro não nos podemos esquecer de Dug que é  um Golden Retriever com uma coleira especial que lhe permite falar tal como se de um humano se tratasse (quem é que não soltou uma gargalhada quando Dug de repente diz "Esquilo!").
 
Uma pequena nota para as vozes portuguesas que embora não sejam muito conhecidas, fazem um excelente trabalho neste filme.
 
Surpreendentemente (ou não) Up foi nomeado para o Óscar de Melhor Filme e de Longa-Metragem de Animação (entre outras categorias). Com certeza o Óscar de Melhor Filme não ganhará (contudo ser nomeado já é uma grande vitória), mas afirmo com convicção que é o maior e melhor candidato a ser o melhor filme de animação do ano de 2009.
 
"My master made me this collar. He is a good and smart master and he made me this collar so that I may speak. Squirrel!" 
 
Nota Final: 9 / 10
 
 

 


Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2010

Sexta a 3 - Precious: Based on the Novel Push by Sapphire (2009)

 
Clareece Jones, ou simplesmente Precious, é um daqueles casos de vida (agora ficcionado) que persiste em existir no Mundo actual em que vivemos. Interpretada por Gabourey Sidibe, uma das nomeadas para o Óscar de Melhor Actriz, esta ‘vive’ a sua vida num completo inferno (tanto a nível psicológico, como a nível físico). Com apenas 16 anos de idade, Precious encontra-se grávida pela segunda vez, tendo sido vítima recorrente de abusos sexuais por parte do seu progenitor. Analfabeta , foi desde sempre levada a crer que nunca conseguiria aprender algo, e que a escola era somente uma forma de garantir algum rendimento à sua mãe, que a maltratava dia após dia.
 
A contrastar com esta terrível realidade, a jovem negra e obesa refugia-se no seu sonho de ser famosa e casar com um homem branco. Além disso, e principalmente, esta frequenta a turma de Miss Rain, uma professora que ensina o bê-a-bá da leitura e escrita, e que dará finalmente a conhecer o significado da palavra amor e amizade a Precious.
 
 
Diogo: Indiferença! Indiferença é o sentimento com o qual qualquer espectador (até os menos impressionáveis como eu) não pode ficar ao ver este filme. Este facto resulta essencialmente das excelentes interpretações do elenco em geral e das duas nomeadas aos Óscares em particular. A forma pura e dura de como a história é contada e filmada, representa fielmente todos os sentimentos e acções que o realizador (também ele nomeado) pretende imprimir: apatia, inveja, ignorâcia, crueldade, descriminação, violência…
 
Nota Final: 8.5/10
 
 
Hugo: Precious é um filme que reproduz uma realidade de forma nua e crua que todos nós tentamos fazer de conta que não existe: a violência que muitas crianças sofrem por esse mundo fora. Lee Daniels tenta reproduzir de forma literal o que se sente ao ler o livro Push by Sapphire e embora não se possa criticar as intenções do inexperiente realizador, a verdade é que existem alguns exageros na forma como a história se desenrola. Em relação aos aspectos técnicos, o ambiente em Precious é muito bom e em algumas cenas parece que estamos a levar um murro no estômago, mas acaba por ser um pouco prejudicado na forma como este é filmado. Gabourey Sidibe, Mo'Nique e Paula Patton têm desempenhos excelentes e passam para o espectador um realismo ímpar. Mariah Carey e Lenny Kravitz têm um agradável participação e abrilhantam ainda mais o filme. De uma forma geral Precious merece ser nomeado para os Óscares deste ano pois no campo dramático, 2009 foi algo atípico quando comparado com o ano anterior, mas sinceramente acho que Star Trek merecia bem mais estar entre os 10 nomeados.
 
Nota Final: 7/10
 
 
Mafalda: “Precious” é um filme indie bastante simples a nível técnico, mas que apresenta um argumento realista e impressionante. Sem se deixar cair no melodrama fácil, é uma adaptação cinematográfica que se consegue evidenciar pelas suas interpretações, que revelam uma total entrega por parte de todos os actores. De referir ainda um dos pontos mais altos da fita (a cargo de Mo'Nique, Gabourey Sidibe e uma curiosamente competente Mariah Carey) que é o frente-a-frente de mãe e filha, questionadas sobre os abusos sexuais a que a jovem de 16 anos foi submetida por parte do pai. Resta agora esperar a avaliação da Academia perante esta  lição de vida a que não devem deixar de assistir, e que se apresenta com 6 merecidas nomeações aos Óscares, incluindo Melhor Filme.
 
Nota Final: 8 / 10
 

 


Quinta-feira, 11 de Fevereiro de 2010

Spread (2009)

 

 

Nikki (Ashton Kutcher) vive a vida aproveitando-se de mulheres mais velhas com baixa auto-estima. Dentro deste padrão, conhece a advogada Samantha (Anne Heche). Nikki vive tempos felizes até conhecer uma bela criada chamada Heather (Margarita Levieva) que, sem ele saber, leva exactamente a mesma vida que ele. Vida essa que se começa a desmorenar quando o jovem se paercebe dos seus sentimentos por Heather.
 
Spread pode ser definido de várias formas: uma drama sobre a vida de Nikki, uma comédia romântica (mas só na segunda parte do filme) e como filme erótico. A verdade é que tenta ser tudo e acaba por não ser nada (be... talvez as diversas sequências de sexo o classifiquem pelo menos como filme erótico). A jovem dupla David Mackenzie e Jason Dean Hall conseguem fazer um filme que apesar de prender a atenção, está cheio de clichés e tem uma história com pouca profundidade e com um final no mínimo estranho (moving on?).
 
O elenco apesar de ter caras bonitas não consegue chegar ao nível que se esperava. Ashton Kutcher é uma estrela em ascensão mas não se pode dar ao luxo de ter performances medianas se quer ficar na história de Hollywood. A bela Anne Heche é mal aproveitada na história e falando sobre o marketing do filme, é incompreensível que esta apareça, assim como Ashton, nos posters do filme e Margarita Levieva simplesmente seja esquecida neste campo. 
 
Para concluir, Spread é um filme que pretende ser muita coisa num curto espaço de tempo e que apenas interessa aos mais jovens. Por essa razão, não consegue atingir um público mais interessante e certamente será rápidamente esquecido.
 
Nota Final: 6 / 10

 

 


Por Hugo às 20:32
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Terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010

Cloudy With a Chance of Meatballs (2009)

 

 

Sábado. 10h30 da manhã. Numa ante-estreia proporcionada pela melhor das companhias, recheada de miúdos e graúdos, assisti em primeira mão ao novo filme da Sony Pictures Animation, “Cloudy With a Chance of Meatballs”, baseado no livro homónimo de Judi e Ron Barrett.

 

Tentando vingar numa indústria dominada pela Disney, Pixar e Dreamworks, a Sony apresenta-nos a história de Flint Lockwood, um garoto de enorme imaginação e cujo maior sonho é ser um grande cientista.

 

Desde cedo percebe porém que terá de batalhar muito para conseguir ser respeitado enquanto inventor, até ao dia em que cria uma máquina capaz de transformar água em comida! Após algumas peripécias que projectam a máquina para as nuvens, começam a chover... hambúrgueres!

 

Mas aguardem pelas almôndegas e não só... o menú revela-se vastíssimo, mas daí advêm algumas consequências desastrosas... Conseguirá Flint, com a ajuda da simpática jornalista estagiária Sam Sparks, salvar a sua cidade da melhor das suas invenções?

 

Analisando primeiramente a parte técnica, isto é, a recorrência ao 3D, devo dizer que esta não se revela de todo imprescindível. Embora o 3D tenha virado moda, o certo é que nem todos os filmes justificam a sua utilização, e este não é excepção. Sim, as cenas de maior profundidade foram elaboradas de maneira competente, mas certamente que a visualização em 2D não comprometeria (se bem que, entenda-se, o 3D funciona quase que uma manobra de marketing para um filme que não tem garantida, pelo menos à partida, uma boa adesão por parte do público).

 

No que às personagens diz respeito, de todos os que os realizadores Phil Lord e Chris Miller nos apresentam, desenvolvi uma simpatia especial pelo pai de Flint (deve ser das sobrancelhas!) e pelo polícia Earl. Ambos promovem diversos (e bons!) momentos de comédia ao longo da fita. Lembro-me da cena em que o pai de Flint tenta enviar um e-mail ao filho... É rir a bom rir! De frisar ainda o humor sarcástico que “apimenta” a película, tornando-a mais apetecível para os espectadores mais velhos.


A caracterização está bastante boa e a ideia revela-se original, permitindo um colorido espectro de acção. É uma película visualmente bonita, com um bom ritmo narrativo e que transmite uma importante lição sobre lutarmos pelos nossos sonhos, aceitarmos as nossas diferenças e sermos responsáveis pelas nossas decisões.

 

Chovem Almôndegas” será certamente uma experiência deliciosa que toda a família vai apreciar!

 

Come on, Steve. We’ve got a diem to carpe!”

 

Nota Final: 7.5 / 10

 

 

 


Domingo, 7 de Fevereiro de 2010

New Moon (2009)

 

 

Segundo capítulo da saga que tem arrastado multidões ao cinema, este “New Moon” apresenta-se como uma sequela bastante mais fraca que o seu antecessor. Mas primeiro, a sinopse...

 

Bella (Kristen Stewart) prepara-se para celebrar o seu 18º aniversário, e a sua única dúvida existencial reside... na idade. Namorar com um vampiro deve ser a situação mais banal na vida da jovem que, neste momento, só se preocupa com rugas futuras que poderão esfriar a sua relação com Edward (Robert Pattinson). Um drama preocupante, de facto...

 

Na casa dos Cullen, ao desembrulhar um dos presentes, Bella corta-se, e o sangue desperta um instinto ainda difícil de controlar por parte de Jasper (Jackson Rathbone), namorado de Alice (Ashley Greene). É então que Edward decide que o melhor a fazer será mesmo afastar-se, deixando a jovem num profundo desgosto, que só a presença de Jacob (Taylor Lautner) poderá atenuar. Pelo menos até ele próprio se começar a afastar devido a um segredo que teima em não revelar...

 

Numa película em que o total protagonismo vai para Kristen Stewart (em detrimento de todas as outras personagens que aqui atingem um exagerado 2º plano), eis o enredo que Chris Weitz (realizador responsável pela adaptação cinematográfica de “The Golden Compass” de Philip Pullman) nos tenta passar em 2 horas de filme. Perpetuando acções que se desenrolam de forma excessivamente rápida, com veia quase de music video em que transições de segundos pautam o desenrolar da fita, “Lua Nova” peca principalmente por isso.

 

O querer mostrar muito em pouco tempo raramente dá bom resultado, e este segundo capítulo de “Twilight” não é excepção. Contudo, apresenta um ligeiro atenuante com as sequências de acção e a apresentação de novas personagens que, embora com um bastante limitado tempo de acção, conseguem deixar boa imagem, nomeadamente Dakota Fanning e Michael Sheen na recta final da fita, que à semelhança de tudo o resto, prometia mais do que chega realmente a oferecer. Um ou outro bom apontamento (a nível de fotografia por exemplo) and that's it.

 

I promise never to put you through anything like this ever again.”

 

Promessa que se cumpriria caso a estreia de "Eclipse", o 3º capítulo, não estivesse já agendada para o final do mês de Junho. Aguardarei com a expectativa de ver um melhor produto.

 

Nota Final: 6 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 22:15
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Sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

Sexta a 3 - The Men Who Stare at Goats (2009)

 

 
George Clooney interpreta Lyn Cassidy, um ex-militar pertencente a uma divisão, no mínimo diferente.  Esta a nada se assemelha aos princípios mais duros e rigorosos a que a carreira exige, mas tem sim um treino especializado com o intuito de promover a paz através do uso de poderes psíquicos. Desde logo, Cassidy se destaca dos restantes e volta agora a estar integrado numa 'missão'.
 
Assim, os "Jedi Warriors" (como ficaram conhecidos) vão dar a conhecer a sua história, até ao momento secreta,  através do jornalista Bob Wilton (Ewan McGregor). Este, com o seu orgulho ferido devido ao facto da sua mulher o teu trocado por outro, atreve-se de forma destemida, a ir para o Iraque em plena época de ocupação norte-americana, à procura de alguma glória, de alguma reportagem que catapulte a sua moral para bem alto.
 
Será graças ao encontro fortuito entre estes dois e consequentes aventuras que este consegue a sua tão almejada história? Ou haverá algo maior e superior que o marcará permanentemente?
 
 
 
Diogo: Os 'Guerreiros Jedi' liderados por George Clooney  na sua interpretação carismática, prometiam através do seu trailer, levar a sua missão até ao fim: proporcionar bons momentos de humor. A verdade é que este filme nunca consegue atingir um patamar elevado... pelo menos não de uma forma regular. The Men Who Stare at Goats, não tendo um forte argumento, deveria por outro lado aproveitar de melhor forma as cenas em que não se pedia que fizesse esboçar sorrisos, mas sim hilariantes gargalhadas.. Faltou o 'passo' em frente.
 
Nota final: 6.5/10
 
 
Hugo: Aqui está um daqueles filmes que prova que um excelente elenco não é sinónimo de bom filme. O principal erro deste filme passa por um realizador relativamente desconhecido e sem experiência ter que produzir um filme com uma história sem grande profundidade e com ela ter que fazer brilhar os grandes actores que fazem parte deste filme. Com estes factores não há filme que consiga brilhar nas salas de cinema. Nem a contínua referência a Star Wars (uma das minhas sagas preferidas) consegue salvar a mediocridade desta comédia (?). Potencial? Muito. Resultado final? Fraco.
 
Nota final: 5/10
 
 
Mafalda: As expectativas que levei para a sala de cinema eram altas mas saí defraudada. Um par de interpretações menos conseguidas, o desenvolvimento demasiado rápido da acção e o argumento com fraca conclusão deixaram-me com um sabor amargo após a sua visualização. Porém, não posso deixar de destacar algumas das “piadas” do filme e referências a elementos da cultura actual, nomeadamente a “Star Wars” e a “Silence of The Lamb”. Arrancou risos, é certo, mas não é só disso que vive o bom cinema.
 
Nota Final: 6/10
 

 


Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010

Sherlock Holmes (2009)

 

 

Sherlock Holmes (Robert Downey Jr.) acompanhado pelo fiel companheiro Dr. Watson (Jude Law), captura Lord Blackwood (Mark Strong) que é condenado à morte. Quando Blackwood consegue renascer dos mortos, Holmes e Watson descobrem factos que os levam a pensar que estão a lidar com algo bem superior aos assassínios de Blackwood. Entretanto, Irene Adler (Rachel McAdams) reaparece na vida de Holmes, pedindo a este que a ajude a encontrar um pigmeu, que mais tarde aparece no caixão de Blackwood.
 
Fazendo reviver o clássico Sherlock Holmes de Arthur Conan Doyle, Guy Ritchie traz-nos uma visão com mais acção e com o inevitável mistério. O argumento é simples e bem estruturado. O avançar da história e a forma como ocorrem os diálogos entre as personagens são características próprias dos filmes de Ritchie. Este tenta explorar ao máximo Holmes, mostrando  (por exemplo) nas cenas de acção corpo-a-corpo o brilhante poder de antecipação de Holmes calculando todas as suas acções em câmara lenta antes de atingir o adversário. 

A tentativa de recriar a antiga cidade de Londres foi bem conseguida, embora se note que existem efeitos a mais para o mesmo acontecer. A forma mais negra como as cenas foram filmadas também está bastante satisfatória e combina perfeitamente com a banda sonora que acompanha o filme.

Robert Downey Jr. está brilhante na recriação de Sherlock Holmes por Guy Ritchie, fazendo parecer que era impossível outra pessoa representar o mesmo papel. Jude Law tem um papel mais secundário mas não é por isso que deixa de ter uma representação bastante satisfatória. O resto do elenco tem desempenhos aceitáveis. 

Embora seja um filme agradável de ver, Sherlock Holmes fica bastante aquém das expectativas, ficando-se simplesmente pela tag de popcorn movie. Talvez o segundo capitulo da história seja mais apetecível. 

"Madame, I need you to remain calm and trust me, I'm a professional. Beneath this pillow lies the key to my release."

Nota Final: 7 / 10
 

 

 


Por Hugo às 17:46
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Domingo, 31 de Janeiro de 2010

A Bela e o Paparazzo (2010)

 

 

Mariana (Soraia Chaves) é uma reconhecida actriz que anda sempre nas capas das revistas mas nem sempre pelas melhores razões. João (Marco D'Almeida) é um paparazzo que assina as suas fotos pelo pseudónimo de Gabriela Santos e se vê com a "missão" de ser a sombra de Mariana e conseguir o máximo de fotografias da sua vida intima que conseguir. Mas nem tudo corre como João queria e numa confusão entre um taxista e Mariana, João acaba por se ver envolvido, ficando assim a conhecer pessoalmente Mariana.
 
Com o alarido causado pelos órgãos de comunicação social envolto de A Bela e o Paparazzo, a verdade é que esta comédia romântica não me desiludiu nem um pouco. Com o cinema português cheio de filmes sobre dramas (já não bastasse o belo drama que é Portugal), António-Pedro Vasconcelos dá um pontapé na monotonia e traz-nos um filme a relembrar as boas e antigas comédias portuguesas. Gostei do facto de aproveitarem as belíssimas paisagens que existem em Lisboa, apesar da cena romântica no Rossio ter sido completamente exagerada. A banda sonora é bastante agradável, com Jorge Palma a abrilhantar e também a chamar as pessoas a ver este filme. 
 
Com elenco cheio de reconhecidos actores, Soraia Chaves acaba por demonstrar que é mais do que aquilo que nos mostrou em O Crime do Padre Amaro Call Girl, mostrando uma grande versatilidade no seu papel e fazendo um par prefeito com Marco D'Almeida que esteve brilhante e mostrou que pode dar muito no mundo do cinema. Mas a menção honrosa vai para Nuno Markl que teve um desempenho fabuloso estando nas cenas mais cómicas e conseguindo em cada aparição no ecrã arrancar uma gargalhada ao público presente na sala de cinema.

A Bela e o Paparazzo pode não ser um filme brilhante, pode não conseguir rivalizar com muitas comédias de Hollywood devido à falta de uma história mais "completa", mas pode e deve fazer com que o público português corra para as salas de cinema para ver este belíssimo filme. Aposto que não se irão arrepender. 

Nota Final: 8 / 10
 
 

 


Por Hugo às 17:53
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Sábado, 30 de Janeiro de 2010

Alive in Joburg (2005)

 

 

Curta metragem de ficção-científica que apaixonou Peter Jackson ao ponto deste se ver quase que na “obrigação” de convidar Neill Bloomkamp para partir com ele numa jornada cinematográfica intitulada “Halo”, filme baseado no jogo homónimo.

 

Contudo, o projecto acabou por ser cancelado, e a opção que surgiu foi a que acabou por resultar no filme “District 9”: seguir a ideia desta curta de Neill.

 

Tendo Joanesburgo, África do Sul, como pano de fundo, “Alive in Joburg” coloca-nos em íntimo contacto com a vida de um grupo de extraterrestres que, desde que chegaram ao nosso planeta, vivem isolados do resto da população, num local que se assemelha em tudo a um bairro social sem as mínimas condições. Agora, após anos de isolamento, os alienígenas ambicionam um regresso a casa...


Com uma concepção documental bastante credível, e efeitos especiais competentes, Bloomkamp (o responsável pelo famoso anúncio televisivo ao Citroen C4, bem ao estilo “Transformers”) consegue 6 minutos de puro deleite visual e cognitivo, permitindo uma abordagem bastante original ao já mais que explorado tema de fitas de ficção científica: uma “invasão” extraterrestre. Embora confesse que a sequência inicial poderia estar mais bem conseguida.

 

De referir que a veracidade da fita, nomeadamente nas entrevistas, tem uma boa explicação. Os entrevistados são, de facto, moradores pobres do bairro de Soweto, e quando questionados sobre os “illegal aliens” responderam como se de imigrantes se tratasse, uma vez que “illegal aliens” significa também “imigrantes ilegais”.


Um ponto que me desagradou foram alguns pormenores na composição dos extraterrestres, nomeadamente o facto deles se encontrarem vestidos com roupas humanas. Uma situação deveras caricata...

 

Produzido por Simon Hansen e Sharlto Copley (que assume também o papel de protagonista em “District 9”) e lançado pela Spy Films, estamos perante uma clara crítica ao racismo e que frisa bem o que foi o apartheid, invocando-o para seres não humanos.

 

Agora, resta-me ver “District 9” e confirmar se a boa premissa saiu a ganhar com a transformação em longa metragem. Mas para já, estão disponíveis os 6 minutos que lhe deram origem: http://www.youtube.com/watch?v=iNReejO7Zu8.

 

We don't want to be here, this place doesn't want us... we have nothing, nothing.

 

Nota Final: 7 / 10

 

 

 

 


Por Mafalda às 20:19
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Segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010

Stereo (2009)

 

 

Death Cab For Cutie. “A Movie Script Ending”. Foi este o videoclip que inspirou Toms Grēviņš a desenvolver uma tocante curta metragem de 8 minutos de duração.

 

É facto que estamos perante uma cópia quase exacta do vídeo referido, porém, Toms consegue alguns apontamentos que justificam a menção deste seu trabalho. Mas atentemos primeiro à sinopse da fita.

 

Lolita Sniega e Elina Eglite dão vida a um casal adolescente que se depara com um cenário de afastamento. A partida de alguém que amamos, a tomada de consciência de que, embora o retorno seja provável, uma série de bons momentos vai cessar, o medo de não os recuperar... Tudo isto é captado brilhantemente, distinguindo-se do vídeo musical pela sua maior carga dramática, química entre as actrizes e pelo dinamismo criado.

 

As palavras são inexistentes, pelo que o desenrolar da acção vive inteiramente da montagem fotográfica e da expressividade e veracidade das actuações. Toms consegue pois uma harmoniosa junção das partes, primando pelo bom gosto e competente recurso de técnicas de luz, cor, e até mesmo sonoras, com uma simples música de fundo que deixa, em situações pontuais, passar alguns sons do momento presente, como o som característico da praia, por exemplo, a acompanhar este projecto com selo Utopia.

 

Os bons pormenores no aproveitamento dos cenários, bem como a conjugação de diversos planos de acção são ainda outras das competências a ter em conta.

 

Funcionando quase como um hino à arte de fotografar, “Stereo” só não lhe vê atribuida uma nota superior devido essencialmente às elevadas semelhanças com o original em que se baseou.

 

A ver em http://www.youtube.com/watch?v=xAOfodDWAaE.

 

Nota Final: 7.5 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 17:17
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Sábado, 23 de Janeiro de 2010

Viva La Muerte! Autopsie du Nouveau Cinéma Fantastique Espagnol (2009)

 

 

Documentário sobre o fenómeno recente do cinema de terror espanhol, que teve a sua estreia mundial na 3ª edição do MOTELx. Bastante informativo e capaz de transmitir boas noções sobre o já mencionado fenómeno, este documentário de 57 minutos a cargo do jornalista e crítico de filmes Yves Montmayeur, apresenta porém algumas falhas, nomeadamente a nível de uma dinâmica que se revela practicamente inexistente.

 

Demasiado metódico, fixo e roçando em determinados momentos a monotonia, “Viva La Muerte!...” acaba por ser uma promessa que fica bastante áquem das expectativas. Os relatos na primeira pessoa de grandes nomes do cinema espanhol como Alejandro Amenábar e Guillermo del Toro, apesar de (muito!) interessantes para apreciadores confessos deste tipo de cinema, e não só, acabam por não ser suficientes para justificar a atenção que se dispensa para a fita.

 

Pelo contrário. Excessivamente simples, saímos da sala com a noção de que algo mais poderia ter sido feito. Não basta juntar peças de um puzzle, e esperar que funcionem. Há que agarrar nas peças chave e tentar construir um produto coeso, interessante, e com características próprias que permitam a sua distinção dos demais. Esse é certamente um ponto em que muito se peca no mundo documental, dificultando ainda mais a sua afirmação como opção junto dos aficcionados do cinema.

 

Pouco envolvente, vale somente pela viagem aos bastidores das mais diversas produções (desde filmes a séries), pelos novos dados que disponibiliza ao espectador e por analogias ao que realmente assusta as massas nos filmes de terror (um especial “quê” de atenção para as imagens captadas em diversas salas de cinema aquando das visualizações de “REC” e “El Orfanato”).

 

Vê-se, mais pela curiosidade do que própriamente pela excelência da fita.

 

Nota Final: 6 / 10

 

 

 


Terça-feira, 19 de Janeiro de 2010

Ataque de Pánico! (2009)

 

 

Curta que se tornou mundialmente famosa pelo seu upload no Youtube, em Novembro de 2009, e que parece ter já encontrado potenciais interessados na sua adaptação para longa metragem.

 

O realizador da curta, o uruguaio Federico Alvarez, terá já mesmo sido contactado no sentido de transformar os seus 300 dólares de investimento, num filme de 30 milhões de dólares com a ajuda da Ghost House Pictures, os estúdios de Sam Raimi, responsável pela saga de “Spider Man”.

 

A chave do sucesso? Ficção científica. Pura e dura. É retratada a chegada à Terra (mais especificamente a Montevideo, a capital do Uruguai) de um exército de robôs gigantes que serão os responsáveis pela nossa destruição.

 

Estão lançados os dados de uma bela produção que começa na inocência de uma criança e acaba na terrível percepção do domínio das máquinas.

 

Embora com um guião simples, facto é que a excelência obtida na componente gráfica, tendo em conta os custos, é de aplaudir. Para a sua composição foram utilizados programas como Adobe Premier, Adobe After Effects, Adobe Photoshop, 3D Studio Max e Boujou.

 

A edição sonora está igualmente bem conseguida, sendo a banda sonora adequada a estes 5 minutos, aproximadamente, recheados de acção. A fotografia também não foi deixada ao acaso, aproveitando diversos monumentos da cidade e conferindo, por isso, mesmo maior veracidade e “desespero” à acção que se desenrola.

 

Obviamente que as questões que se levantam em “Panic Attack!” (nome fraquinho... eu sei), que demorou um ano a ser concebida (com várias interrupções pelo meio, segundo o próprio realizador), permanecem sem resposta, e assim será até à realização do longa. As expectativas são altas, e aguardaremos pacientemente pela sua produção.

 

Mas para já, assistam a este produto com selo Murdoc Film (um colectivo uruguaio responsável pela produção de curtas, videoclips e anúncios publicitários) em http://www.youtube.com/watch?v=-dadPWhEhVk.

 

E em forma de apontamento final, há que referir ainda que esta curta se inspirou numa outra de seu nome “Tyrants from Afar” (ou “Geweldenaren van Ver”, o título original holandês) e que contará também com crítica brevemente aqui no vosso GT.

 

Nota Final: 8 / 10

 

 

 


Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010

Thick As Thieves (2009)

 

Como muitos de vocês, eu também nunca tinha ouvido falar neste filme. Thick As Thieves (ou The Code como é conhecido em certas regiões do nosso planeta) é mais um filme que não passou pelo grande ecrã (seguiu directamente para DVD), mas que pelo seu elenco até merecia. Em relação ao enredo, é mais do mesmo, mas com alguns twists interessantes.

 

Ripley (Morgan Freeman) é um ladrão de arte perseguido pela polícia há muitos anos. Jack Monahan (Antonio Banderas) é um ladrão habilidoso que está a passar por tempos difíceis. A sorte de Monahan muda quando Ripley lhe propõe a participação no roubo de dois Fabergé’s Eggs que pertenciam a uma família da máfia russa. Monahan envolve-se com a ‘filha adoptiva’ de Ripley, mas tudo muda quando esta é raptada para o trabalho com Ripley ser feito com mais rapidez. Durante o golpe tudo muda e já nada nem ninguém é o que parece.

 

Num filme feito claramente só para entreter, não é desapontante. Morgan Freeman (que parece o Nicolau Breyner americano tal é a quantidade de filmes em que entra) tem uma performance interessante e Antonio Banderas não fica atrás com uma actuação bem ao seu estilo, misturando o sério com o humor. Esta fita tem como maior ponto de interesse, uns bons twists que apimentam uma hora e meia bem passada.

 

Nota Final: 6.5/10 

 

 

 


Quarta-feira, 13 de Janeiro de 2010

Paris By Night of the Living Dead (2009)

 


 

Fosse a gargalhada um acto fácil de transpôr por palavras, certamente começaria com uma! Porque é mesmo isso que pede esta curta-metragem francesa.

 

Um jovem casal (David Saracino e Karina Testa) celebra o seu matrimónio até uma mortífera interrupção... Os zombies dominam a cidade de Paris e os recém casados são os únicos capazes de lhes fazer frente. Pela força das balas e da moto-serra, conseguirão chegar vivos à lua de mel?

 

Realizada por Grégory Morin, esta curta, que antecedeu o visionamento do desastroso “Vinyan” (também com crítica neste vosso blog) no MOTELx, conseguiu conquistar a plenitude da plateia pelo seu humor negro e situações inusitadas, bem como pela acção frenética que se faz sentir ao longo dos 12 minutos de duração da fita.

 

As actuações não são nada de outro mundo, o que neste caso não importa muito, na medida em que contribui para a vibe trash e de série B que a curta parece procurar.

 

Com uma fotografia apelativa (com as ruas de Paris como o cenário de fundo ideal), sequências gore bastante bem conseguidas e, consequentemente, com alguns efeitos especiais caracterísiticos dentro do género em que se insere, estamos perante um hino aos filmes de zombies, sendo que o que interessa mesmo é toda uma dinâmica de destruição em massa das criaturas que povoam uma enorme parcela do mundo dos filmes de terror.

 

Uma película de fácil visualização que se prende a um coolness effect e que tem “divertido” e “irreverente” como palavras chave.

 

E fique o espectador a saber desde já que não só Paris tem direito a esta animação... Para mais, basta ver a curta até ao fim.

 

Nota Final: 6.5 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 20:58
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Segunda-feira, 11 de Janeiro de 2010

Children of Men (2006)

 


 

Londres, 16 de Novembro de 2027. A taxa de infertilidade atinge os 90% e a pessoa mais jovem do mundo (com apenas 18 anos de idade), foi assassinada.

 

Um início arrasador. Contido, seco, frio, povoado por um sentimento de perda generalizado. Quase comparável à morte de uma celebridade mas, neste caso, bem mais que isso. É uma tomada de consciência do envelhecimento de uma sociedade à beira da extinção.

 

Violentas lutas e um profundo estado de anarquia ditam as leis da rua. Uma rua onde um solitário burocrata revoltado, Theo (Clive Owen), se vê involuntariamente submerso numa missão capaz de impedir a extinção do Homem. A missão de garantir a sobrevivência da última mulher grávida, Kee (Clare-Hope Ashitey).

 

O realizador mexicano Alfonso Cuarón, responsável pelo 3º capítulo da saga cinematográfica de Harry Potter, recria a atmosfera de “Os Filhos do Homem” como um painel “cinzento”, desprovido de qual magnificência ou fulgor. É amarga, assustadoramente próxima de algumas realidades que já hoje começamos a experiênciar.

 

Um guião bem estruturado se apresenta perante o olhar do espectador, a quem Clive Owen consegue sempre transmitir um “quê” deveras intrigante a cada um dos seus personagens, e este é manifestamente mais um destes casos. Julianne Moore também se apresenta em boa forma como a revolucionária Julian, assim como o eterno Michael Caine com o seu Jasper, um cartonista político, amigo de Theo.

 

Uma banda sonora adequada e planos de camara competentes, alguns em estilo documentário que fazem as delícias de qualquer espectador, fazem desta adaptação do livro homónimo de P.D. James, de 1992, uma fita recheada de pormenores e em que nada foi deixado ao acaso. Senão, que dizer do cenário desolador de uma escola abandonada, da luta por preservar alguma identidade cultural que ainda reste, e da composição de um retrato que quase nos retorna à conduta Nazi, que figurará sempre como uma das mais vergonhosas épocas da história humana? São estes pormenores que destacam esta película das demais com sentido apocalíptico, embora o seu guião seja algo previsível em alguns pontos, mas mantendo uma singularidade que o coloca no conjunto de filmes de topo.

 

De mencionar a sequência final, os ecos.. a sobreposição dos sons das balas sobre os gritos, e um choro... que finda um massacre. Os créditos finais que começam com sons de crianças, embora o final esteja aberto a uma leitura mais vasta do que a do simples “final feliz”. Uma conotação religiosa, com base no milagre que é o nascimento de uma criança, mas também no sacrifício próprio por aquilo que acreditamos ser um bem maior. Tal como a personagem de Owen o fez.

 

Uma curiosidade ainda a referir, é a existência de um take de 6 minutos de duração, sem cortes de qualquer espécie. Uma pequena proeza da qual Cuarón certamente se orgulha.

 

Um retirar e atribuir de esperanças que mexe com os nossos ideais, e nos faz pensar no que o futuro cada vez mais próximo nos pode reservar. Uma sobrevivência mergulhada no caos, uma lição e um dos melhores filmes de sempre.

 

As the sound of the playgrounds faded, the despair set in. Very odd, what happens in a world without children voices.”

 

Nota Final: 9 / 10


 

 


Sábado, 9 de Janeiro de 2010

Zombieland (2009)

 

 

Columbus (Jesse Eisenberg) é um jovem medricas que tenta sobreviver a um mundo pós-apocalíptico através de uma série de regras que o próprio inventou. Tallahassee (Woody Harrelson) é um autêntico exterminador de zombies que procura desesperadamente comer um Twinkie. Wichita (Emma Stone) e Little Rock (Abigail Breslin) são duas irmãs que fazem de tudo para sobreviver. Embora, todos lutem pela sobrevivência, para eles é mais fácil matar zombies do que confiar uns nos outros. Com este "pequeno" argumento se fez uma das maiores surpresas do ano.
 
"You see? You just can't trust anyone. The first girl I let into my life and she tries to eat me."
 
Zombieland tem sido aclamado pela critíca como um dos melhores filmes do género dos últimos anos e a verdade é que os elogios são completamente merecidos. Escrito por Rhett Reese e Paul Wernick, e realizado pelo não muito conhecido Ruben Fleischer, Zombieland é um filme que não brilha pelas suas qualidades técnicas (embora as cenas de carnificina estejam bastante satisfatórias), mas brilha nas diversas situações hilariantes que as personagens nos proporcionam. Talvez tenha faltado alguma pitada mais de terror dado que os zombies não são uma constante no desenrolar do filme, tendo uma participação maior no principio e fim do mesmo.
 
Com um elenco relativamente pequeno (mas eficaz), os quatro têm uma performance bastante agradável e demonstram um completo entendimento em frente às câmaras e apresentando um espírito que se enquadrou perfeitamente no mundo de Zombieland. De referir também a participação extremamente divertida de Bill Murray que representa o papel de... Bill Murray.
 
"Oh, you're about to learn who you're gonna call... Ghostbusters."
 
Não apresentando uma história complexa, Zombieland é mais um filme que não brilha pelas suas cenas de cortar a respiração ou de terror puro, mas sim pelas boas gargalhadas que arranca do espectador durante a sua duração. Para terminar, se ficaram com vontade de matar uns zombies joguem Left 4 Dead que apresenta inúmeras parecenças com Zombieland.
 
"The first rule of Zombieland: Cardio. When the zombie outbreak first hit, the first to go, for obvious reasons... were the fatties." 
 
Nota Final: 8 / 10
 
 

 


Por Hugo às 15:45
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Sexta-feira, 8 de Janeiro de 2010

Hauru no ugoku shiro (2004)

 

 


Soberbo. E assim acabo a crítica. Está tudo dito...

 

Não, mentira. Não posso deixar um filme assim rotular-se com uma simples palavra.

 

Baseada no romance de Diana Wynne Jones, esta é a história de Sophie, uma adolescente de 18 anos que vê a sua vida mudar por completo quando conhece Howl (Hauru na versão original nipónica), um belo feiticeiro perseguido por forças maléficas controladas pela Bruxa do Nada.

 

Após observar a proximidade que nasceu entre os dois, a Bruxa, agindo sob o impulso do cíume, transforma a pobre Sophie numa mulher de 90 anos. Esta decide então partir para as terras do Nada, à procura de uma maneira de quebrar o feitiço. E é lá que Sophie se depara com um estranho castelo andante...

 

O realizador, Hayao Miyazaki, que já nos brindou com o oscarizado “A Viagem de Chihiro” , volta a provar o porquê do fascínio pela sua arte. “Howl's Moving Castle” tem um brilho especial, que confere tudo o que uma película de qualidade pode exigir.

 

Primeiramente vou referir a banda sonora. O lirismo que o compositor Joe Hisaishi confere aos seus trabalhos tem acompanhado os filmes de Miyazaki, contribuindo amplamente para o envolvimento do espectador com a fita. É quase que um outro mundo aquele para o qual somos transportados tão facilmente com a fusão de imagens e som. Deslumbrante e muito bem conseguido.

 

De seguida, há que mencionar o guião. Com uma história inteligente e com uma forte mensagem anti-guerra, é fácil ganhar interesse na visualização da fita. Os momentos emocionantes são uma constante, sejam eles de acção ou comoção. E claro, também alguma comédia não foi esquecida (um bem haja, uma vez mais, a todos os envolvidos nas dobragens portuguesas).

 

Gostei de inúmeros pormenores, nomeadamente a percepção de Sophie sobre a sua condição física enquanto mulher idosa, mas que em nada a impediu de perseguir os seus objectivos. Outro bom pormenor são as diferentes transformações a que o feiticeiro Howl está sujeito, variando de situação para situação. E claro, uma das dúvidas incontornáveis do filme: a constante alteração do aspecto de Sophie. Mas essa, permanecerá sempre em aberto para uma interpretação pessoal do espectador.

 

A história em si percebe-se bastante bem. Contudo, sensívelmente a meio da fita, é possível um ou outro desnorte, mais pela maneira como nos é contada do que propriamente pelo seu conteúdo. Mas nada que comprometa. A meu ver, ainda conseguiu enriquecer o cariz místico de um clássico que quase de imediato ganhou o estatuto de imperdível.

 

Um must see mágico, inebriante e criativo.

 

That boy is extremely dangerous, his powers are far too great for someone without a heart.”

 

Nota Final: 10 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 21:41
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Quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010

A Aposta (2009)

 

 

Curta de 8 minutos de duração exibida no festival MOTELx e, também ela, nomeada para o prémio de melhor curta nacional.

 

A história que nos chega pelas mãos do realizador Vasco Sequeira apresenta-nos Maria (Sílvia Balancho) e Rita (Marta Borges), duas jovens que assistem a um filme de terror intitulado “O Manequim”. Enquanto que uma se revela fã incondicional do género, encarando-o como uma arte e portador de mensagens críticas à sociedade, por exemplo, a outra nada mais vê que um tipo de película que prima por cenas sem sentido, machistas e gore.

 

Além dessa visão, contrária à da “amiga” (o espectador terá oportunidade de perceber estas aspas), Maria insiste que não tem medo de nada, nem da morte. Cabe agora a Rita ver até que ponto as palavras de Maria devem ser levadas em conta, numa aposta deveras original...

 

Com bons planos e um ambiente cuidado, “A Aposta” prima pela simplicidade, e por uma total lacuna de explicações para o que se desenrola na acção. Contando com uma abordagem diferente, é uma curta leve, que se vê bem e com um interessante twist na relação dos personagens.

 

Contudo, não posso deixar de frisar alguns pontos que não me convenceram... nomeadamente alguma falta de expressão em determinados segmentos da fita (no assassinato que ocorre no filme de terror, e em alguns diálogos, por exemplo).

 

Porém, não deixem de a visualizar no seguinte link: http://www.youtube.com/watch?v=eRJaRxdYSaQ.

 

Para mim estes filmes são todos uma banhada, exploração machista e gratuita do sofrimento humano.”

 

Nota Final: 6.5 / 10


 

 


Domingo, 3 de Janeiro de 2010

Going to the Mat (2004)

 

 

Jason “Jace” Newfield é um jovem invisual que se muda de Nova Iorque para um novo liceu no Utah. Lá, a sua adaptação é mais complicada do que se esperaria. Mais como autodefesa do que por feitio, o jovem manifesta-se algo “agreste” para com os seus novos colegas, e é precisamente isso que os afasta dele, e não o facto de ser cego, ao contrário do que ele pensa.

 

O primeiro passo de Jason no novo liceu passa por se inscrever nas aulas de música (em que é realmente bom!). Mas em busca de uma melhor aceitação, decide ingressar na equipa de wrestling. Cabe-lhe agora fazer tudo para vencer mais este desafio.

 

Este filme Disney apresenta duas mais valias imediatas que não posso deixar de mencionar: a ausência de Hannah Montana, Jonas Brothers e afins, e uma história coerente livre de estereótipos. Sim, um liceu não se livra das suas personagens características: o desportista, o amigo falhado, o treinador exigente, entre outros, mas consegue-o de maneira equilibrada e realista. Mesmo as cenas consideradas mais “lamechas” estão a um nível aceitável e sério.

 

Mas o ponto mais forte reside no tipo de história que nos é contada. Tudo bem que o universo dos invisuais foi já por várias vezes explorado, mas é bom vê-lo num formato Disney, de forma mais leve e tendo os jovens como público alvo.

 

As actuações que compõe a fita são, também elas, amplamente competentes, especialmente da parte de Andrew Lawrence, o protagonista. A composição que fez para o seu personagem é genuína e realista. Um bom trabalho.

 

Gostaria de assinalar também alguns bons pormenores, como a sinalização sonora de uma tabela de basket, que permitem a Jason jogar, ou das tácticas que permitem a participação de cegos no desporto retratado no filme.

 

Assim, “Ir ao Tapete” é mais uma fita que pretende transmitir determinados valores, funcionando no comum formato de “lição de vida” da qual a Disney se pode, e deve orgulhar. Um filme simples, mas que cumpre aquilo a que se propõe, e até mais, sendo por isso mesmo dos mais aclamados filmes da companhia. É por estas situações que se justificaria mais a sua presença numa sala de cinema do que a maioria dos filmes ocos que têm aparecido, sobre bandas que levam as nossas adolescentes à loucura...

 

Doesn't it ever tick you off? That when people look at you all they see is a blind guy?”

 

Nota Final: 7 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 21:16
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Sábado, 2 de Janeiro de 2010

Ghost Rider (2007)

 

 

Hoje decidi-me por uma abordagem diferente. Fazer a crítica enquanto vejo o filme.

 

Pois bem, esta é já a terceira vez que assisto a “Ghost Rider” e, como tal, a minha opinião está formada à bastante tempo. Pode-se dizer que o filme, é fraco. Realmente fraco.

 

Sim, temos as curvas de Eva Mendes para os espectadores mais atentos às beldades cinematográficas, e temos um dos personagens mais cool da Marvel (basta olhar para o poster). Mas isso, nos dias que correm, não chega, embora a facturação do filme tenha sido bastante positiva.

 

Mark Steven Johnson, o realizador de “Daredevil” e “Elektra”, apresenta-nos a história de Johnny Blaze (Matt Long), um jovem que realiza, juntamente com o pai, espectáculos de acrobacias com motos. Um dia, ao descobrir que o pai sofre de cancro, Johnny é tentado a realizar um pacto com o Diabo (Peter Fonda): ceder-lhe a sua alma, em troca da cura do pai.

 

O jovem acaba por assinar o pacto, mas logo é traído, assistindo à morte do progenitor. Desorientado, abandona tudo, incluindo a namorada Roxanne (Raquel Alessi).

 

10 anos depois, Johnny (agora interpretado por Nicolas Cage) é famoso pelas suas acrobacias, levando multidões ao delírio. Tudo parecia correr pelo melhor, não fosse um antigo “amigo” vir cobrar a sua parte do acordo. Mephistopheles, o Diabo, voltou para requisitar os serviços daquele que se vai tornar no novo Ghost Rider.

 

Cabe-lhe agora procurar o contrato de San Venganza, um contrato que possui 1000 almas demoníacas. Mas Mephistopheles não é o único a cobiçar o documento... Também o seu filho, Blackheart (Wes Bentley), pretende deitar-lhe a mão...

 

Estamos perante mais uma má escolha de Nicolas Cage, o que ultimamente tem sido bastante comum na carreira do actor. Com um argumento fraco, interpretações forçadas, diálogos medonhos (“My name is Legion. For we are many!”... Digam-me... o que é isto?...) e efeitos especiais que não são nada por aí além (porque é que sempre que ocorre a transformação parece que estamos perante um indivíduo sem pescoço?? E que proporções são aquelas?? Tenho de me lembrar de não fazer críticas enquanto assisto aos filmes... Assim sempre me vou esquecendo de alguns pormenores...), estamos perante o típico filme de super heróis que deixa muito a desejar. Meu querido “Batman” de Christopher Nolan...

 

O filme entretém, isso não se pode negar, mas apresenta momentos realmente maus, atingindo um expoente máximo de nulidade na sua recta final. Os vilões de tão ridículos que são, simplesmente não convencem. É mais uma boa história da banda desenhada que se perde com constantes recorrências a clichés e facilidades características deste realizador. Bom para ver numa tarde chuvosa, ou como é o presente caso, numa noite de rescaldo da passagem de ano. Quem aproveitou a passagem certamente não ligará muito à banalidade latente da fita.

 

It's said that the West was built on legends. And that legends are a way of understanding things greater than ourselves. Forces that shape our lives, events that defy explanation. Individuals whose lives soar to the heavens or fall to the earth. This is how legends are born.”

 

Nota Final: 4 / 10

 

 

 


Segunda-feira, 28 de Dezembro de 2009

(500) Days of Summer

 

Tom Hansen (Joseph Gordon-Levitt) trabalha numa empresa de postais. É nessa mesma empresa que conhece Summer Finn (Zooey Deschanel) e se apaixona por ela. Numa comédia romântica normal do tipo "boy meets girl", Summer apaixonaria-se por Tom e após uns percalços os dois ficariam juntos no final. Porém este não é um desses filmes. Este filme conta os 500 dias que Tom passa apaixonado por Summer e com a ideia de que apenas existe um grande amor na vida. 


"The following is a work of fiction. Any resemblance to persons living or dead is purely coincidental. Especially you Jenny Beckman. Bitch."

Escrito por Scott Neustadter e Michael H. Weber, e realizado por Marc Webb que vem do mundo da música e tem aqui a sua estreia em longas-metragens, chega-nos um filme que é contado de uma maneira criativa e divertida. A história vai saltando da frente para trás até que ambas as "histórias" se encontram a meio do filme, ficando depois mais linear. A fita em si não tem grandes pormenores técnicos, mas também não é isso que devemos esperar de um filme deste tipo. De salientar uma cena em que Tom acorda de manhã após ter passado a sua primeira noite com Summer, vai para o trabalho e faz um numero musical divertidíssimo. Grande pormenor de Marc Webb

Fiquei agradado com o facto de que para este filme não tenham sido "recrutadas" estrelas já feitas do mundo do cinema. Em vez disso, chamaram ao serviço Joseph Gordon-Levitt, Zooey Deschanel, Chloe Moretz (Rachel Hansen, irmão de Tom), Geoffrey Arend e Matthew Gray Gubler (Paul e McKenzie, amigos de Tom), que abrilhantaram esta história com o seu talento em ascensão.

Como nota final, quero realçar a vergonha que são os cinemas portugueses. Apenas porque este filme obteve receitas um pouco fracas nos Estados Unidos, 500 Days Of Summer, um dos melhores filmes do ano, irá directamente para DVD. 

"Boy meets girl. Boy falls in love. Girl doesn't."

Nota Final: 8.5 / 10
 
 

 


Sábado, 26 de Dezembro de 2009

Role Models (2008)

 

 

Wheeler (Seann William Scott) e Danny (Paul Rudd, que escreveu o guião do filme, a par do realizador David Wain) são dois vendedores de bebidas energéticas. Todos os dias percorrem as escolas do país para fazer publicidade a essas mesmas bebidas, sempre com a mesma rotina e palavreado. Ora, dos dois amigos, Danny é aquele que se sente mais desiludido com o trabalho, e acaba por se tornar num adulto amargo, vendo em tudo um problema e deteriorando a sua relação com Beth (Elizabeth Banks).

 

É então que, após receber um não da namorada ao seu pedido de casamento, Danny fica desorientado, arruinando uma das suas palestras. Para cúmulo, a carrinha da empresa é rebocada, e para o evitar Danny chega mesmo a ter um acidente e a desrespeitar a autoridade policial, do que resulta a seguinte pena: 30 dias na prisão ou 150 horas de trabalho comunitário... numa instituição de crianças “diferentes”.

 

Lá, os dois amigos terão de ajudar Augie (Christopher Mintz-Plasse), um rapaz viciado em jogos RPG, isto é, jogos com pessoas reais, sendo que este se passa na idade média, e ainda Ronnie (Bobb'e J. Thompson) um miúdo pervertido e mal educado.

 

Conseguirão aguentar as 150 horas e ser modelos exemplares?

 

Com alguns diálogos bem conseguidos e referências inteligentes a diversos elementos da cultural popular actual, “Modelos Nada Correctos” é o tipo de filme que dispõe bem, nada pretencioso, e capaz de arrancar uma ou outra gargalhada. Rudd e William Scott conseguem uma boa química, embora os grandes “heróis” do filme sejam mesmo os mais jovens, especialmente Mintz-Plasse, que proporciona alguns dos momentos mais altos do filme.

 

A possibilidade de vermos também retratada a paixão de algumas crianças/adolescentes pelo mundo dos RPG é também uma mais valia sendo que uma das melhors cenas apresenta-se aquando do duelo desse mesmo jogo. No mínimo inovador, e digno de apontamento.

 

Porém, à semelhança de outras fitas inseridas dentro do mesmo género cinematográfico (comédia estilo buddy movie), “Role Models” acaba por se desmazelar em determinados pontos da acção, caindo na piada fácil (normalmente de cariz sexual) remetendo-o ao estatuto de “apenas mais um”. E é por isso que me sinto incapaz de dar uma nota superior à que se segue. Com grande pena minha, porque a película prometia. Ainda assim, take a look at it.

 

I bet if i suggested a game of Quidditch he'd cum in his pants.”

 

Nota Final: 6.5 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 23:59
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