Sábado, 22 de Agosto de 2009

Mission: Impossible (1996)

 

 

Ethan Hunt (Tom Cruise) desloca-se até Praga com a sua equipa da IMF, uma agência secreta, para mais uma missão: recuperar um disco que contém a lista de agentes que trabalham para a firma. Porém, depressa percebem que são vítimas de uma emboscada.

 

Por ser o único sobrevivente, Ethan torna-se o principal suspeito da morte dos colegas. Conseguirá ele provar a sua inocência?

 

Esta adaptação da série televisiva de grande sucesso nos anos 60, foi o primeiro projecto da Cruise/Wagner Productions, a produtora criada por Tom Cruise e Paula Wagner, e que viria mais tarde a encarregar-se também dos seguintes capítulos da saga do agente especial Hunt (que apresentam uma qualidade bastante distinta, mas essa análise, fica para posteriores críticas).

 

Com realização a cargo de Brian De Palma, “Missão: Impossível” mostra-se um bem executado thriller, bastante coeso e coerente... até à cena final que envolve um helicóptero, um TGV e um túnel... Para não fugir ao rótulo de filme de acção, deixa-se cair numa cena exagerada e que de credível, tem muito pouco, comprometendo o tom sóbrio que vinha acompanhando a fita. Porém, o que se lhe antecede, vale por todo o filme. O espectador tem a sua atenção completamente focada no desenrolar dos acontecimentos, mais até do que nos personagens, proporcionando um interessante jogo mental, bastante abonatório para o característico ambiente de filmes de espionagem.

 

Assim, com uma boa direcção, elenco requintado e competente, bons planos de acção e fotografia, estamos perante um título incontornável dentro do género em questão, e de algumas das cenas mais marcantes do cinema (quem não se recorda da famosa entrada na sala do computador da firma, em Langley, com Cruise suspenso por cabos e sem poder emitir qualquer som?).

 

Sem dúvida, um dos melhores da saga.

 

 “If you're dealing with a man who has crushed, shot, stabbed, and detonated five members of his own IMF team, how devastated do you think you're gonna make him by hauling Mom and Uncle Donald down to the county courthouse?”

 

Nota Final: 7 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 14:56
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Sexta-feira, 14 de Agosto de 2009

The Mummy: Tomb of the Dragon Emperor (2008)

 

 

Terceiro capítulo da saga de “The Mummy” (sem contar com a mal conseguida prequela “The Scorpion King”), desta vez passado na China. O imperador Han (Jet Li) era detentor de uma insaciável sede de poder, e via somente na morte o seu principal adversário. Decide então recorrer à ajuda de Zi Juan (Michelle Yeoh) uma feiticeira que, em vez de lhe conceder a vida eterna, acaba por amaldiçoá-lo, vingando a morte do seu amor.

 

Agora, 2000 anos depois, o imperador que se encontrava transformado, juntamente com o seu exército, em estátuas de terracota, despertou com a intenção de conquistar o mundo. E só Rick O’Connell, o mesmo que derrotara a múmia Imhotep, o pode travar.

 

O início do filme prometia, mas ao contrário dos dois primeiros títulos da saga, não soube manter essa linha de interesse. O desgaste de ideias e as fracas interpretações de alguns dos actores tiraram o sentido à continuidade da história. Isso bem como uma série de cenas que se apresentam, no mínimo, rísiveis e dispensáveis.

 

Com a pretensão de apostar essencialmente nos efeitos especiais (que não estão nada por aí além), este “O Túmulo do Imperador Dragão” perde bastante com a saída de Rachel Weisz (embora se compreenda a escolha da actriz em não participar no mais fraco capítulo da trilogia). Maria Bello, que está longe de ser má actriz, foi a substituta para interpretar Evelyn O’Connell e, simplesmente, não foi a melhor escolha para o papel, deixando bastante a desejar.

 

Fraser, que não possui qualquer química com Bello, continua a seguir a linha do heroí divertido, conferindo um dos únicos pontos de interesse, juntamente com John Hannah com o seu divertido Jonathan, cunhado de Rick. Verifica-se portanto que só os actores que se mantiveram dos filmes anteriores conseguem fazer-nos esquecer, por momentos, que estamos perante uma película com um argumento mais que visto, previsível e que leva, inequívocamente, a um distanciado interesse por parte do espectador. Isto para não dizer quase nulo...

 

Luke Ford, que interpreta o filho de Rick e Evy, Alex, também não convence, mais por um má escolha de casting do que por outra coisa. A idade que o separa do “pai” Fraser aparenta ser pouca e isso decididamente não joga a favor do pretendido pelo realizador Rob Cohen, que se prepara, dizem, para realizar “The Mummy 4”...

 

Resta-me dizer que, depois deste “The Mummy 3” aborrecido e completamente descartável, espero que não seja verdade.

 

“Die you mummy bastards. Die.”

 

Nota Final: 3.5 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 18:20
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Segunda-feira, 10 de Agosto de 2009

Cellular (2004)

 

 

Jessica Martin (Kim Basinger) é uma professora de biologia que tinha, aparentemente, a vida perfeita. Com uma família feliz e um trabalho estável, nada fazia prever os acontecimentos que se desenrolam após o filho sair para a escola. Jessica é raptada e vê como sua única salvação Ryan (Chris Evans). Ela não conhece o jovem mas, no sotão onde está cativa, consegue estabelecer uma ligação para o seu telemóvel, ao juntar os fios de um telefone que fora estilhaçado pelos seus raptores.

 

A príncipio Ryan pensa tratar-se de uma piada de mau gosto, mas cedo percebe que a mulher e a sua família correm mesmo perigo. Numa corrida contra o tempo, e sempre a tentar manter a ligação, resta agora ao jovem procurar ajuda junto da polícia. Mas nem tudo é o que parece...

 

O que será que pretendem os raptores? Que terá o marido de Jessica em seu poder que justifique o perigo em que colocou a sua família?

 

“Ligação de Alto Risco” é o característico filme de sábado à tarde que tem o entretenimento como única aspiração. E o certo é que não desilude, muito por culpa da premissa original com argumento a cargo de Larry Cohen, um veterano na escrita de filmes série-B, e que conseguiu algum destaque com, por exemplo, “Cabine Telefónica”.

 

A banda sonora encontra-se a um nível mediano, assim como os actores. William H. Macy consegue bons pormenores com o seu personagem, Bob Mooney, um polícia à beira da reforma e em vias de abrir um spa com a mulher. Jason Statham continua igual a si próprio ao interpretar um dos sequestradores, e Evans precisa de amadurecer mais um pouco enquanto actor. Kim Basinger revela alguma inexpressividade em determinadas cenas, mas não compromete.

 

E sim, estamos perante uma autêntica campanha aos telemóveis da Nokia. Contudo, é uma “campanha” capaz de prender o espectador pelo bom ritmo de acção e alguns toques de humor.

 

As falhas e clichés no filme estão presentes e são, por vezes, bastante óbvias mas, ainda assim, se procura uma película agradável de se ver, então talvez este “Cellular” seja uma boa opção para si.

 

“We had a report of a possible kidnapping. You haven't been kidnapped today, have you?”

 

Nota Final: 6.5 / 10

 

 

 


Sexta-feira, 7 de Agosto de 2009

Dirty Pretty Things (2002)

 

 

Não se deixe o espectador enganar pela capa. “Estranhos de Passagem” tem tanto para oferecer que ela simplesmente não lhe faz justiça (nem esta, nem qualquer uma das restantes que encontrei). Nomeada ao Óscar de Melhor Argumento Original, esta película de Stephen Frears, realizador do respeitável “The Queen”, entrecruza as vidas de Okwe (Chiwetel Ejiofor), Senay (Audrey Tautou), Juan (Sergi López), entre outros, numa viagem pelo submundo londrino.

 

Okwe é um imigrante ilegal, nigeriano, e médico de profissão... até chegar a Londres onde é taxista durante o dia, e recepcionista do Baltic Hotel à noite. Passando dias praticamente sem dormir, Okwe consegue ainda arranjar tempo para consultar e medicar alguns vizinhos, com a ajuda de Guo Yi, um amigo que trabalha numa morgue e que lhe consegue facultar alguns dos medicamentos necessários.

 

Ele partilha casa com Senay, uma jovem turca com alguns problemas com a polícia de imigração, e cujo sonho é ir viver para Nova Iorque. Estas vidas e as dos restantes personagens da história acabam ligadas por um estranho acontecimento... O aparecimento de um coração humano numa das casas de banho do hotel...

 

O assunto abordado é a grande mais valia da película e aquilo que a diferencia dos restantes filmes dentro do género. A ténue linha entre o certo e o errado, o vísivel ou ignorado, joga a favor desta obra de Frears que soube levar a bom porto a sua ideia. Ele, e os actores.

 

Ejiofor e Tautou revelam uma boa dinâmica, tocando o espectador e permitindo criar uma envolvência com a sua história. As suas cenas estão muitíssimo bem conduzidas e a química é palpável. Boa prestação de ambos. Aliás, arrisco dizer que todas as interpretações se encontram a muito bom nível.

 

Tráfico de orgãos, imigração ilegal, são temáticas com detalhes minuciosamente tratados e que tornam esta fita num daqueles filmes que não me canso de ver. O seu tom sombrio e a fotografia crua que permite constrastes, não só de espaço, mas também de personagens, visto a faceta multicultural que se nos apresenta, são também um outro ponto significativo.

 

E verificar que com apenas 10 milhões de dólares se conseguiu elaborar tal projecto, é deveras reconfortante.

 

Crú, realista, inteligente, coeso e criativo, “Dirty Pretty Things” é isso mesmo, uma série de coisas belas e sujas, amores e crimes, que prendem do príncipio ao fim. Sem ligar a clichês nem a saídas fáceis. Obrigatório.

 

“We are the people you do not see. We are the ones who drive your cabs. We clean your rooms. And suck your cocks.”

 

Nota Final: 8 / 10

 

 

 


Quarta-feira, 5 de Agosto de 2009

The Happening (2008)

 

 

Algo de estranho se passa em Central Park. Os corpos estagnam e, de repente, algo inesperado acontece... Mortes e mais mortes se seguem, todas elas por suicídio. E o pior, é que o número de cidades americanas onde se registam tais comportamentos aumenta a uma velocidade aterradora. O que estará por trás deste estranho comportamento? Mão humana ou algo ainda mais difícil de controlar?

 

Elliot Moore (Mark Wahlberg) é mais um sobrevivente que juntamente com a namorada, Alma (Zooey Deschanel), tenta escapar à morte certa, à vontade de pôr fim à vida. Mas… conseguirão? Do que fogem eles realmente?

 

É esta a premissa para “The Happening”, um dos mais recentes filme catástrofe a cargo de M. Night Shyamalan, o realizador indiano responsável pelo inesquecível “Sixth Sense”.

 

O facto de num estudo recente se ter provado que as células de quem comete suícidio apresentam algumas diferenças para as células de indivíduos que sofreram morte natural pode despoletar um ainda maior interesse nesta fita. Haverá efectivamente alguma forma de controlar a genética de forma a levar alguém a colocar fim à sua vida? É deveras interessante, mas voltemos à fita...

 

Embora à primeira vista nos seja apresentada uma história inteligente e bastante actual, certo é que toda a premissa cai por terra por culpa de inúmeras incongruências difíceis de gerir.

 

A nível interpretativo, foi-me bastante complicado identificar o melhor desempenho... porque ele parece quase inexistente. Deschanel apresenta-nos uma Alma com total falta de expressão e cuja apatia chega mesmo a ser enervante e constrangedora. Wahlberg parece também ele contagiado pela negatividade do filme e deixa bastante a desejar na sua performance. Assim, talvez as melhores, e curiosamente, mais curtas participações da fita, estão a cargo de John Leguizamo e Betty Buckley. Irrepreensíveis.

 

O guião, embora recheado de ideias características de Shyamalan, e mantendo o seu estilo narrativo, apresenta algumas falhas, especialmente notórias na recta final do filme. Os melhores pontos são alguns dos efeitos especiais, e cenas mais bem conseguidas (como o suícidio de pessoas que se atiraram de um prédio em construção, por exemplo, ou os momentos iniciais, bastante perturbadores e que nos deixam expectantes), conseguindo uma interessante composição.

 

Em tom conclusivo, é imperativo mencionar o final. E que final… A falta de explicações nem é aquilo que mais me incomoda (lembrar-se-à certamente o espectador de inúmeros filmes parcos em explicações, mas ainda assim, incontornáveis), mas sim o cliché que dele resulta. Se dúvidas houvessem, torna-se claro que estamos perante um dos filmes mais fracos de Shyamalan.

 

O conceito e imaginação estão lá. A qualidade, nem tanto. Vale somente pela história.

 

“You know plants have the ability to target specific threats.”

 

Nota Final: 5.5 / 10

 

 

 


Terça-feira, 4 de Agosto de 2009

The Fifth Element (1997)

 

 

No futuro, precisamente no século XXIII, um taxista chamado Korben Dallas (Bruce Willis) vê-se envolvido numa antiga profecia sobre o final da vida humana. Leeloo (Milla Jovovich) cai de um prédio, e aterra sobre o táxi de Korben e pede-lhe ajuda para fugir da força policial. Depois do Padre Vito Cornelius (Ian Holm) saber que o 5ºElemento da profecia é Leeloo, todos partem numa corrida contra o tempo para reunir os outros quatro elementos: terra, fogo, água e ar.

 

Andava curioso para ver este filme. Tinha poucas recordações dele e decidi revê-lo. Embora não fosse exactamente aquilo que eu esperava, The Fifth Element consegue ser um filme multifacetado, ao misturar acção, ficção científica e humor, tudo numa belo guião escrito e conduzido por Luc Besson.

 

The Fifth Element transporta-nos para um cenário futurista, onde existem milhares de carros a voar, os prédios têm centenas de andares e a vida no chão quase que não existe. Embora não sendo uma obra-prima nos efeitos e na imagem, este filme consegue coisas bastantes boas para a época em que foi realizado. Em relação à banda sonora, é bastante razoável e acompanha a acção de uma forma muitíssimo boa.

 

Bruce Willis faz o típico papel de herói sem fuga (ao estilo de Die Hard) e não desilude atingindo uma performance bastante aceitável. A bela Milla Jovovich tem um desempenho muito bom no papel de Leeloo, uma extraterrestre que não consegue compreender a língua humana nem as acções destes.

 

Se está com vontade de rever um clássico do cinema mas não tem vontade de ver ou rever um filme chato e que o aborreça, The Fifth Element é a escolha certa para si. 

 

“I know she's made to be strong, but she's also so fragile, so human. Know what I mean?”

 

Nota Final: 7 / 10

 

  


Sexta-feira, 31 de Julho de 2009

Push (2009)

 

 

Push é mais um filme (já não chega?) de pessoas normais com poderes fora do normal. A premissa é relativamente simples: Nick Gant (Chris Evans) que tem o poder de levitar objectos, está refugiado em Hong Kong desde a morte do seu pai pela Divisão. A Divisão é liderada por Henry Carver (Djimon Hounsou) que tem o poder de alterar os pensamentos das pessoas. Um certo dia, Cassie Holmes (Dakota Fanning) aparece na vida de Nick e dá-lhe uma flor, flor essa que o pai lhe tinha dito para aceitar à muitos anos atrás.

 

Paul McGuigan traz-nos um filme parecido a tantos outros que têm inundado o mundo da 7ª arte. O filme apenas se distingue de outros por não ser a típica história dos mutantes bons a lutar contra os maus, e assim consegue ser minimamente interessante nos poderes ‘inventados’. Vejamos: movers que conseguem mover objectos usando a mente, os watchers que conseguem desenhar o futuro, os seekers que conseguem saber a localização das pessoas, os bleeders que com potentes gritos sónicos deixam as outras pessoas completamente impotentes, os pushers que são capazes de invadir a mente com um olhar alternativa e os shifters que podem transformar temporariamente qualquer objecto em qualquer coisa.

 

A história não poderia ser mais confusa. O que ao princípio parece simples torna-se difícil para o espectador pois não se percebe para onde é que o enredo nos está a levar. Apesar disto, Push apresenta-se com bons efeitos e com boas sequências de acção, embora peque por serem poucas. Em relação ao som à pouco a dizer, pois é tão interessante que nem se dá por ele ao longo do filme.

 

Em relação ao elenco, Chris Evans apresentou-se em bom plano, embora tivesse sido um papel relativamente fácil. O destaque vai para Dakota Fanning que esteve nas cenas mais ridículas do filme, pois sendo uma watcher, esta embebeda-se para tentar aumentar os seus poderes.

 

Embora Push não seja o típico filme que atraia multidões, é um bom filme para se ver numa tarde encostado no seu sofá e de preferência com a parte crítica do seu cérebro desligada.

 

"You already know the ending to this story. You can only draw it so many ways."

 

Nota Final: 6 / 10

 

 


Sábado, 25 de Julho de 2009

Angels and Demons (2009)


 

 

Depois de uma adaptação desastrosa de The Da Vinci Code de Dan Brown (um dos melhores escritores da actualidade na minha opinião), Angels and Demons deixou-me algo apreensivo, ainda para mais sendo este o meu livro preferido do escritor. Destaco desde já que o realizador Ron Howard decidiu por cronologicamente Angels and Demons à frente de The Da Vinci Code quando na realidade é precisamente o contrário.

 

A trama gira mais uma vez em torno de Robert Langdon (Tom Hanks) e de um misterioso assassinato no Vaticano. Langdon descobre que quem está por de trás do misterioso assassinato é uma antiga sociedade secreta chamada Illuminati. Entretanto, nas instalações da CERN é roubada uma pequena amostra de anti-matéria que mesmo em ínfimas proporções poderia arrasar uma cidade. Langdon e a cientista Vittoria Vetra (Ayelet Zurer) lutam então contra o tempo para tentar salvar os padres raptados (os favoritos a substituir o falecido Papa) e tentar encontrar a amostra para salvar a cidade do Vaticano.

 

Ron Howard desta vez traz-nos um filme menos pastoso e com mais acção, mais à imagem do que realmente o livro de Dan Brown transmite. O cenário não poderia ser melhor e nisso o filme não desilude, mostrando a beleza enorme da cidade do Vaticano. Os efeitos visuais não ficam aquém das expectativas, principalmente na fase final com a explosão da anti-matéria.

 

O filme ganha sobretudo com uma actuação mais intensa de Tom Hanks que tem uma actuação bem mais interessante que no filme anterior. Mais uma vez Howard falha em não dar o destaque merecido à ‘ajudante’ de Langdon, o que se traduz numa performance medíocre de Ayelet Zurer. Quem não me desiludiu foi Ewan McGregor que num papel diferente do habitual (Camerlengo Patrick McKenna) mostrou o seu enorme talento.

 

Angels and Demons consegue ser melhor do que o seu antecessor, mas mesmo assim não consegue ultrapassar aquela barreira de blockbuster, tendo como maior ponto de interesse os factos históricos e as imagens do Vaticano que nos são dadas a visualizar.

 

Our church is at war. We are under attack from an old enemy. The Illuminati. They have struck us from within and threatening us all with destruction from their new god Science.”

 

Nota Final: 7 / 10

 

 

  


Sexta-feira, 17 de Julho de 2009

The Bank Job (2008)

 

 

Londres, Setembro de 1971. A sucursal do Lloyd’s Bank em Baker Street é vítima de um assalto na ordem de 3 milhões de libras. A responsabilidade por tal acto coube a um grupo de criminosos pouco experientes mas que, num brilhante esforço conjunto, conseguiram ir ao encontro de inúmeros segredos que o Governo do Reino Unido tentou abafar a todo o custo...

 

Alugando uma pequena loja abandonada, com localização nas traseiras do banco, o grupo de assaltantes construiu um túnel que lhes permitiu entrar no banco sem serem detectados. Nos cofres, conseguiram o saque de diversas jóias, dinheiro e... fotografias comprometedoras, quer para a casa real britânica, quer para indivíduos com altos cargos no Governo.

 

Tendo por base o assalto que ficou conhecido como “Assalto dos Walkie Talkies”, por ter sido essa a forma de comunicação entre os ladrões, que estiveram sempre sob escuta policial no decorrer do assalto, este filme vê na fotografia o factor técnico que mais se destaca, muito por culpa dos seus tons e jogo de luzes, bem adequados ao ambiente de época a retratar, tal como cenários e guarda roupa.

 

O bom enredo que a história permite (embora alguns focos da narrativa sejam pura especulação, pois a forma abrupta como o caso deixou de ser comentado nas notícias por pressão do Governo britânico, e todo o secretismo que o envolveu, não permitem ter certezas do que realmente aconteceu) revelou-se uma aposta ganha pois permitiu conjugar sequências de acção (ainda que escassas, o que é pouco comum num filme que conta com Jason Statham como protagonista) e um guião inteligente.

 

Os actores contribuiram bastante para o interesse do filme pois os desempenhos conseguem dosear bem as diferentes interacções das personagens. O facto de não ser um elenco muito extenso ajudou a condensar essas mesmas acções, embora um pouco mais de estudo dos personagens secundários não fosse inoportuno.

 

Porém, denotam-se algumas falhas, nomeadamente no desevolvimento da acção. Se por um lado existem cenas que poderiam ver-se resolvidas num curto espaço de tempo, outras, com uma maior importância para o desenrolar da história são por vezes tratadas com uma celeridade desadequada. Não é um filme coerente nesse aspecto e as quebras de ritmo tornam-se frequentes acabando por ser desnecessárias.

 

Ainda assim, “O Golpe de Baker Street” pode vangloriar-se por ser um thriller que, baseando-se numa história verídica, é capaz de prender o espectador e captar o merecido destaque que algumas críticas lhe prestaram.

 

“You know what scares me more? Living and dying with nothing to show for it.”

 

Nota Final: 7.5 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 17:29
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Quinta-feira, 16 de Julho de 2009

Watchmen (2009)


 

 

 

Com uma premissa bastante interessante (desde já digo que nunca sequer tinha ouvido falar da banda desenhada Watchmen) e diferente dos normais filmes de ‘super-heróis’, Watchmen começa com o assassinato do The Comedian (Jeffrey Dean Morgan) no seu próprio apartamento. Rorschach (Jackie Earle Haley) tenta provar que este foi assassinado e provar que alguém anda a querer assassinar todos os antigos membros da Watchmen.

 

Zack Snyder (realizador de 300) fez um óptimo trabalho ao condensar a história de Watchmen num filme três horas, pois se tudo fosse contado ao pormenor, cinco horas não chegariam. Watchmen consegue transmitir-nos uma ideia quase filosófica do mundo em que vivemos e do que este seria se vivêssemos lado a lado com super-heróis. Uma frase citação popular no mundo de Watchmen é “Who Watches The Watchmen?” e é nisso que assenta grande parte da história do filme.

 

Não sendo um filme de aspecto noir como Sin City e The Spirit, consegue ter o melhor destes filmes com uma edição de imagem absolutamente espectacular e uma banda sonora do melhor que ouvi nos últimos tempos. Apesar de não privilegiar as cenas de acção, consegue mesmo assim ter umas boas sequências de combates. A juntar a isto, os diálogos estão muito bem construídos e claro que quota parte disso se deve ao elenco.

 

O elenco esteve todo a um grande nível começando por Jackie Earle Haley no papel de Rorschach, que além de uma das personagens mais curiosas, assume também o papel de narrador com a sua voz ‘negra’ e rouca. Jeffrey Dean Morgan no papel de The Comedian apresentou a qualidade que já lhe conhecemos de outras fitas e séries de televisão. Patrick Wilson tem também um bom desempenho no papel de Nite Owl II. O restante elenco (ainda longo) tem também um bom desempenho.

 

Watchmen não é um blockbuster, por isso se está com vontade de um filme de acção com mortes e tiros pelo ar, este filme não será a melhor opção. Agora se quer ver um filme fora do normal, com uma boa e enorme história, e ainda assistir a um pouco de acção, então Watchmen é o filme para si.

 

"I heard a joke once: Man goes to doctor. Says he's depressed. Says life is harsh and cruel. Says he feels all alone in a threatening world. Doctor says, "Treatment is simple. The great clown Pagliacci is in town tonight. Go see him. That should pick you up." Man bursts into tears. Says, "But doctor... I am Pagliacci." Good joke. Everybody laugh. Roll on snare drum. Curtains."

 

Nota Final: 9 / 10

 

 

 


Por Hugo às 19:40
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Sábado, 11 de Julho de 2009

Blade (1998)

 

 

Nesta adaptação cinematográfica dos comics Marvel criados por Marv Wolfman e Gene Colan, chega-nos a história de Blade (Wesley Snipes), o “Diurno”, meio-homem, meio-vampiro.

 

20 anos antes... o ataque de um vampiro a uma mulher grávida fez com que o ADN da criança ainda por nascer adoptasse algumas características dos vampiros. Essa criança era Blade que, ao nascer, viu-se portador do melhor e pior dos dois mundos: forte, rápido, mas com uma sede cada vez mais difícil de controlar, e com a particularidade de poder estar em contacto com a luz do dia.

 

Ajudado por um dos últimos caçadores de vampiros, Abraham Whistler (Kris Kristofferson), Blade dedica-se a caçar a raça que mudou a sua vida para sempre. E agora, com um adversário à altura...

 

Esta primeira parte da bem sucedida trilogia que teve o seu (a meu ver, fraco) desfecho em 2004 com “Blade Trinity”, revela-se um bom filme de acção e que consegue surpreender o espectador pela positiva. O papel do imortal caçador assenta que nem uma luva a Snipes (que curiosamente também é o produtor do filme), assim como Stephen Dorff consegue um dos melhores vilões desta série de filmes. O seu Deacon Frost está excelente, e com a dose certa de carisma.

 

Afirmando-se como um dos blockbusters mais reconhecidos com a temática de vampiros (a par da também trilogia “Underworld”), Blade conquista pelas suas sequências de acção, bons planos, uso q.b. de efeitos especiais, toque noir, e frequente recorrência a cenas gore.

 

O filme, embora com uma certa celeridade no decorrer de algumas situações, e consequentes lacunas do guião, revela-se uma boa adaptaçao dos comics sendo mesmo considerado como um clássico incontornável dos filmes de terror/acção. Besides, Blade is cool, and that’s it!

 

“You give Frost a message from me. You tell him it's open season on all suckheads.”

 

Nota Final: 7.5 / 10

 

 

 


Domingo, 5 de Julho de 2009

Red Eye (2005)

 

 

Uma tarde passada na companhia de amigos implicou o aluguer deste filme de “terror”... E que agradável surpresa. Apesar de já levar consigo alguns anos, “Red Eye” é, até ao momento, o mais recente thriller de Wes Craven e vem carregado de uma tensão palpável pelo espectador, revelando-se como uma das surpresas do seu ano de estreia em Portugal. Mas primeiro, a história...

 

Lisa Reisert (Rachel McAdams) é uma bem sucedida gerente de um hotel em Miami. Por forma a regressar à sua rotina, após ter comparecido ao funeral da sua avó em Dallas, Lisa terá de enfrentar uma das suas maiores fobias: andar de avião.

 

Enquanto espera pela chegada do mesmo, Lisa conhece Jackson Rippner (Cillian Murphy), um interessante jovem por quem desenvolve uma empatia imediata. Já dentro do avião, descobrem que os seus lugares são um ao lado do outro. Terá sido mera coincidência, ou algo mais?...

 

Sob esta premissa, o realizador de filmes como “Nightmare on Elm Street” e “Scream” consegue desenvolver num tão confinado espaço, como é o de um avião de passageiros, um dinâmico jogo de gato e rato entre as personagens principais, revelando não só mestria da sua parte, como ainda grande qualidade interpretativa e entrega por parte dos actores.

 

Rachel McAdams mostra-se à altura do papel de protagonista dando um salto qualitativo na sua capacidade de interpretação, uma vez que explorou características e emoções até então nunca abordadas pelas suas personagens. A um bom nível está também Cillian Murphy que consegue alcançar diferentes registos dentro do mesmo personagem. Louvável.

 

Contudo, é de referir que se verifica uma quebra da já anteriormente mencionada tensão, numa “segunda parte” do filme (isto se encararmos que a fita se subdivide em acção dentro e fora do avião). O crescendo de alterações emocionais e psicológicas estão bem patentes à medida que o filme avança, e é precisamente esse um dos pontos mais fortes que a película tem para oferecer. Pena somente pelo facto de culminar, a meu ver, num final algo apressado e banal, mas ainda assim, satisfatório q.b..

 

É pois de concluir que Wes mostra ser cada vez mais um mestre do suspense... e ainda bem. “Red Eye” recomenda-se vivamente!

 

“Sometimes bad things happen to good people.”

 

Nota Final: 7.5 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 00:00
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Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

The Lazarus Project (2008)

 

 

Ben Garvey (Paul Walker) é um ex-condenado que conseguiu reconstruir a sua vida. Empregado exemplar, bom marido e excelente pai... Tudo corria na perfeição. Até ao dia em que, ao ver descoberto o seu passado, acaba por ser despedido. Desnorteado e com todas as suas perspectivas de futuro deitadas por terra, aceita o convite do seu irmão Ricky (Shawn Hatosy) para participar num último golpe.

 

Mas ao contrário do que seria de esperar, o golpe corre mal resultando na morte de 3 pessoas, incluindo o irmão de Ben. Assim, em tribunal, é condenado à morte por injecção letal. Mas algo de estranho ocorre após a sua execução...

 

Ben encontra-se a caminho de uma pacata cidade do estado de Oregon, onde se apresenta para trabalhar num instituto que alberga pessoas com perturbações mentais. Acreditando tratar-se de uma segunda oportunidade, este tudo faz para a merecer, embora não esqueça a mulher, Lisa (Piper Perabo), nem a filha de ambos. Ao tentar sair da cidade, um estranho homem avisa-o de que, caso o faça, morrerá.

 

Conseguirá Ben voltar para casa, para junto da família que teima em não perder? E as visões que o atormentam, que quererão dizer?

 

Nesta fita do realizador John Glenn (responsável pelo screenplay de “Eagle Eye”), Paul Walker consegue brindar o espectador com uma boa interpretação. Os seus gestos contidos e maneira comedida são imprescindíveis para a sua personagem conseguir cativar o público com a sua história. Contudo, penso que faltou um pouco mais de emoção aquando das sequências das visões de Ben. O restante elenco encontra-se a bom nível e respondem competentemente.

 

Quanto à filmografia, o jogo de luzes e planos, e o ritmo lento do filme revelam-se imperativos para que o suspense da fita consiga prender o espectador. O final é complexo q.b., cumprindo a sua função e traduzindo-se num bom climax.

 

Assim, “The Lazarus Project” revela-se uma fita bem elaborada, com uma interessante premissa e que, embora com algumas falhas no guião, não se deixa cair num potencial aborrecimento que muitos teimam em afirmar estar latente no projecto. Longe disso.

 

Bom filme!

 

“You don't have to forget. You just have to move on.”

 

Nota Final: 7.5 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 00:48
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Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

The International (2009)


 

 

 

Louis Salinger (Clive Owen) um agente da Interpol e Eleanor Whitman (Naomi Watts) uma assistente do Procurador Geral de Manhattan investigam um banco internacional (BCCI – Bank of Credit & Commerce International) pelas suas actividades ilícitas. Esta investigação leva-os a combater pela vida pois os dirigentes do banco só querem cumprir com os seus objectivos e não lhes interessa os custos para atingir os mesmos.

 

Tentando muitas vezes invocar a fabulosa técnica de filmagem vista em Bourne, Tom Tykwer traz-nos um filme com uma boa história mas que após grandes cenas iniciais acaba por cair na monotonia. A exploração do universo financeiro é um ponto positivo e deixa o espectador pensativo do que realmente aconteceu por esse mundo fora e como as actividades ilícitas são financiadas.

 

Clive Owen consegue atrair as atenções todas para si com um desempenho bastante bom e mostrando todo o seu potencial para filmes de espionagem. No entanto, em certos momentos parece que faltou alguma profundidade à personagem, mas essa critica deve ser apontada aos escritores e não a Owen. Naomi Watts mostra-se em bom plano mas é passada para personagem secundária com pouco tempo de antena.

 

The International poderia ter-se afirmado como um dos melhores thrillers do ano mas ficou-se apenas por um filme que está acima da média. O ponto alto do filme vai para uma cena de acção no museu Guggenheim que está brilhantemente montada e mostra-nos uma acção verdadeiramente giratória (sim, giratória). Fica para a memória alguns bons diálogos e uma história que não se distancia muito da realidade do nosso mundo.

 

“Sometimes a man can meet his destiny on the road he took to avoid it.”

 

Nota Final: 7/10

 

 

 


Por Hugo às 07:00
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Quarta-feira, 10 de Junho de 2009

X-Men Origins: Wolverine (2009)

 

 

Em X-Men Origins: Wolverine é retratada a história do mais famoso dos X-Men, Wolverine (Hugh Jackman). O filme começa mostrando uma série de imagens com Wolverine e o seu irmão Victor Creed (Liev Schreiber) a passarem pela guerra e por uma equipa especial de mutantes. Tudo muda quando essa mesma equipa se separa e um por um começam a ser assassinados. O assassino em busca de Wolverine mata a mulher deste e este em busca de vingança aceita um convite para participar numa experiência que o iria tornar indestrutível.

 

A passagem da famosa saga de X-Men pelos cinemas tem aqui o seu ponto mais baixo. Se por um lado é sempre um grande atractivo ver a história de Wolverine, por outro lado existem demasiadas falhas nela. Gavin Hood tenta surpreender-nos com muitos dos mutantes da história de X-Men mas mesmo nisso este consegue cometer erros na história dos mesmos.

 

Como filme de entretimento X-Men Origins: Wolverine cumpre o seu papel com boas cenas de acção e um som de cortar a respiração. O decorrer do filme é algo estranho pois os primeiros quinze minutos só mostram cenas da história de Wolverine e poucas ou quase nenhumas falas tem. E é aqui que está a maior falha do filme: o seu argumento. Tal como disse anteriormente, este tem demasiadas falhas, e graças à velocidade vertiginosa com que Gavin Hood nos tenta fazer engolir a história,quando chegamos ao fim soltamos um ‘já acabou?’.

 

Hugh Jackman tem aqui mais um bom desempenho não desiludindo os fãs da sua personagem. Liev Schreiber é uma boa surpresa não deixando o papel de vilão mal desempenhado. O resto do elenco tem um médio/bom desempenho, destacando-se Ryan Reynolds no papel de Wade Wilson/Deadpool.

 

Nota Final: 7/10

 

 

 

 


Por Hugo às 22:41
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Domingo, 7 de Junho de 2009

Terminator Salvation (2009)

 

 

Depois do mais que anunciado judgement day em Terminator Salvation estamos em 2018 e a Skynet domina aquilo que resta do mundo humano. John Connor (Christian Bale) lidera a resistência contra os exterminadores da Skynet.

 

No entanto Marcus Wright (Sam Worthington) condenado à morte em 2003 acorda num cenário pós-apocalíptico e encontra o jovem Kyle Reese (Anton Yelchin) que é o seu ponto de partida para procurar John Connor. Quando estes se encontram finalmente, nenhum dos dois estavam preparados para a revelação que iria acontecer.

 

Depois de um Terminator 3: Rise of the Machines surge Salvation realizado por McG (Charlie’s Angels) para dar um novo rumo à história iniciada por James Cameron na década de 80. McG consegue trazer-nos um bom filme, melhor que Terminator 3 (alias, era impossível ser pior), mas a verdade é que para verdadeiros fãs de Terminator fica aquém das expectativas. Se por um lado as cenas de acção estão bastantes boas a nível de efeitos e imagem, por outro lado esperava-se um mundo muito mais negro tal como anuciado, principalmente, nos dois primeiros capítulos da saga.

 

Se encararmos Salvation como um mero blockbuster, ficamos colados ao ecrã dada a acção vertiginosa e os efeitos especiais espectaculares. Agora se encararmos Salvation como um dos filmes mais esperados do ano somos arrasados com um argumento fraco, personagens sem ligação e profundidade inexistente.

 

O elenco tem como principal atracção Christian Bale e como sempre este não desilude estando a um grande nível e provando a muitas vozes criticas que o papel do mítico John Connor lhe assenta que nem uma luva. Sam Worthington para mim é uma das surpresas do filme. Sendo praticamente um desconhecido para a maioria do público, consegue aqui arrancar um bom desempenho e embora o final da sua personagem seja um pouco feito à pressa, este mostra que é um actor a levar em conta nos próximos tempos. A maior desilusão do elenco vai para Bryce Dallas Howard, não tanto pelo seu mau desempenho mas pelo pouco tempo de antena que tem no filme, tendo em conta que é a quem dá as ordens a seguir a John Connor e a importância que tem em toda a história.

 

Talvez se tivesse sido escolhido um realizador com mais experiência, neste momento poderia estar aqui a falar de um dos filmes do ano. Mas dado o que desejamos raramente se torna realidade, resta-nos rezar para que McG tenha aprendido a lição e o próximo capitulo desta saga seja algo de mais estrondoso.

 

"Win or lose, this war ends tonight!"

 

Nota Final: 7.5/10

 

 

 


Por Hugo às 07:00
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Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

Body Of Lies (2008)

 

 

Roger Ferris (Leonardo Di Caprio) é um agente da CIA que tenta desmantelar uma rede terrorista. Nas suas investigações pouco ortodoxas, descobre que o líder do grupo terrorista opera da Jordânia. Contando com o apoio do líder dos Serviços Secretos da Jordânia, Ferris para se infiltrar na rede terrorista tem de convencer o chefe da operação em Langley, Ed Hoffman (Russel Crowe).

 

Realizado por Ridley Scott, chega-nos um filme com um ritmo intenso, com uma história interessante, mas no entanto com alguns clichés. Utilizando o esquema de Eagle Eye, Scott usa e abusa do esquema de imagens de satélite, tornando-se por vezes algo irritante e desnecessário.

 

A ideia principal do filme é mostrar um dos princípios básicos dos agentes da CIA: não confiar em ninguém. É com essa ideia que Leonardo Di Caprio desempenhando o papel de herói solitário tem um grande desempenho, sendo-nos apresentado com uma barba bem típica daquela região. Este sentiu-se particularmente à vontade no papel pois é fluente na língua.

 

Russel Crowe tem um papel descontraído e cínico, pois coordena uma operação a milhares de quilómetros de distância, dando ordens para matar pessoas e ao mesmo tempo passa momentos agradáveis com a mulher e o filho. Para minha surpresa, o melhor desempenho é obtido por Mark Strong que desempenha o papel de Hani, o chefe dos serviços secretos da Jordânia. Este desempenha um papel bastante carismático e interessante, estando sempre em cima do acontecimento e não deixando que Ferris o engane e o use como um meio para chegar ao fim da operação.

 

Body of Lies é um bom filme, mas falha na arquitectura da história, impondo ao espectador que este faça um esforço complementar para acompanhar o ritmo com que a história se desenrola, o que era desnecessário pois o fim acaba por ser algo decepcionante.

 

Nota Final: 7 / 10

 

 


Por Hugo às 12:24
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Domingo, 10 de Maio de 2009

Knowing (2009)

 

 

10/05/09: a data em que perdi duas preciosas horas com um filme no mínimo vazio. Mas atentemos primeiro à história...

 

Massachusetts, 1959. Alguns alunos da escola William Dawes procedem à realização de vários desenhos representativos do que pensam vir a ser o futuro, com o objectivo de os colocarem numa cápsula do tempo que seria aberta 50 anos mais tarde, no dia de aniversário da escola. Essa ideia pertence à pequena Lucinda Embry (Lara Robinson), uma menina introvertida que, ao contrário dos colegas, não se encontra a desenhar, mas sim a preencher a sua folha com uma série de números aleatórios.

 

E é precisamente esse “desenho” que, no presente ano de 2009, vai parar as mãos de Caleb Koestler (Chandler Canterbury). Quando o seu pai, o professor de astrofísica John Koestler (Nicolas Cage), analisa a folha descobre que não se tratam de números sem significado, mas sim de datas de catástofres, naturais e não só, que ocorreram nos últimos anos, e de outras que estão por acontecer. Para além das datas, John descobre que também é mencionado com precisão o número de vítimas mortais bem como o local exacto onde ocorreu cada um dos desastres.

 

Conseguirá ele agora evitar as calamidades que se aproximam?

 

Com uma premissa que prometia bastante dado o seu carisma apocalíptico e a análise da recorrente dicotomia ciência/religião, facto é que “Sinais do Futuro”, do mesmo realizador de “I, Robot”, Alex Proyas, se revela um filme fraco, desinspirado, superficial e com um dos finais mais non sense de que me lembro dentro de filmes do género.

 

Pecando em diversos aspectos, nomeadamente a nível do argumento e consistência da história, esta película vê como “tábua de salvação” os efeitos especiais que se encontram muito bem conseguidos. Uma das melhores cenas do filme é mesmo a de um desastre de avião que mata 81 pessoas. É uma boa sequência e perturbadora q.b..

 

Em tom conclusivo devo frisar que, no que ao elenco diz respeito, “Knowing” deixa uma vez mais a ideia de que Nicolas Cage ainda não se conseguiu voltar a encontrar enquanto actor. Posso mesmo afirmar que existem falhas em algumas das suas cenas que são, no mínimo, risíveis. A compensar, talvez só a prestação do jovem Chandler Canterbury, que esteve competente.

 

Com lacunas claras e parco em explicações lógicas, o que pretendia ser um filme inteligente e coeso, falha amplamente. Dispensável.

 

“This isn't the end, son.”

 

Nota Final: 5 / 10

 

 

 


Domingo, 3 de Maio de 2009

Fast & Furious (2009)

 

Passado oito anos da história do primeiro capítulo, Dominic Toretto (Vin Diesel) tenta reconstruir a sua vida juntamente com Letty (Michelle Rodriguez), ou seja, tenta viver da mesma maneira, só que desta vez rouba camiões que transportam combustíveis. Quando a polícia do México tenta descobrir o paradeiro de Dom, este foge para não pôr em perigo a vida de Letty, mas as coisas não correm como ele quer.

 

Quando Letty é misteriosamente assassinada, Dom vê-se dominado por um sentimento de vingança e faz tudo para descobrir quem a assassinou. Entretanto, Brian O’Conner (Paul Walker), que está de volta ao FBI, está numa investigação de um importante grupo de droga, que curiosamente está ligado à morte de Letty. Assim, mesmo contra a vontade dos dois, Dom e Brian formam uma dupla para desmantelar a organização.

 

Como argumento “New model. Original parts.”, Justin Lin traz-nos o mesmo elenco mas com uma história renovada em que o objectivo passa por dar importância às corridas de rua e à adrenalina que estas transmitem. Fast and Furious é daqueles filmes que se não for visto com meio cérebro desligado e ainda no cinema ou num Home Theather de jeito, o espectador fica com um amargo de boca, mas se tiver nas condições que eu enumerei, o filme passa de satisfatório para fantástico.

 

Em relação ao primeiro filme (sim não vou falar nos outros dois porque para mim nem existiram), este apresenta uma história melhor, cenas de acção melhores, menos mulheres, e melhores desempenhos do elenco. Para mim foi um filme muito bem conseguido, ultrapassando a qualidade do primeiro, e um must see para os amantes do género. Se não for um apreciador do género, para si vai ser um filme mediano com cenas de acção acima da média. Destaco negativamente o uso algo exagerado de efeitos CGI, que em certas situações estraga todo o aspecto visual.

 

Em relação ao elenco, todos estão iguais a si próprios. De destacar negativamente alguma falta de conexão entre Paul Walker e Jordana Brewster. O ponto positivo vai para Gal Gadot, uma actriz israelita que desempenha o papel sensual da organização criminosa da história.

 

“Just like old times.”

 

Nota Final: 7.5 / 10

 

 


Sábado, 2 de Maio de 2009

Eden Lake (2008)

 

 

Deixando antever desde início uma história com contornos brutais, este “O Lago Perfeito” é uma “lufada de ar fresco” dentro de filmes do género.

 

Steve (Michael Fassbender) decide surpreender a namorada Jenny (Kelly Reilly) com um fim de semana romântico em Eden Lake, local onde tenciona pedi-la em casamento. Tudo seria perfeito não fosse terem-se cruzado com um grupo de jovens que ao serem repreendidos pelo casal, começa a aterrorizá-los, desde tecerem comentários jocosos até procederem ao roubo do seu carro.

 

Ao tentar reaver o carro e os seus restantes pertences, Steve acaba por se envolver numa discussão com um dos rapazes, e, no calor da luta acaba por apunhalar a cadela do líder do grupo, Brett (Jack O’Connell, que integra, à semelhança de Thomas Turgood, o elenco do filme do mês de Abril aqui no GoldenTicket, “This is England”). A morte da cadela desperta assim nos jovens um colérico sentimento de vingança cujas consequências se irão revelar devastadoras...

 

O nível interpretativo dos protagonistas, especialmente da parte de Michael Fassbender, deixa um pouco a desejar nos primeiros 10 minutos da fita que se pretende somente servirem como representação de uma calma aparente, mas prestes a ser quebrada. Porém, essas lacunas são compensadas pela fotografia e filmografia que, embora simples, se revelam competentes.

 

Com o decorrer da fita, muito pelo à vontade procurado para a execução de cada cena, os actores vêem colmatadas as suas falhas iniciais. Kelly Reilly, que à semelhança de Fassbender se parece tentar encontrar no início da película, consegue arrebatar o espectador nas cenas de maior intensidade dramática. Excelente. O núcleo mais jovem também não deixa créditos por mãos alheias, e consegue transmitir na perfeição o conflito interior perante tal situação. Porque no fim de contas, com tudo o que fazem, não passam de crianças...

 

O terror que se publicita tem tanto de visual como de psícológico, muito por culpa de toda a situação assentar numa base bastante coerente e realista. São situações presentes e possíveis no mundo actual. E esse acaba mesmo por ser o ponto mais assustador. A educação de uma criança prende-se essencialmente com os valores que lhe são transmitidos, e se os próprios progenitores são muitas vezes os indivíduos responsáveis por determinados actos, como esperar algo diferente de uma criança a seu cargo? Uma questão pertinente, e aqui respondida da forma mais desconfortável possível.

 

Violento, brutal, crú e perturbador. Não ficarão certamente indiferentes a este “Eden Lake”.

 

“At your first opportunity, turn around.”

 

Nota Final: 8 / 10

 

 

 


Quinta-feira, 30 de Abril de 2009

The Ruins (2008)

 

 

Um grupo de amigos a passar férias no México conhece Mathias (Joe Anderson) que tem um irmão a investigar umas ruínas antigas. Mathias diz ao grupo que está de partida para as ruínas para ir ter com o irmão, e estes decidem ir com ele para quebrar a monotonia que as férias estavam a ter.

 

Quando chegam às ruínas algo de estranho acontece. Um grupo de locais ameaça-os, mata o amigo deles e não os deixa voltar para trás. Assim, Mathias, Jeff (Jonathan Tucker), Eric (Shawn Ashmore), Amy (Jena Malone) e Stacy (Laura Remsey), ficam presos nas ruínas e começam a aperceber-se que algo não está bem.

 

Baseado num livro, Carter Smith traz-nos um filme que embora tenha sido muito mal recebido pela maior parte dos críticos, na minha opinião está acima da média dos últimos filmes do género. Sem grandes pormenores técnicos, The Ruins destaca-se por misturar todos os ingredientes habituais num filme do género (jovens, bebedeiras e sexo) e mesmo assim não cair no ridículo. E isto deve-se,  principalmente, ao agente de terror não serem zombies ou factos paranormais, mas antes uma planta carnívora e inteligente que actua quando o ser humano menos está à espera.

 

Derivado à ‘estranheza’ da situação, o elenco consegue-nos surpreender com o seu misto de diferentes reacções ao que está acontecer e à diferença das decisões que tomam. Destacando-se quase todos pela positiva, o prémio de reconhecimento vai para Jonathan Tucker, embora o seu papel acabe por ser pequeno para o talento e o à vontade que transpõe em frente às câmaras. Laura Remsey acaba por não se destacar pela negativa, mas mesmo assim acaba por ter algumas situações ridículas talvez por ter sido a ‘hot girl’ do grupo.

 

Para terminar, o ponto negativo da história vai para o facto de nunca ser conhecido de onde aquelas plantas vieram nem tão pouco a relação dos locais com a mesma.

 

Nota Final: 7 / 10

 

 


Nothing But The Truth (2008)

 

 

Em 2003 foi publicada no The Washington Post uma reportagem que revelou a identidade de uma agente da CIA. O caso ficou conhecido como “Valerie Plame” e é a história base para este “Nothing But The Truth”. Não se trata de uma adaptação para a sétima arte desse polémico caso, mas os contornos da história não deixam dúvidas que este serviu, de facto, como inspiração para o filme.

 

Kate Beckinsale (que muito provávelmente tem aqui a sua melhor interpretação até ao momento) é Rachel Armstrong, uma jornalista que, por se recusar a revelar a fonte que deu Erica Van Doren (Vera Farmiga) como sendo agente da CIA, vê instaurada contra si uma investigação governamental, que a mantêm sobre prisão até que ela decida falar.

 

Com diálogos irrepreensíveis e uma história bem conseguida, é-nos permitido acompanhar a estadia de Rachel na prisão, ver como aos poucos ela vai perdendo a confiança e controle sobre os seus actos e sentimentos. À medida que o tempo passa, as suas fragilidades são visiveis, o seu casamento desmorona, e tudo aquilo em que acredita começa a não fazer sentido quando os acontecimentos se precipitam na morte de uma das pessoas envolvidas na história...

 

De destacar ainda a interpretação de Matt Dilon no papel de Patton Dupois, um advogado implacável no que à execução do seu trabalho diz respeito.

 

Detendo-se numa filmografia clássica e num ambiente contido, “Nothing But The Truth” permite-nos observar até que ponto um jornalista está disposto a ir para proteger a sua fonte de informação, mostrando não só a sua ética profissional, como também o seu carácter enquanto indivíduo. O final é tudo menos previsível e são levantadas questões morais que muitos espectadores terão certamente dificuldade em responder. Um filme a não perder.

 

“Who was your source?”

 

Nota Final: 8 / 10

 

 

 


Sábado, 25 de Abril de 2009

The Uninvited (2009)

 

 

Anna (Emily Browning) está num hospital psiquiátrico por causa de uma depressão que derivou de um trágico acidente que acabou por matar a sua mãe que tinha um doença em fase terminal. Passado uns tempos quando finalmente chega a hora de voltar para casa, Anna é confrontada com uma nova e surpreendente realidade: o sei pai Steven (David Strathairn) juntou-se com a antiga enfermeira que tomava conta da sua mãe, Rachael (Elizabeth Banks).

 

Mas nem tudo é mau no retorno a casa. Alex (Arielle Kebbel), irmã de Anna, está à sua espera e juntas conseguem passar pelo facto do pai ter uma nova mulher na sua vida. Porém, terríveis sonhos assolam a mente de Anna, e esta sente que é a mãe a tentar-lhe que Rachael é a culpada da sua morte. Assim, Anna e Alex tentam a todo o custo descobrir o que aconteceu naquela noite e quem realmente é Rachael.

 

Realizado por Charles e Thomas Guard, The Uninvited é uma adaptação do sucesso do cinema de terror asiático A Tale Of Two Sisters (2003). Como já toda a gente sabe os remakes de Hollywood geralmente costumam dar para o torto e dada a popularidade do filme original penso que este não é excepção. Embora com bons pormenores de realização, The Uninvited falha no seu objectivo principal que é o terror. Se por um lado os cenários foram bem escolhidos, em especial a mansão onde a trama é passada, por outro lado as cenas de ‘terror’ são óbvias e muito mal estruturadas.

 

Já em relação ao desempenho do elenco para mim foi uma surpresa. Emily Browning esteve surpreendentemente a um bom nível, algo que era difícil num filme como este e tendo em conta a idade desta. Arielle Kebbel esteve bastante bem também, no entanto não consegue disfarçar a sua falta de experiência em filmes do género demonstrando sempre um lado mais comediante. Em relação a David Strathairn e Elizabeth Banks cumprem o seu papel, não passando da mediocridade.

 

Se procura um bom thriller para ver numa tarde de fim-de-semana esta é um boa escolha, mas se pretende um filme de terror é melhor escolher outro filme.

 

Nota Final: 7 / 10

 

 


Por Hugo às 07:00
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Sábado, 11 de Abril de 2009

Butterfly On A Wheel (2007)

 

 

Filmado em sensívelmente dois meses, “Butterfly On a Wheel” conta-nos a história de Neil e Abby Randall (Gerard Butler e Maria Bello), um pacato e feliz casal que mora juntamente com a sua filha, Sophie, em Chicago.

 

Num fim de semana, Neil é convidado pelo patrão a passar uns dias fora e Abby combinou visitar a irmã Diane, pelo que decidem deixar Sophie com uma babysitter. Quando se prepara para deixar Abby na casa da irmã, Neil apercebe-se que não estão sozinhos no carro... Com eles segue viagem Tom Ryan (Pierce Brosnan), um estranho homem que afirma ter sequestrado Sophie e que começa a chantageá-los exigindo que, por 24 horas, o casal cumpra todas as suas ordens.

 

Conseguirão Neil e Abby recuperar a filha?

 

Contando com um conhecido, e competente, trio de protagonistas, “Atormentados” revela-se um filme consistente q.b., e com uma boa dinâmica, tanto cénica como interpretativa. Brosnan mantém-se a um bom nível, e a entrega de Butler permite-lhe bons apontamentos. Devo frisar contudo que a sua química com Maria Bello não convence. Não pela prestação da actriz, que é muitíssimo bem conseguida, mas porque algumas cenas dramáticas entre ambos simplesmente não funcionam.

 

Também é verdade que a película se deixa cair nos já comuns clichés em filmes deste género (nomeadamente a cena em que Sophie está a porta de casa a despedir-se dos pais...mais do que visto), mas ainda assim o filme acaba por prender o espectador, com uma simplicidade filmográfica que se revela sufiente para um bom produto final.

 

De notar ainda o twist final (ou devo dizer, double twist?!) que, para mim, será mesmo o que de melhor o filme oferece. Bastante bom.

 

Assim, e embora pouco promovida, esta fita que dá também pelo nome “Shattered”, não deixa de cumprir a sua função: entreter o espectador.

 

“Who breaks a butterfly upon a wheel?”

 

Nota Final: 7 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 23:32
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Butterfly Effects Revelations (2009)

 

Sam Reid (Chris Carmack) é uma pessoa fora do normal: tem a habilidade de viajar no tempo. Assim, depois de uma infância difícil em que os pais morreram num incêndio (consequência directa de ter viajado no tempo para salvar a sua irmã Jenna Reid (Rachel Miner) que tinha morrido invés dos pais nesse mesmo incêndio), Sam ganha a vida como uma espécie de vidente para polícia, ajudando a resolver casos difíceis e a identificar assassinos.

 

Tudo muda quando Elizabeth Brown (Sarah Habel) irmã da ex-namorada de Sam, Rebecca Brown (Mia Serafino) que tinha sido assassinada, lhe faz uma visita para dizer que tinha encontrado um diário que provava que a pessoa que ia ser executada pelo assassinato estava inocente. Sam parte então numa série de idas e voltas no tempo para tentar descobrir o assassino e evitar que Rebecca seja morta. Porém as coisas não correm como Sam esperava.

 

Com o objectivo de nos fazer esquecer o péssimo segundo capitulo desta saga e talvez com uma corda ao pescoço, a verdade é que Butterfly Effect Revelations surpreende muito pela positiva. Escrito por Holly Brix, Seth Grossman traz-nos um filme intenso, difícil de largar, mas surpreendentemente curto (uma hora e vinte minutos). Não supera nem de perto nem de longe o primeiro filme, mas consegue-nos estar sempre a fazer raciocinar sobre o que irá ser alterado ‘nesta’ viagem do tempo, coisa que em Butterfly Effect 2 nem passava pela cabeça.

 

Chris Carmack tem aqui um bom desempenho, transpondo para o ecrã uma verdadeira obsessão e um desejo de descobrir o que está a acontecer e o que lhe está a escapar. Em relação ao resto do elenco nada mais há a dizer, pois têm pouco ‘tempo de antena’.

 

Nota Final: 7/10

 

 

 


Quarta-feira, 8 de Abril de 2009

The Strangers (2008)

 

 

Claustrofóbico, inteligente, tenso, maduro e assustador. Assim é, muito resumidamente, este “The Strangers”. Mas primeiro passemos à história.

 

James Hoyt (Scott Speedman) tinha planeado tudo minuciosamente: pediria a namorada Kristen McKay (Liv Tyler) em casamento, e celebrariam na casa de Verão da família Hoyt. Porém, a noite não correu como seria de esperar. Kristen, não se sentindo preparada para dar tal passo, recusa o pedido e James vê a sua noite arruinada. Ainda assim, decide levá-la para a casa, tal como havia préviamente decidido.

 

Mas se até ali a sua noite se revelara difícil... o pior ainda estava para vir... Após uma estranha jovem bater à porta do casal à procura de alguém que não estava na casa, três estranhos mascarados (um homem e duas mulheres, incluindo essa rapariga) começam a aterrorizá-los: estão dentro de casa, vigiam cada um dos seus passos, impossibilitaram-lhes a comunicação com o meio exterior... Conseguirão agora James e Kristen sobreviver aos perigosos “jogos” que lhes estão reservados?

 

Inspirado em factos verídicos, “Os Estranhos” revela-se uma película que, talvez por isso mesmo, consegue transmitir ao espectador um receio acrescido. Valendo-se de uma simplicidade técnica, livre de efeitos especiais, consegue um ambiente perturbador, que joga ainda com uma boa fotografia, lentidão propositada de algumas cenas e boa edição de som.

 

Sobre este último pormenor aliás, devo alongar-me um pouco mais. Não se limitando às previsíveis situações de “música dramática” num qualquer momento “assustador”, o realizador Bryan Bertino prefere apostar num mais inteligente uso dos sons. E isso é visível quando as duas cenas mais perturbadoras do filme são tão distintas: numa não se regista qualquer som, e noutra, o som de um gira discos estragado confere a atmosfera claustrofóbica e de pânico necessárias para o momento em questão.

 

Quanto ao elenco, nada a apontar. Os protagonistas Tyler e Speedman estão competentes nos seus papeís e conseguem, especialmente na primeira meia hora do filme, uma tensão interessante entre as suas personagens, e que prende certamente o espectador.

 

Mais um thriller psicológico do que propriamente um filme de terror, “The Strangers” segue uma linha livre de dramatismos, sem recorrência a cenas gore e com uma extrema contenção e seriedade que mostra como a crueldade, e loucura, humana conseguem ser das mais assustadoras temáticas a serem abordadas. A ausência de respostas é também, a meu ver, uma mais valia, reforçando o efeito pretendido pelo filme.

 

Fala-se numa sequela. A ver vamos o que conseguirão dedilhar a partir desta boa e perturbadora história.

 

“Since we've been here, I haven't heard a dog bark...or a car pass. Nothing. Just us and them.”

 

Nota Final: 7.5 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 18:20
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Sexta-feira, 3 de Abril de 2009

The Spirit (2009)

 

Chega-nos pela mão de um agora realizador Frank Miller, “The Spirit”, a adaptação homónima dos comics de 1940 de Will Eisner. A história tem como protagonista Denny Colt (Gabriel Macht), um ex-investigador da polícia que é assassinado... mas que regressa miraculosamente à vida sob a identidade do mascarado Spirit, combatendo o crime em Central City.

 

Bem ao estilo de “Sin City – Cidade do Pecado” em termos visuais, “The Spirit” peca talvez por isso. Não só Frank Miller se revela extremamente inexperiente nesta sua nova faceta de director/realizador, como ainda se tenta prender em aspectos técnicos que, embora brilhantes, não podem, nem devem, ser a base de sustentação de qualquer filme. O argumento sustenta e os efeitos compõe. E nesta película, infelizmente, isso não se verifica.

 

É certo que, no que à adaptação dos comics diz respeito, não me posso própriamente pronunciar, uma vez que não tive oportunidade de os ler. Ainda assim, tenho sérias dúvidas que, mesmo reconhecendo o filme como uma boa adaptação, tal facto me faça mudar de ideias. Mas adiante...

 

Relativamente ao elenco, o brilhantismo recai única e exclusivamente sobre Eva Mendes, que aqui interpreta Sand Saref, uma ladra de jóias e antiga paixão de Denny Colt. Encontrando-se finalmente enquanto actriz, a beldade tem aqui uma prestação de registo. Nem a já amplamente aplaudida Scarlet Johansson lhe consegue tirar o estatuto de estrela feminina do filme, provando que a ajuda do realizador pode mesmo ser imperativa para o aproveitamento de bons actores. O protagonista, Gabriel Macht, revela-se pouco, ou nada, inspirado, assim como Samuel L. Jackson enquanto o vilão Octopus.

 

Fora isso, pouco mais há a retirar desta fita. Com algumas situações que roçam mesmo o rídiculo, “The Spirit” prende-se ainda com pormenores irrelevantes, diálogos extremamemente forçados, e o facto de tentar ser um filme noir ao mesmo tempo que se excede em algumas situações de humor, o que acaba por torná-lo fraco, triste e pouco inspirado. É assim, uma das desilusões do mês e, quiçá, do ano.

 

“My city screams. She is my love. She is my life, and I am her Spirit.”

 

Nota Final: 4 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 19:54
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Domingo, 29 de Março de 2009

Killshot (2008)

 

Carmen (Diane Lane) e Wayne (Thomas Jane) são um casal com problemas e estão à beira da ruptura. Não podem ter filhos e a relação entre os dois está degradada. Armand Degas (Mickey Rourke) é um assassino da máfia em fase final de carreira que já só aceita trabalhos quando a questão financeira lhe agrada. A sua vida ganha outro sentido quando lhe aparece à frente um ladrão sem qualidade, Richie Nix (Joseph Gordon-Levitt). Armand decide então tomar Richie como seu aprendiz. Richie tinha no entanto feito uma pequena chantagem com um corrector de imóveis, e no dia em que foi cobra-la com Armand, Carmen e Wayne estavam no sítio errado à hora errada.

 

Armand começa então uma perseguição ao casal pois tinha uma regra: ninguém podia ficar vivo que tivesse visto a sua cara nas cenas do crime. Carmen e Wayne são postos então no programa de protecção de testemunhas, mas nem isso os irá pôr a salvo da dupla de assassinos.

 

Adaptado do romance policial de Elmore Leonard, John Madden traz-nos um filme que irá despoletar diversas opiniões. Se por um lado tem boas interpretações, por outro lado a história e a realização ficam um pouco aquém das expectativas.

 

Killshot é um filme morno, que apesar de John Madden ter optado por uma imagem um pouco sombria, não chega para ficar de olhos pregados no ecrã. Outro ponto negativo recaí na banda sonora que não cativa o espectador minimamente.  Mas quanto aos desempenhos dos actores já é outra conversa. Diane Lane consegue ter aqui um bom desempenho pois consegue transmitir sempre o medo do ser humano ao ser confrontado em situações de morte. Joseph Gordon-Levitt faz um papel muito bom, sempre muito eléctrico e é muito graças a ele que o filme não recaí na monotonia. Mickey Rourke parece mesmo ter renascido dos mortos, fazendo o papel de assassino que luta contra os seus próprios fantasmas e que no final é vencido pelos mesmos.

 

Não é um mau filme, mas certamente não irá estar na minha prateleira de DVD’s quando este chegar às lojas.

 

Nota Final: 7/10

 

   

 


Por Hugo às 19:00
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Quarta-feira, 25 de Março de 2009

007 Quantum Of Solace (2008)

 

Após o grande Casino Royale a saga de 007 ganhou um novo fôlego. Daniel Craig apresentou-se numa performance excepcional e fez correr muita tinta a elogiar essa mesma performance. Assim Quantum of Solace apresenta-se ao publico com as expectativas altas e na minha opinião não as deixou ao acaso.

 

O enredo começa no exacto momento aonde Casino Royale acabou. James Bond (Daniel Craig) tenta a todo custo escapar a uma alucinante perseguição e entregar à MI6 o quase anónimo Mr.White (Jesper Christensen). Após um interrogatório falhado por causa de um agente desleal à agência, Mr.White consegue escapar. Bond parte então numa jornada em que tem de cumprir ordens de M. (Judi Dench), mas ao mesmo tempo sem esquecer a sua sede de vingança pela morte de Vésper Lynd. Deixando um rasto de sangue por onde passa, Bond encontra informações sobre uma companhia chamada Quantum, que é desconhecida tanto à Mi6 como à CIA. Bond conhece Camille (Olga Kurylenko) que o ajuda contra Dominic Greene (Mathieu Amalric), apesar de ela própria andar a procurar a sua vingança pelo assassinato do seu pai.

 

Quantum of Solace é um filme curto quando comparado com praticamente todos os outros títulos da série mas será que é significado de um filme mais fraco? Claro que não. Em pouco mais de 100 minutos de cortar a respiração, este 22º filme da saga 007 tem tudo o que se deseja num filme de acção. Com cenas de acção e perseguições absolutamente fantásticas, Marc Forster consegue atingir os seus objectivos embora não atingindo a grandiosidade de Casino Royale.

 

Daniel Craig mostrou um lado do agente secreto mais famoso do mundo que eu nunca tinha visto: o lado humano. Craig faz transparecer toda a raiva e espírito vingativo que uma pessoa sentiria ao passar pelos acontecimentos de Casino Royale. Demonstra mais uma vez aqui que é candidato ao melhor Bond de sempre. Talvez a maior desilusão do filme recaía sobre a Bondgirl, Olga Kurylenko, que apesar de alguns apontamentos não conseguiu transmitir a importância que uma Bondgirl normalmente tem no desenrolar do filme. Talvez nesse aspecto Gemma Arterton salte mais à vista no papel da belíssima agente Strawberry Fields. Já agora a titulo de curiosidades Gemma estará no próximo filme Mike Newell, o esperado Prince Of Persia: The Sands of Time.

 

Para finalizar, destaco o créditos iniciais do filme acompanhados da belíssima musica Another Way To Die de Alicia Keys e Jack White.

 

Nota Final: 8/10

 

 

 


Por Hugo às 07:00
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Sábado, 21 de Março de 2009

Man on Wire (2008)

 

 

Documentário, com contornos de thriller, que retrata a história fantástica de um homem... sonhador. Bastante enérgico, desde miúdo trepava às árvores sendo um apaixonado por alturas e pela adrenalina que lhe proporcionava. Vive desde os dezassete anos com um objectivo na cabeça: realizar o seu sonho de unir as torres do World Trade Center por um arame e atravessá-lo. O nome deste homem é Philippe Petit.

 
Quando decidiu conquistar as torres gémeas, este nunca tinha andado num arame e mais incrível ainda, as torres só agoram começavam a ser construídas. Durante todo o tempo que estas levaram a erguer-se, Petit exercitou-se constantemente demonstrando uma preserverança e uma atitude enormes.
 
O realizador James Marsh retrata então esta história através de imagens de arquivo, entrevistas com os principais intervenientes e através de dramatizações. Uma conjunção que resultou na perfeição, agarrando os seus visionadores à tela. Para isso, contribuiu e muito a forma apaixonada(!) como o protagonista conta a sua história, e as peripécias que vão acontecendo durante esta aventura.
 
Philippe Petit e os seus amigos ‘cúmplices’ tiveram de engendrar diversos planos, para ultrapassar a segurança do edificio, para transportar e montar as estruturas... tudo deveras dificil, quase imposivel. Mas a verdade é que este caminhou, deitou-se e ajoelhou-se durante quase uma hora num arame a mais de cem metros de altura e sem qualquer rede ou método de segurança... haverá então sonhos impossíveis?? A pensar...
 
 
Nota final: 8.5/10

 

 

 


Por Diogo às 16:19
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