Quarta-feira, 25 de Março de 2009

007 Quantum Of Solace (2008)

 

Após o grande Casino Royale a saga de 007 ganhou um novo fôlego. Daniel Craig apresentou-se numa performance excepcional e fez correr muita tinta a elogiar essa mesma performance. Assim Quantum of Solace apresenta-se ao publico com as expectativas altas e na minha opinião não as deixou ao acaso.

 

O enredo começa no exacto momento aonde Casino Royale acabou. James Bond (Daniel Craig) tenta a todo custo escapar a uma alucinante perseguição e entregar à MI6 o quase anónimo Mr.White (Jesper Christensen). Após um interrogatório falhado por causa de um agente desleal à agência, Mr.White consegue escapar. Bond parte então numa jornada em que tem de cumprir ordens de M. (Judi Dench), mas ao mesmo tempo sem esquecer a sua sede de vingança pela morte de Vésper Lynd. Deixando um rasto de sangue por onde passa, Bond encontra informações sobre uma companhia chamada Quantum, que é desconhecida tanto à Mi6 como à CIA. Bond conhece Camille (Olga Kurylenko) que o ajuda contra Dominic Greene (Mathieu Amalric), apesar de ela própria andar a procurar a sua vingança pelo assassinato do seu pai.

 

Quantum of Solace é um filme curto quando comparado com praticamente todos os outros títulos da série mas será que é significado de um filme mais fraco? Claro que não. Em pouco mais de 100 minutos de cortar a respiração, este 22º filme da saga 007 tem tudo o que se deseja num filme de acção. Com cenas de acção e perseguições absolutamente fantásticas, Marc Forster consegue atingir os seus objectivos embora não atingindo a grandiosidade de Casino Royale.

 

Daniel Craig mostrou um lado do agente secreto mais famoso do mundo que eu nunca tinha visto: o lado humano. Craig faz transparecer toda a raiva e espírito vingativo que uma pessoa sentiria ao passar pelos acontecimentos de Casino Royale. Demonstra mais uma vez aqui que é candidato ao melhor Bond de sempre. Talvez a maior desilusão do filme recaía sobre a Bondgirl, Olga Kurylenko, que apesar de alguns apontamentos não conseguiu transmitir a importância que uma Bondgirl normalmente tem no desenrolar do filme. Talvez nesse aspecto Gemma Arterton salte mais à vista no papel da belíssima agente Strawberry Fields. Já agora a titulo de curiosidades Gemma estará no próximo filme Mike Newell, o esperado Prince Of Persia: The Sands of Time.

 

Para finalizar, destaco o créditos iniciais do filme acompanhados da belíssima musica Another Way To Die de Alicia Keys e Jack White.

 

Nota Final: 8/10

 

 

 


Por Hugo às 07:00
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Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

Blood Diamond (2006)

 

 

Serra Leoa. Década de 90. A corrupção do governo e os problemas na administração das minas de diamantes foram ponto de partida para uma guerra civil que fez milhares de mortos entre a população.

 

É neste cenário que começa a nossa história. Solomon Vandy (Djimon Hounsou) é um pacato pescador, pai de três filhos, que vê a sua vida sofrer uma completa ruptura quando se dá um ataque das RUF (Frente Unida Revolucionaria) à sua aldeia. Os membros da RUF controlavam as províncias ricas em diamantes, atacando as aldeias para abusarem das mulheres, obterem mão de obra, mutilarem os seus habitantes, fazerem propaganda contra o voto e recrutarem crianças para a Frente (os chamados meninos soldados).

 

E é esse mesmo o destino de um dos filhos de Solomon, que parte numa perigosa missão para se salvar a si e à sua família. Nessa sua jornada contará com a ajuda do pouco honrado contrabandista Danny Archer (Leonardo Dicaprio), um vendedor de armas e cujo interesse passa pela obtenção do maior diamante rosa visto até aos dias de hoje, e de Maddy Bowen (Jennifer Connely), uma jornalista que, embora sensibilizada com toda a situação que se vive no país, procura o seu “grande furo”.

 

Com uma excelente fotografia, o filme faculta-nos um retrato fiel das diferenças latentes no país pois, ora somos “prendados” com imagens da bela paisagem do continente africano, ora somos abordados por imagens de devastação e terror, que não deixam ninguém indiferente. As sequências de acção são também uma mais valia, e estão extremamente bem executadas.

 

Fortíssimo e com grandes interpretações (Jennifer Connelly aqui sim, muito bem mesmo. Quanto a DiCaprio, para quando o Óscar?), “Diamante de Sangue” vem abordar de forma bastante realista e dura a guerra civil da Serra Leoa. Não deixando ninguém isento de culpas, leva-nos a tomar consciência da real importância daquelas pedras, e das vidas que se perderam para as obter. Desde as empresas que compram os diamantes (sendo portanto, as principais financiadoras da guerra), até nós, os consumidores, todos são culpados. Culpados, e denunciados neste filme.

 

In America, it's bling bling. But out here it's bling bang.”

 

Nota Final: 8.5 / 10

 

 

 


Por Mafalda às 21:47
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Transporter 3 (2008)

 

Mais um filme de Transporter. Mais uma desagradável desilusão. Esta série de filmes tem-nos habituado a cenas de acção bastantes boas e espectáculos de velocidade esplendorosos. Contudo, falta-lhe sempre o que faz um filme medíocre passar a ser um filme que fica na lembrança de todos os espectadores: a história. Mas antes de uma análise mais elaborada e uma comparação com os outros capítulos desta série, vamos primeiro perceber a história deste Tranposter 3.

 

Frank Martin (Jason Statham) que parecia ter-se afastado do negócio de transportador (peço desculpa se não estou a fazer a tradução correcta) de cargas potencialmente duvidosas, é obrigado a transportar uma rapariga ucraniana, Valentina (Natalya Rudakova) e dois sacos de conteúdo desconhecido. Frank parte para a missão sem praticamente saber no que se estava a envolver, apenas sabendo se ele ou Valentina se afastassem mais de 23 metros do carros, as pulseiras que têm no seu pulso explodiriam. Enquanto Frank é confrontado com armadilhas humanas e automobilísticas, este e Valentina acabam por se apaixonar.

 

A verdade é que não existe mais nada para dizer acerca do enredo deste filme. Poderia escrever mais umas duas linhas mas acabaria por contar o filme todo. Transporter 3 tem como principal arma as suas cenas de acção alucinante, em que a meu ver só ganha em termos automobilísticos, pois a nível de combates em que Frank “beat’em all” Martin entra, Olivier Megaton utilizou uns efeitos meio esquisitos. Natalya Rudakova tem um desempenho miserável e que nem o facto de a maior parte das vezes tentar fazer-se de sexy compensa. Já por sua vez Jason Statham tem um desempenho ao seu nível, mas perfeito para o papel representado. Para mim o maior destaque vai para Robert Knepper que faz o papel de Johnson, e que à semelhança do que acontece na série Prison Break, tem um desempenho muito bom e não desiludiu em nada.

 

O primeiro filme desta saga foi indiscutivelmente o melhor, com boas cenas de acção, boas perseguições com o famoso BMW e talvez o único com uma história minimamente aceitável, que foi seguido por um filme miserável com demasiadas cenas forçadas e um uso abusivo e horrível de efeitos CGI.

 

Apenas para apreciadores da saga e, quiçá, do género.

 

Nota Final: 6.5/10

 

 

 

 


Por Hugo às 11:19
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Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009

Sunshine (2007)

 

Na recente onda do Óscar para Danny Boyle, lembrei-me que tinha visto esta (injustamente) pequena pérola de ficção científica pela altura do natal. Sunshine é um filme que nos fascina porque mostra-nos o outro lado do espaço, ou seja, o lado humano. Nessa película podemos observar que o ser humano quando confrontado com a probabilidade de uma possível morte, altera completamente a sua maneira de pensar e vai contra os seus ideais.

 

Sunshine passa-se em 2057. O por muitos considerado impossível começa a acontecer, ou seja, o sol começa a extinguir-se, e com ele toda a humanidade. Icarus II, uma nave espacial tripulada por 8 pessoas, transporta uma bomba atómica com o objectivo de dar uma nova vida à estrela que ilumina o planeta terra. Comandada por Kaneda (Hiroyuki Sanada) tudo parece correr bem na longa viagem até ao sol, até que o sistema de radia da nave capta um sinal estranho, a que toda a tripulação chega à conclusão que o mesmo era da nave espacial Icarus I, a primeira missão levada a cabo em 2050 e claramente falhada pois na verdade nunca se tinha descoberto o que lhe teria acontecido. Debatendo se deveriam ou não alterar a trajectória de forma a obterem a bomba de Icarus I (e assim terem mais probabilidade de pôr o sol de novo a ‘brilhar’), a tripulação fica dividida e a decisão recaí sobre o físico Capa (Cillian Murphy).

 

Mostrando-nos o que seria uma verdadeira missão para salvar o planeta terra, Sunshine ao mesmo tempo dá-nos que pensar sobre o que faríamos em tal situação e como reagiríamos ao ter como parceiros de tripulação pessoas de outras nacionalidades e culturas. Ainda não tinha referido este importante pormenor? A nave do enredo escrito por Alex Garland, é tripulada por um asiático, uma chinesa, um japonês, um americano, um inglês, um neozelandês, uma australiana e um irlandês.

 

O filme tem um bom elenco, efeitos bastantes satisfatórios e uma componente psicológica que nos leva a reflectir sobre diversos assuntos do nível cultural, religioso e até filosófico, após o final do filme. Pegando no final do filme, foi neste ponto que Sunshine mais me desapontou. Danny Boyle e Alex Garland tentam dar-nos um final com terror que chega a ser ridículo, e completamente desnecessário. Para terminar, de referir que este filme foi feito apenas com um orçamento de 10 milhões de euros, ou seja, dá que pensar o porque de filmes com orçamentos astronómicos andam a fazer pelas salas de cinema.

 

Nota Final: 7.5/10

 

 

 

 


Por Hugo às 07:00
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Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

Outlander (2008)

 

Quando ouvi falar deste filme fiquei em sobressalto! Um filme do produtor do "Lord Of The Rings"? Porque é que não se ouviu falar deste filme mais cedo? O certo é que, após ver a fita, percebi porquê. Mas primeiro, vamos à história.

 

Estamos na época dos Vikings na antiga Noruega. Tudo começa quando uma nave espacial cai sobre Fjord. A nave pertence a Kainan (James Caviezel), um soldado de outro mundo que ia numa missão de volta para o seu planeta. Mas este não vinha sozinho... a acompanhá-lo seguia uma criatura de outro planeta chamada Moorwen. Kainan, após ter sido feito prisioneiro por Wulfric (Jack Huston) e Rothgar (John Hurt), consegue ganhar a confiança dos mesmos e convence-os de que enfrentam uma terrível ameaça e partem para uma dura batalha contra Moorwen. De realçar ainda o envolvimento com a bela Freya (Sophia Myles), durante o avançar da história.

 

Este filme tinha a história, os cenários e até o ‘cast’. Mas na realidade fica muito aquém das expectativas. Talvez esteja a ser muito exigente, mas a verdade é que sublinharem o facto de este ser do produtor de "LOTR" com tanto êxtase só prejudicou o filme. Poderia ser algo de grandioso, mas peca por ter falta de melhores efeitos, tentar mostrar muito sangue em poucas batalhas (de pouca qualidade) e, verdade seja dita, até o próprio enredo apresenta algumas falhas, digamos, algo graves.

 

Não deixam de ser quase duas horas bem passadas, porém fica muito aquém das expectativas.

 

Nota final: 6.5/10

 

  

 


Por Hugo às 20:24
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Domingo, 8 de Fevereiro de 2009

The Darjeeling Limited (2007)

 

Escrito e realizado por Wes Anderson, este oferece-nos, além de uma grande aventura, uma viagem pela Índia a bordo do comboio Darjeeling Limited. Toda a fotografia e banda sonora estão brilhantes sendo que a segunda complementa bastante bem a primeira.
 
A história em si baseia-se no reencontro de três irmãos que não se vêem desde a morte do seu pai. O irmão mais velho, Francis (Owen Wilson), decide organizar uma viagem espiritual para que estes voltem a confiar uns nos outros. Este sofrera à pouco tempo um acidente de mota que o deixou com a cara em bastante mau estado. É bastante organizado e gosta de decidir tudo (até a escolha do jantar para os irmãos...).
 
O irmão do meio, Peter (Adrien Brody), é um homem ainda muito ligado ao seu pai (utiliza inclusivé os seus óculos, apesar de não terem a graduação correcta para ele...) e irá ser pai dentro em breve (não ficou muito contente com a notícia pois esperava um dia poder divorciar-se...). O terceiro irmão chama-se Jack (Jason Schwartzman), escreve histórias sobre ‘personagens fictícias’ e vive obcecado pelo atendedor de chamadas da sua namorada.
 
Toda esta viagem tem um itenerário pré-definido, por locais onde se espera que estes irmãos encontrem a paz que tanto necessitam. Ainda assim, existe uma paragem por ‘determinar’. Este é o objectivo principal de Francis e tem-no escondido até então dos irmãos: reecontrar a mãe com quem perderam o contacto. O maior desafio está pois em ultrapassar o sentimento de abandono que cresceu dentro deles depois dela não ter aparecido no funeral do pai.
 
Todo o filme tem diversas peripécias. Em determinados momentos, parece um filme sobre nada em concreto, pois deparamo-nos com situações bastantes caricatas. Mas no fundo, é uma história sobre familia, sobre os seus problemas, vistos e analisados de uma forma... ‘diferente’. Além dessas situações caricatas, os grandes momentos de humor estão presentes nos diálogos. Este não é um filme de se rir de uma ponta à outra pois os factores de comédia são-nos mostrados de uma forma tão subtil, que o público mais ‘destraído’ poderá perder ou, simplesmente, não achar piada.
 
De referir também que gostei bastante dos três actores principais (pricipalmente Adrien Brody), uma vez que trabalharam extremamente bem as suas personagens e diálogos, e também porque se complementam muito bem.
 
 
Nota Final: 7.5/10

 

 

 


Por Diogo às 18:11
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